Cátions - parte 1

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Karol

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Apr 18, 2011, 6:26:55 PM4/18/11
to Gestao Ambiental
1-Quais as implicações dos diferentes cátions Hg²⁺ e Hg₂²⁺ ( mercúrio
e mercuroso) na natureza?

Jadsely Clementino

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Apr 24, 2011, 4:27:48 PM4/24/11
to gestao-amb...@googlegroups.com
Os efeitos tóxicos dos metais sempre foram considerados como eventos de curto prazo, agudos e evidentes, como anúria e diarréia sanguinolenta, decorrentes da ingestão de mercúrio. Esses efeitos podem ser controlados, limitando o uso de produtos agrícolas e proibindo a produção de alimentos em solos contaminados com metais pesados. Como fontes antrópicas, encontramos geradores de eletricidade a carvão, refinarias, fábricas de adubos, lâmpadas de vapor de mercúrio, pilhas e extração do ouro. Por outro lado, cerca de 2000 a 3000 toneladas são libertadas anualmente para a atmosfera devido a atividades humanas, onde os incineradores de resíduos hospitalares e urbanos contribuem com cerca de 50% das emissões de mercúrio total para o ar. Quem foi intoxicado pelo vapor do mercúrio pode apresentar sintomas como dor de estômago, diarréia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento na gengiva, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência.

Um triste fato ocasionado devido a má gestão dos resíduos tóxicos oriundos do mercúrio descartado no meio ambiente(uma vez que o mesmo não é degradável), foi o caso Minamata. Minamata é  uma cidade japonesa que sofreu graves conseqüências devido a contaminação por mercúrio. Centenas de pessoas morreram e milhares tiveram anomalias que acabaram passando para as novas gerações. A empresa, que fabricava acetaldeído (C2H4O usado na produção de material plástico), jogava seus resíduos com mercúrio nos rios, contaminando os peixes, estima-se que a empresa descartou de 200 a 600 toneladas de metilmercúrio na baía da cidade.

 

Luanna Andrade

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Apr 25, 2011, 2:37:15 PM4/25/11
to gestao-amb...@googlegroups.com
A principal fonte de mercúrio (vapor) está na atmosfera devido ao
desgaste natural da crosta terrestre. Em quantidades naturais esses
efeitos são negligenciáveis ao homem.É encontrado em atividades
antrópicas, como refinarias, fábricas de adubo, lâmpadas de vapor de
mercúrio, pilhas,industria de explosivo,na mineração de outro e
prata,etc. Também são utilizados em os incineradores de resíduos
hospitalares e urbanos que contribuem com cerca de 50% das emissões de
mercúrio total para o ar. O mais importante de todos os usos modernos
para o mercúrio está na fabricação de instrumentos para laboratórios (
termômetros, eletrodos, barômetros ). As intoxicações mesmo leves por
mercúrio caracterizam-se por causar anemia, anorexia, depressão,
dermatite, fadiga, dores de cabeça, hipertensão, insônia, torpor,
irritabilidade, tremores, fraqueza, problemas de audição e visão.
Intoxicações mais severas podem levar a inúmeros problemas
neurológicos graves, inclusive paralisias cerebrais.

Em 24 de abril de 2011 17:27, Jadsely Clementino
<jad.am...@gmail.com> escreveu:

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Karol

unread,
Apr 27, 2011, 7:41:10 PM4/27/11
to gestao-amb...@googlegroups.com


Os cátions Hg₂²⁺ e Hg²⁺ são mais encontrados na natureza associados a outros ânions, formando os sais mercurosos e mercúricos.
O Hg(mercúrio) pode se ligar ao Cl e formar o HgCl₂ ou o Hg₂Cl₂( cloreto de mercúrio e cloreto mercuroso respectivamente). Estas substâncias são muito tóxicas.
O Hg pode se ligar ao grupo fulminato(CNO), formando o Hg(CNO)₂ ( fulminato de mercúrio), utilizado em explosivos.
Ele também pode se unir  ao ânion sulfeto(S-), formando o sulfeto de mercúrio, que é na verdade o minério cinábrio. Dentre outras utilidades, ele é utilizado para fabricar tintas.

O Hg(líquido à temperatura ambiente) evapora-se facilmente, liberando certos gases na atmosfera. Esse processo pode ocorrer de forma natural ou pela ação humana. De maneira natural, há emissão de gases de Hg nas atividades vulcânicas por exemplo. Pela nossas mãos, a emissão de Hg para o ar pode-se dar de algumas maneiras como:

( estatísticas relativas aos índices no Brasil)
Indústrias de tintas e eletrônicos...................0.5%
Desmatamento..............................................7.5%
Indústrias de cloro..........................................10%
Metalurgia......................................................14%
Minas de ouro.................................................67% <------!!!

Assim, a principal causa disparada de contaminação por mercúrio se dá pelos garimpos, que se utilizam desse metal para a obtenção do ouro.
Quando atinge a água, o Hg pode se ligar a formas orgânicas, formando os compostos organomercuriais. É este tipo de associação do mercúrio que causa a reação em cadeia da sua absorção  pelos tecidos dos seres vivos, principalmente peixes, que serão depois consumidos por nós. A sua forma mais perigosa, o metil mercúrio (CH₃Hg⁺) estava presente em altas quantidades nos peixes que foram contaminados na bacia de Minamata no Japão.

Fontes:
Susan de Cássia Alexandre - "Avaliação de área contaminada por mercúrio em Descoberto-MG"

Elizabeth Nascimento e Alice Chasin - "Ecotoxicologia do mercúrio e seus compostos" 

Vanessa Menêses

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Apr 29, 2011, 2:17:06 PM4/29/11
to Gestao Ambiental

Gente, muito importante essas contribuições sobre os cátions.
Estou sentindo uma reciprocidade no compartilhamento dos conhecimentos
adquiridos, uma sensação de está sendo recompensada pelos conteúdos
que postei aqui.
Obrigada a todos.

Luciano felix feitosa

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May 8, 2011, 9:59:16 AM5/8/11
to gestao-amb...@googlegroups.com


O mercúrio é o único metal líquido à temperatura ambiente. Seu ponto de fusão é -40°C e o de ebulição 357°C. É muito denso (13,5 g/cm3), e possui alta tensão superficial. Combina-se com outros elementos como o cloro, o enxofre e o oxigênio, formando compostos inorgânicos de mercúrio, na forma de pó ou de cristais brancos. Um desses compostos é o cloreto de mercúrio, que aparece nas pilhas secas. Esse composto prejudica todo o processo de reciclagem se não for retirado nas primeiras etapas de tratamento.
A progressiva utilização do mercúrio para fins industriais e o emprego de compostos mercuriais durante décadas na agricultura resultaram no aumento significativo da contaminação ambiental, especialmente da água e dos alimentos.
Uma das razões que contribuem para o agravamento dessa contaminação é a característica singular do Ciclo do Mercúrio no meio ambiente. A biotransformação por bactérias do mercúrio inorgânico a metilmercúrio é o processo responsável pelos elevados níveis do metal no ambiente.
O mercúrio é um líquido inodoro e de coloração prateada. Os compostos mercúricos apresentam uma ampla variedade de cores.
Nos processos de extração, o mercúrio é liberado no ambiente principalmente a partir do sulfeto de mercúrio. O mercúrio e seus compostos são encontrados na produção de cloro e soda caústica (eletrólise), em equipamentos elétricos e eletrônicos (baterias, retificadores, relés, interruptores etc), aparelhos de controle (termômetros, barômetros, esfingnomanômtros), tintas (pigmentos), amálgamas dentárias, fungicidas (preservação de madeira, papel, plásticos etc), lâmpadas de mercúrio, laboratórios químicos, preparações farmacêuticas, detonadores, óleos lubrificantes, catalisadores e na extração de ouro.
O trato respiratório é a via mais importante de introdução do mercúrio. Esse metal demonstra afinidade por tecidos como células da pele, cabelo, glândulas sudoríparas, glândulas salivares, tireóide, trato gastrointestinal, fígado, pulmões, pâncreas, rins, testículos, próstata e cérebro.
A exposição a elevadas concentrações desse metal pode provocar febre, calafrios, dispnéia e cefaléia, durante algumas horas. Sintomas adicionais envolvem diarréia, cãibras abdominais e diminuição da visão. Casos severos progridem para edema pulmonar, dispnéia e cianose. As complicações incluem enfisema, pneumomediastino e morte; raramente ocorre falência renal aguda.
Pode ser destacado também o envolvimento da cavidade oral (gengivite, salivação e estomatite), tremor e alterações psicológicas. A síndrome é caracterizada pelo eretismo (insônia, perda de apetite, perda da memória, timidez excessiva, instabilidade emocional). Além desses sintomas, pode ocorrer disfunção renal.

Vania Medeiros

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May 8, 2011, 11:04:22 AM5/8/11
to gestao-amb...@googlegroups.com
Oi gente! Feliz dias das mães. estou curiosa para saber como foi a aula sem a professora...

Vania

Karol

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May 9, 2011, 1:29:54 AM5/9/11
to gestao-amb...@googlegroups.com


O nosso 'professor' Felix soube conduzir bem a situação 
xp

Clayton Christian Guedes da Silva

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May 16, 2011, 7:54:42 PM5/16/11
to gestao-amb...@googlegroups.com
Pessoal,
 
Este material que tenho do mercúrio, é uma bomba, vou disponibilizá-lo para todos e espero que vocês discorram sobre o assunto em sala de aula e claro que vou dar minha contribuição.
 
Atenciosamente,
 
Clayton Christian
 
 
Material sobre o mercúrio e mercuroso
 

O mercúrio está presente em diversas formas (Hg metálico, orgânico, inorgânico) e pode encontrar-se em três estados de oxidação (0, +1, +2), em geral facilmente interconvertíveis na natureza. Tanto os humanos, como os animais estão expostos a todas as formas através do ambiente.

Quando se combina com elementos como o cloro, enxofre ou oxigênio, obtêm-se os compostos de mercúrio inorgânico, também designados como sais de mercúrio (sais mercurosos e mercúricos). Por outro lado, se um átomo de mercúrio se liga covalentemente, a pelo menos um átomo de carbono, dá origem a compostos de mercúrio orgânico (metilmercúrio, etilmercúrio, fenilmercúrio).

 

A produção mundial de mercúrio é estimada em 10.000 toneladas por ano para uso nas mais diversas áreas, como indústrias, mineração e odontologia, sendo os principais produtores o Canadá, a Rússia e a Espanha. A emissão natural de mercúrio é devida à gaseificação da crosta terrestre, emissões vulcânicas e à evaporação natural de corpos d'água. A mineração de ouro e prata, a extração de mercúrio, a queima de combustíveis fósseis e a fabricação de cimento são exemplos de fontes antropogênicas de mercúrio.

Na América do Sul, o processo de extração de ouro utilizando o mercúrio é usado em países como Venezuela, Colômbia, Bolívia, Guiana Francesa, Guiana, Equador e Peru desde os anos 80. No Brasil, desde o tempo dos bandeirantes.

O mercúrio (Hg) chega até o homem por duas maneiras: ocupacional e ambiental. A primeira é mais conhecida e está ligada ao ambiente de trabalho, tal como mineração e indústrias; geralmente está associada aos garimpos de ouro, às fábricas de cloro-soda e de lâmpadas fluorescentes. A contaminação ambiental, por sua vez, é provocada pela dieta alimentar, comumente pela ingestão de peixes.

Os problemas associados à contaminação por metais pesados têm recebido um destaque especial em vários países, independente do seu grau de desenvolvimento. O controle do mercúrio ressurge como uma preocupação atual devido à sua alta toxicidade e persistência na atmosfera, estando incluído no rol das Substâncias Tóxicas Persistentes (STP), sob monitoramento pelo Global Environmental Facility – GEF.

Tendo em vista a alta mobilidade deste metal nos reservatórios do nosso planeta, com um tempo de residência que pode chegar até dois anos na atmosfera, vários países já implementaram programas para o seu monitoramento.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (USEPA), enfatizou a necessidade de se regular emissões de mercúrio frente aos riscos que o mesmo apresenta. O programa similar canadense avalia o transporte de mercúrio à longa distância e suas possíveis implicações na qualidade de vida.

A comunidade científica internacional reconheceu o metilmercúrio na cadeia alimentar aquática como risco em potencial para o meio ambiente e à saúde humana, e como conseqüência, os países que compõem o NAFTA - Estados Unidos, Canadá e México - criaram um programa de controle do mercúrio.

No Brasil, o controle ambiental ficou sob responsabilidade dos órgãos ambientais dos governos estaduais. No entanto, falta uniformidade de objetivos, ações, e articulação com as instituições da esfera federal. Como conseqüência, o país não dispunha até então de nenhum programa nacional de monitoramento de poluentes.

Visando preencher esta lacuna a Diretoria de Licenciamento e Qualidade Ambiental do IBAMA, com apoio do CNPq, criou o PROGRAMA MERCÚRIO - PROMER, Programa Nacional de Controle e Monitoramento de Mercúrio na Amazônia e no Pantanal, com a assessoria de 90% dos especialistas brasileiros em mercúrio. O PROMER foi lançado oficialmente, pelo IBAMA, no dia 31 de agosto de 2001. A coordenação técnica do Programa ficou com a UNICAMP e a UFRJ, sob a coordenação institucional e administrativa do IBAMA.

O mercúrio é, sem dúvida, um dos mais tóxicos dentre os metais e encontra-se disseminado em rios e solos da Amazônia, em grande parte devido à sua utilização na recuperação do ouro em garimpos, de forma indiscriminada e sem qualquer controle. Publicações recentes, no entanto, comprovam também a presença natural do mercúrio em algumas regiões, sem histórico de atividade garimpeira, como é o caso do Rio Negro.

Estima-se em 100 a 130 t/ano o montante de Hg (mercúrio) introduzido na Amazônia nos últimos anos pela atividade garimpeira, sendo 40% lançado diretamente nos rios e 60% disperso na atmosfera e transportado a longas distâncias.

Além do garimpo, atualmente são apontadas outras duas fontes de contaminação por mercúrio na Amazônia, a queima da biomassa florestal e degradação dos solos lateríticos; nestes dois casos, a acumulação do mercúrio seria devida a processos naturais de concentração desse elemento. As condições dos rios da Amazônia (baixo pH da água, alta concentração de matéria orgânica dissolvida e baixo teor de material particulado) favorecendo a metilação do mercúrio, sugerem um cenário de contaminação contínua e crescente.

Os resultados de pesquisas na Amazônia apontam para níveis preocupantes de mercúrio nos peixes piscívoros, superando em média os limites máximos permitidos para consumo humano estabelecidos pela OMS. Como conseqüência deste resultado é também elevada a concentração de Hg em amostras de cabelo da população ribeirinha da Amazônia em cuja dieta o consumo do peixe é predominante.

O PROMER pretende montar uma Rede Nacional e Permanente de Monitoramento dos níveis do mercúrio na Amazônia Legal e no Pantanal, em várias matrizes, que permita elucidar o ciclo biogeoquímico do mercúrio nestes biomas, identificando fontes de emissão regional e global, transporte, ciclagem e acúmulo na cadeia trófica, de tal modo que se tenha um diagnóstico preciso sobre o ciclo e, por conseguinte, a ecotoxicologia do mercúrio.

A principal componente e a célula unitária deste programa são as Unidades Geradoras de Dados de Monitoramento ou simplesmente os Laboratórios Locais (LL), que compõem a Rede de Monitoramento, localizados na Amazônia e no Pantanal que já dispõem de um histórico de atuação na determinação de mercúrio.

Foram identificados e visitados 7 LL a fim de verificar in loco quanto a disponibilidade e adequação dos equipamentos, a existência de um técnico exclusivo, as metodologias analíticas disponíveis para as diversas matrizes a serem monitoradas.

A próxima etapa é estabelecer o protocolo de amostragem, de análise e interpretação dos resultados e promover a capacitação dos técnicos no Controle de Qualidade Analítica, coordenando exercícios de intercalibração, de forma que todos os laboratórios da rede estejam aptos a iniciar os trabalhos de monitoramento.

A avaliação consolidada das concentrações nas diferentes matrizes das principais bacias da Amazônia e do Pantanal; a elaboração de um banco de dados disponível para a população, pesquisadores e governo; e subsídios para ações de gestão governamental são os resultados esperados do PROMER. Além de permitir a capacitação e a consolidação da qualidade analítica dos laboratórios da região e de beneficiar as populações ribeirinhas, que terão o apoio de especialistas da saúde e do meio ambiente na busca de soluções aos seus problemas de saúde causados pela contaminação de sua principal fonte de alimento: os peixes.

 

Esses dados me chocaram e me fizeram ver a importância de estudos de impactos do uso do Mercúrio.

Pessoal, vale a pena conferir os principais estudos de impactos do mercúrio no Brasil, é um resiltado alarmante, e quando chega a decorrer pelo mundo sobre este assunto, as coisas ficam bem piores.

Deus me livre! Ainda bem que sou ambientalista de causa e de coração.

 

Por hoje é só, amanhã tento mandar o resto das minhas pesquisas e em sala de aula comentaremos o que falta.

 

Agradeço a todos e boa semana.

 

Com o coração triste e a emoção aflorando,

 

Clayton Christian.

 



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Karol <neko.ca...@gmail.com>
Data: 9 de maio de 2011 02:29
Assunto: Re: Cátions - parte 1
Para: gestao-amb...@googlegroups.com

Valdinei da Silva

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May 20, 2011, 9:01:02 PM5/20/11
to Gestao Ambiental
1 - A contaminação pode acontecer pelo lançamento do metal pesado em
ecossistemas aquáticos naturais, o grande problema é que esses metais
não podem ser destruídos e são altamente reativos. Uma vez que
presentes como poluentes de rios, lagos ou mares, fica impossível
eliminá-los do meio.

Os efeitos tóxicos da ingestão de mercúrio são agudos e evidentes,
entre eles está a anúria (redução da secreção urinária) e diarreia
sanguinolenta, esses sintomas são perigosos e podem ser fatais.

Conheça os procedimentos que levam à contaminação por mercúrio:

• O descarte incorreto de telefones celulares pode comprometer o meio
ambiente, já que o mercúrio está presente no visor desses aparelhos;

• As indústrias que utilizam o mercúrio em seus processos podem deixá-
lo vazar (propositalmente ou acidentalmente) nos cursos d’água. As
grandes responsáveis por acidentes com metais pesados são as
metalúrgicas, as indústrias de tintas e de plásticos PVC;

• Os incineradores de lixo urbano produzem fumaça rica em mercúrio,
cádmio e chumbo, esses se volatilizam e lançam metal pesado a longas
distâncias.

Gestão Ambiental

unread,
May 23, 2011, 3:40:00 PM5/23/11
to Gestao Ambiental

Há décadas, o mercúrio (Hg) é usado para a purificação do ouro (Au). Além de ser o único metal líquido na temperatura ambiente o mercúrio consegue se unir facilmente com o metal precioso. Os garimpeiros jogam o mercúrio junto do aurífero originando a formação do amálgama (Combinação de mercúrio com metais).  Depois esse amálgama é  aquecido em altas temperaturas; o mercúrio que tem ponto de ebulição mais baixo se volatiliza (vaporiza); concomitantemente, ocorre a fusão entre as partículas do ouro, no fundo do recipiente. O excesso de mercúrio usado no processo de amalgamação é lançado diretamente no rio. Essa técnica vem, ao longo dos anos, causando danos ao meio ambiente e às populações que vivem nas regiões de garimpos que a praticam. Isso acontece porque o mercúrio utilizado na amalgamação do ouro é transferido para atmosfera na forma de vapor e para as águas dos rios, na forma de mercúrio metálico (Hg0), dimetilmercúrio (CH3) 2Hg ou de metilmercúrio (CH3Hg+), que é a forma mais tóxica. O mercúrio metálico e o dimetilmercúrio também podem ser transformados em metilmercúrio pela ação das bactérias que vivem nos sedimentos dos rios. Essas substâncias entram na cadeia alimentar da população da região através da ingestão do mercúrio pelos peixes e posteriormente da ingestão dos peixes pela população, além da utilização da água do rio para uso doméstico.

 A água também é utilizada na agricultura local, expondo o solo e conseqüentemente os alimentos agrícolas à contaminação pelo mercúrio. Alguns insetos metabolizam o mercúrio metálico em dimetilmercúrio que é altamente tóxico para os seres vivos. Como esses insetos fazem parte da cadeia alimentar, o mercúrio orgânico acaba por ser ingerido pelo ser humano. O mercúrio vaporizado, ao ser inalado também é altamente tóxico.

Sendo assim, tanto o mercúrio metálico perdido durante o processo de amalgamação, como o mercúrio vaporizado durante a queima da amálgama para a separação do ouro, são altamente prejudiciais à vida. As maiores sequelas pela intoxicação por mercúrio se dão no sistema nervoso, podendo levar à perda da coordenação motora; se ingerido ou inalado por grávidas, haverá a possibilidade de geração de fetos deformados, sem cérebros, por exemplo.


Att:Allysson Kleber \o/

Maria Tamires

unread,
May 27, 2011, 9:47:58 PM5/27/11
to gestao-amb...@googlegroups.com

O mercúrio, apesar de ser um elemento natural que se encontra na natureza, pode ser encontrado em baixas concentrações no ar, na água e no solo.
Consequentemente o mercúrio pode estar presente, em algum grau, nas plantas, animais e tecidos humanos. Quando as concentrações do mercúrio excedem os valores normalmente presentes na natureza, entretanto, surge o risco de contaminação do meio ambiente e dos seres vivos, inclusive o homem.
O mercúrio é o único metal líquido à temperatura ambiente. Seu ponto de fusão é -40°C e o de ebulição 357°C. É muito denso (13,5 g/cm3), e possui alta tensão superficial. Combina-se com outros elementos como o cloro, o enxofre e o oxigênio, formando compostos inorgânicos de mercúrio, na forma de pó ou de cristais brancos. Um desses compostos é o cloreto de mercúrio, que aparece nas pilhas secas e será abordado no presente trabalho. Esse composto prejudica todo o processo de reciclagem se não for retirado nas primeiras etapas de tratamento.

O mais importante de todos os usos modernos para o mercúrio está na fabricação de instrumentos para laboratórios. Estes instrumentos fazem uso das suas mais diversas propriedades físicas, tais como peso específico, fluidez, condutividade elétrica, grande coeficiente de dilatação além da sua facilidade de purificação. Entre os intrumentos, destaca-se na fabricação de termômetros, eletrodos, barômetros, instrumentos para medir pressão do sangue e como catalisador (células de mercúrio para solda eletrolítica; em energia atômica).

Fábio Correia

unread,
Jun 2, 2011, 9:00:14 PM6/2/11
to Gestao Ambiental

Maciel Duarte Alves

unread,
Jun 5, 2011, 9:41:36 PM6/5/11
to Gestao Ambiental
O mercúrio é um dos elementos mais antigos que se conhece,
possivelmente porque se encontra nativo e porque é fácil de obtê-lo
(aquecendo-o ao ar) a partir do cinábrio, HgS, seu mineral mais
importante. Os alquimistas consideraram o Hg como uma qualidade
inerente a todos os metais, aos que lhes conferiria o caráter metálico
e a volatilidade.
Como foi mencionado, o cátion mercurioso, Hg₂²⁺, possui a estrutura
+Hg-Hg+. Estudos realizados por difração de raios X indicam que esta
ligação persiste nos compostos mercuriosos. O cátion é incolor, como o
são também os sais mercuriosos solúveis. Por suas propriedades
analíticas, o íon Hg₂²⁺ tem certa analogia de comportamento com Ag+ e
Tl+, precipitando os três cátions cloretos insolúveis.
Na natureza, o Hg apresenta-se quase que exclusivamente no estado de
sulfeto no mineral cinábrio, de cor vermelha; as vezes de cor preta
(metacinábrio). Também costuma se achar nativo associado ao cinábrio.
Algumas tetraedritas (sulfoarsenetos e sulfoantimonetos de cobre)
podem conter mercúrio.
O mercúrio metálico tem grande uso na construção de instrumentos de
física. Utiliza-se também em algumas ligas: é freqüente sua amálgama
com metais preciosos, e a que forma com o cádmio usa-se em
odontologia. As vezes adiciona-se como componente dos metais
antifricção. Emprega-se na metalurgia do ouro e a prata, fabricação de
espelhos, em lâmpadas de luz ultravioleta e em tubos fluorescentes.
Muitos de seus sais (cloreto mercúrico ou sublimado corrosivo,
cloreto mercurioso ou calomelanos, óxidos vermelho e amarelo de Hg,
certos sais orgânicos mercuriais) tem aplicação farmacológica; outras
entram na constituição de anticriptogâmicos e inseticidas, na
preparação de líquidos para conservação de madeiras, etc. O fulminato
de Hg [Hg(CNO)2] usa-se como detonante e o HgO para tintas submarinas.

Fonte: vsites.unb.br/iq/lqaa/gaston/DescritivaG1.doc

brenda braga

unread,
Jun 15, 2011, 7:37:11 PM6/15/11
to gestao-amb...@googlegroups.com
Descrição:
Mercúrio é um metal líquido à temperatura ambiente, conhecido desde os tempos da Grécia Antiga. Também é conhecido como hidrargírio, hidrargiro, azougue e prata-viva, entre outras denominações. Seu nome homenageia o deus romano Mercúrio, que era o mensageiro dos deuses. Essa homenagem é devida à fluidez do metal. O símbolo Hg vem do latim "hydrargyrum" que significa prata líquida.
O mercúrio é um elemento químico de número atômico 80 (80 prótons e 80 elétrons) e massa atómica 200,5 u. É um dos seis elementos que se apresentam líquidos à temperatura ambiente ou a temperaturas próximas. Os outros elementos são os metais césio, gálio, frâncio e rubídio e o não metal bromo. Dentre os seis apenas o mercúrio e o bromo são líquidos nas Condições Padrão de Temperatura e Pressão.
O mercúrio pertence ao grupo (ou família) 12 (anteriormente chamada 2B) e faz parte da classe dos metais de transição. Tal grupo é ainda chamado família do zinco, na tabela periódica.
Normalmente utilizado em instrumentos de medidas (termômetros e barômetros), lâmpadas fluorescentes e como catalisador em reações químicas.

Malefícios
Tem muitos efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração. Pelo que eu vi na medicina o uso do mercúrio vem desde a antiguidade, porém há muito vem sendo gradativamente substituído por outras substancias bem mais potentes e ao mesmo tempo menos tóxicas e que não façam tanto mal ao meio ambiente e a saúde humana. Hoje, entretanto ainda temos anti-séptico, purgativos, pomadas dermatológicas e oftalmológicas em que o uso do mercúrio permanece, porém os diuréticos e medicamentos que eram usados para sífilis visceral, feitos a base de mercúrio estão totalmente fora de uso. Muito comum em todas as farmácias caseiras e com grande uso é o mercúrio cromo apesar de que já temos outros medicamentos que parecem mais eficientes do que este e sem os prejuízos que o descarte de curativos com este produto pode causar ao meio ambiente poluído que já temos atualmente.



Jorge Luciano

unread,
Jul 4, 2011, 7:07:13 PM7/4/11
to Gestao Ambiental


Os cátions Hg₂²⁺ e Hg²⁺ estão associados na natureza a outros ânions,
formando os sais mercurosos e mercúricos. O Hg(mercúrio) pode se ligar
ao Cl e formar o HgCl₂ ou o Hg₂Cl₂( cloreto de mercúrio e cloreto
mercuroso,Estas substâncias são muito tóxicas. O mercúrio é um
elemento natural. É encontrada predominantemente como minério de
cinábrio (HgS). Cinnabar é encontrada em pequenas quantidades em
minerais e rochas, e em combustíveis fósseis, como carvão. Enquanto o
mercúrio permanece intacta e encaixados nas rochas e fósseis da terra,
causa pouco problema para os seres humanos. Se ele é libertado e
entra no solo como resultado da erosão, os vulcões ou atividades
humanas, pode, eventualmente, encontrar seu caminho para a reserva
global de mercúrio através da vaporização, evaporação, ou mais
significativamente através da queima de combustível fóssil ou queima
de resíduos médicos. É importante lembrar que a indústria não produz
mercúrio, mas interrompe depósitos de ocorrência natural de mercúrio,
aumentando assim a exposição humana ao mercúrio.

Cláudio

unread,
Jul 4, 2011, 8:29:55 PM7/4/11
to Gestao Ambiental


A principal fonte de mercúrio (vapor) está na atmosfera devido ao
desgaste natural da crosta terrestre. Em quantidades naturais esses
efeitos são negligenciáveis ao homem.É encontrado em atividades
antrópicas, como refinarias, fábricas de adubo, lâmpadas de vapor de
mercúrio, pilhas,industria de explosivo,na mineração de outro e
prata,etc. Também são utilizados em os incineradores de resíduos
hospitalares e urbanos que contribuem com cerca de 50% das emissões
de
mercúrio total para o ar. O mais importante de todos os usos modernos
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