The Death and Life of Great American Cities (no Brasil traduzido como "Morte e Vida de Grandes Cidades"), é um livro escrito pela ativista Jane Jacobs em 1961. Trata sobre o planejamento urbano no século XX, criticando as políticas urbanas modernistas, que a autora responsabiliza pelo declínio dos bairros de diversas cidades nos Estados Unidos, e propondo uma nova visão da vida urbana orgânica naquele país.[1]
Neste livro, as principais palavras-chave do planejamento urbano atual, como Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável, Zoneamento Inclusivo, Cidades Compactas e Limites de Crescimento Urbano, são desafiadas por análises econômicas baseadas em observações empíricas sobre como as cidades funcionam na vida real, ainda que contrariem as pretensões dos urbanistas com seus projetos.
O livro é uma etnografia jornalística na qual a autora procurou identificar no quotidiano de grandes cidades norte-americanas as razões da violência, da sujeira e do abandono ou, ao contrário, a boa manutenção, a segurança e a qualidade de vida de lugares que constituíam a cena real das metrópoles, em simetria ao esquematismo dos modos de vida que os planejadores previam em seus modelos urbanos ideais. Morte e Vida de Grandes Cidades é, em primeiro lugar, uma dura crítica às práticas de renovação do espaço público da década de 1950 nos Estados Unidos da América. Nas palavras da própria Jane Jacobs, no primeiro parágrafo do livro:
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