Prezados
Sou aluno do doutorado e não estava, de fato, querendo tomar parte nessa discussão sobre a greve dos estudantes - que, gostaria de deixar claro, acho totalmente legítima. Mas como os trabalhos no Instituto estão sendo interrompidos e a greve (pelo menos ao que transparece) está ganhando corpo, gostaria de ser esclarecido sobre alguns pontos.
Primeiro que hoje, durante a aula, discutimos se os alunos da pós deveriam ou não aderir à greve que, até então, estava decretada por 24 horas e se justificava na tentativa de pressionar o prof. Laplane a assinar um documento se comprometendo a não entregar os nomes dos alunos do Caeco à Procuradoria Geral da Unicamp. Não sei sobre a procedência ou não da assinatura do documento, mas fato é que, a mais ou menos 30 minutos atrás, recebi um documento, assinado pelo Mariano, dizendo que questão já havia sido resolvida. Pois bem, se a assembléia deliberou para a continuidade da greve, parto do pressuposto que há uma pauta de reivindicações. Pelo que pude perceber do email enviado por Laurent, o ponto central de discussão agora são as festas. Acho totalmente legítimo, porque achei uma truculência a entrada da policia, na semana passada, na Universidade, para impedir uma festa que iria ocorrer no IFCH. A questão que eu coloco é: esse é um problema do IFCH ou esse é um problema da comunidade de estudantes da Unicamp? Questiono isso porque, até então, não vi manifestações do DCE ou de outros Diretórios e Centros Acadêmicos. Eu, de fato, gostaria de saber se o diálogo com essas outras instituições representativas está sendo feito. Porque, até então, o que tem parecido é que esta é um guerra particular do IFCH, na qual os estudantes do IE estão tomando parte.
Vejam bem, não estou aqui para contestar o movimento de greve que, como já disse, é um movimento legítimo. Só não acho que isso deva ser construído isoladamente no circuito IFCH-IE. Mesmo porque, voltando ao assunto das Baterias, havia outros institutos e faculdades envolvidas - se não me engano, IB, FCM e Engenharias - e até então também não vi manifestação dos mesmos.
O que, obviamente, não quer dizer que elas não existam. Eu apenas estou pedindo informações sobre as mesmas.
Quanto aos argumentos de votar a favor da greve para estender feriado, bom, eu prefiro acreditar que não existe gente escrota o suficiente pra fazer isso. Mesmo porque essa é uma postura totalmente individualista, que caminha sentido oposto à idéia de greve.
Por fim, também acho que os horários das assembléias devem ser revistos. Assim como o pessoal do noturno não está no IE ao meio dia, grande parte dos alunos da pós ainda estão tento aula nesse horário (eu nunca tive um aula que terminasse antes do meio dia).
Bom, é isso. Abraço a todos,
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Pedro Henrique Evangelista Duarte
Doutorando em Desenvolvimento Econômico - Economia Social e do Trabalho
Instituto de Economia - Universidade Estadual de Campinas
ICDD - International Center for Development and Decent Work
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