Sou Alonso Soler, 46 anos, empresário e profissional do mundo de projetos. Gostei da proposta do fórum, embora desgoste desses rótulos (Geração Y)que aparecem de vez em quando. Eles me soam vazio, como ‘merchandizing’ de consultoria. Devem servir para vender livros. Mas me curvo diante das diferenças perceptíveis entre a minha geração profissional e essa atual que está hoje chegando ao mercado. Essa garotada já chegou plugada. Desde cedo digita botõezinhos, reage rapidamente a estímulos visuais e se relaciona de modo diferente. Consegue multiprocessar e precisam de novos e variados desafios o tempo todo. A empresa tem que lhes prover essa dinâmica. A chatice da mesmice não emplaca e não os retém. O conflito é tentar impor a eles um modelão clássico de gestão, com organograma e processos. Aqui reside o paradoxo. Mais controles, menos flexibilidade e resultados mais previsíveis (versão conservadora) ou menos controles, mais flexibilidade e resultados questionáveis ? Bem deixo aqui minha contribiuição para aquecer o debate. Um abraço,
Alonso Soler
Sendo assim estou sempre em contato com eles e absorvendo o que eles tem a
nos trazer. Confesso que em muitos casos, cheguei a pensar que o que eles
estavam trazendo pouco contribuiria, por mais que as idéias deles pudessem
ser coerentes elas teriam pouco relevância no projeto em questão. Na imensa
maioria dos casos estava errado, sempre vinham ótimos conselhos, mas eles
nunca saiam nos primeiros 5 minutos de conversa, era sempre depois do
segundo ou terceiro encontro.
Agora questiono: Qual o perfil de um jovem que não esteja em uma posição
como a minha? Interativos, ansiosos, tem pressa para tudo e na maioria dos
casos não estabelecerá este diálogo, o que na minha previsão gerará uma
forte quebra de passagem da informação e experiência.
Em minha auto-análise sobre o que vem a ser a geração y, diria sim que
estamos construindo uma geração com mais acesso a informação e capacidade de
escolha, mas a minha principal crítica é quanto a profundidade e relevância
da critica, sempre fico com a impressão de que sabemos pouco de muito,
enquanto que as gerações anteriores sabiam muito de pouco.
Vejo isto como um problema, e ai deixo a pergunta:
Como fazer para garantir que a troca de experiências continue sendo feita?
Vitório Tomaz
www.j2da.com.br
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Enviada em: quinta-feira, 2 de setembro de 2010 10:03
Para: Geração Y na Gestão de Projetos
Assunto: Re: Geração X, Y, Z, K Que mais?
Vivi uma experiência semelhante a sua e posso garantir que a troca existe, e
que não há conflitos. Doida eu? Não, estudiosa!
Há anos atendo esta geração em coaching no mercado financeiro e também as
demais gerações T, BB, X..., o que vejo é uma grande necessidade de troca,
porém sem a paciência de ambas as partes.... aliás isto não se deve ao fato
das gerações, mas sim uma necessidade mundial....
Quando digo que não há conflitos é porque isto é uma tendência, da qual nos
foge o controle. Não há o que fazer... todavia podemos olhar para isto como
crescimento, mudanças etc etc e aí não há conflito! Não são só eles que
precisam se adaptar... nóis rsrsr também!
Parabéns pela colocação, adorei!
Cintia Menegazzo
www.fgy.com.br
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De: geracaoynages...@googlegroups.com
[mailto:geracaoynages...@googlegroups.com] Em nome de Vitório
Tomaz
Enviada em: quinta-feira, 2 de setembro de 2010 10:38
Para: geracaoynages...@googlegroups.com
Assunto: RES: Geração X, Y, Z, K Que mais?