Um texto antigo pra uma galera nova...

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Pablo Honorato Nascimento

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Feb 3, 2009, 9:10:51 PM2/3/09
to FSM UFPB

Nossa cultura, aliás, nossa?

 

Em primeiro lugar, trago à questão uma das mais belas frases de um dos principais formadores desse estranhíssimo ser que hoje sou - meu grande amigo músico Pedro Osmar, do Jaguaribe Carne - e que prenuncia seu CD Signagem.

 

"Enquanto horizonte de um panorama da música no mundo, minha luta, meus sonhos, minhas utopias são para que a música da Bolívia, do Peru, do Chile, de El Salvador, de Cuba, de Nicarágua, da Guatemala, do México e da Argentina possam também habitar e dar sua contribuição cultural entre nós. Ritmos do planeta Terra, porque nem tudo é rock".

 

Certamente nem tudo é rock num mundo em que as várias experiências de vida, de culturas, de sensibilidades, de histórias, enfim, a diversidade dá o tom. Onde as criações se direcionam de um modo tal que tudo segue numa mesma direção - e estamos falando desde a música na rádio a formatos de cabelos e narizes - pode-se ter a mais absoluta das certezas de que a cultura ali não passa seus melhores dias.

 

Aí você liga o rádio e a MTV, e é tentado a desconfiar do “nem tudo é rock”, pois não é o que aparenta. Claro. Podemos acrescentar mais algumas poucas outras manifestações culturais que também têm voz, mas que pouco ou nada oferecem de inovador, ousado, educativo, ou mais voltado à criação que à mera reprodução de conceitos pré-estabelecidos e financeiramente viáveis.

 

Há muito, a impaciência me tem feito buscar saciar o amor pela música em focos alternativos ao mundo massificado da indústria cultural que vende milhões e imbeciliza em larga escala, algumas vezes de modo irreversível. Perdurar estúpido por ainda mais tempo tem sido um dos meus maiores temores e tenho buscado incansavelmente meios alternativos de resistir à corrente e não sê-lo tanto. Como se pode ver, ainda tem sido tímido o meu êxito, apesar de tanto esforço.

 

Ironicamente, a mesma globalização que exclui de modo devastador e joga na mais terrível indigência milhões de indivíduos com altíssima potencialidade cultural, termina por promover também a interação de tantos povos, em virtude dos avanços tecnológicos que possibilitara.

 

Não é que essa interação não seja necessariamente conflitiva e tantas vezes unilateralista. Se não fosse, os nossos torés indígenas, rabequeiros e aboios teriam tanto espaço nos meios de comunicação dos EUA quanto a música americana tem nas nossas televisões e isso não acontece. Por esse ângulo, é certo que se pode compreender a preocupação de Ariano Suassuna em radicalizar no purismo da identidade da cultura local e desmerecer tanto a idéia do Mangue Beat, que, tal qual a Tropicália, se ateve mais a aliar aos resistentes ritmos tradicionais a vertente deletéria da cultura hegemônica.

 

Claro que não se pode negar que pernambucanos e baianos têm seus méritos, sobretudo no que concerne à própria construção de uma identidade cultural brasileira, em que o povo aceita suas próprias manifestações locais, uma vez que passam a despontar nos meios de comunicação em massa – já não sei se aceitariam caso se limitassem aos recantos subalternos em que a cultura popular historicamente foi isolada. Enfim, aliar a cultura tradicional à cultura midiática tem suas vantagens, porque possibilita o acesso de tantos a uma realidade que lhe é pertinente, mas que até então lhe fora sonegada. Entretanto, Mangue e Tropicália pecam ao endereçar o mesclado de suas criações exclusivamente - não em todas, mas na maior parte das vezes - com o rock americano.

 

A questão não é se o rock tem ou deixa de ter mérito também. É claro que tem. Quem vos fala é um fã de Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Pink Floyd e Janis Joplin. Entretanto, outras tantas manifestações plurais, como as da música indiana, africana, latino-americana não chegam facilmente até nós. Como podemos acreditar que se está construindo uma cultura universal se nos falta esse contato, para além das culturas imperialistas?

 

Aí é onde entra a tecnologia e a promoção do contato entre as culturas. Certamente, eles podem também ser usados e concebidos em outra direção.

 

O mundo digital tem aberto espaços para que as minorias também se manifestem. Blogs, orkut, youtoube, sites de compartilhamento de CD’S, vídeos, e-books, cineclubes e outras tantas formas de subversão têm dado voz e formado um verdadeiro sistema da contra-cultura, em que esta troca de impressões acontece, à parte daquilo a que a mídia oficial dá cobertura.

 

Mas não é que isso é subversivo mesmo? Não são poucos os casos de grandes conglomerados econômicos que voltam seus esforços à contenção e à penalização dos multiplicadores culturais. E esses fatos recentes, creio, talvez possam, inclusive, ser pensados como inscritos no terrível processo de criminalização dos movimentos sociais, em especial dos movimentos culturais insurgentes.

 

(Criminalização, você pensa que não, mas sabe o que é. É o processo seletivo pelo qual as agências formais de controle social – digo, o Poder Legislativo, a.Justiça, a polícia, o Ministério Público – terminam por reproduzir em sua atuação um hegemônico sistema de valores que exprime predominantemente uma ideologia individualista, a qual dá ênfase até demais à proteção do patrimônio, atingindo as formas de “desvio” típicas dos grupos sociais mais débeis e marginalizados, e ênfase de menos à proteção aos  interesses verdadeiramente sociais – tais quais o trabalho, a moradia, alimentação, cultura, educações – deixando passar em branco condutas socialmente ofensivas, em virtude de sua funcionalidade às exigências do processo de acumulação de capital, como a concentração de renda, o monopólio, a corrupção, o abuso de autoridade, o latifúndio e lá vamos nós...).

 

Acho que o Cine Falcatrua é um caso emblemático para a Justiça Brasileira. Um dos carros de frente da Cultura Livre, trata-se de um cineclube ligado à UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), com suas mostras de filmes, sob as (des) licenças Creative Commons e copyleft, e seus festivais de mídia-ativismo. Esse cineclube universitário trabalha com tecnologias acessíveis do digital para democratizar a produção cultural.

 

O grupo promove exibições abertas e gratuitas de filmes baixados da internet, sempre acompanhadas de discussões e intervenções. Também ministra a oficina Cineclubismo Digital Gambiarra, que ensina como produzir, projetar e distribuir filmes digitais. Além de tudo, ainda prepara material de divulgação acerca de direitos autorais, difusão cultural e cinema livre. Voltando suas intervenções para além dos muros universitários, o cineclube já expôs em bairros da periferia, galerias de arte, nas ruas e até em bailes funk.

 

(Aliás, para quem não conhece a histórica resistência do movimento cineclubista, aconselho dar uma pesquisada aí, sobretudo no período de ditadura militar).

 

Acontece que o Cine Falcatrua radicalizou na promoção do acesso à cultura. Não se limitou a exibir filmes históricos, cult, alternativos, independentes ou "underground" – o material clássico do cineclubismo. Também passou a oferecer filmes do grande circuito comercial. A galera fazia o download de cópias disponíveis na rede e as projetava gratuitamente — e antes da estréia oficial. Quer dizer: eles se antecipavam à indústria de entretenimento — como fazem os camelôs, mas sem auferir qualquer lucro. Eis aí o salto qualitativo desse projeto inovador (os caras são doidos mesmo! Peitando de graça a indústria do cinema!).

 

Ocorre que em virtude da exibição de Fahrenheit 9/11 (Michael Moore), a Justiça brasileira deu causa favorável à Consórcio Europa – empresa responsável pela exploração comercial da distribuição do filme, condenando cautelarmente a UFES a pagar indenização pela suposta violação aos direitos autorais e à propriedade intelectual. Digo “suposta” porque o próprio Michael Moore, diretor do filme, procurado pela articulação dos cineclubes na Itália, disse não se importar com a exibição didática de seus documentários sem fins comerciais. O Falcatrua recorreu da decisão em 2004 e aguardamos manifestações dos tribunais superiores.

 

Entretanto, convenhamos que não se trata de mero caso de aplicação fria da lei dos direitos autorais, ou de uma decisão simplesmente técnico-jurídica, pretensamente apolítica.

 

A Constituição Federal garante a função social da propriedade – art. 5°, XXIII; o direito exclusivo do autor (e não da distribuidora) – art. 5°, XXVII; estabelece como competência comum da União, Estados, DF e Municípios proporcionar os meios de democratização do acesso à cultura, à educação e à ciência – art. 23, V. Além disso, impõe ao Estado garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais – art. 215. Na legislação infraconstitucional, a LDA (Lei de Direitos Autorais – Lei 9.610/98), em seu art. 81 não exige autorização para exibição de audiovisual, quando sem fins econômicos. As normas previstas no Código Penal, ao oferecerem tutela ao autor perante violações patrimoniais e morais a seus direitos, têm incidência limitada diante das excludentes de tipicidade previstas no art. 46, V e VI da lei civil de proteção ao direito autoral, dentre as quais se permite a utilização de fonogramas ou videofonogramas para fins didáticos, sem intuito de lucro, do jeito que se dá nos blogs de disponibilização de material cultural.

 

Enfim, fundamento legal existe para se comprovar a idoneidade da atividade do cineclubismo e de outras formas de ativismo cultural. Assim, se não é do intuito lucrar nem transgredir direito autoral, como se pode alegar a existência de qualquer infração civil ou penal, sobretudo considerando a inexistência de outros meios de acesso aos bens culturais?

 

A meu ver, no nosso tempo, este é um caso paradigmático. A “criminalização” dos cineclubes, a perseguição a blogs de educação cultural, como o SomBarato e o UmQueTenha, juntamente com a já clássica secundarização dos investimentos em políticas culturais decididamente públicas (e não dessas políticas de esqueminhas fechados àquelas mesmas turminhas de sempre, caramba!) colocam-se no coração dos embates da nossa sociedade pós-industrial, na qual, à coletivização da produção de inteligência e cultura opõem-se enfaticamente os dispositivos expropriatórios, oligopolistas e antidemocráticos do capitalismo.

 

 

* Pablo Honorato Nascimento é advogado, músico, cronista e crítico de arte.



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Ikaro Max Batista de Araujo

unread,
Feb 3, 2009, 10:08:50 PM2/3/09
to fsm_...@googlegroups.com
 
Pode crer Pablo.. sou a favor de todos as exposições & não me considero enraizado em nenhuma delas.
Como cantava os Titãs (sim... é rock... uma das muitas linguagens que estão aí para serem utilizadas como ferramentas mesmo...): Não sou brasileiro, não sou estrangeiro... Sou de nenhum lugar, sou de lugar nenhum.
Creio que o melhor seria canibalizar tudo sem favorecer nada. Excluindo o viés apresentado eu gostei do texto.
 
Para melhores esclarecimentos & discussões eu proponho uma cerveja... que não é a alemã, mas alguma dessas nossas daqui mesmo ou uma cachaça típica, ou qualquer outra coisa, que possa fazer o pensamento fluir sem barreiras & favoreça a comunicação.
 
 
O convite está aberto à todos & todas.
 
Obrigado
 
Buenas Notches

 
"Cada ser humano é um Universo". (e se o indivíduo for esquizo, pode contar como vários universos em um)



Date: Tue, 3 Feb 2009 18:10:51 -0800
From: pabl...@yahoo.com.br
Subject: Um texto antigo pra uma galera nova...
To: fsm_...@googlegroups.com
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david gracejo

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Feb 4, 2009, 8:20:18 AM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
valeu esse esquizo

Ikaro Max

unread,
Feb 4, 2009, 11:10:55 AM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
Valeu essa doidera! Uhhh-uhhhhhh
 
Galera... eu proponho que compartilhemos as nossas fotos, principalmente aquelas onde os companheiros estão presentes seja em primeiro plano seja no plano de fundo. Então, enviem as fotos para aqui ou vamos arrumar um jeito de colocar num site difundido na comunidade no Orkut para que todos possam acessar & baixá-las.
 
Abraços!
 
Valeu essa estrutura!!!

--- Em qua, 4/2/09, david gracejo <davidg...@gmail.com> escreveu:
De: david gracejo <davidg...@gmail.com>
Assunto: Re: Um texto antigo pra uma galera nova...
Para: fsm_...@googlegroups.com
Data: Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009, 11:20

valeu esse esquizo

Ikaro Max

unread,
Feb 4, 2009, 11:13:45 AM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
Aqui vai o comentário de um amigo & escritor de São Paulo, o Ricardo Carlaccio, sobre o meu trabalho/vida:
 
 

Um cara sem lei

 

Gosto de caras que derrubam lustres e sobem em cima das mesas e  uivam nos momentos mais inesperados. Caras que fazem isso quando não estão cruzando as fronteiras atlânticas com suas garrafas de vinho tinto. Gosto de poetas que assaltam supermercados no meio da madrugada e andam com suas calças jeans surradas e amam suas garotas durante um longo rolê pela praia. O Ikaro é um desses grandes poetas que salta de uma falésia desprezando a lei da gravidade. Que experimenta a vida como uma criança primitiva ou como um adulto em estado bruto. A poesia de Ikaro é a definição da liberdade, sem esconder o dark side que insiste em pousar em cima de seu ombro como um fantasma que aparece em noites insones e senta-se ao seu lado pruma longa conversa. Ikaro é uma mistura de Neal Cassady com Rimbaud, como já disse o poeta Ademir Assunção. Pra mim ele também é uma espécie de McMurphy, um estranho no ninho liderando uma rebelião hedonista.

 

Como já disse, gosto de caras que derrubam lustres e por isso mesmo jamais seriam convidados pruma festa de debutantes. Gosto do texto imprevisível que o Ikaro manda certeiro como um jab na fuça dos incautos. Gosto desse elemento que escreve sem lei e sem trégua, como o “Homem sem nome” do Clint, esse garoto que atravessa o rio inavegável.


Ricardo Carlaccio
 
Blog: Neal Cassidy Roubou Meu Maveco
         carlaccio.zip.net/

Fabiano P. Silva

unread,
Feb 4, 2009, 12:04:28 PM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
Apoio a idéia de Ikaro. Muita gente (inclusive eu) não levaram máquina fotográfica. Seria interessante ter algo pra lembrar depois... Vamo organizar essa estrutura!!!

 
 


Fabiano P. Silva
 
www.papirusfalantis.blogspot.com
www.cavernadasideias.blogspot.com
 





Date: Wed, 4 Feb 2009 08:10:55 -0800
From: ikar...@yahoo.com.br
Subject: Fotos
To: fsm_...@googlegroups.com

valeu esse esquizo


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Fabiano P. Silva

unread,
Feb 4, 2009, 2:34:00 PM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com

Pablo,

 
Esse seu texto é mais que um texto... na verdade uma provocação! E, me sentido provocado, vou dar alguns palpites sobre o que li. Comecemos então pela frase do mestre Pedro Osmar. Pelo que entendi o que o Pedro coloca alí é sua luta (utópica? Aí já é outra discussão...) a favor de uma maior igualdade e difusão entre gêneros e ritmos de outras culturas e outros países, criticando uma hegemonia do rock/pop que se disseminou mundialmente através dos meios massivos.

Você parte desse princípio para fazer uma crítica (sua) a algumas fusões musicais bem interessantes que surgiram no Brasil, ou seja, o Tropicalismo e o Manguebeat. E diz que "(...) Mangue e Tropicália pecam ao endereçar o mesclado de suas criações exclusivamente - não em todas, mas na maior parte das vezes - com o rock americano". Antes disso, cita o Ariano Suassuna (famoso por suas posições radicais em relação a fusões musicais e culturais).

Eu particularmente, vou na contramão desse pensamento. E, concordando com o Belchior assino embaixo quando ele diz que "o novo sempre vem". Acontece que nem sempre esse novo aparece com uma roupagem totalmente nova, como algo original que saiu do nada. Estamos cheios de exemplos por aí. Por exemplo: numa pesquisa rápida que fiz, vi que o Cordel (que em outros tempos diria que é uma invenção literária tipicamente brasileira/nordestina) tem origens lusitanas e que foi trazida para o Brasil pelos Portugueses. E estamos cheios de exemplos desse tipo. Penso que o Brasil com sua dimensão continental e diversidade cultural é propício para esse tipo de coisa. Nesse sentido, não sou tão duro a esses tipos de fusões, acho todos (Tropicália e Manguebeat) bastante interessantes, riquíssimos (mesmo predominando a batida rock) e necessários para que surjam novas expressões culturais.

Agora, concordo com a questão da predominância de ritmos rock/pop nos meios de comunicação de massa. Acho um saco e sinceramente não tenho mais paciência para ouvir o rádio com aqueles locutores de voz de veludo padronizada tocando as "músicas de trabalho" que as gravadoras determinam. Por isso gosto do Lobão que chutou o pau da barraca (embora depois tenha voltado ao mainstream). Mas, como diria Raulzito "quando se está em buraco de rato, de rato você tem que transar".

Então é usar o meio contra o próprio meio. Por outro lado, concordo com você quando se refere ao processo de globalização como algo irônico, mas eu diria que mais que irônico ele é contraditório (coisa típica de nossa modernidade). E essa mesma mídia e tecnologia que, por um lado, exclui e oculta algumas expressões populares que estão a margem, acaba abrindo espaços para uma maior divulgação e popularização destas.

Talvez essa discussão possa se resumir a uma frase sua: "(...) outras tantas manifestações plurais, como as da música indiana, africana, latino-americana não chegam facilmente até nós". Mas, acredito que pelo fato dessas outras manifestações não chegarem facilmente até nós isso não quer dizer que as fusões não sejam interessantes ou descartáveis. Elas podem até mesmo serem úteis. Vou dar um exemplo: na década de sessenta os Beatles foram pioneiros em misturar sua sonoridade (rock, diga-se de passagem) com a música indiana (mais especificamente um "insight" de George Harrison). Isso acabou de certa forma, tornando a música indiana mais conhecida entre os Ocidentais. E pra você ver, isso só foi possível, pelo menos naquele momento, por conta do rock e, claro, da popularidade dos Beatles.

Então, pra terminar, acho que a coisa deve ser vista de outra forma. O problema neste caso não é a fusão, mas o pouco espaço que se dá aos outros ritmos e expressões culturais. Quem um dia iria imaginar que Gilberto Gil participaria de uma marcha contra a guitarra elétrica?

Sugiro uma leitura bem interessante de um livro chamado “Rock And Roll - Uma História Social” de Paul Friedlander onde o autor vai tratar mais a fundo as implicações e imbricações do rock na sociedade.


HáBraços!!!!!!!!
From: ikar...@hotmail.com
To: fsm_...@googlegroups.com
Subject: RE: Um texto antigo pra uma galera nova...
Date: Wed, 4 Feb 2009 03:08:50 +0000

Favianni da Silva

unread,
Feb 4, 2009, 5:03:10 PM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com

Eu assino em baixo a proposta do colega! 
--- Em qua, 4/2/09, Ikaro Max <ikar...@yahoo.com.br> escreveu:

Akene Shionara

unread,
Feb 4, 2009, 6:15:02 PM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
Bom já divulgando ta aki o link do meu algum no orkut de algumas fotos

http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=9725189542101326901&aid=1233745641

logo logo colocarei aki o link do album completo!!

MAs quem tiver curioso pra ver logo pode se deleitar no orkut!!

e digo o mesmo a todos... COLOQUEM AKI O LINK DOS ALBUNS SEJA DO ORKUT
OU QUALQUER FOTOLOG!!

Té mais pessoas...

Em 04/02/09, Favianni da Silva<faviann...@yahoo.com.br> escreveu:
>
> Eu assino em baixo a proposta do colega!
> --- Em qua, 4/2/09, Ikaro Max <ikar...@yahoo.com.br> escreveu:
>
> De: Ikaro Max <ikar...@yahoo.com.br>
> Assunto: Fotos
> Para: fsm_...@googlegroups.com
> Data: Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009, 14:10
>
>
>
>
>
>
>
> Valeu essa doidera! Uhhh-uhhhhhh
>
> Galera... eu proponho que compartilhemos as nossas fotos, principalmente
> aquelas onde os companheiros estão presentes seja em primeiro plano seja no
> plano de fundo. Então, enviem as fotos para aqui ou vamos arrumar um jeito
> de colocar num site difundido na comunidade no Orkut para que todos possam
> acessar & baixá-las.
>
> Abraços!
>
> Valeu essa estrutura!!!
>
> --- Em qua, 4/2/09, david gracejo <davidg...@gmail.com> escreveu:
>
> De: david gracejo <davidg...@gmail.com>
> Assunto: Re: Um texto antigo pra uma galera nova...
> Para: fsm_...@googlegroups.com
> Data: Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009, 11:20
>
>
> valeu esse esquizo
>
>
>
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 -
> Celebridades - Música - Esportes
>
>
>
>
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados
> http://br.maisbuscados.yahoo.com
> >
>


--
Akene Shionara

"Quem não se movimenta não sente as amarras que o prende"
Rosa Luxemburgo

Alice Dal Piva

unread,
Feb 4, 2009, 7:23:05 PM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
ikaro querido!
eu tenho bastante foto aqui...chega a ser umas 100 fotos
rs
 
estou tentando colocar umas no orkut
se voce puder dar uma procurada por la,mas esta sendo um trabalho lento ja que estamos todos tentando recuperar o "tempo perdido"
 
mas qualquer coisa estao la disponiveis
e caso nao coloque todas mandarei para o email e todos recebem.
 
até a proxima.
 
valeu esse fórum!!!!

 

Date: Wed, 4 Feb 2009 08:10:55 -0800
From: ikar...@yahoo.com.br
Subject: Fotos
To: fsm_...@googlegroups.com

valeu esse esquizo


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Ikaro Max Batista de Araujo

unread,
Feb 4, 2009, 7:36:20 PM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
Perfeito Alice!!!
 
Por favor me passa o link do teu perfil no Orkut que eu acesso agora!!
Já vi as da Akene, ficaram ótimas!
Estou esperando a galera aí se manifestar.
Vale a pena pegar algumas imagens & fazer um arquivo.
Uma viagem como essa muda pra sempre nossos corpos & mentes.
Valeu essa integração social!
 
Abração!



Alice Dal Piva

unread,
Feb 4, 2009, 7:50:45 PM2/4/09
to fsm_...@googlegroups.com
 o link hehehe
 
http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=10475529752554305772&aid=1233767413
 
valeu essa eficiencia          ;xxx
 

From: ikar...@hotmail.com

To: fsm_...@googlegroups.com
Subject: RE: Fotos
Date: Thu, 5 Feb 2009 00:36:20 +0000

luciana vieira souto maior

unread,
Feb 5, 2009, 8:56:41 AM2/5/09
to fsm grupo
e quem nao tem orkut?
to morrendo de vontade de ver essas fotos mas ta dificil, so album de orkut!
alguem aqui sabe uma outra forma de disponibilizar albuns que todos possam acessar?
valeu esse forum!!!
=D

> Date: Wed, 4 Feb 2009 20:15:02 -0300
> Subject: Re: Fotos
> From: shio...@gmail.com
> To: fsm_...@googlegroups.com
> More than mail–Windows Live™ goes way beyond your inbox. More than messages

Akene Shionara

unread,
Feb 5, 2009, 11:08:13 AM2/5/09
to fsm_...@googlegroups.com
Luciana, eu to fazendo um albun no meu fotolog só q ele ainda nao ta pronto mas assim q estiver coloco aki o link...
 
no orkut nao está completo e deu 80 e poucas fotos imagine o completo!! huahauhauhauhauhauah
 
MAs cade o resto do povo que tirou fotos??
 


 
Em 05/02/09, luciana vieira souto maior <lucia...@hotmail.com> escreveu:

Rosa Luxemburgo

Pedro Daniel

unread,
Feb 5, 2009, 2:11:12 PM2/5/09
to fsm_...@googlegroups.com

Ikaro Max

unread,
Feb 5, 2009, 3:14:20 PM2/5/09
to fsm_...@googlegroups.com
 
Uhh uhhhhhhh
 
Valeu aí esse Mutum!
Belas fotos Pedro!
Abração
 

--- Em qui, 5/2/09, Pedro Daniel <pedrodani...@terra.com.br> escreveu:

Renálide de Carvalho Morais Fabrício

unread,
Feb 5, 2009, 3:26:50 PM2/5/09
to fsm ufpb

valeu aí essa viagem pedro, na proxima me leva!!!! kkkkkk

From: pedrodani...@terra.com.br
To: fsm_...@googlegroups.com
Subject: Mais fotos
Date: Thu, 5 Feb 2009 16:11:12 -0300

Pablo Honorato Nascimento

unread,
Feb 5, 2009, 6:25:06 PM2/5/09
to fsm_...@googlegroups.com
(Menos que Íkaro, mas eu também tenho meu lado provocador, Fabiano. A propósito, segue adiante um poema do meu pai que é a tua cara, Íkaro!...)
 
Concordo que as fronteiras são ficções. 
 
No entanto, acho que também vamo concordr que não dá pra alegar que a realidade cultural de um povo não é um reflexo da sua realidade social, política, histórica e até ambiental daquele povo. Assim é que, por exemplo, certos instrumentos africanos feitos com couros de animais em extinção já não mais são utilizados em certas manifestações, em face dos desmandos resultantes da intervenção humana na fauna local.
 
Pra mim, a questão é menos quanto ao ser ou não ser  "paraibano" e entender de cultura "paraibana" que propriamente quato a conhecer o povo paraibano em si, estar próximo de seus problemas e perceber como isso se evidencia nas canções populares, costumes, ritos, religiosidade e tudo o mais que habita o "armorial" da nossa cultura. 
Diferente de ariano, acho bem-vindíssima a discussão acerca de se o que nós - fazedores de cultura - vimos realizando aqui precisa ser repensado, refeito, modernizado. A dúvida que me sobe à mente, entretanto, é a seguinte: será que "modernizar o passado" significa prescindir da minha cultura que está ali na feira, na praça, na praia, na favela e automaticamente implica em incorporar elementos que nos são alheios e não nos pertencem, ou apenas nos pertencem à distância?
 
E até onde será que tocar uma guitarra (que, inclusive, tem uma séria origem no "pau elétrico" brasileiro tocado por Armandinho, pai de Dodô e Osmar) significa necessariamente trazer modernidade para a cultura tradicional e por que tocar uma rabeca também não pode sê-lo? Noutras palavras, a modernidade é muito bem-vinda, desde que não atropele nada nem ninguém e não se filie a um conceito imperialista.
 
Tenho a leve impressão de que a construção de uma identidade cultural universal passa necessariamente por uma compreensão da realidade cultural local.
 
Acho que até hoje, à ressalva da Guerrilha Cultural paraibana, encabeçada pelo Jaguaribe Carne, não apareceram movimentos culturais tão importantes quanto a Tropicália e o Mangue, ambos com propósitos semelhantes, cada qual à sua época, de levar a sério uma idéia de Antropofagia Cultural, aquela mesma que já em 1922 se defendia na Semana de Arte Moderna e que tem a maior pertinência, por promover a diversidade e o contato entre culturas. Culturas, no plural. Mas sinto falta de ter visto o Gil ou o Caetano cantando o huayno andino, ou mesmo o Chico Science - todos artistas de primeiríssima linha -elaborar construções criativas advindas de elementos provenientes do Mali, do Afeganistão, além dos criativos riffes de guitarra e frases de baixo, inspirados em bandas inglesas e norte-americanas...
Por falar em minha/nossa cultura, acho engraçado uma coisa. Alguns amigos meus só conhecem o maracatu de colagens feitas por certos grupos internacionais de heavy metal... Não me sai da cabeça aquela lenda mitológica do Narciso, que acho que todo mundo conhece. O cara que, por não conhecer sua própria imagem refletida na água do rio mergulha para abraçá-la. Termina que ele morre afogado... Por não conhecer a própria imagem.
 
---------------------------------------------------------------------
Esse canto alerta teu coração
Feito pichação nas paredes dos muros
Sobreviver aos apuros
Longe da ira e da mentira
Só a rebeldia não sabe ser infame
E esse é o meu lado vândalo
Submetido ao escândalo
De amar e de dar vexame!
(Chico Berg)

--- Em qua, 4/2/09, Fabiano P. Silva <fabian...@hotmail.com> escreveu:
De: Fabiano P. Silva <fabian...@hotmail.com>
Assunto: RE: Um texto antigo pra uma galera nova...
Para: fsm_...@googlegroups.com
Data: Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009, 17:34

Pablo,

 
Esse seu texto é mais que um texto... na verdade uma provocação! E, me sentido provocado, vou dar alguns palpites sobre o que li. Comecemos então pela frase do mestre Pedro Osmar. Pelo que entendi o que o Pedro coloca alí é sua luta (utópica? Aí já é outra discussão...) a favor de uma maior igualdade e difusão entre gêneros e ritmos de outras culturas e outros países, criticando uma hegemonia do rock/pop que se disseminou mundialmente através dos meios massivos.

Você parte desse princípio para fazer uma crítica (sua) a algumas fusões musicais bem interessantes que surgiram no Brasil, ou seja, o Tropicalismo e o Manguebeat. E diz que "(...) Mangue e Tropicália pecam ao endereçar o mesclado de suas criações exclusivamente - não em todas, mas na maior parte das vezes - com o rock americano". Antes disso, cita o Ariano Suassuna (famoso por suas posições radicais em relação a fusões musicais e culturais).

Eu particularmente, vou na contramão desse pensamento. E, concordando com o Belchior assino embaixo quando ele diz que "o novo sempre vem". Acontece que nem sempre esse novo aparece com uma roupagem totalmente nova, como algo original que saiu do nada. Estamos cheios de exemplos por aí. Por exemplo: numa pesquisa rápida que fiz, vi que o Cordel (que em outros tempos diria que é uma invenção literária tipicamente brasileira/nordestina) tem origens lusitanas e que foi trazida para o Brasil pelos Portugueses. E estamos cheios de exemplos desse tipo. Penso que o Brasil com sua dimensão continental e diversidade cultural é propício para esse tipo de coisa. Nesse sentido, não sou tão duro a esses tipos de fusões, acho todos (Tropicália e Manguebeat) bastante interessantes, riquíssimos (mesmo predominando a batida rock) e necessários para que surjam novas expressões culturais.

Agora, concordo com a questão da predominância de ritmos rock/pop nos meios de comunicação de massa. Acho um saco e sinceramente não tenho mais paciência para ouvir o rádio com aqueles locutores de voz de veludo padronizada tocando as "músicas de trabalho" que as gravadoras determinam. Por isso gosto do Lobão que chutou o pau da barraca (embora depois tenha voltado ao mainstream). Mas, como diria Raulzito "quando se está em buraco de rato, de rato você tem que transar".

Então é usar o meio contra o próprio meio. Por outro lado, concordo com você quando se refere ao processo de globalização como algo irônico, mas eu diria que mais que irônico ele é contraditório (coisa típica de nossa modernidade). E essa mesma mídia e tecnologia que, por um lado, exclui e oculta algumas expressões populares que estão a margem, acaba abrindo espaços para uma maior divulgação e popularização destas.

Talvez essa discussão possa se resumir a uma frase sua: "(...) outras tantas manifestações plurais, como as da música indiana, africana, latino-americana não chegam facilmente até nós". Mas, acredito que pelo fato dessas outras manifestações não chegarem facilmente até nós isso não quer dizer que as fusões não sejam interessantes ou descartáveis. Elas podem até mesmo serem úteis. Vou dar um exemplo: na década de sessenta os Beatles foram pioneiros em misturar sua sonoridade (rock, diga-se de passagem) com a música indiana (mais especificamente um "insight" de George Harrison). Isso acabou de certa forma, tornando a música indiana mais conhecida entre os Ocidentais. E pra você ver, isso só foi possível, pelo menos naquele momento, por conta do rock e, claro, da popularidade dos Beatles.

Então, pra terminar, acho que a coisa deve ser vista de outra forma. O problema neste caso não é a fusão, mas o pouco espaço que se dá aos outros ritmos e expressões culturais. Quem um dia iria imaginar que Gilberto Gil participaria de uma marcha contra a guitarra elétrica?

Sugiro uma leitura bem interessante de um livro chamado “Rock And Roll - Uma História Social” de Paul Friedlander onde o autor vai tratar mais a fundo as implicações e imbricações do rock na sociedade.
HáBraços!!!!!!!!
 
 



Fabiano P. Silva
 
www.papirusfalantis.blogspot.com
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Ikaro Max

unread,
Feb 5, 2009, 8:01:34 PM2/5/09
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  Jamais sonhara em ser contradição
             uma canção tecida
               por linhas etílicas
                 & curvas poéticas
                           de sobressaltos desastrosos
        um kamikase do orgasmo
              um cafetão de paraísos
                    artifícios & delírios
              uma anfetamina na língua da mina
                          com o "cara errado"
              um zero que contem todos os números
                                 & nenhum deles
                   nem sujeito nem predicado
                     nem objeto nem sufixo
                         uma linguagem sem gramática
                            um homem sem Leis
                       que não reconhece autoridades
                                  coisas sagradas, rituais
                                    advogados, tribunais, psiquiatras
                            nunca querer trabalhar
                                      querendo se dar bem
                                         & andar o mundo
                                   criando tanta freqüência absurda
 
                        quem diria que seria
                                             um degolador de Reis
                                    um câncer no cu de Deus
                                         um chefe de um bando não-autorizado
                                 de jogadores
                                      ladrões vegans de bancos & postos de conveniência
                             um curto-circuito nas entranhas do Sistema
                                     um pai desempregado
                                           um atirador de facas
                                                           na Cinderella
                                      o mais importante expoente do futuro
                                                 sem nome na calçada da Fama
                                             sem matrículas na Eternidade
                                               - que nunca me torne Imortal! -
                                         a fumaça de um haxixe
                                  num ônibus com ar-condicionado
                              um antiinflamatório na cachaça
                                  o batuque sem fim no fundo do buzão
                                      um fugitivo em condicional
                                           um país fracassado sem território nem povo
                                               destroços de uma guerra
                                                 civis feridos
                                    medalhas furiosas & brilhantes
                                           em bustos de mármore
                                               que se chamam "Homens"
                                         uma árvore negra cheia de frutos proibidos
        
                                    um caso perdido
                               - L O S T   G E R A L -
                               um surto de ayuashka
                                         durante três dias sem notícia
                                             a agulha no palheiro
                           um cordeiro que pulou a cerca
                                                     & descobriu mil maravilhas no mundo
                                          um galo sem canteiro
                                         que não pára de cantar    
                                        tecendo os fios do Amanhã
 
                                Quem diria ser um dia
                                               uma virtude alienígena
                                           um paraplégico voador
                                       um Deus no Vazio Universal
                                           na Terra do Sol
                                  OOOOOOOMMMMMMM - o único (des)mandamento
                                      imigrante numa falida Europa
                                     a vergonha da Família
                                    - Ovelha Negra com marca de pé na bunda 0
                                     que será um exemplo universal do Gênio
                         o iniciador não-reconhecido da Marcha dos Pelados
                                      um porquê sem respostas
                                             uma maldição livre de todas as amarras do possível
                                    um beijo em segredo
                                                 um cunilingüe numa barraca
                       uma tentativa de estupro à ORDEM UNIVERSAL
                                             O SIM & o NÃO
                                      num mesmo corpo-poema
                                            numa língua calejada
                                               de incompreensões
                                                      & magia negra              
                                     um demente disfarçado de Anjo
                                    ou um Anjo disfarçado de demente...criança... gente
 
                      Quem diria que eu seria
                                    o Uivo na garganta epiléptica de Ginsberg
                                       os traumas de Lautréamont
                                              um viciado em paranormalidades burroughseanas
                                            uma bala no peito de algum amor perdido
                                    o Amor em pessoa, irreconhecível
                                         vagabundo apátrida
                                               buscando um descanso no peito de um desconhecido
                                            a subversão total dos valores
                                                   em nome da queda dos impérios & opressões
                                     
                            Quem diria que a liberdade
                                                   seria tal contradição
                                       & que tal contradição seria Amor
                                          mesmo que por vezes
                                                 ele se fosse rebelde
                                                    & às vezes sem graça.
 
 
 
                                                                        IkaRo MaxX
 
                         * escrito durante a viagem de volta no busão do Alemão Tur enquanto descansava na frente do buzão & a galera fazia um som lá atrás. 
                       
                                  
 
 
 
 


--- Em qui, 5/2/09, Pablo Honorato Nascimento <pabl...@yahoo.com.br> escreveu:

Sarah Figueirêdo

unread,
Feb 5, 2009, 8:13:28 PM2/5/09
to fsm_...@googlegroups.com
Olá ikaro boa noite, gostaria de pedir para que me tirassem do grupo do fsm. obrigada.

Sarah Pereira.






Date: Thu, 5 Feb 2009 17:01:34 -0800
From: ikar...@yahoo.com.br

Subject: RE: Um texto antigo pra uma galera nova...
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