[SECRETARIA ESPECIAL DA PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DO DF] NOTICIAS SEPIR/DF

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Leila Lopes

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Apr 15, 2012, 11:37:23 PM4/15/12
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---------- Mensagem encaminhada ----------
De: SEPIRDF <ascoms...@gmail.com>
Data: 15 de abril de 2012 23:54
Assunto: [SECRETARIA ESPECIAL DA PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DO DF] NOTICIAS SEPIR/DF
Para: ascoms...@gmail.com






SEPIR DF COMEÇA O PRÉ MAPEAMENTO DAS 
COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIROS, INDÍGENAS E CIGANOS.



Apresentação

As questões étnico raciais, culturais e religiosas alusivas à discriminção e exclusão do povo negro têmperpetuado o genocídio social implantado pela escravidão. Contido é chegado o mmomento em que asociedade negra mundial se depara com um granda divisor de águas representado pela conferência deDurban.
A escravidão trouxe para o Brasil diferentes grupos étnicos, com diferentes práticas culturais; nos anos 80 oprestígio do Candomblé cresce e o mesmo se consolida como religião de conversão universal, há terreirosde Candomblé que são tombados pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional -IPHAN.


COMUNIDADES DE TERREIROS

As estimativas de religiosos praticantes e frequentadores de cultos que lidam o universo transcendental, noâmbito do Distrito Federal e Entorno, apontam para a existência de um número aproximado de 400.000 fiéis,somando-se kardecistas, esotéricos, xamânicos , umbandistas e Candomblecistas; segundo fonte do IBGE– Censo 2010; inclusive se inserirmos as pessoas que não se auto declaram religiosas a nossa estimativapassa para 25%, pois muitas vezes as pessoas omitem sua verdadeira fé, pelo fato de nosso país sofrergrande influência do cristianismo, em particular das celebrações católicas, apesar do Estado se declararoficialmente Laico.

COMUNIDADES INDIGENAS
As populações indígenas são vistas pela sociedade brasileira ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais.
Os índios são considerados a partir de um conjunto de imagens e crenças amplamente disseminadas pelo senso comum: eles são os donos da terra e seus primeiros habitantes, aqueles que sabem conviver com a natureza sem depredá-la. São também vistos como parte do passado e, portanto, como estando em processo de desaparecimento, muito embora, como provam os dados, nas três últimas décadas tenha se constatado o crescimento da população indígena.
Só recentemente os diferentes segmentos da sociedade brasileira estão se conscientizando de que os índios são seus contemporâneos. Eles vivem no mesmo país, participam da elaboração de leis, elegem candidatos e compartilham problemas semelhantes, como as consequências da poluição ambiental e das diretrizes e ações do governo nas áreas da política, economia, saúde, educação e administração pública em geral. Hoje, há um movimento de busca de informações atualizadas e confiáveis sobre os índios urbanos que vivem no Distrito Federal, um interesse em saber, afinal, quem são eles?
COMUNIDADE CIGANA

A comunidade cigana é discriminada nos domínios económico, social e político. A situação das comunidades ciganas no Distrito Federal tem-se agravado nos últimos anos, assumindo contornos particularmente preocupantes no acesso à habitação, emprego, bens e serviços. Os esforços para integrar o povo cigano devem abranger um ciclo de vida inteiro, desde a pré-primária até ao ensino regular para as crianças, empregos para os adultos e cuidados para os idosos. As comunidades ciganas devem também poder participar e beneficiar da luta contra a pobreza e o desemprego, para isto, é necessária a inclusão desta população em dados que permitam o desenvolvimento de Políticas Públicas.

O MAPEAMENTO DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIROS, INDIGENAS E CIGANAS.

A Secretaria da Promoção da Igualdade Racial ao lançar o Selo “Distrito Federal Pela Igualdade Racial”também reforçou o compromisso assumido junto as Comunidades de Terreiros do Distrito Federal, Indigenase Ciganos para iniciar o mapeamento destas populações visando trazer elementos que permitam nãosomente a articulação de Políticas Públicas, bem como fomentar o engajamento destas comunidadesTradicionais de Matriz Africana, indigenas e ciganas.
Com o objetivo de visibilizar o quantitativo de Terreiros de Umbanda e Candomblépresentes no Distrito Federal com a perspectiva de que este resultado possibilite aconstrução de Políticas Públicas efetivas que beneficiem este segmento religioso etambém o seu fortalecimento na luta pela liberdade religiosa através da construção deuma cultura de Paz criando mecanismos na defesa contra a violação de direitos a SEPIRDF ao lançar e realizar este mapeamento em parceria com a CODEPLAN, estará concretizando um dositens do Programa do Governo do Distrito Federal, na definição de políticas destinadas a combater oracismo, viabilizando programas, projetos e propostas de interesse das Comunidades Tradicionais de MatrizAfricana, indígenas e Ciganas, atuando com o apoio das demais secretarias do GDF.

A PESQUISA

Atuará na identificação e qualificação do perfil das comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Indígenas eCiganas, suas relações com as demais comunidades locais e o tipo de intervenção social, cultural,educacional e religiosa que realizam no Distrito Federal e Entorno.
  • Quantidade de Instituições;
  • Quantidade de Comunidades Indigenas e Ciganas;
  • Distribuição espacial;
  • Tempo de funcionamento;
  • Raio de Ação;
  • Perfil cultural;
  • Perfil econômico;
  • População assistida e tipo de assistência recebida.

Com o mapeamento a SEPIR/ DF estará fomentando, fortalecendo e simultaneamente resgatando eresguardando o legado africano, indigena e cigano ao valorizar políticamente culturalmente,socialmente eeconomicamente estas Comunidades.

1ª ETAPA- Comunidades Tradiconais de Terreiros,indigenas e ciganas
De 16 de Abril à 20 de maio de 2012

Serão distribuidos em locais públicos 01 KIT com um pequeno questionário para que aslideranças possam estar fazendo um pré cadastramento e informando outras lideranças,formando a corrente, para que todas as Comunidades Tradicionais deTerreiros,indigenas e ciganas, sejam pré cadastradas, para que posteriormente sejaagendada uma visitação pelos coordenadores de campo de um pesquisador até cadaComunidade. Em seguida solicita que as mesmas indiquem outras Comunidades quequeiram participar da pesquisa.
Participe!
Se sua Comunidade ainda não foi mapeada ou contactada pela equipe técnica entre emcontato: mapcomunidadestradicionaisdf@gmail.com


Clique AQUI e faça seu pré-cadastramento


 ETAPA
28 de maio a 31 de a Julho

Nesta 2ª Etapa será aplicada a Pesquisa completa, em cada Terreiro, comunidades indigenas e ciganas que se pré -cadastraram, onde será aplicado um questionário paralevantar os principais dados da casa religiosa, da comunidade indígena, doacampamento cigano, no intuito de ajudar a identificar os principais problemas dascomunidades tradicionais de terreiros,indigenas e ciganas nos âmbitossocioeconômicos, culturais, regularização dos espaços sagrados, segurança alimentar enutricional,dentre outros.

Realização: SEPIR DF





18h00
• Debate "A voz feminina na poesia da África de língua portuguesa" da Ana Paula Tavares (Angola)
e Conceição Lima (São Tomé e Princípe). Mediação: Josefina Serra dos Santos (DF)
_Local: Espaço Bienal - Café Literário


ACESSE PROGRAMAÇÃO AQUI


UNB abre inscrição para vestibular indígena


Fonte: Universidade de Brasília

A Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB), considerando o convênio firmado em 16 de fevereiro de 2004, comunicam a realização de Processo Seletivo de 2012, destinado a selecionar candidatos indígenas para provimento de vagas nos cursos de graduação em Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Enfermagem, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição, oferecidos pela Universidade de Brasília (UnB).

A inscrição deverá ser efetivada exclusivamente via Internet, no período entre 10 horas do dia 9 de abril de 2012 às 23 horas e 59 minutos do dia 18 de maio de 2012, observado o horário oficial de Brasília/DF, por meio de preenchimento de formulário eletrônico disponível no aplicativo de solicitação de inscrição.

Vagas:
Agronomia 1
Ciências Biológicas 2
Ciências Sociais 2
Enfermagem 2
Engenharia Florestal 1
Medicina 2
Nutrição 1

Acesse o link: http://www.cespe.unb.br/vestibular/VESTUNB_12_1_2_FUNAI/

Funai apresenta culturas e línguas em exposição no Memorial dos Povos Indígenas

Cerca de 300 convidados prestigiaram a inauguração da exposição “Mundo em Movimento: Saberes Tradicionais e Novas Tecnologias”, nesta terça-feira (10), no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília/DF. A exposição exibe o universo indígena do Brasil e sua produção artística e cultural, além de uma ampla coletânea de registros audiovisuais. Todo o acervo é resultado de projetos realizados com a participação de indígenas das etnias representadas. Na exposição, o público tem acesso a objetos, textos, fotos, vídeos, músicas e falas que revelam de forma lúdica, saberes e rituais de 55 etnias documentadas. Os visitantes também poderão conferir um corredor sonoro com 14 monitores portáteis que permitem a interatividade para escuta de 18 sonoridades – falas e cantos – indígenas. 
Na cerimônia inaugural, o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, falou sobre a importância de um evento desse porte para o fortalecimento da instituição. “Esse é um momento de muita emoção. Não é apenas uma inauguração, é o reflexo do resultado de cinco anos de trabalho na Funai. Hoje a Funai tem uma nova cara, mesmo existindo divergências, o órgão é respeitado. Esse respeito é fruto de um trabalho conjunto, entre indígenas, servidores e governo”, disse Meira.
Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a mostra contribui para o conhecimento e respeito aos povos indígenas. “Conhecer a cultura indígena é também uma forma de respeitar a sua diversidade”, declarou. Na ocasião, o ministro assinou a Portaria Declaratória que garante aos indígenas Tembé a posse permanente e o usufruto exclusivo da Terra Indígena Maracaxi, situada no município Aurora do Pará, com área de aproximadamente 720 hectares.
Segundo o diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho, o esforço maior da exposição, é a renovação constante pelos pesquisadores índios, do acervo exposto. “O projeto prevê que estes espaços sejam modificados, regularmente, durante o período de sua exibição. Assim, no futuro, os nichos sofrerão mudanças completas durante as oficinas que acontecerão com os índios dentro do espaço do memorial. Trata-se de um verdadeiro laboratório experimental para os povos indígenas engajados nesse trabalho”, explicou o diretor.
Ele também esclareceu que o evento pretende resgatar para o Memorial dos Povos Indígenas a sua vocação inicial, idealizada pela antropóloga Berta Ribeiro, isto é, a sua consolidação como um centro irradiador de informações e debate da causa indígena, agora, com a participação permanente dos povos indígenas.
A noite de abertura contou com a presença do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, Ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, Secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira da Silva, do Presidente da Funai, Márcio Meira, e do Diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho, que assina a curadoria do evento.
O espaço está aberto para visitação no Memorial dos Povos Indígenas – Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti – Brasília, de terça a sexta-feira, das 9 às 18 horas. Sábados, domingos e feriados, das 10 às 18 horas, a entrada é franca.

Abertas inscrições para programa de bolsas de iniciação científica nas Ações Afirmativas


Data: 13/04/2012
Estão abertas as inscrições para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas - Pibic-Af. Nessa 4ª edição do programa serão distribuídas pelas instituições públicas de ensino superior participantes o total de 800 bolsas, de 12 meses cada, para estudantes de graduação. 

O Pibic-AF é uma parceria entre a SEPPIR e o CNPq que vem sendo realizada desde 2009 e tem como missão complementar as ações afirmativas já existentes nas instituições públicas de pesquisa e ensino superior. A ideia é ampliar a participação dos beneficiários de políticas de ação afirmativa em atividades acadêmicas, em especial as que são destinadas à correção das desigualdades raciais.

A inscrição pode ser feita na página do CNPq, e podem participar instituições públicas que já participem do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – Pibic ou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – Pibiti, e que possuam ações afirmativas para a promoção de igualdade de oportunidade para o ingresso de estudantes no Ensino Superior. 
Fonte:SEPPIR/PR

Quilombolas Mobilizam-se nos dias 16 a 18 de abril na Capital Federal


A frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas está mobilizada para ato Público Nacional nos dias 16 a 18 de abril contra o Decreto  4.887/2003, que define os critérios para a certificação e titulação das terras quilombolas.


Fundo pela Equidade Racial é lançado como legado da Fundação Kellogg no Brasil


Por: Juliana Gonçalves
04/04/2012


 
Um vídeo que mostra uma partida desigual de futebol ilustra a página principal do site do Baobá. Uma analogia que cai como uma luva em um país mundialmente conhecido por esse esporte. Com uma linguagem simples, o vídeo mostra que dentro de campo o que conta é a habilidade do jogador. Porém, fora do gramado, a cor da pele ainda é uma das causas principais de discriminação. Dados comprovam as desigualdades entre negros e brancos. “Uma partida desigual em um jogo que você pode mudar”, diz a descrição da animação. 
O Baobá - Fundo pela Equidade Racial¬- foi criado justamente para dar meios financeiros de promover a mudança por meio de doações. “O fundo ficará no Brasil como legado da Fundação Kellogg que dobrará cada dólar que conseguirmos por meio de doação”, conta o diretor executivo do Baobá, Athayde Motta. 
Essa iniciativa da Kellogg, de dobrar cada dólar doado, deve ser um estímulo à doação que poderá ser feita para um causa específica ou para o fundo como um todo. 
Nem sempre uma associação sem fins lucrativos tem um fundo patrimonial, uma prática comum em outros países. “Hoje o Brasil tem condições legais e financeiras para isso”, comenta Motta. 
O processo para virar um doador do Baobá é longo e criterioso. “Ainda estamos trabalhando os processos com os possíveis apoiadores”, conta. As doações começarão a ser aceitas neste primeiro semestre, quando o grupo na direção do Baobá inicia também a divulgação do trabalho que será desenvolvido. 
Segundo Motta, no Brasil existe certa resistência ao reconhecimento da capacidade da população negra de se organizar politicamente. “Sempre foi difícil para as organizações negras terem apoio ao longo da historia do país. Isso porque os movimentos sociais de caráter político podem ser reprimidos e não contar com o apoio da sociedade, mas nunca se questionou o direito das pessoas se organizarem politicamente”, fala sobre a ideia que ainda impera sobre a não existência do racismo no Brasil, pelo que não haveria necessidade de se ter um Movimento Negro. 
“A tarefa principal do fundo é auxiliar o Brasil a ser um ambiente favorável às políticas públicas e privadas de equidade racial”, revela ao afirmar também que para isso será necessário mudar as mentalidades cultural e política que derrubam as demandas do movimento negro por alegar que elas são ilegítimas. 
Conheça o 6º Prêmio Educar para a Igualdade Racial 

Desde sua primeira edição, em 2002, o prêmio “Educar para a Igualdade Racial” ocupa papel destacado entre as iniciativas da sociedade civil comprometidas a construção de uma educação igualitária e de qualidade social. 

O prêmio encontra-se em sua 6ª edição, sendo uma iniciativa do CEERT – Centro Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, em parceria com o Banco Santander no Brasil, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República/SEPPIR, com apoio de diversas instituições públicas e privadas. Idealizado há onze anos o prêmio incentiva educadores de todo o Brasil à adotarem programas e ações voltados para a valorização da diversidade e promoção da igualdade racial. 

Ao longo desse tempo foram catalogadas quase 2.000 práticas pedagógicas relacionadas à educação igualitária oriundas de todos os estados brasileiros e de todos os níveis educacionais, exceto o superior. O objetivo é prosseguir valorizando o protagonismo dos(as) educadores(as), fortalecendo a progressiva institucionalização das ações educacionais e contribuindo para a efetiva implementação da LDB e das diretrizes curriculares que se ocupam do tema. 

O prêmio é dividido em duas categorias: professor e gestão escolar. A primeira, mapeia e dá visibilidade às boas práticas escolares desenvolvidas por professores. A segunda, incentiva as iniciativas planejadas e executadas diretamente pela gestão escolar. As escolas premiadas são beneficiadas com plano de acompanhamento para estimular e potencializar a institucionalização das práticas. 

As escolas estão cada vez mais participantes 

A significativa participação de iniciativas adotadas por escolas, a exemplo do sudeste (15,5%) e nordeste (17,8%) pode ilustrar o impacto da implementação da LDB alterada pela lei 10.639/2003, indicando pistas para a institucionalização de políticas educacionais de promoção da igualdade racial – objetivo último do prêmio e certamente de todos que atuam nesse campo. 

Cada vez mais o prêmio ganha feição verdadeiramente nacional: Sul e Sudeste, concentravam 72% das inscrições. Com o passar dos anos, as inscrições foram se distribuindo pelo país, de sorte que na última edição, ambas as regiões concentraram 51% das inscrições, e o nordeste teve uma significativa ampliação, atingindo o segundo maior percentual, qual seja 29%. 

Dados 

- Ano a ano cresce o número de práticas inscritas no âmbito nacional: 1ª edição - 210; 2ª edição - 314; 3ª - 393; 5ª - 785. (Observação – a 4ª edição foi realizada apenas no Estado de São Paulo.) 

- A 5ª edição foi a que apresentou mais projetos voltados à Educação Infantil, totalizando 47%, contra 16,4% da edição anterior. 

- A expressiva participação de educadores(as) brancos(as) na implementação das práticas (37%) indica que o tema vem sendo considerado como algo de responsabilidade de todas as pessoas e não apenas de negros ou indígenas. 

- A cada cinco iniciativas, quatro resultaram da ação das mulheres. 

- 75% das escolas apontam a promoção/valorização da diversidade étnico-racial, com ênfase na temática africana e afrodescendente, como objetivo ainda a ser alcançado. 

Sobre o CEERT 

O CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, fundado em 1990, é uma organização não-governamental, apartidária e sem fins lucrativos. A missão do CEERT é combinar produção de conhecimento com programas de treinamento e intervenção comprometidos com a promoção da igualdade de oportunidades e de tratamento e a superação do racismo, da discriminação racial e de todas as formas de discriminação e intolerância. A ONG desenvolve projetos nas áreas de diversidade no trabalho, educação, Direito, acesso à Justiça, políticas públicas, saúde e liberdade de crença. Além de prestar consultorias a empresas, prefeituras e órgãos públicos interessados em implantar políticas de valorização da diversidade e de promoção da igualdade racial. 

Mais informações 

Acompanhe as novidades no site do CEERT – www.ceert.com.br 
Contatos – (11) 3804-0320


Mulheres negras e o mercado de trabalho


Das 21,1 milhões de pessoas à frente de empreendimentos, em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência no Brasil, 49,3% são mulheres 

Dados da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) divulgada pelo Sebrae revelam que o número de mulheres empreendedoras cresce no Brasil. Das 21,1 milhões de pessoas à frente de empreendimentos, em estágio inicial ou com menos de 42 meses de existência no Brasil, 49,3% são mulheres. Sem recorte racial, fica difícil saber qual parcela desse número diz respeito às mulheres negras. 

Adriana Barbosa e Lucia Makena, porém, são duas empreendedoras que fazem parte dessa estatística de empreendedorismo feminino. A primeira é idealizadora da maior feira de cultura negra da América Latina, a Feira Preta. A segunda é professora, arte-educadora, bonequeira e produtora de eventos. Duas histórias distintas e o mesmo desejo de empreender e promover a cultura negra ao mesmo tempo. 

Formada em Marketing, Gestão de Eventos e Gestão Cultural, Adriana Barbosa percorreu um longo caminho até a celebração de 10 anos de Feira Preta, comemorados no ano passado. Mesmo assim, ainda hoje a produtora sente dificuldade em atuar no ambiente coorporativo. “Quando chego aos lugares para prospectar, vejo como as pessoas se surpreendem pela minha idade e tom de pele”, explica a jovem empreendedora negra ao ressaltar que os interlocutores, em sua maioria são homens brancos. 

Há dez anos, pedir apoio para um mercado visto como segmentado era muito difícil. Adriana criou estratégias de mobilização de recursos ao focar em dois temas: primeiro a “diversidade”, e, em segundo lugar, a ampliação do diálogo com empresas que já trabalhavam com produtos para a população negra, como a indústria de cosméticos. Ao mesmo tempo, o poder de consumo da população negra começou a abrir as mentes de algumas lideranças empresariais. “Hoje já existe a possiblidade real de se colocar em pauta o mercado étnico”, afirma. 
A Feira Preta é a prova máxima disso, o evento de grande porte já movimentou aproximadamente R$ 2,7 milhões, com mais de 85 mil visitantes e centenas de expositores ao longo dos anos. “Não dá mais para as grandes empresas fecharem os olhos para a potencialidade de consumo da população negra”, acredita Adriana. 

Estudo recente do Instituto Data Popular, corrobora a opinião da empreendedora. Em 2010, dos R$1,39 trilhões previstos como renda de todas as famílias brasileiras, 40% estavam nas mãos dos negros e negras. Ou seja, naquele ano, a população negra movimentou cerca de R$ 546 bilhões. 

Retornando ao empreendedorismo de mulheres negras, a Feira Preta apresenta um dado que revela que o empreendedorismo negro dela é feminino. “Lá não há necessidade de ter politica de ação afirmativa de gênero entre os expositores. Naturalmente já temos mais mulheres, elas são cerca de 60% do total da feira”, conta Adriana. 
Lucia Makena é uma delas e há anos tem seu stand na Feira Preta onde vende bonecas pretas confeccionadas por ela. Diferente de Adriana, que tem sua vida profissional voltada a seu empreendimento, Lucia está começando agora a considerar ter um ateliê próprio e poder ampliar o seu negócio. 

A bonequeira também é arte-educadora e produtora de eventos da Casa de Angola. Por conta das suas atividades acaba não tendo tempo para se dedicar de forma integral. Porém, Lucia faz questão de participar de muitos eventos relacionados ou não com a questão da negritude, já que ela propõe o uso de suas bonecas pretas como material pedagógico que pode, entre outras coisas, auxiliar na implementação da Lei 10.693/03. “Hoje a venda das bonecas é parte significante da minha renda”, conta Lucia. Há quatro modelos de bonecas e seu preço varia de R$ 9 a R$ 40. 

Levar a temática racial embutida em um produto não é fácil. “Quando vou a eventos que não dialogam com a questão racial, eu busco ampliar a visão das pessoas que se aproximam do meu stand”, conta Lucia. “As bonecas pretas causam estranhamento e certo desconforto para alguns. Raramente nesses eventos não preciso explicar o porquê confecciono bonecas pretas ou porque a negritude precisa ser valorizada”, afirma. 

Retrato atual 

Diversos institutos de pesquisa revelam que a mulher negra no mercado de trabalho ainda tem muito que conquistar. Conheça alguns dados: 

* Houve queda na taxa de desemprego entre mulheres negras e pardas de 18,2%, em 2003, para 9,1% em 2011. Entre as brancas, o indicador caiu de 13,1% para 6,1%. 

* As mulheres (geral) continuam recebendo, em média, 72,3% do salário dos homens, mesma proporção há três anos. 

* Mesmo quando a escolaridade é similar, as mulheres negras e índias ganham 20% a menos que as mulheres brancas. 

* A trabalhadora negra continua sendo aquela que entra mais cedo no mercado de trabalho e é a última a sair. 

* 71% das mulheres negras estão nas ocupações precárias e informais; contra 54% das mulheres brancas e 48% dos homens brancos. 


*Dados DIEESE/SEADE, IBGE, IPEA e BID.





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Postado por SEPIRDF no SECRETARIA ESPECIAL DA PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DO DF em 4/15/2012 11:54:00 PM



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Anexo Buriti 13° Andar 
Telefone: 61 34254703







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