Compas, acredito inteiramente no Movimento Estudantil como um movimento que deve, antes de tudo, propor mudanças na sociedade e nas suas estruturas arcaicas e podres. Hoje, mais uma vez, a Juventude Democrata não perdeu a oportunidade de criar toda uma série de confusões durante a nossa ocupação do DCE. Foi uma construção coletiva muito bonita, onde companheiros e companheiras sofreram diversas agressões físicas e verbais, mas se mantiveram fortes como rochas, entoando palavras de ordem e criando barreiras humanas e barricadas dentro do DCE. Abaixo, repasso um release que será enviado à imprensa. Apesar de tudo, reafirmo que todos os acontecimentos ocorridos hoje só vêm para reafirmar a nossa necessidade de estarmos organizados e disputando a consciência dos e das estudantes, disputando os espaços do Movimento Estudantil da UFPB, e mais ainda, combatermos
firmemente uma concepção de ME que vem tentar desconstruir todos os nossos processos de luta, que vem para desmobilizar os/as estudantes, fazê-los acreditar que são dependentes de uma representação. Hoje, com todos os percalços, o Movimento Estudantil de esquerda e de luta da UFPB avançou, mostrou não ser um agente passivo da história, e que está muito disposto a enfrentar práticas que nunca deveriam existir!
Abraços a todos e todas. Peço que repassem o texto abaixo.
Estudantes da UFPB realizam ato político, são agredidos e têm equipamentos roubados
Na noite desta quarta-feira (28), um ato político realizado por estudantes da Universidade Federal da Paraíba culminou em agressões e roubo de equipamento eletrônico. Durante a manifestação, os estudantes exigiram a realização de novas eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE), além da prestação de contas da entidade.
De acordo com o estudante Felipe Baunilha, “o início da manifestação ocorreu de forma pacífica, através da ocupação da sede do DCE e posterior diálogo com instâncias e entidades da Universidade, exigindo a realização de novas eleições e a prestação de contas do diretório”. Ainda segundo Baunilha, “no decorrer da manifestação, estudantes que fazem parte da atual diretoria do DCE iniciaram uma série de provocações e ameaças aos participantes da atividade”.
Ao término do ato, após a desocupação do DCE, membros da gestão denominada “Chega de Conversa” cercaram o espaço físico da entidade e atacaram os participantes da manifestação, roubando a câmera filmadora utilizada para o registro da atividade e agredindo os estudantes presentes. Para o estudante Pedro Daniel, “são atitudes como estas que colaboram com o distanciamento e a apatia da comunidade acadêmica em relação à política e ao movimento estudantil. Espancaram um companheiro enquanto ele estava caído no chão, além de roubarem uma câmera filmadora com a fita que continha alguns momentos da manifestação”, explicou.
Os estudantes que realizaram a ocupação do DCE ainda encontram-se na universidade e prometem ficar em vigília até a manhã de hoje (29), quando será realizada uma Plenária Estudantil a partir das 11h, no Centro de Vivências, com o objetivo discutir as problemáticas enfrentadas pelos estudantes e demandas relacionadas ao Diretório Central dos Estudantes.
Histórico – Eleita em fevereiro de 2009, a gestão “Chega de Conversa” vem atuando a dois meses no Diretório Central dos Estudantes sem a legitimidade do processo eleitoral. Findada em fevereiro deste ano, o grupo nega-se a desocupar a sede da entidade, além de não prestar contas da movimentação financeira dos últimos quinze meses. De acordo com o levantamento realizado pelos próprios estudantes, cerca de R$ 300.000,00 circularam pelo DCE sem que os discentes tivessem acesso ao destino e investimento do dinheiro.
Um fato curioso destacado pelos manifestantes é a possível candidatura do atual presidente da entidade, Lucas Pereira, que pretende lançar-se candidato à Assembléia Legislativa pelo Partido Democratas e que, ainda de acordo com depoimentos, vem construindo sua campanha a partir da utilização do diretório estudantil.