ARAL 2019
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Como seria viver a consciência de que alguém nos ama?
Nós fomos escolhidos, cada um de nós foi convocado e quando alguém se da conta disso, começa a desfrutar desta preferência. Essa preferência e a preferência de Cristo.
A iniciativa de Deus foi gratuita para nos fazer participar de um modo mais pessoal de uma relação estreita com Ele.
Está preferência de Deus e um sinal para o qual devemos olhar. Todo o resto pode acontecer se mantemos nosso olhar fixo nesta iniciativa.
Esta primeira evidência é um dado independente de nós. Por isso precisamos nos ajudar a reconhecer esta evidência, que fomos chamados e escolhidos.
Nada ajuda mais do que ver o outro conquistado.
A pertinência da fé às exigências da vida é mostrar a sua razoabilidade. Somente quem faz um caminho e não uma série de gestos poderá verificar esta pertinência da fé.
Sem este caminho e está verificação continua, não se chegará a está confirmação da primeira evidência, aquela escolha que nos fez chegar aqui. Sem essa trajetória tudo se reduz a um instante que não dura.
Estamos aqui com o desejo de crescer na consciência que chegamos aqui. A companhia ajuda a esclarecer questões e compartilhar. Não é um caminho individualista.
Sábado manhã
Qual a experiência que tenho feito para verificar o acontecimento presente? O que pode resistir ao tempo? Qual é a nossa contribuição para o mundo?
É necessário experiência, senão vamos nos cansar de palavras vazias.
Temos dois caminhos: escolher o que lhe atrai ou seguir a mentalidade comum. Isso ocorre dentro de nós. Seguir o que nos atraiu ou seguir a mentalidade de todo mundo. E isso é o nexo entre a razão e a experiência.
Cristo é real porque senão ninguém teria essa luta. Uma luta que Jesus introduziu na história. Nós temos no presente as lutas narradas no evangelho. Se Jesus não fosse real, essa luta não aconteceria.
Mesmo os que não gostam, a eles o que se impõe em toda a sua ideologia e Cristo. E para nós essa é a luta de cada instante. A luta entre seguir a fé ou a ideologia. E ideologia é o uso da razão que não se permite desafiar pela experiência.
Se vc percorre um caminho que a cada dia se enche de razão, vc terá abertura para aderir as coisas que acontecem.
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Se eu não estiver disposto a ouvir a experiência que fiz, fico parado, não me curo. É amor a si mesmo o que nos faz reconhecer a dor e caminhar.
O Mistério deixou na nossa natureza um termômetro perfeito. Assim somos nós mesmos capazes de verificar o que responde e o que não responde.
Simplicidade nos faz mudar. Para o adulto, abandonar-se é uma conquista.
O que Giussani propõe é viver. Colocarmos-nos diante da realidade.
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Seguir de forma abstrata é perder o carisma. Com o formalismo corremos o riso de reduzir.
Se você faz um discurso correto sobre o amor é diferente de estar apaixonado. Desta forma, reduzimos as palavras fora da experiência.
O nosso problema hoje é não saber ler a própria experiência. Não saber diferenciar as coisas, não saber o que nos corresponde é grave, nos torna confusos.
Se não entendermos isso, nos confundimos em tudo. Aqui fazemos parte do problema e não da solução. Assim o problema não são os de fora, mas aqui.
O que temos a oferecer ao mundo? A experiência de algo real
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Ele veio para quem percebe a desproporção dentro de seu próprio ser. Ele veio para os pobres.
As coisas que acontecem não são inúteis para o caminho que estamos fazendo. Mas antes de atravessarmos isso, temos uma vertigem.
Mas temos toda luz para dar o primeiro passo. Tudo e oportunidade de aumentar a relação com Ele. Aumentar a pessoa que nós somos.
Domingo
Se alguém faz uma experiência verdadeira, pode desafiar qualquer tipo de opinião. Se não fizermos uma experiência capaz de desafiar qualquer tipo de opinião, nossa fé terá data de vencimento. Se não, fazemos parte do problema e não da solução.
Dom Giuss nos convidou a tenacidade de um trabalho. Assim, ofereceu um método verdadeiro para julgar as coisas.
Não basta estar no movimento para seguir o método. Se nos separarmos deste método, seguiremos a organização CL, mas veremos na vida que não o vivemos. No centro do método está a questão do acontecimento.
O problema é não saber distinguir na experiência o que corresponde e o que não corresponde.
O que torna possível que eu possa julgar? Que eu possa ser cada vez mais consciente que eu tenho um critério dentro de mim. Todos temos dentro de nós a experiência elementar.
O motivo pelo qual a pessoa não acredita é porque não está comprometida com a própria humanidade.
Apesar de vivermos no mundo moderno, não nos separamos dos ritos religiosos, mas nos afastamos de nosso senso religioso, nossa humanidade.
Sendo assim, ainda existe uma possibilidade para a fé hoje?
Sim, porque o coração do homem é feito de uma nostalgia do infinito. A nostalgia é como uma tela de fundo invisível. O critério com o qual julgamos tudo e está nostalgia.
Se não nos implicarmos com nossa humanidade, vivemos o movimento formalmente, mas não crescemos.
Se não submetermos a razão à experiência, prevalece a ideologia. Se não submetemos constantemente a razão à experiência que fazemos na realidade, ela não fica arraigada em nós e vai embora.
Ao invés do problema ser uma ocasião para verificar se o que encontrei responde, eu fico bravo com o problema.
Que tenho que mudar e não a circunstância. Quando alguém se da conta de seu limite, começa a pedir ajuda. Por exemplo começa a rezar mais, participa verdadeiramente dos gestos, etc. E assim esse pedido de ajuda se converte em possibilidade ser estar mais perto dEle.
Portanto, é mais do que um compromisso com CL. É dar-se conta da verdade do que se propõe.
Todo o caminho da vida é que comecemos com aquela intuição espontânea e que ela se torne algo meu. Isso é o salto de consciência.
Não para acumular conhecimento, mas para viver intensamente o real.
Não podemos viver o movimento sem implicar a própria humanidade. Para poder entender preciso fazer experiência, senão penso que já sei e só aplico.
Como evitar reduzir as coisas ao que já sei?
Colocar em jogo o núcleo do meu eu, porque sem isso, tudo fica fora de mim. Essa é a questão do Presente.
Se a fé na é um encanto com Cristo e já não se viver sem a nostalgia dEle, Ele não nos interessa.
Quando alguém vive como experiência é um renascer. Aqui tenho tudo o que preciso.
Nossa contribuição é oferecer o que nos aconteceu. Testemunhar Cristo de uma forma presente, como protagonistas.
Quem vive sem deixar fora a sua humanidade, cumpre a proposta de Dom Giuss. A realização se torna carne e a vida começa a ser mais fascinante!