Engenheiro ou pedreiro? - Graduacao de 2,5 anos e 4 anos

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Mariana Assis

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May 31, 2009, 10:43:52 PM5/31/09
to frat...@googlegroups.com
Oi pessoal,

o Valter me me explicou que jornaleiro, segundo o dicionario, é um pejorativo de jornalista, quando o profissional é ruim se atribui a ele este adjetivo. hehe
Nos encontramos neste fim de semana e pudemos conversar bastante sobre faculdades, curso superior e etc.
E isso me fez pensar que na area de informatica estamos passando por uma grande mudanca nos cursos superiores. Cada vez mais aparecem cursos com duracao de 2,5 anos. Existe bastante discussao sobre a qualidade do profissional resultante destes curriculos hiper enxutos.
Geralmente quem faz estes cursos acaba trabalhando com programacao pura, ou seja, recebe uma especificacao do que o software tera que fazer e simplesmente codifica o que lhe foi mandado. E como o pedreiro que recebe ordens do engenheiro sobre como sera feita uma determinada parede, qual sua altura, onde o cano vai passar, onde ira a tomada, etc.

Os que fazem a graduacao de quatro anos acabam trabalhando na parte de analise do problema, definicao e especificacao do escopo do produto, ou seja, atividades que demandam mais embasamento teorico. Seriam como os engenheiros que projetam a construcao para depois interagir com os "pedreiros"

Por favor, o exemplo nao eh pejorativo, utilizei apenas para simplificar e ajudar os que nao sao da area de TI a entenderem melhor.

O interessante no mercado de tecnologia eh que existe lugar para todos . Cada vez mais empresas dao a possibilidade de carreira em Y pq nem todas as pessoas foram feitas para ser engenheiros.

Me pergunto se no jornalismo nao acontece isso tambem, Valter. Todo o jornalista tem que ser engenheiro? Quais sao as consequencias de um jornalista pedreiro? O jornalismo eh apenas uma atividade intelectual? Nao ha tecnica de boa qualidade?

Qual a diferenca entre um blogueiro super engajado com credibilidade na blogosfera e na rede e um jornalista que escreve para um jornal?

Bom.. soh para levantar a discussao mesmo pessoal e tambem para conhecermos melhor nossas areas especificas.

Abs,
Mari




 



2009/5/29 Cibele Lana <cibel...@yahoo.com.br>
Opa! Peraí! Deixa eu defender a universidade! rsrsrs

Olha Valter, eu não sei como é o seu ambiente acadêmico, mas eu aproveitei tanto e aprendi tanto nos meus quatro anos de universidade que seria um absurdo tentar me encaixar no seu discurso. Sei que vc tem razão em muitas coisas, mas acho que é um pouco culpa nossa, estudantes, também. A pressão é tanta por conta do mercado, que quando começamos a estagiar, todo o nosso estudo fica pra segundo plano: a pesquisa, o contato com os professores, os eventos da faculdade...quando começa a aquele debate interessante na sala temos que sair correndo pra almoçar porque o chefe espera. 

Há alguns meses fiz a experiência de largar esses 'escrágios' e me dedicar ao ambiente acadêmico. Nossa! Aprendi tanto. Pude me focar naquilo que realmente gosto, conhecer as pessoas que estudam a minha área e me 'encontrar' dentro da comunicação. Se o mercado me exigir outra coisa depois, eu tenho certeza que esse não vai ser um tempo perdido, pela carga de conhecimento que estou carregando. Eu me sinto bem por poder participar de certas discussões, não só na sala, mas poder oferecer mais daquilo que penso e sou capaz de fazer e que não se restringe a técnica de escrever um lead ou um release. Isso aí eu tenho certeza que vou aprender na prática sim, em poucos dias até, mas tenho certeza que essa prática não será a mesma se eu puder contribuir com os meus questionamentos e criatividade. E aí, vc vai me desculpar, mas eu não aprendi com a prática não. Foi lendo, estudando e debatendo na universidade, sim! Aliás, um ano de estágio é que não me acrescentou quase nada, mas quatro anos de universidade, meu Deus! 

No fim, tudo se resume a algo bem simples e que a Jaque disse muito bem: não existe prática sem teoria, nem teoria sem prática. (Aliás Jaque, adorei a sua colocação, realmente temos muito o que conversar!). Se vc não se sente chamado a área acadêmica, a aprofundar os estudos, tenha ao menos a consciência de que isso é importante (e eu até acredito que seja uma vocação). Na verdade, eu sei que você tem pois é uma pessoa sensacional. Só achei o seu discurso meio generalista, sem necessidade. Como se estudar não servisse pra nada, pois no fim é o mercado que nos consome. Eu não sei, não cheguei lá ainda, mas estou longe de acreditar que a formação acadêmica é tempo perdido. Ai de mim se não estivesse na tão amada e odiada UFES...

Abraços! 






2009/5/29 Mariana Assis <marian...@gmail.com>

Oi Jaque,

concordo com vc em tudo que vc disse!
Como diz a expressão popular: o buraco é mais embaixo!
Eu acho preocupante ver o pessoal que trabalha comigo, lá na pós tbm, são poucos os que sabem pensar mesmo, a maioria só executa o que lhe é pedido, não consegue criar, inovar.
Acho que esta discussão poderia tomar várias direções como o método de ensino usado hoje no Brasil, as formas de avaliação, o vestibular, os currículos dos cursos superiores e também do ensino médio... não sei se estou divagando demais.
Eu vejo que hoje, no Brasil, somente as universidades públicas se preocupam em formar uma cabeça pensante. As faculdades particulares, salvas raras exceções, formam pessoas para fazer, executar e não para pensar.
E pensando também no nível do ensino fundamental e médio da maioria da população, como vc ensina a "pensar" uma pessoa que não consegue escrever uma única oração com sentido do início ao fim?
It's hard work that we have :D

Obrigada pelo e-mail
Bjs
Mari

2009/5/29 Jaqueline de Moraes Fiorelli <jaqu...@uol.com.br>
Mari, um curso superior deveria dar conta de formar cabeças pensantes para a vida profissional, por isso não dá pra separar teoria da práxis. E o estudo num curso de quatro anos deveria ser o começo de uma longa caminhada. O problema é que a "ficha cai" só quando os alunos terminam a faculdade e caem na vida. Ou quando vão trabalhar, mesmo ainda durante o curso, e não vêem utilidade alguma nas questões teóricas com que se deparam.
Pelo que eu sei, enquanto estão cursando, a maioria dos alunos pouco aproveita a faculdade, por muitas razões..., mesmo qdo estão diante de um professor que é comprometido (e, muitas vezes, "malhado" por ser exigente). E isso é decorrente de um ensino fundamental e médio que, muitas vezes, não ensina o aluno a pensar. Existe um contexto altamente desanimador em muitas instituições superiores, que contamina professores e alunos.
 
E Sócrates estava certíssimo quando disse: "O que sei é que nada sei".
 
 
Beijos,
                             Jaque
----- Original Message -----
Sent: Friday, May 29, 2009 5:04 PM
Subject: [fratmidia] Re: Jornalista ou Jornaleiro?

Valter,

qual a diferença pra vc entre jornalista e jornaleiro?
Jornaleiro seria o cara que entrega o jornal?
Desculpe ai a pergunta se for mto ignorante. Sabe como é, sou loira rs
Vc questionou sobre a faculdade. Para que 4 anos, obrigatoriedade de diploma... questões assim.
Faculdade é um grande enigma para mim. Eu vejo as pessoas ao meu redor dizendo que não serviu pra nada, tudo que faz hoje não aprendeu na faculdade, no mundo real é muito diferente da teoria.
Fico me perguntando, se não seria o caso de termos um sistema parecido com as faculdades de medicina, nos quais os alunos ficam dois anos na Residência. Eles aprendem na prática, são supervisionados.
Porque não sei na sua área, mas na minha... estagiário e trainee servem pra fazer serviços que não exigem muita capacitação técnica como monitoração de logs de sistemas, tradução de interfaces (idiomas), análises, relatórios, planilhas...
Coisas que qualquer pessoa esperta que não tenha feito faculdade conseguiria fazer.

No meu ponto de vista, faculdade serve como porta de entrada para o mundo que achamos que queremos conhecer mais. Entramos com uma idéia do que talvez vamos fazer daqui X anos.
Saimos com a sensação de que não sabemos nada. Porque quanto mais sabemos, mais nos damos conta de que não sabemos nada!

O que vc acha?

Abs,
Mari

2009/5/29 V@LT€R <val...@gmail.com>
Pessoal,

Meu TCC é sobre os estudantes de jornalismo que estão se formando, suas motivações, sonhos e conclusões a respeito da formação, tendo como foco a pessoa e não simplesmente uma discussão profissional.

Fiz um blog-diario para o pessoal ir acompanhando o processo de criação e SE POSSIVEL, deixar alguma impressão, ideia e etc..

se puderem.. dêem uma entrada lá

http://documentariojornaleiros.wordpress.com

abraço

Valter Hugo Muniz
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val...@gmail.com (email/msn)
Skype: valterhugomuniz
Cel:+55 11 8187-3620
Blog: http://vartzlife.wordpress.com

Jornalista ou Jornaleiro?

29/05/2009 by vartz

Entrei na faculdade achando que ia gostar, afinal de contas, eu gosto de ler e escrever, não?

Ou quem sabe tinha o sonho de fazer, por meio das palavras, uma grande revolução social.

Jornalismo não é para os outros?

Aí, no passar dos quatro anos, fui convencido pela Escola de Frankfurt que a comunicação é refém das mudanças tecnológicas que dizimam toda forma legitima de revolução. A arte é pop e a imparcialidade a maior das mentiras que um jornalista pode defender.

Aos poucos, uma sede de ALGO MAIS, se instaura. Jornalismo é só isso?

Ou o cansaço de leituras extremamente teóricas e pouco concretas.

Como vou ser ético, dar voz aos valores, se na verdade sou adestrado para ser um apertador de botões? Ninguém vai me exigir moral ou ética e sim, EFICIÊNCIA.

Educadores com idéias velhas, sem respostas concretas às minhas exigências. O mundo precisa de uma revolução armada? Quais as alternativas que temos? jornalistas ou jornaleiros?

Irei me formar e tudo o que me fizeram acreditar vai ser perdido em comentários: “Isso que você aprendeu na faculdade não serve aqui”. “Aqui é fazer e não divagar”.

Esse é o mundo que se apresenta para mim! Olho para trás e me pergunto? Para que a tal faculdade? Obrigatoriedade do diploma? É preciso quatro anos? O que é jornalismo para mim?

Ainda não respondi essas perguntas, mas se ainda sonho com a transformação, chamo-me jornalista, mas se estou pronto a me render as vozes das empresas, que só querem usurpar meu talento, de maneira acrítica: sou um jornaleiro.

E você? Jornalista ou jornaleiro?










--
Cibele Lana
www.cibelelana.com
Cel: 27 9311-4663



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Felipe Oliveira Gutierrez

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Jun 1, 2009, 7:19:08 AM6/1/09
to frat...@googlegroups.com
Oi pessoal,

Eu sou o Felipe Oliveira Gutierrez, sou formado em Ciências da Computação, um curso que durou 4 anos.
Lendo o comentário da Mari também resolvi me manifestar.

Eu trabalho como o pedreiro das obras de informática tb. Mas a realidade na empresa capitalista é bem diferente mesmo. A hora que eles pagam para um desenvolvedor é uns 20% do que eles ganham. Nessa jogada, eles contratam todos como pessoa jurídica, para poderem pagar mais para nós. Mais... sei !!! Ai o governo estipula um imposto de renda diferenciado apenas para os "pedreiros de informática", só pq eles são os que trabalham como pessoa jurídica e ganham um pouco a a mais que os outros que não trabalham com informática. Bom. Ai tem tb como é o dia-a-adia dentro da empresa. Trabalho alocado no cliente e o gerente de projeto vem 1 vez por semana, quando vem! No meu projeto tem uns 9 caras, e uma, apenas uma analista de sistema que tem que dar conta das perguntas dos nove. Quer saber o resultado? A gente vira desenvolvedor e analista de sistema... Pooow, então isso quer dizer q pela má administração dos CAPETAlistas, não temos um gerente a nossa disposição a todo o momento, temos 2 funções no projeto. Ah, e ainda tem mais, na última reunião que tivemos com o presidente da empresa, ele nos fala que a empresa tem um saldo positivo rasoavelmente bom, para que não se precise demitir desenvolvedores sem projeto.

É isso...
Abçs, Felipe

2009/5/31 Mariana Assis <marian...@gmail.com>



--
=   http://sites.google.com/site/lipe82/   =
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Mauricio Pimentel - prof

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Jun 1, 2009, 10:27:37 AM6/1/09
to Mariana Assis, frat...@googlegroups.com
Oi Pessoal,
 
embora receba sempre as mensagens de vcs, tenho "lido quietinho" e com atenção, mas este é um tema que acho que posso discutir.
Confesso que tenho ressalvas à formação de 4, 5 ou 6 semestre, mais pelo como estão sendo realizados estes cursos, do que pela proposta original da formação direcionada, profissional e tecnológica.
A primeira provocação que faço é a de que vcs pensem o quanto do que viram no bacharelado tornou-se objetivamente útil durante a carreira, é claro que como formação de pontos de vista ou de consciência do todo, tudo valeu, mas como recurso ferramental para o exercício profissinal, muito não foi mais do que firula, será que poderíamos pensar em não termos passado por estes conteúdos e disciplinas?
Segundo, quanto do que vcs aprenderam e estudaram na faculdade, ao fim do curso já era obsoleto ou inadequado às práticas e tecnologias vigentes?
Terceiro, quanto mais nós temos pensado na segunda faculdade ou na pós graduação do que as gerações anteriores?
Tudo isso colabora com a ideia de cursos mais focados, objetivos e diretos, ou seja, que sejam capazes de levar gente qualificada e capacitada a execução de trabalhos nas áreas técnicas do mercado, mas que não perde de vista a necessidade de continuar estudando (Educação Continuada), de manter-se atualizado (Reciclagem ou atualização profissional), podendo mesclar formação com trabalho (contextualização do aprendizado e capacidade de manutenção dos estudos).
Este novo modelo não se contrapõe aos bacharelados ou formação em ciências, mas o completam na medida em que proporcionam novas opções de estudo, possibilitam e facilitam o acesso a um grande número de jovens e adultos ao ensino superior, criam condições de auto financiamento da formação (parcial ou total) e conferem alta empregabilidade quando do ingresso no mercado. É claro que o estudo das ciências, dos pensamentos, dos princípios, axiomas .... continuam tendo sua importância, mas também de modo focado naqueles que buscam, por exemplo, pesquisa.
Os cursos de curta duração pressupõem que o indivíduo poderá - e deverá - conduzir sua formação profissional durante toda a carreira, com várias imersões de 1,5, 2 ou 2,5 anos de tempos em tempos, numa integração intensa entre aprendizado e condução de carreira.
Discordo um pouca da Mari no tocante à colocação profissonal advinda da formação como uma espécie de "karma". A possibilidade de programar ou analisar, projetar ou realizar, dependem da habilitação legal - das discussões sobre o que pode um engenheiro, um médico ou - mais atualmente - os jornalistas - e da vontade e garra do profissional, que pode decidir se prefere pensar, fazer, controlar ou discutir, e há espaco para todos (no que concordo com a Mari)
Penso que nós, como nação, devemos questionar fortemente a qualidade e adequação dos cursos superiores no tocante ao cumprimento dos prometido e esperado, à honestidade dos processos de formação e à atualização dos projetos pedagógicos, isto sim tem sido o grande problema. Quando - usando o mote inicial da conversa - a decisão entre ser jornaleiro ou jornalista é pessoal, esta é lícita e aceita, mas quando as escolas não conseguem formar gente que possa decidir por uma ou outra, aí a educação tornou-se escravocrata, quando deveria ser libertadora. 
 
Se desejarem continuar a conversa, fico à disposição.
 
Saudações.
 
 
_________________
 Mauricio Pimentel
 


De: frat...@googlegroups.com [mailto:frat...@googlegroups.com] Em nome de Mariana Assis
Enviada em: domingo, 31 de maio de 2009 23:44
Para: frat...@googlegroups.com
Assunto: [fratmidia] Engenheiro ou pedreiro? - Graduacao de 2,5 anos e 4 anos

V@LT€R

unread,
Jun 1, 2009, 11:28:48 AM6/1/09
to Mauricio Pimentel - prof, Mariana Assis, frat...@googlegroups.com
Bom... antes de tudo queria agradecer a discussão e principalmente o email do Maurício. Acho que ele tocou nos aspectos mais importantes da discussão e no cerne aonde queria chegar com a minha primeira "provocação".
 
Acho muito cômodo as pessoas diretamente ligadas ao pensamento, seguindo uma carreira acadêmica, exaltar a importância da mesma, sem que lidem diariamente com os paradoxos entre a formação acadêmica e o mercado de trabalho. Quem fica o dia inteiro na universidade fazendo projetos ou pesquisas vive em um mundo paralelo que muitas vezes oculta essas contradições.
 
Aqui na TV CULTURA vivo constantemente esses questionamentos. Fiz diversas experiencias no mundo da comunicação. Trabalhei na Comunicação Institucional da Votorantim, em uma AGência de comunicação, na redação de uma editora e agora estou aqui. Em todas, a formação como PENSADOR, sofreu drasticas transformações, o que me fez questionar a respeito da verdadeira importância do diploma. Não foram poucas as vezes que ouvi... ISSO VC APRENDEU NA UNIVERSIDADE, AQUI É TUDO OUTRA COISA!
 
Digo isso porque, só tive esses questionamentos amenizados em uma conversa com o meu professor e reporter da CULTURA, Aldo Quiroga. Ele me disse algo NOVO que me deu tranquilidade. disse que todos nós vivemos um periodo inicial como "apertadores de botões" o que faz a formação intelectual ser muito questionada e pouco utilizada. Porém, a medida que crescemos na carreira, vamos adquirindo cargos de liderança e é aí que vamos entender a importância de uma boa formação, é ai que o peso das decisões certas ou erradas podem ou não transformar o nosso trabalho.
 
Na vida não encontramos utilidade para muita coisa em determinados momentos, mas isso não faz com que instrumentalizemos a formação. Ela é importante (VIU CIBELE E JAQUE?hehehe)
 
Sei do valor da minha formação e foi isso que me fez escolher a universidade em que estudo, mas questiono demais os formadores. Vejo muita incopetencia no mundo acadêmico, não profissional, pedagógica. Gente velha no pensamento, cansada, acomodada e incapaz de seduzir os jovens no aprendizado. Discordo muito que falta esforço dos alunos em aprender. O que acontece é que a tecnologia impulsionou o didatismo tornando APARENTEMENTE desnecessária a figura do MESTRE. Porém isso não é verdade, mas poucos formadores conseguem se esforçar para mostrar a beleza e a sedução do aprendizado. Poucos estão abertos a ouvir e acolher novos conceitos, estão escravizados na formação que tiveram e desatualizados da realidade jovem.
 
Concordo muito que "devemos questionar fortemente a qualidade e adequação dos cursos superiores no tocante ao cumprimento do prometido e esperado, à honestidade dos processos de formação e à atualização dos projetos pedagógicos". Não existem mais projetos pedagógicos (se é que já existiram) e as pessoas não conseguem enxergar o valor do aprendizado.
 
É isso que quero discutir com o meu TCC, que a nossa formação, quando aplicada na PRATICA é quase incondicionalmente de JORNALEIROS, justamente porque as escolas não conseguem formar gente que possa decidir de maneira ética, profissional, fazendo da educação escravocrata, quando deveria ser libertadora.
 
No Jornalismo não dá para ser pedreiro. Justamente pelo objetivo SOCIAL da Comunicação. Um jornalista não pode transmitir uma informação sem base intelectuais solidas, para que a força dessa comunicação não acabe com a vida de pessoas, mas impulsione o desenvolvimento social.
 
Por isso BLOG não é jornalismo... blog é uma possibilidade individual de comunicar, sem compromisso FORMAL com os cânones do jornalismo: a BUSCA pela imparcialidade, a ética, a objetividade.  Um jornalista pedreiro pode impedir com que as pessoas tirem suas proprias conclusões de uma informação. A forma no jornalismo, a técnica, é muito importante, mas ao meu ver só funciona de maneira consciente.
 
Acho válida e muito importante a atuação dos blogueiros (afinal, sou um deles) como formadores de opinião, levantadores de discussões, questionamentos, reflexões. Mas não posso confiar na informação que não passa por uma apuração objetiva, que assegure no mínimo a intenção puramente factual, que a empresas jornalisticas deveriam assegurar. Mas sei da dificuldade de entender isso, porque a informação é algo muito subjetivo.
 
Enfim... Não sei se fui muito claro...
 
Mas é mesmo para continuar a discussão.
 
Grande abraço
 
Valter Hugo Muniz
--------------------------------------------------------
val...@gmail.com (email/msn)
Skype: valterhugomuniz
Cel:+55 11 8187-3620
Blog: http://vartzlife.wordpress.com


2009/6/1 Mauricio Pimentel - prof <maur...@pimentel.pro.br>

Mauricio Pimentel

unread,
Jun 1, 2009, 2:32:36 PM6/1/09
to frat...@googlegroups.com
Amigos,

que bom que pessoas íntegras estejam pensando e discutindo educação,
sem demagogias, promessas, interesses absurdos ... enfim, por gosto,
crença e opção.
Tomo a liberdade de indicar um texto meu
(http://www.pimentel.pro.br/twiki/pub/Main/Textos/apagao_knw.pdf) que
foi publicado como capítulo de um livro que trata da gestão do
conhecimento e do aprendizado.
É claro que não encerra as discussões, tampouco abarca toda a gama de
problemas e dificuldades, mas é mais um componente a ser cuidado.
Leiam, critiquem e vamos conversando.

Valeu,


Mauricio Pimentel
> no mundo acadêmico, não profissional, *pedagógica*. Gente velha no
> pensamento, cansada, acomodada e incapaz de seduzir os jovens no
> aprendizado. Discordo muito que falta esforço dos alunos em aprender. O que
> acontece é que a tecnologia impulsionou o didatismo tornando *APARENTEMENTE
> desnecessária a figura do MESTRE*. Porém isso não é verdade, mas poucos
>> *Oi Pessoal,*
>> **
>> *embora receba sempre as mensagens de vcs, tenho "lido quietinho" e com
>> atenção, mas este é um tema que acho que posso discutir.*
>> *Confesso que tenho ressalvas à formação de 4, 5 ou 6 semestre, mais pelo
>> como estão sendo realizados estes cursos, do que pela proposta original da
>> formação direcionada, profissional e tecnológica.*
>> *A primeira provocação que faço é a de que vcs pensem o quanto do que
>> viram no bacharelado tornou-se objetivamente útil durante a carreira, é
>> claro que como formação de pontos de vista ou de consciência do todo, tudo
>> valeu, mas como recurso ferramental para o exercício profissinal, muito não
>> foi mais do que firula, será que poderíamos pensar em não termos passado por
>> estes conteúdos e disciplinas?*
>> *Segundo, quanto do que vcs aprenderam e estudaram na faculdade, ao fim do
>> curso já era obsoleto ou inadequado às práticas e tecnologias vigentes?*
>> *Terceiro, quanto mais nós temos pensado na segunda faculdade ou na pós
>> graduação do que as gerações anteriores?*
>> *Tudo isso colabora com a ideia de cursos mais focados, objetivos e
>> diretos, ou seja, que sejam capazes de levar gente qualificada e capacitada
>> a execução de trabalhos nas áreas técnicas do mercado, mas que não perde de
>> vista a necessidade de continuar estudando (Educação Continuada), de
>> manter-se atualizado (Reciclagem ou atualização profissional), podendo
>> mesclar formação com trabalho (contextualização do aprendizado e capacidade
>> de manutenção dos estudos).*
>> *Este novo modelo não se contrapõe aos bacharelados ou formação em
>> ciências, mas o completam na medida em que proporcionam novas opções de
>> estudo, possibilitam e facilitam o acesso a um grande número de jovens e
>> adultos ao ensino superior, criam condições de auto financiamento da
>> formação (parcial ou total) e conferem alta empregabilidade quando do
>> ingresso no mercado. É claro que o estudo das ciências, dos pensamentos, dos
>> princípios, axiomas .... continuam tendo sua importância, mas também de modo
>> focado naqueles que buscam, por exemplo, pesquisa.*
>> *Os cursos de curta duração pressupõem que o indivíduo poderá - e deverá -
>> conduzir sua formação profissional durante toda a carreira, com várias
>> imersões de 1,5, 2 ou 2,5 anos de tempos em tempos, numa integração intensa
>> entre aprendizado e condução de carreira.*
>> *Discordo um pouca da Mari no tocante à colocação profissonal advinda da
>> formação como uma espécie de "karma". A possibilidade de programar ou
>> analisar, projetar ou realizar, dependem da habilitação legal - das
>> discussões sobre o que pode um engenheiro, um médico ou - mais atualmente -
>> os jornalistas - e da vontade e garra do profissional, que pode decidir se
>> prefere pensar, fazer, controlar ou discutir, e há espaco para todos (no que
>> concordo com a Mari)*
>> *Penso que nós, como nação, devemos questionar fortemente a qualidade e
>> adequação dos cursos superiores no tocante ao cumprimento dos prometido e
>> esperado, à honestidade dos processos de formação e à atualização dos
>> projetos pedagógicos, isto sim tem sido o grande problema. Quando - usando o
>> mote inicial da conversa - a decisão entre ser jornaleiro ou jornalista é
>> pessoal, esta é lícita e aceita, mas quando as escolas não conseguem formar
>> gente que possa decidir por uma ou outra, aí a educação tornou-se
>> escravocrata, quando deveria ser libertadora.*
>> **
>> *Se desejarem continuar a conversa, fico à disposição.*
>> **
>> *Saudações.*
>> **
>> **
>> _________________
>> Mauricio Pimentel
>> www.pimentel.pro.br
>> **
>>
>> ------------------------------
>> *De:* frat...@googlegroups.com [mailto:frat...@googlegroups.com] *Em
>> nome de *Mariana Assis
>> *Enviada em:* domingo, 31 de maio de 2009 23:44
>> *Para:* frat...@googlegroups.com
>> *Assunto:* [fratmidia] Engenheiro ou pedreiro? - Graduacao de 2,5 anos e 4
>> anos
>>
>> Oi pessoal, **
>> o Valter me me explicou que jornaleiro, segundo o dicionario, é um
>> pejorativo de jornalista, quando o profissional é ruim se atribui a ele este
>> adjetivo. hehe
>> Nos encontramos neste fim de semana e pudemos conversar bastante sobre
>> faculdades, curso superior e etc.
>> E isso me fez pensar que na area de informatica estamos passando por uma
>> grande mudanca nos cursos superiores. Cada vez mais aparecem cursos com
>> duracao de 2,5 anos. Existe bastante discussao sobre a qualidade do
>> profissional resultante destes curriculos hiper enxutos.
>> Geralmente quem faz estes cursos acaba trabalhando com programacao pura, ou
>> seja, recebe uma especificacao do que o software tera que fazer e
>> simplesmente codifica o que lhe foi mandado. E como o pedreiro que recebe
>> ordens do engenheiro sobre como sera feita uma determinada parede, qual sua
>> altura, onde o cano vai passar, onde ira a tomada, etc.
>>
>> Os que fazem a graduacao de quatro anos acabam trabalhando na parte de
>> analise do problema, definicao e especificacao do escopo do produto, ou
>> seja, atividades que demandam mais embasamento teorico. Seriam como os
>> engenheiros que projetam a construcao para depois interagir com os
>> "pedreiros"
>>
>> Por favor, o exemplo nao eh pejorativo, utilizei apenas para simplificar e
>> ajudar os que nao sao da area de TI a entenderem melhor.
>>
>> O interessante no mercado de tecnologia eh que existe lugar para
>> todos<http://idgnow.uol.com.br/carreira/2009/05/29/graduacao-ou-curso-tecnologico-saiba-o-que-o-mercado-valoriza-mais/>
>> .
>> Cada vez mais empresas dao a possibilidade de carreira em
>> Y<http://vocesa.abril.com.br/edicoes/129/aberto/materia/mt_427092.shtml>
>>>>> raras exceções, formam pessoas para *fazer, executar* e não para
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Cibele Lana

unread,
Jun 1, 2009, 3:32:51 PM6/1/09
to frat...@googlegroups.com
Primeiramente obrigada pela colaboração de todos nessa discussão. É a internet trabalhando como instrumento de 'inteligência coletiva' e isso me comprova mais uma vez que, se bem utilizada, ela tem muita potencialidade. Vocês me fizeram refletir bastante! 

E obrigada também Valter pelo seu último texto. Concordo plenamente quando você diz que jornalistas não podem ser pedreiros, pois nossa função é social. Lidar com informação requer sim, muito mais capacidade intelectual do que técnica. Temos mesmo que contribuir com o desenvolvimento social. 

Bom, você continuou colocando os pesquisadores na cruz. E acho que um ponto interessante da discussão pode estar aí, já que também questionou a didática dos seus mestres que provavelmente dedicaram mais tempo a pesquisa, pós graduações etc, do que ao mercado de trabalho que você descreve. E aí, eu que sou uma mera estudante de comunicação que gosto da área acadêmica (mas não só, pois como estudo sobre internet posso viver a prática também) e já estou pensando desde agora em mestrado e doutorado fico me perguntando: como conciliar os estudos que tanto quero para quem sabe um dia poder ensinar e ao mesmo tempo mergulhar de cabeça num mercado de trabalho a fim de conseguir futuramente expor aulas que ajudem os meus alunos a escutarem menos "ah, isso vc aprendeu na faculdade...aqui é diferente"?. 

Pelo que convivo com os meus mestres, esses que as universidades geralmente aceitam e que têm uma carga teórica muito pesada, quem se dedica a área acadêmica, se dedica MESMO, pelo fascínio que essa área exerce. Um pesquisador quer pesquisar sempre mais, né? E se antes eles podiam trabalhar anos e dar aula possuindo só uma especialização, hoje em dia, nenhuma universidade aceita efetivos sem doutorado. 

E aí? O mundo vive sem pesquisadores? Sem teóricos? Pergunto aos professores da lista: é possível imergir no mercado de trabalho hoje em dia e se dedicar às pós graduações da vida sem comprometer a didática e o conteúdo a ser passado aos alunos? 

Pelo que sei quando se é professor numa universidade, não se pode ter outra atividade além da pesquisa e pelo sistema de concursos muitos ficam ali anos e anos sem voltar ao mercado. Tenho mestres com 35 anos e doutorado. Eles vão dar aula até quantos anos sem voltar ao mercado? É isso que prejudica? 

Como fazer para fugir das contradições entre mercado de trabalho quando se gosta da área acadêmica e o sistema não permite que você faça as duas coisas? Como não exaltar a importância de algo que você gosta e acha importante? 
Acho que a culpa está sempre no sistema. Como se tornar um bom mestre, equilibrado entre prática e teoria, se a carreira de um mestre é acadêmica? 

Gente, não são provoçaões tá? São perguntas mesmo. Perguntas que me faço todos os dias. E que me fazem ficar angustiada ao pensar no meu futuro. 

Não sei também se vocês concordam. Queria saber opiniões. Acho que em outras áreas, as pesquisas são mais práticas, se pensamos nas Biomédicas, por exemplo. Mas acho que os estudos da comunicação são mais complexos nesse sentido...

Abraços! 

P.S: e acho que blogueiros não estão interessados em ser jornalistas. Só jornalistas se interessam em ser blogueiros! Jornalista é uma coisa, blogueiro é outra e uma atividade não substitui a outra. Mas essa é uma outra discussão... 


2009/6/1 Mauricio Pimentel <maur...@pimentel.pro.br>

Mauricio Pimentel - prof

unread,
Jun 2, 2009, 10:56:13 PM6/2/09
to Cibele Lana, frat...@googlegroups.com
Gente,
 
gostaria de fazer 2 perguntas, comentar meu entendimento sobre o texto da Cibele e provocar novos argumentos.
1. Vocês acham que o médico que consulta é o teórico e o que opera é o "profissional de mercado"?
2. Quando um professor trabalha na educação e no ensino ele está fora do mercado de trabalho. Daria ele aula por fata de juízo e de opções?
 
O professor enquanto educa está trabalhando e consequente e inquestionavelmente está no mercado de trabalho e pode aprender o suficiente aí mesmo.
Acho que estamos confundindo contexto com prática e atividade. O fato de um professor não conseguir contextualizar o conteúdo que ensina demonstra que este sequer sabe o que ensina, e com isso ele deveria estar preocupado, não com competir com profissionais de outra área que não a sua.
Seria possível que um professor, por opção pessoal, tivesse carreira acadêmica, em empresa, e ainda pudesse ser bom em didática e no atendimento das necessidades dos seus alunos?
Claro que sim!
Nós estamos discutindo posição de trabalho ou qualidade no exercício profissional?
Volto na questão do relacionamento entre o professor e a honestidade de sua prática profissional. Entendo que o professor, ou outro profissional qualquer, deva fazer opções e responsabilizar-se por elas, assim, se me decido pela engenharia, deveria ser um bom engenheiro .. se escolhi ser professor, deveria ser bom professor.
Se escolhi ser engenheiro e professor, deveria ser bom engenheiro e professor, me parece óbvio.
Vocês acham que se justifica um estudante que trabalha ser mau aluno ou funcionário?
Assim é com o professor enquanto mestrando ou doutorando. Está exercendo uma profissão e continua estudando, portanto, se juntar tudo - por opção - deveria ser bom engenheiro, professor e aluno.
Ahhh, mas é muita coisa!
Quem é obrigado a fazer tudo isso? Ninguém, pura opção.
Resumindo a minha crença. O professor deve ser bom professor dominando o conteúdo, sendo capaz de contextualizar o ensino, buscando evolução contínua e desenvolvendo seu trabalho com dignidade e consciência e que pode exercer outras funções se achar que deve, da mesma forma que qquer outro profissional.
Em relação ao encantamento que a pesquisa exerce sobre nós - creiam, sou professor, gestor e pesquisador - queria indicar um outro texto que apresenta uma opinião pessoal, se acharem legal, leiam. http://www.pimentel.pro.br/twiki/pub/Main/Textos/mergulho.pdf.
 
Saudações,
 
_________________
 Mauricio Pimentel
 


De: frat...@googlegroups.com [mailto:frat...@googlegroups.com] Em nome de Cibele Lana
Enviada em: segunda-feira, 1 de junho de 2009 16:33
Para: frat...@googlegroups.com
Assunto: [fratmidia] Re: Engenheiro ou pedreiro? - Graduacao de 2,5 anos e 4 anos

Cibele Lana

unread,
Jun 3, 2009, 8:40:23 AM6/3/09
to frat...@googlegroups.com
Obrigada Maurício. Realmente você tem razão nas suas colocações. 
Vou refletir mais a respeito. 

abraços! 

2009/6/2 Mauricio Pimentel - prof <maur...@pimentel.pro.br>

Mariana Assis

unread,
Jun 3, 2009, 9:12:01 AM6/3/09
to frat...@googlegroups.com
Clap Clap Clap (Palmas)

Também gostei muito da sua colocação Mauricio.

Gostaria de acrescentar um comentário...
Uma das maiores dificuldades que encontro no meu cotidiano profissional é ver um abismo entre prática e teoria.
Um exemplo bem simples e frequente: a uma certa altura na faculdade temos uma disciplina chamada Engenharia de Software. Nesta aula aprendemos como é o processo de desenvolvimento de software, as suas fases, as melhores práticas. Escutamos falar sobre os vários riscos de não seguirmos um processo definido durante um projeto de software. Tudo lindo no papel
O que vejo na minha empresa? CAOS.
Não só na minha, mas como disse um sábio colega de profissão e amigo "Mudam os atores, mas o roteiro continua sempre o mesmo", ou seja, em uma grande parte das empresas de tecnologia.
Não há processo de desenvolvimento, ninguém sabe ao certo o que o software deverá de fato executar, os prazos são estipulados empiricamente, é utilizado um processo de desenvolvimento nascido há 40 anos atrás quando software se resumia a bancos e militares.
Hoje temos sistemas complexos, interações com o usuário, integrações de plataformas, sistemas distribuidos, a tecnologia se re-inventa cotidianamente, processadores com velocidade duplicada a cada dois anos...
Muitos são os estudos e pesquisas sobre os principais problemas no desenvolvimento de software, temos a SEI (Software Engineering Institute) que se ocupa somente com isso.
Porém estes estudos, essas novas tecnologias não chegam até o mercado.
Mas não acho que seja culpa da pesquisa, acho que entra em outro ponto crítico que é a hierarquia e a estrutura organizacionais.
Minha diretora de TI hoje tem mais de 20 anos de profissão. Quando ela era analista, não havia internet!!!! Não havia o celular, o telefone era caro, não tinha e-mail também. Comunicação com o cliente era na reunião de venda do projeto e na entrega... Eu acho rs
Então, quando eu chego e proponho um processo de desenvolvimento de software que possibilita o trabalho com equipes distribuidas, que exige do cliente um compromisso e uma interação constante com a equipe de desenvolvimento, que propõe a abolição do lendário MSProject para um controle de cronograma simples, em planilhas... Ela me olha bem e acho que deve pensar: O que essa garotinha recém-formada está falando!? rs Jovens... tsc tsc como são petulantes.

É aí que entra também o que o Mauricio disse sobre a educação continuada, eu espero conseguir continuar sempre estudando para não chegar na idade da minha diretora e estar distante da atualidade.

É isso ai
Muito obrigada pela discussão
Abs
Mariana

2009/6/3 Cibele Lana <cibel...@yahoo.com.br>

Mariana Assis

unread,
Jun 3, 2009, 10:47:35 AM6/3/09
to frat...@googlegroups.com
Coincidentemente acabei de ler um post que fala sobre o que acabei de falar.
É uma análise da queda da GM com algumas comparações à industria do software: http://migre.me/1MHk

Abs,
Mariana

2009/6/3 Mariana Assis <marian...@gmail.com>
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