Fwd: ENC: RES: [MPASP] Fwd: Projetos Singulares Educacionais

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Juliana Gmail

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Oct 16, 2013, 3:05:54 PM10/16/13
to <g8-tratamentointerdisciplinar@googlegroups.com>
Encaminho a pedido da Erika, nossa assessora política.
Bjs

Juliana Mori
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From: "erika pisaneschi" <erika.pi...@uol.com.br>
Date: 16 de outubro de 2013 11:10:20 BRT
To: "'Juliana Mori'" <jsmm...@gmail.com>
Cc: "'Adela Stoppel'" <adelas...@terra.com.br>, "'\"Julieta Jerusalinsky\"'" <julietaje...@gmail.com>, "'Ilana Katz'" <il...@zenza.com.br>
Subject: ENC: RES: [MPASP] Fwd: Projetos Singulares Educacionais

Juliana,

 

Para contribuir com o debate do G8, sugiro que os participantes, se puderem, entrem no endereço abaixo (Projeto Diversa – Instituto Rodrigo Mendes) – uma plataforma com vasto material sobre experiências de educação inclusiva. Também informações sobre os debates atuais da educação inclusiva de pessoas com deficiência, com TGD, altas habilidades/superdotação.

 

No registro/depoimento da educadora de uma escola do Rio Grande do Sul ela faz menção ao Plano Educacional Individualizado – PEI, como instrumento norteador da prática pedagógica de professores na educação especial na perspectiva inclusiva. Eu copiei o texto no corpo deste email que fala do aspecto relacionado avaliação da aprendizagem mas ele é mencionado também, em outras perspectivas, nos dois vídeos um de 7 min e outro de 24 que são muito interessantes de ver.


http://www.diversa.org.br/acervo-de-casos/acervo-de-casos.php?id=139#anexo_3_plano_educacional_individualizado_pei_e_o_sistema_escolar_de_avaliacao_classificatoria_adriangela_bonetti

 

 

Anexo 3: "Plano Educacional Individualizado – PEI – e o sistema escolar de avaliação classificatória" - Adriangela Bonetti

Apesar dos muitos esforços de profissionais e estudiosos da educação em disseminar e efetivar nas escolas uma prática de avaliação mais formativa e inclusiva, é notável a demora e os inúmeros impasses que se apresentam nessa tentativa. 

Em Guaporé (Rio Grande do Sul – Brasil), no ano de 2009, foi implantado o PEI  – Plano Educacional Individualizado – instrumento que propõe planejar e acompanhar o desenvolvimento de estudantes com necessidade especial através de seis áreas de habilidades: acadêmicas, da vida diária, motoras/atividade física, sociais, recreação/lazer e pré-profissionais/profissionais. A apropriação deste documento na prática pedagógica dos professores teve como objetivo auxiliá-los no processo de avaliação do progresso educacional de alunos com necessidades educacionais especiais, matriculados em classes regulares do ensino fundamental. 

Num primeiro momento, a “inovação” trouxe tranquilidade aos professores, haja visto que até o momento não sabiam como registrar os avanços dos alunos inclusos que não demonstravam habilidades e competências acadêmicas, como por exemplo, leitura e escrita desenvolvidas. No entanto, chegou o final do primeiro trimestre e surgiu uma questão: o sistema da secretaria da escola somente aceita notas numéricas. Desta forma, como seriam classificados no sistema escolar os alunos inclusos que eram avaliados por meio do PEI que é preenchido com registros descritivos? Trabalho para a Coordenação de Educação Inclusiva do município. Os professores foram reunidos para tratar deste assunto. E, no primeiro momento do encontro, foi apresentada a seguinte situação/problema:

Imaginem uma escola em que a média para aprovação dos alunos é 60. Um aluno logrou, ao final do primeiro trimestre, notas 65 em Ciências; 60 em Matemática; 85 em Língua portuguesa; 90 em Geografia e História; 85 em Arte; 95 em Educação Física; e 85 em Religião. A mãe deste aluno chega na escola para receber o Boletim de seu filho, observa atentamente as notas e faz as seguintes perguntas à professora: Professora, a Sra. poderia me explicar o que significam estas notas em conhecimentos construídos por meu filho em cada uma destas disciplinas? O que exatamente ele aprendeu em Matemática que teve nota 60? Quais conteúdos ele não aprendeu que significariam os outros 40 em sua nota? E a nota 65 em Ciências, o que representa? Quais conteúdos ele não aprendeu e que representam os 35 que faltaram para ter nota 100? O que nesta nota é aprendizagem de conteúdos e o que representa aspectos comportamentais? 

As professoras até se esforçaram, mas por si mesmas constataram que nunca teriam uma resposta honesta, clara e objetiva, além de parcos argumentos e alguns termos técnicos pra tentar justificar ou explicar a dúvida. Isso porque a nota, não raro, é subjetiva ou apresenta resultados de provas ou trabalhos classificatórios. 

Depois deste exercício, ficou muito fácil dar a entender aos professores que a partir do PEI é possível contemplar os alunos no sistema de notas numéricas da escola. Pois os registros das habilidades e competências dominadas pelos alunos, bem como suas limitações no processo educacional, já estão claramente descritos nos seis campos do PEI. Tudo o que o professor precisa fazer é transformar os registros descritivos do PEI em uma nota numérica. Feito isso, ao aluno foi atribuído uma nota necessária para alimentar o sistema da secretaria da escola, e o PEI acompanha esse Boletim para explicar ou justificar tal nota, que vai ser, sim, honestamente falando, um tanto subjetiva, mas em conformidade com o progresso do aluno. 

E com uma diferença. Se algum responsável pelo aluno questionar os professores sobre o que representa tal nota em tal disciplina, o professor não precisará ficar desapontado nem tampouco inseguro para explicar, basta apresentar o PEI que contém todos os registros de todas as habilidades e competências trabalhadas em sala de aula, bem como os recursos utilizados e o parecer sobre o grau de interação e compromisso com a tarefa, prestados pelo aluno durante esse período. 

Realmente, a avaliação é um processo, e, conforme refere Jussara Hoffmann em sua obra “O jogo do contrário em avaliação”, página 51.

 

“Não se pode transformar um cenário educativo rico de situações práticas em um cenário avaliativo de teste teórico. Da mesma forma que não se pode observar se um aluno produz um texto imaginativo por meio de uma prova de gramática. Cada aprendizagem se dá em contexto próprio que é, portanto, o cenário próprio da avaliação. Desarticular esses cenários é não avaliar aprendizagens.“ 

 

Assim sendo, o PEI é uma excelente ferramenta de apoio aos professores que têm, em suas classes, alunos com necessidades educacionais especiais. E, partindo do princípio que “cada aprendizagem se dá em contexto próprio”, não seria adequado e necessário que todos os nossos alunos, não só os com necessidades educacionais especiais, fossem avaliados e acompanhados em suas trajetórias escolares por meio de um PEI?

 

Abraço

Érika Pisaneschi

(MPASP)

De: psicanalise_auti...@googlegroups.com [mailto:psicanalise_auti...@googlegroups.com] Em nome de denise
Enviada em: sexta-feira, 27 de setembro de 2013 10:06
Para: psicanalise_auti...@googlegroups.com
Assunto: RE: RES: [MPASP] Fwd: Projetos Singulares Educacionais

 

OLá Ana Laura, Cristina e a todos,

 

  Também concordo e gostei muito dos Projetos Singulares Educacionais como uma proposta de política pública na intersetorialidade mas como falou Ilana penso que no grupo 8 poderemos detalhar e aprofundar mais porque de acordo com a minha experiência, não só as crianças autistas mas  a complexidade psiquica sintomática em muitas crianças, não tem espaço de acolhimento na escola, sendo encaminhadas para a unidade de Saúde e para medicalização. A escola pública hoje, é atravessada por múltiplas atividades, e a implantação e a viabilidade  de projetos requer muita batalha.

Mas o MAPSP pode contribuir nesta direção.

 

      Denise cardellini           

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denise

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Oct 17, 2013, 11:25:38 PM10/17/13
to Juliana Gmail, g8-tratamentoi...@googlegroups.com

 

 

   Juliana e a todos, infelizmente não tenho condições de ir a reunião amanhã devido a outros compromissos profissionais, mas a questão interdisciplinar me interessa e vou acompanhando as discussões neste grupo. Como trabalho além do consultório, no Centro de Saúde de Pinheiros recebemos grande número de crianças encaminhadas por escolas. Eu fiz um trabalho de intervenção numa escola da região que apresentei no Evento Vozes dos SUS.

Pensar em Projetos Singulares Educacionais é extremamente valioso, pois além do autismo, há um número de crianças com vários diagnósticos que não conseguem acompanhar o processo de aprendizagem escolar e não encontram dispositivos na escola de inclusão e de participação .  Os educadores ficam esperando do serviço de saúde tratamentos e medicalizações. Enfim, é uma situação complexa e com muitos atravessamentos políticos e éticos.

 

        Abçs

            Denise Cardellini     

Neusa de Faria Gomes

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Oct 18, 2013, 7:45:27 AM10/18/13
to denise, Juliana Gmail, g8-tratamentoi...@googlegroups.com
Juliana, bom dia!
Voce poderia me enviar o endereco do encontro do G8, hoje? Sem querer, deletei durante a  minha limpeza na cx de e-mails. 
Obrigada!
abracos
Neusa gomes


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Juliana Gmail

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Oct 18, 2013, 10:02:31 AM10/18/13
to Neusa de Faria Gomes, denise, g8-tratamentoi...@googlegroups.com


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Juliana Mori
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