Caros amigos,
Paz! Em nosso último encontro, foi-nos
relatado que o pai de
uma nossa amiga é um hindu de linhagem
brâmane, e por conta disto relatei uma pequena parte de um belo
testemunho do ex-guru Rabindranath Maharaj
que se converteu cristão e escreveu um livro, Morte
de um guru, publicado em 1977. Faço
diversas citações deste livro na carta que mandei ao grupo na festa
de Cristo Rei de 2018, Prof. judeu de
Harvard: como ficar rico de verdade,
cuja página 12
contém uma breve
menção à palestra de
Katy Perry e seu guru Bob
Roth no Vaticano.
Também em nossa reunião foi mencionada
esta palestra onde
o púlpito
vaticano foi
usado para o
proselitismo de uma
modalidade de yoga,
a meditação transcendental, que
foi criada pelo
guru indiano dos Beatles, Maharish Manesh
Yogi. Já
no fim dos anos 60
ela era divulgada
como sendo uma técnica de meditação não religiosa, compatível
com qualquer religião, e quando
mencionei em nosso encontro que
Katy Perry era
praticante da meditação transcendental, um
de nossos amigos que vem
usando esta
técnica interrompeu o
que era dito para
testemunhar em
favor da meditação transcendental,
dizendo que há
muita calúnia a
respeito do método e
que ela lhe provê
a aquietação
que vinha
procurando para a
sua ansiedade, e que ela
não interfere com a religião.
A própria Katy
Perry e Bob Roth defenderam estas
propriedades em
sua palestra no Vaticano. Em particular,
Bob Roth
afirmou que a meditação transcendental
“não substitui a religião mas apenas
melhora a saúde”, comparando sua prática
ao alimentar-se
bem. Se por um
lado eu não
concluí o que
estava a dizer, por outro também
não quis entrar em polêmica e apenas
lhe disse que daria
uma carta onde relato um pouco da verdade
que o Senhor me conduziu a encontrar.

Eu poderia ter mandado esta carta somente a ele. Contudo, quando fui enviar-lhe a carta depois do retiro, face ao testemunho positivo e público que havia sido dado sobre a meditação, fui inspirado a evitar que outros de nós possam ser enganados pelas mentiras que os instrutores da meditação transcendental vêm sendo há décadas orientados a difundir, tal como descrito à página 22 da carta A Nova Era e o Novo Paradigma do papa Francisco. Ademais, é bem provável que outros de nós ou nossos filhos venham a lidar com a meditação transcendental de uma forma ou de outra, como ficará claro a quem assistir o vídeo da palestra de Bob Roth e Katy Perry no Vaticano: a David Lynch Foudation da qual Bob Roth é diretor executivo é hoje uma ONG Oficial da ONU e seu trabalho tem o filantropo e humanista americano Raymond G. Chambers como mentor. Além de ser embaixador da OMS, encarregado de fazer cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis nas diversas nações (o que inclui a ideologia de gênero e o acesso universal à “saúde reprodutiva”, eufemismo para aborto e contracepção), Chambers também tem apoiado a difusão massiva da meditação transcendental entre campos de refugiados, nas empresas e nas escolas, agora com a Chancela do papa Francisco e do Vaticano. O filantropo humanista estava no auditório e foi aplaudido pelos presentes à palestra de Bob Roth. Chambers é muito envolvido com mentoreado de estudantes, pequenas empresas iniciantes e organização de uma rede de serviços de voluntariado em 37 países, inclusive no Brasil, de forma que não será de se admirar se toda a sua rede de relacionamentos venha de alguma maneira a ser utilizada para a difusão da modalidade de meditação hindu concebida pelo guru dos Beattles para evangelizar as nações com o panteísmo hindu. De fato, as pretensões do movimento criado por Maharishi Manesh Yogi são totalitárias desde sua origem, o que se vê manifesto na palestra citada na figura da página 16 de A Nova Era e o Novo Paradigma do papa Francisco, carta anexada que também ajuda a compreender a defesa do xamanismo no Sínodo Amazônico. Não ficarei surpreso em saber que o mesmo tipo de influência esotérica venha a ser feita através de outras formas de coaching hoje em dia tão difundidas.
Ademais, é de meu parecer que o rito iniciático determinado por seu fundador constitua uma cerimônia religiosa hindu que, ao invocar e louvar a pretensa divindade de um homem e prestar-lhe um culto idolátrico, de fato presta culto a um demônio. Ao tomar parte neste culto, ainda que de forma não toda ela consciente mas consciente ao menos a ponto de contribuir com sua parte na oferta, o iniciado coloca-se à mercê de uma vexação ou infestação demoníaca. Com seu ato de confiança em recitar continuamente um mantra fornecido por seu instrutor, ele eventualmente sujeita sua mente aos poderes demoníacos que acompanham as invocações efetivamente realizadas conforme quem as concebeu. Conforme Maharishi escreve no primeiro livro sobre o método que se pôs a divulgar, Farol de Luz dos Himalayas: O alvorecer de uma Nova Era feliz no campo das práticas espirituais, 1955, são selecionados “apenas os mantras apropriados de deuses pessoais”, pois “tais mantras nos trazem a graça das pessoas dos deuses.” Contudo,
“Os deuses dos pagãos são demônios (omnes dii gentium daemonia).” (Salmo 96(95), 5)
***
Todos nós nos lembramos da grande graça
alcançada no início deste ano pela família do Olavo, com a
intercessão de São José. Na sequência deste acontecimento,
divulguei em
nosso grupo em julho, na
carta Ide a José,
as orações do Manto de São José divulgadas
por um amigo do Salvai Almas que foi inspirado a fazê-lo. À
página 11 desta carta eu inseri um artigo onde
Carlos José conta algumas questões
que fez a Nossa Senhora, através do Cláudio, por conta de
sua inspiração em
divulgar a devoção ao Manto. Perguntando “Para
que fim o Manto servirá?”, ela
respondeu:
“Nas
angústias que virão!”
Por
causa
desta resposta, por causa
das próprias angústias que São
José
passou ainda em vida, inclusive a de reencontrar
grávida
a esposa que ainda não havia conhecido,
depois que
ela foi
acudir
as necessidades de sua prima Isabel por
um longo
período, julguei que seria oportuno oferecer a nosso amigo a
possibilidade de uma
cura
cristã, provida por Deus, para as angústias e para
a
ansiedade
a
que estamos
hoje sujeitos.
Tal como escreveu
Santa Tereza d'Ávila, em suas memórias: “Qualquer graça que
pedirdes a São José, será certamente concedida.” Mereceria
falar mais sobre a devoção do Manto de São José, o
que faço recomendando uma leitura
da carta Ide
a José,
enviada
em julho.
Que
Deus abençoe a todos. Alair