Certa vez, vi um professor de ensino médio fazer um exercício simples para ensinar a seus alunos como funciona o privilégio e a mobilidade social. Ele começou dando a cada aluno um pedaço de rascunho e pediu que todos fizessem uma bolinha de papel.
Os alunos do fundo da sala imediatamente reclamaram, notando que os alunos das fileiras da frente tinham muito mais chances de conseguir acertar a lixeira.
Todos tentaram e — conforme o esperado — a maioria dos alunos que estavam nas fileiras da frente conseguiu acertar a lixeira. No entanto, da parte de trás da sala, poucas pessoas acertaram.
O professor concluiu a lição dizendo: “Quanto mais perto você estava da lixeira, maiores eram as suas chances. O privilégio é assim. Notaram que os únicos que reclamaram da injustiça estavam no fundo da sala?”.
“Por outro lado, as pessoas que estavam na frente nem sempre notavam o seu privilégio. Tudo o que podiam ver eram os 3 metros entre elas e seu objetivo.”
“A tarefa de vocês é estar ciente dos seus próprios privilégios. E utilizar esse privilégio específico que estão tendo agora, chamado ‘educação’, para fazer o seu melhor para atingir grandes feitos e defender aqueles que estão nas fileiras de trás.”