Em 24 de abril de 2011 18:35, Jadsely Clementino
<jad.am...@gmail.com> escreveu:
> O chumbo raramente é encontrado no seu estado elementar. O mineral de chumbo
> mais comum é o sulfeto denominado de galena (com 86,6% deste metal). O
> chumbo está sendo usado pelos humanos por, pelo menos, 7000 anos, porque era
> (e continua sendo) muito difundido na natureza e de fácil extração. Também é
> fácil de ser trabalhado por ser altamente maleável , dúctil e de baixo ponto
> de fusão.
>
> O chumbo pode ser encontrado na água potável através da corrosão de
> encanamentos de chumbo. Isto é comum de ocorrer quando a água é ligeiramente
> ácida. Este é um dos motivos para os sistemas de tratamento de águas
> públicas ajustarem o pH das águas para uso doméstico. O chumbo não apresenta
> nenhuma função essencial conhecida no corpo humano. É extremamente danoso
> quando absorvido pelo organismo através da comida, ar ou água.Em solo o
> chumbo tem a tendência para complexar e precipitar, e sua transformação
> depende do tipo de solo. Em solos com alto teor de matéria orgânica e pH
> entre 6 e 8, o chumbo pode formar complexos orgânicos insolúveis.Caso o
> solo apresente menos matéria orgânica na mesma faixa de pH, pode ocorrer a
> formação de óxidos hidróxidos ou o chumbo pode precipitar como carbonato ou
> fosfato. Na faixa de pH entre 4 e 6, os complexos orgânicos de chumbo
> tornam-se solúveis, percolando ou sendo absorvido pelas plantas.O chumbo
> pode causar vários efeitos indesejáveis, tais como: Perturbação da
> biossíntese da hemoglobina e anemia; aumento da pressão sanguínea; danos ao
> rins; abortos; alterações no sistema nervoso; danos ao cérebro; diminuição
> da fertilidade do homem através de danos ao esperma; Diminuição da
> aprendizagem em crianças; Modificações no comportamento das crianças, como
> agressão, impulsividade e hipersensibilidade. Os principais depósitos de
> minérios de chumbo estão localizados nos EUA , Austrália, Canadá, Peru,
O chumbo é muito utilizado para proteger da corrosão atmosférica, porque ele tem uma rápida oxidação superficial. Além disso, ele é utilizado para proteção contra a radiação. Isso se deve ao seguinte: quanto maior a densidade de um material, maior a sua eficiência na proteção contra os raios-x. O chumbo é um dos metais mais densos, junto com o molibdênio. Mas o molibdênio é 30x mais caro, o que torna preferível a opção pelo chumbo. Em nível atômico, os efeitos da radiação no chumbo são dissipados em função da grande nuvem de elétrons que gira em torno do núcleo do chumbo. As partículas de radiação, chamadas fótons, encontram-se com os elétrons de chumbo, e transferem sua energia pra eles. No final de tudo isso, o resultado é que toda a energia contida nas partículas radioativas transformaram-se em calor: é por isso que a chapa de chumbo usada nos raios-x esquenta.
O composto mineral mais importante relacionado ao chumbo é o
sulfeto de chumbo -PbS.
(Pb = 86.5% e S = 13.5%). Como minério é denominado galena.
Assim como o mercúrio, nós humanos somos afetados pelo ar, pela água e pela acumulação na cadeia alimentar. Os principais sintomas estão relacionados às atividades cerebrais, como perda de memória, perda de coordenação motora e confusão mental.
Fontes:
http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/pergunta_287731.shtml
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010125050520
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chumbo
http://www.dnpm.gov.br/assets/galeriadocumento/balancomineral2001/chumbo.pdf
Balanço mineral Brasileiro 2001
Em alguns contextos, a definição de um metal é baseada nas propriedades físicas. Metais geralmente são caracterizados por altas condutividades térmicas e elétricas, alta reflectividade e lustro metálico, força e ductibilidade. Da perspectiva química, entretanto, é mais comum usar uma definição mais abrangente que diz que um metal é um elemento que dará um ou mais de seus eletrons para formar um cátion em solução aquosa. Com essa última definição, há aproximadamente 80 elementos que podem ser chamados metais. O termo ‘metais pesados’ é menos precisamente definido. É frequentemente usado para metais com densidade acima de 4 ou 5. Em termos de seus impactos ambientais, os mais importantes metais pesados são mercúrio (Hg), chumbo (Pb), cádmio (Cd) e arsênio (As).
A maioria dos metais são tóxicos, incluindo alumínio (Al), arsênio (As), berílio (Be), bismuto (Bi), cádmio (Cd), cromo (Cr), cobalto (Co), cobre (Cu), ferro (Fe), chumbo (Pb), manganês (Mn), mercúrio (Hg), níquel (Ni), selênio (Se), estrôncio (Sr), tálio (Tl), titânio (Ti) e zinco (Zn). Os metais diferem das outras substâncias tóxicas em que eles são totalmente não degradáveis, o que significa que eles são virtualmente indestrutíveis no meio ambiente. Alguns desses metais como o cromo e o ferro, são nutrientes essenciais em nossa dieta, mas em doses mais altas podem causar muitos impactos adversos sobre o corpo, incluindo sistema nervoso e problemas nos rins, criar mutações, e induzir formação de tumores. A toxicidade de cada um depende muitas vezes da forma de ingestão, se no estado líquido ou gasoso e também do estado de oxidação.
A rota mais importante de eliminação desses metais, uma vez que estejam na pessoa, é através dos rins. De fato os rins podem ser considerados como filtros, cujo propósito principal é eliminar substâncias tóxicas do corpo.
Dentre os oligoelementos presentes na água, os metais pesados recebem maior atenção por serem tóxicos às plantas, animais e ao homem quando encontrados em concentrações elevadas. Os metais pesados mormente encontrados na água são: arsênio, cádmio, cromo, chumbo, mercúrio e prata. O grande perigo reside no fato dos metais pesados participarem do mecanismo de bioacumulação na cadeia alimentar, transferindo-se aos organismos situados em degraus superiores da cadeia alimentar.
O chumbo é acumulativo e os problemas podem começar com 0,05 mg/L.
A exposição ambiental ao chumbo aumentou bastante após o processo de industrialização e o aumento da mineração. É uma exposição maior que de outros elementos da natureza. Globalmente, calcula-se que cerca de 300 milhões de toneladas de chumbo já foram expostas no meio ambiente durante os últimos cinco milênios, especialmente nos últimos 500 anos. Após o advento do automobilismo, no início do século XX, aumentou-se bastante a exposição de chumbo devido ao seu uso junto com o petróleo.
O consumo de chumbo aumentou significativamente nos países em desenvolvimento entre 1979 e 1990. Atualmente, a contaminação de chumbo nas águas, solo e ar continua significativa. Calcula-se que a concentração de chumbo no sangue era até 500 vezes menor nos seres humanos da era pré-industrial.
Algumas profissões têm um risco muito maior: montagem de veículos, montagem e recuperação de baterias, soldagem, mineração, manufaturação de plásticos, vidros, cerâmicas e indústrias de tintas, oficinas de artesanato. Há várias situações em que o local de trabalho é a própria casa o que leva a exposição às crianças e vizinhança. Legislações rigorosas têm sido seguidas nos países ricos há algum tempo, o que não ocorre nos países do terceiro mundo, onde várias regiões podem estar sendo expostas devido a fábricas sem uso de proteção ambiental.
Na América Latina, a exposição é pequena
através de tintas, mas é grande através de cerâmicas. A exposição por diversas
fontes parece ser até mais importante do que pelo petróleo, especialmente na
população pobre – mineração, fábricas de baterias, artesanato, fundições.
Países
como Jamaica e Albânia tiveram suas populações expostas (residentes de áreas
perto de fábricas) estudadas tendo sido demonstrado uma concentração sangüínea
duas vezes maior do que as pessoas não expostas. A China também contribui com
dados parecidos, sendo que houve grande número de crianças com taxas sangüíneas
altas mesmo morando longe de fábricas, o que sugere ser devido à exposição ao
petróleo (combustíveis) que tem grande quantidade de chumbo naquele país. No
México, o risco de exposição ao chumbo esteve relacionado com o tipo de
cerâmica utilizada para o preparo da alimentação, concentração de chumbo do ar
devido à emissão por veículos e na sujeira e poeira com as quais as crianças
têm contato. A África tem um petróleo com as maiores concentrações de chumbo do
planeta. O nível de chumbo no solo também é grande. Na Tailândia, após a
retirada do chumbo dos combustíveis, houve uma melhora importante nas
concentrações atmosféricas locais.
Existem duas classes de compostos de chumbo: os inorgânicos, que são os formados por sais e óxidos de chumbo, e os orgânicos que são os chumbo tetraetila e o chumbo tetrametila. Uma vez absorvidos, todos os compostos inorgânicos atuam no organismo da mesma forma.
Os compostos orgânicos são lipossolúveis e podem ser absorvidos pela pele sã e por via respiratória. Por serem lipossolúveis haverá um predomínio dos transtornos nervosos. A absorção do chumbo pelo corpo humano é lenta e depende não só da dose como também de fatores tais como a idade do indivíduo, condições fisiológicas e nutricionais e possivelmente fatores genéticos.
Este metal pode ser introduzido no organismo através da inalação (ar atmosférico), ingestão (água, alimentos e solo contaminados) e por via dérmica. Os compostos de chumbo lipossolúveis e projéteis de chumbo quando alojados na pele e nos músculos permitem a absorção do metal.
A deposição, retenção e absorção de partículas de chumbo no trato respiratório dependem de fatores tais como: tamanho da partícula inalada, densidade, forma química, solubilidade, ritmo respiratório e duração da exposição.
Pela via digestiva, através do trato gastrointestinal, teremos a maioria das intoxicações domésticas. Sua absorção dá-se no intestino delgado e depende dos níveis de cálcio, magnésio, ferro, fósforo e vitamina D na dieta humana. Sabe-se que dietas pobres em cálcio, ferro e fósforo podem aumentar a absorção do chumbo pelo trato intestinal, bem como aumentar a deposição deste metal nos ossos.
Através da via cutânea dá-se a absorção de compostos orgânicos de chumbo, uma vez que são lipossolúveis. Os compostos inorgânicos de chumbo e o chumbo metálico são pouco absorvidos pela pele sã. Entretanto esta via de absorção assume importância nas exposições ocupacionais.
Após absorvido, o chumbo não é distribuído de forma homogênea no organismo. No sangue o chumbo circulante está quase sempre associado aos eritrócitos, sendo em seguida distribuído aos tecidos moles (maiores concentrações no fígado e rins) e aos minerais (ossos e dentes). O osso é o principal compartimento onde armazena-se o metal, cerca de 90% do chumbo encontrado no organismo está depositado nos ossos sob a forma de trifosfato.
O chumbo absorvido e armazenado tem uma meia-vida de pelo menos 25 anos no osso cortical denso. No sangue a meia-vida do chumbo é de aproximadamente 36 dias e medidas de concentração do metal são importantes nos diagnósticos de intoxicações agudas, para o controle não só de indivíduos expostos ocupacionalmente, mas também para o controle da população em geral. A meia-vida do metal em tecidos moles é de aproximadamente 40 dias.
Através do sangue, o chumbo pode ser rapidamente transferido da mãe para o feto. Em consequência o nível de Pb no sangue fetal passa a ser similar ao do sangue materno.
Cerca de 90% do chumbo que foi ingerido, e que não se absorve, é excretado pelas fezes, em função de seu trânsito no trato gastrintestinal sob a forma de sulfetos insolúveis. Aproximadamente 75% é eliminado através da urina. Apesar do nível de chumbo na urina ter sido um indicador de exposição ao metal, é importante ressaltar que esta concentração não representa com fidelidade o grau de absorção, já que os rins excretam quantidades elevadas de chumbo somente quando a concentração do metal no sangue for alta. Para pequenas concentrações do metal, a determinação da concentração de chumbo na urina será útil quando acompanhada de outros parâmetros.
Em pequenas quantidades o chumbo pode ser também eliminado pelo suor, saliva, unhas e cabelo. O chumbo pode ser encontrado no leite materno em pequenas quantidades.
Há poucos sintomas claros de envenenamento por chumbo. Os níveis muito altos podem levar a uma encefalopatia aguda. Supostamente, mesmo em baixos níveis, o chumbo afeta o desenvolvimento mental e está também implicado no decréscimo do QI e do funcionamento mental. Entretanto, as evidências concretas disso ainda são questionáveis. É muito comum a ocorrência de uma anemia causada pela intoxicação por chumbo.
Os sintomas característicos são imprecisos, com exceção da hiperirritabilidade, da diminuição do apetite e da energia, e perda das destrezas recentemente desenvolvidas. Outros sintomas, como cólicas abdominais, podem estar presentes.
Na intoxicação grave por chumbo a encefalopatia evolui para um quadro de vômito, andar cambaleante, debilidade motora devido a uma neuropatia periférica, convulsões e coma.
As expectativas variam dependendo da gravidade da intoxicação. Crianças com níveis acima do normal (superior a 30 microgramas/cm³ e inferior a 50) geralmente se recuperam sem problemas. Crianças com níveis séricos altos e médios de chumbo devem ser acompanhadas cuidadosamente e retiradas de locais onde ocorram possíveis fontes de contaminação. Crianças que têm uma encefalopatia aguda possuem um prognóstico mais cuidadoso. Mesmo uma leve intoxicação por chumbo é suspeita de causar um desempenho escolar fraco e perda de QI.
A principal manifestação clínica do efeito da intoxicação no sistema hematopoiético é a anemia que ocorre somente com altos níveis de exposição, o que atualmente não é muito comum.
Bioquímica
O chumbo inibe várias etapas na biosíntese do heme. A inibição das enzimas ácido delta-aminolevulínico desidratasse (ALA-D) e da hemessintetase já foram caracterizadas, enquanto estudos in vitro indicam um aumento da atividade para a enzima ácido delta-aminolevulínico sintetase (ALA-S) durante a exposição ao chumbo. A inibição da enzima coproporfirinogênio-descarboxilase por chumbo foi demonstrada pela eliminação excessiva de coproporfirina na urina (COPRO-U).
A ação do chumbo ocorre nos eritroblastos da medula óssea e, sendo assim, somente os eritrócitos recentemente formados contêm excesso de protoporfirina. Devido a inibição da hemessintetase, última enzima na biossíntese do heme, o ferro da molécula de protoporfirina IX é substituído pelo zinco dos reticulócitos e, no lugar de se produzir heme, forma-se a protoporfirina zinco.
Efeitos no Sistema Nervoso Central
Os principais efeitos dos compostos de chumbo no sistema nervoso por exposição crônica são as encefalopatias com irritabilidade, cefaléia, tremor muscular, alucinações, perda da memória e da capacidade de concentração. Esse sintomas podem progredir até o delírio, convulsões, paralisias e coma. Dados experimentais revelam que danos causados pelo chumbo podem afetar funções da memória e do aprendizado em todos os ciclos da vida.
As principais manifestações ocorridas no sistema nervoso periférico são a debilidade nos músculos extensores. Também podem ocorrer hiperestesia, analgesia e anestesia da área afetada.
Efeitos no Sistema Renal
Os efeitos renais do chumbo ocorrem como resultado tanto da exposição crônica como da aguda. Em adultos e crianças o chumbo provoca um dano reversível no túbulo proximal e uma lenta e progressiva deficiência renal. Com contínua exposição ao chumbo ou quando trabalhadores são expostos a níveis de Pb-H superiores a 60 mg/dl), a nefropatia aguda pode evoluir para uma nefrite crônica.
Efeitos no Sistema Gastrointestinal
Os efeitos tóxicos do chumbo a nível hepático são mais evidentes nas intoxicações severas podendo ocasionar constipação, diarréia e gastrite.
Em estudos feitos com animais de laboratório, a ingestão do chumbo tetraetila provocou alterações nos sistemas enzimáticos responsáveis pelos processos de biotransformação.
Efeitos no Osso
Existe um especial interesse no estudo da absorção do chumbo pelo osso, sendo os tecidos calcificados aqueles que apresentam maior acúmulo do metal. O osso pode servir como biomarcador de exposições passadas, pois a meia-vida neste compartimento é longa. O chumbo pode afetar o metabolismo do osso no período da menopausa na mulher, contribuindo para o desenvolvimento da osteoporose.
Outros Efeitos
Por razões neurológicas, metabólicas e comportamentais, as crianças são mais vulneráveis que os adultos aos efeitos da ação tóxica do chumbo. Estudos epidemiológicos demonstraram que o chumbo está associado a deficiências neurocomportamentais em crianças.
Os efeitos do chumbo na função reprodutora masculina limita-se a morfologia e ao número de espermatozóides.
O chumbo não parece ter efeitos nocivos na pele, nos músculos e nem no sistema imunológico.
Atenciosamente,
Clayton Christian
O chumbo é o metal pesado mais abundante na crosta terrestre. Sua utilização data de épocas pré-históricas tendo sido amplamente mobilizado desde então. A sua exposição tanto ocupacional quanto ambiental tem levado a sérios problemas principalmente nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, pois nos desenvolvidos tem havido uma diminuição importante do seu uso, devido a novas legislações. A intoxicação aguda por esse metal tem diminuído muito nesses países enquanto a exposição crônica ainda é um problema. Nos países pobres, a parcela da população menos favorecida economicamente tem sido a mais afetada, devido à ausência de leis a respeito.
A exposição ambiental ao
chumbo aumentou bastante após o processo de industrialização e o aumento da
mineração. É uma exposição maior que de outros elementos da natureza. Globalmente, calcula-se que
cerca de 300 milhões de toneladas de chumbo já foram expostas no meio ambiente
durante os últimos cinco milênios, especialmente nos últimos 500 anos. Após o
advento do automobilismo, no início do século XX, aumentou-se bastante a
exposição de chumbo devido ao seu uso junto com o petróleo.O consumo de chumbo
aumentou significativamente nos países em desenvolvimento entre 1979 e 1990.
Atualmente, a contaminação de chumbo nas águas, solo e ar continua
significativa. Calcula-se que a concentração de chumbo no sangue era até 500
vezes menor nos seres humanos da era pré-industrial.
Diferente da intoxicação aguda que geralmente tem sua fonte facilmente detectável, a exposição prolongada deve-se a várias fontes – petróleo, processos industriais, tintas, soldas em enlatados, canos de água, ar, poeira, sujeira das ruas e vias, solo, água e alimentos. O chumbo proveniente do petróleo é o maior contribuinte para a exposição corpórea e a maior forma de distribuição do metal no meio ambiente. Daí contamina-se o solo, ar e água. É um grande problema ambiental que somente recentemente tem sido valorizado pelos países em desenvolvimento.
Att:Allysson Kleber :)
O chumbo é o metal pesado mais abundante na crosta terrestre. Quando em grandes concentrações, o contato humano com esse metal pode levar a distúrbios de praticamente todas as partes do organismo. O chumbo proveniente do petróleo é o maior contribuinte para a exposição corpórea e a maior forma de distribuição do metal no meio ambiente. Daí contamina-se o solo, ar e água. O mais amplo uso do chumbo é na fabricação de acumuladores. Outras aplicações importantes são na fabricação de forros para cabos, elemento de construção civil, pigmentos, e soldas suaves e munições. Graças a sua excelente resistência a corrosão, o chumbo encontra muitas aplicações na indústria de construção e, principalmente, na indústria química. É resistente ao ataque de muitos ácidos, porque forma seu próprio revestimento protetor de óxido. Como consequência desta característica, o chumbo é muito utilizado na fabricação e manejo do ácido sulfúrico.
Fonte: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3859
O chumbo é muito utilizado para proteger da corrosão atmosférica, porque ele tem uma rápida oxidação superficial. Além disso, ele é utilizado para proteção contra a radiação. Em nível atômico, os efeitos da radiação no chumbo são dissipados em função da grande nuvem de elétrons que gira em torno do núcleo do chumbo. No final de tudo isso, o resultado é que toda a energia contida nas partículas radioativas transformaram-se em calor: é por isso que a chapa de chumbo usada nos raios-x esquenta.
O chumbo pode ser incorporado ao cristal na fabricação de copos, jarras e outros utensílios, favorecendo o seu brilho e durabilidade.
O chumbo é um metal pesado extremamente tóxico e que chega até os seres humanos principalmente pelo ar, água e cadeia alimentar, de forma acumulativa. Os seus efeitos tóxicos incluem sintomas como náusea, perda da coordenação, hiperatividade, confusão mental e perda de memória. Em casos mais severos, pode levar a pessoa ao estado de coma e à morte.
Em países desenvolvidos tem havido uma diminuição importante do seu uso, devido a novas legislações, logo a intoxicação aguda por esse metal tem diminuído muito nesses países. Já nos países pobres a exposição crônica ainda é um problema, a parcela da população