Passos Coelho confirma agravamento de impostos para rendimentos mais elevados

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Rui Silva

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Aug 31, 2011, 9:21:06 AM8/31/11
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Fernando Ramos

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Aug 31, 2011, 10:38:36 AM8/31/11
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Já que estamos numa de impostos e taxação, penso ser interessante parte da primeira página do Público de hoje:

 

 

De: forum-d...@googlegroups.com [mailto:forum-d...@googlegroups.com] Em nome de Rui Silva
Enviada: 31 August 2011 14:21
Para: forum-d...@googlegroups.com
Assunto: {Forum do Nando} Passos Coelho confirma agravamento de impostos para rendimentos mais elevados

 

medo!

 

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Rui Silva

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Aug 31, 2011, 10:47:56 AM8/31/11
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Coitado do Amorim...

2011/8/31 Fernando Ramos <fvr...@di.fc.ul.pt>
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José Marques

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Aug 31, 2011, 10:55:32 AM8/31/11
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Os rendimentos de capital também podem ser tributados em sede de IRC (até 27,5% ) que somados com os 21,5% até dá mais que os 46.5% que é apenas uma Taxa máxima e que infelizmente poucos se podem gabar de pagar.

 

A capa não é falsa… Mas é muito facciosa!!!!! Muito mesmo!!!!

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Rui Silva

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Aug 31, 2011, 11:02:27 AM8/31/11
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O Belmiro é do pior pá! :)

2011/8/31 José Marques <jmrma...@gmail.com>
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José Marques

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Aug 31, 2011, 11:25:17 AM8/31/11
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É um sacana!

Dá roda livre aquela gente e eles lembram-se de ter opinião e fazer capas destas.

 

Raios parta o livre arbítrio!!!

 

;)

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Rui Silva

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Aug 31, 2011, 11:29:55 AM8/31/11
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ahahaha!

2011/8/31 José Marques <jmrma...@gmail.com>
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Carlos Afonso Leitão

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Aug 31, 2011, 12:24:22 PM8/31/11
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Isto hoje está activo. Ainda bem :-)
 
1. A maior parte dos impostos sobre o trabalho destina-se a assegurar as pensões das pessoas que quando deixarem de trabalhar, irão receber.
 
2. As Empresas já suportam 23.75% dos custos fiscais do trabalho (a famosa TSU)
 
3. Os impostos pagos pelas empresas 25/27.5% de IRC vão inteirinhos para os gastos gerais do estado. As empresas não retiram nenhum benefício dos impostos pagos. Os particulares sim (SNS, Estradas, Educação, etc...)
 
4. Mais importante do que tudo isso, é a evasão fiscal e a captação de investimento externo. O País necessuta desesperadamente de atrair investidores estrangeiros, e seria muito bom que não fossem só os Angolanos. Um IRC alto é o primeiro factor de exclusão de um País, na escolha de um destino de investimento (o segundo é o custo do trabalho).
 
Abraço
 
CA

Rui Silva

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Aug 31, 2011, 12:53:56 PM8/31/11
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Este assunto, para mim, é muito complicado.
Não tenho opinião definida.
Sinceramente, se estivesse no lugar do governo, e se não fosse pelo caminho que já disse ontem que seguiria caso estivesse no poder, que eera chamar estes "guru's" de gestão em Portugal para me ajudar a definir uma estratégia para melhorar a economia (ao jeito do que Obama fez com Warren Buffett), seria muito complicado decidir o que fazer.
Por isso não consigo criticar esta decisão. Estou apenas preocupado com o que poderá vir aí.
 
Relativamente ao destino dos impostos, apenas tenho a dizer o seguinte sobre o que o Carlos Leitão disse: as estradas, o SNS, educação, etc também são para as empresas! ahaha!
 
Deixem-me partilhar apenas convosco o seguinte: Estamos a viver uma situação economica que nunca alguma geração viveu. Nem nos anos 30. É de facto fantástico (do ponto de vista teórico da economia).
Agora vamos ver o que é que esta brincadeira dá.
 
 


 
2011/8/31 Carlos Afonso Leitão <caf...@frip.pt>
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Fernando Ramos

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Sep 1, 2011, 6:25:06 AM9/1/11
to forum-d...@googlegroups.com, fernand...@di.fc.ul.pt

O meu objectivo ao colocar o gráfico do Público foi o de estimular a discussão, pois obviamente o gráfico é enviesado. Não é que diga nada de errado, como o Zema disse, mas é tendencioso. Por exemplo, utiliza a taxa máxima de IRS, em vez de utilizar a taxa média, o que seria mais justo na comparação. Mas para o que queria, serviu. ;)

 

De qualquer forma, gostava de partilhar a história da tributação da cigarra e da formiga:

 

1)      A cigarra foi sempre muito trabalhadora. Desde a escola primária, sempre foi estudiosa e cumpridora. Terminou o secundário com boas notas, e seguiu para universidade. Terminou o curso com média alta, e arranjou logo emprego. Profissional exemplar, trabalha 10 a 12 horas por dia e cumpre sempre os objectivos. Subiu, por isso, rapidamente na carreira, e chegou ao topo. Como tem um salário elevado, é taxada a 46,5% (vai passar agora a pagar 49% de IRS).

2)      A formiga nunca gostou de estudar nem de trabalhar. Foi sempre mandriona. Acorda todos os dias ao meio-dia e passa a tarde a ver televisão. Já teve alguns empregos mas nunca se deu bem com o patrão, e passado três ou quatro meses resolve vir embora. Por sorte, os pais eram cigarras, e quando morreram deixaram-lhe uma conta bem recheada no banco. Só de juros a formiga recebe exactamente o mesmo valor do salário bruto da cigarra. Mas, ao contrário da cigarra, só paga 21,5% de IRS sobre este valor.

 

Penso que a ideia do gráfico era alertar para este tipo de situações um pouco ilógicas. O caso das empresas (taxação dos lucros, dividendos, etc.) já é completamente distinto, como bem notou o Carlos.

 

Só uma nota final. Amigo Carlos, esse ponto 3 é um pouco difícil de engolir. Mas as empresas não retiram mesmo nenhum benefício dos impostos pagos? Então mas as empresas não usam as estradas, pagas por todos, empresas e particulares, para poder transportar as mercadorias? E o know-how dos trabalhadores da empresa não foi conseguido nas escolas e nas universidades, pagas por todos, empresas e particulares?

 

Abraço,

 

Fernando

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Filipe Gomes

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Sep 1, 2011, 7:04:51 AM9/1/11
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Oh Fernando, a formiga é que trabalha na fábula... A cigarra passa a vida a cantar e a fumar cigarros...

2011/9/1 Fernando Ramos <fvr...@di.fc.ul.pt>



--
Marco Fontes Pereira
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Carlos Afonso Leitão

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Sep 1, 2011, 7:12:53 AM9/1/11
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Já sabia que ia levar nas orelhas pelo ponto 3) até porque como notaste, e bem, a palavra "nenhum" foi mal aplicada, deveria ter utilizado "muito poucos".
 
As empresas usam as estradas, pagas por todos, verdade.
Quanto ao know how dos trabalhadores, esse é pago aos próprios, por isso é que (em teoria) quanto maiores as habiltações e o know how, maior o vencimento a pagar e maiores os impostos a pagar sobre esse mesmo vencimento, portanto aqui não concordo contigo.
 
Agora o mais importante de tudo, para mim em matéria fiscal, é isto:
O estado só deve cobrar impostos no acto de criação de riqueza. Altos ou baixos, o que sobra ao particular/empresa depois de taxado em sede de IRS, IRC, derrama, etc... passa a ser dele e NÃO deve ser mais taxado por isso.
 
Isto é a base de uma sociedade contemporânea. A riqueza acumulada não pode ser taxada per si, apenas o imobiliário deve ser taxado anualmente por uma outra razão, para que as autarquias financiem a manutenção das infraestruturas que servem o imobiliário, como as estradas, saneamento, passeios, limpezas de ruas, etc.
 
Se involuirmos no sentido de taxar a riqueza acumulada, como participações financeiras, contas bancárias, etc, o que vai acontecer é que as formigas vão passar a guardar o seu pecúlio em terra alheia, ou pior, vão se transformar em cigarras.

José Marques

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Sep 1, 2011, 7:31:14 AM9/1/11
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Deixa-me só acrescentar que os impostos não devem ser cobrados apenas no acto da criação da riqueza mas sim também aquando do consumo.

 

Pessoalmente até defendo que os aumentos deveriam ser em sede de IVA e não de IRS e IRC porque é um imposto mais justo:

 

O IVA permite taxar a economia paralela que não está abrangida pelo IRS e IRC;

O IVA taxa cidadãos não nacionais o que leva a um aumento das receitas sem carregar os nacionais;

O aumento do IVA fomenta a poupança e retrai o consumo.

 

Abraço

 

De: forum-d...@googlegroups.com [mailto:forum-d...@googlegroups.com] Em nome de Carlos Afonso Leitão


Enviada: 01 Setembro, 2011 12:13 ã
Para: forum-d...@googlegroups.com

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Faber Campos Gmail

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Sep 1, 2011, 7:29:59 AM9/1/11
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Filipe Gomes:

O Fernando estava-se a referir às formigas portuguesas!!! Lolada

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Carlos Afonso Leitão

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Sep 1, 2011, 9:28:33 AM9/1/11
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Sem dúvida; eu estava a cingir-me apenas aos impostos sobre rendimentos.
 
Mas discordo em absoluto na solução de "migrar" as receitas fiscais dos rendimentos para o consumo; porquê? A resposta é simples, Espanha. Como todos sabemos, as disparidades em sede de IVA com Espanha fomentam a transferência de consumo para o outro lado da fronteira com evidentes prejuizos para o País, uma vez que é um outflow financeiro e uma fonte de perda de receita fiscal. O exemplo dos combustíveis é o mais flagrante, mas há muitos outros.
 
Só seria possível uma solução dessas se implementada no espaço Europeu. Aliás, antes da moeda unica, dever-se-ia ter feito uma harmonização fiscal nos Países do Euro.

José Marques

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Sep 1, 2011, 11:03:54 AM9/1/11
to forum-d...@googlegroups.com

Não há aqui soluções milagrosas nem dogmas e muita da discussão teórica da fiscalidade passa-se aqui: rendimentos vs consumo.

 

Mas aqui estamos em desacordo apesar de ser sensível a esse argumento.

Para mim  os 3 argumentos que usei pesam muito mais que o teu argumento apesar de ser sensível a ele e teres razão.

 

Imagina que o IRC em Portugal passava a ser de 10%. Quantas empresas mundiais passariam a ter a sua sede fiscal em Portugal? Imagina a Google Europa, a Apple, e milhares de tantas outras aqui sediada… A deixarem 10% dos lucros aqui.

 

Mas fazer isso num pais que ainda grita na rua “Os ricos que paguem a crise” não tem muitas pernas para andar!

Nem a nossa justiça ajuda.

Enfim… era preciso dar uma grande volta a isto.

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Fernando Ramos

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Sep 1, 2011, 11:25:28 AM9/1/11
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Mas porque raio é que a cigarra tem sempre de ser a má da fita?? Não posso inovar e criar uma fábula diferente, uma em que finalmente a classe das cigarras tem o apreço por que há tanto luta?? J

 

Abraço,

 

Fernando

 

De: forum-d...@googlegroups.com [mailto:forum-d...@googlegroups.com] Em nome de Filipe Gomes


Enviada: 01 September 2011 12:05
Para: forum-d...@googlegroups.com

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Rui Silva

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Sep 1, 2011, 11:33:39 AM9/1/11
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Mais uma para a fogueira:
 
Será que o estado não devia contratar em vez dos 1000 cabos para o exército, 1000 inspectores das finanças?
Quanto conseguiríamos recuperar com fiscalização a restaurantes, pastelarias, oficinas de automóveis, construtores, casas de materiais de construção, etc?
Sem qualquer duvida, MUITO!
Provavelmente, o suficiente para não estarmos em crise, e estarmos a discutir a "bola", e o facto de Ricardo Carvalho ser uma pessoa sensivel em vez de divida soberana e impostos.
 
De facto, temos muito para mudar.

2011/9/1 Fernando Ramos <fvr...@di.fc.ul.pt>
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Faber Campos Gmail

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Sep 1, 2011, 11:41:47 AM9/1/11
to forum-d...@googlegroups.com

Está calado Rui! Não dês ideias!

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Fernando Ramos

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Sep 1, 2011, 12:07:27 PM9/1/11
to forum-d...@googlegroups.com, fernand...@di.fc.ul.pt

Amigo CA,

 

1. Em relação ao know how, provavelmente podíamos estar horas a discutir e nunca chegaríamos a acordo, pois temos mesmo pontos de vista diferentes. Para mim, o ganho da formação não é só do trabalhador. Como dizes, e bem, o trabalhador tem melhores perspectivas de ter um melhor salário com maior formação. Sem dúvida. Mas a empresa também tem melhores perspectivas a nível de criação de valor e geração de maiores lucros com trabalhadores com mais know how. Por isso, ganham os dois. E, por isso, devem contribuir os dois, a meu ver.

 

2. Eu não tenho uma posição inflexível relativamente aos impostos. Provavelmente um mix de vários tipos será a solução o mais eficiente, e esse mix deverá ir evoluindo com as mudanças sociais, tecnológicas, etc. Até porque estes devem estar em consonância com o que se passa no resto do mundo (por isso uma solução radical como a de taxar praticamente só o consumo, como o Zema propôs, não seria possível) e devem ir evoluindo com os tempos como dizia (exemplo: os impostos “ambientais” de que se fala tanto actualmente). Aliás, se pensarmos nos impostos enquanto incentivadores de determinados comportamentos da sociedade, até penso que seria mais lógico minimizar os impostos cobrados no actos de criação de riqueza e maximizar os impostos que a não geram. Nesse sentido, não percebo porque é que a “riqueza acumulada não pode ser taxada per si”. Não pode porquê? À partida, a redução de impostos no acto de criação de riqueza incentiva a criação de riqueza, o que é muito desejável. Pelo contrário, a redução (ou liquidação) de impostos sobre riqueza acumulada incentiva a imobilidade do capital, e isso é muito nefasto para a economia como sabes.

 

3. E qual era o problema das formigas, essas mandrionas da minha fábula, se transformarem nas cigarras trabalhadoras?

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Fernando Ramos

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Sep 1, 2011, 12:10:36 PM9/1/11
to forum-d...@googlegroups.com, fernand...@di.fc.ul.pt

Correcção: o Zema nunca falou numa “solução radical como a de taxar praticamente só o consumo”, eu é que estava a inventar, por isso retiro esse pequeno pedaço do texto anterior. Desculpa o erro, Zema! ;)

 

De: forum-d...@googlegroups.com [mailto:forum-d...@googlegroups.com] Em nome de Fernando Ramos


Enviada: 01 September 2011 17:07
Para: forum-d...@googlegroups.com
Cc: fernand...@di.fc.ul.pt

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Fernando Ramos

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Sep 1, 2011, 12:22:49 PM9/1/11
to forum-d...@googlegroups.com, fernand...@di.fc.ul.pt

Já agora, deixo um post que o Vitor Bento colocou hoje no blog da Sedes, relacionado com este tema (um pequeno aparte: é curioso como o Vitor Bento coloca o eixo das ordenadas a começar nos 20% para o gráfico final ter ainda mais impacto, numa táctica que é muito habitual mas também enganadora, pois enviesa a análise para o lado que se quer… J):

 

O Gráfico mostra a taxa média de IRS (com as novas taxas anunciadas) que incide sobre “rendimentos elevados” (entre 160 mil e 1 milhão de euros, anuais), consoante a fonte desse rendimento. As fontes comparadas são três: a) rendimento exclusivamente do trabalho; b) rendimento exclusivamente de dividendos (admitindo, neste caso, a dupla tributação, com os resultados a serem tributados em IRC à taxa normal e o dividendo à taxa liberatória; a base para o cálculo da taxa média é o resultado e não o dividendo distribuído); c) rendimento exclusivamente originado em juros (serve também como referência para o rendimento originado em dividendos se se entender que não é legítimo incluir na comparação do imposto pessoal o IRC cobrado à empresa). Do ponto de vista fiscal e da solidariedade pedida, nem todos os “ricos” são iguais, portanto…

http://www.sedes.pt/blog/wp-content/2011/08/IRS1.png

 

 

De: Fernando Ramos [mailto:fvr...@di.fc.ul.pt]

Enviada: 01 September 2011 17:07
Para: forum-d...@googlegroups.com
Cc: fernand...@di.fc.ul.pt

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Rui Silva

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Sep 1, 2011, 12:28:28 PM9/1/11
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F&%#$#!
E não é que andam a lixar o Amorim?
Um gajo trabalha. É assalariado. E depois é isto!
Não há condições!

2011/9/1 Fernando Ramos <fvr...@di.fc.ul.pt>
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Carlos Afonso Leitão

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Sep 1, 2011, 3:38:57 PM9/1/11
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Amigo Fernando
 
Caso teorico
 
1) Um fulano com alguma sorte na vida herda dos seus pais, 500.000€
1) Essa pessoa ganha limpos 4.000€/mes (tomaramos todos!!!) desses, poupa 1.000€ para engordar a sua conta bancária, uma vez que tambem quer deixar aos seus filhos algo semelhante com o que os seus pais lhe deixaram.
2) A um dado ponto da sua vida, a sua continha já vai em 550.000€
3) É criado um imposto de 3% sobre grandes fortunas.
4) Esta pessoa passa a pagar 3% x 550.000€ = 16500€/ano
5) Passa cada ano que passa, vai ver a sua poupança anual de 14.000€ resultar num abaixamento do seu saldo de conta de 2.500€ em cada ano.
 
Isto parece-te bem !?!
 
Aguardo comentários

Faber Campos Gmail

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Sep 1, 2011, 4:10:57 PM9/1/11
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É bem visto.

Mas é melhor isso ou o que “ganha limpos” passar de 4.000€ / mês para 4.000€ - 1.375€ = 2.625€?

Nota: 1375€ são os 16.500€ de imposto que falaste diluídos por 12 meses.

Duma forma ou de outra, é mau.

Fernando Ramos

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Sep 2, 2011, 10:52:34 AM9/2/11
to forum-d...@googlegroups.com, fernand...@di.fc.ul.pt

Amigo Carlos Afonso,

 

Vamos então continuar a falar daqueles 0,1% da população (estou a exagerar, não são assim tantos) que têm a sorte de ter pais ricos, de ter um bom emprego, e ainda com um salário limpo que estará acima do percentil-99 dos salários dos portugueses. ;)

 

Posto assim, jogando cuidadosamente com os números como fizeste, até parece de facto mal. Quer dizer, o fulano até é poupado e o Estado dá-lhe assim cabo das poupanças? Mas, assumindo que o Estado tem mesmo de subir impostos para suprir alguma falta, vamos considerar três opções fiscais que afectariam exactamente da mesma maneira o tal fulano que tem sorte na vida:

 

1)      O teu exemplo: colocar um imposto sobre grandes fortunas (pagando ele então 16500€/ano)

2)      Aumentar o IRS nos escalões mais altos (retirando-lhe os tais 1375€/mês = 16500€/ano, como o Faber sublinhou)

3)      Aumentar o IRC das empresas com maiores lucros (vou assumir que o tal fulano tem uma participação numa empresa destas, e que é afectado recebendo menos 16500€ no final do ano).

 

No final, a sua conta bancária será afectada exactamente da mesma forma. Agora a questão é: qual a melhor solução para a economia e a sociedade como um todo? Qual o “melhor imposto”?

 

Antes de avançar aproveito para recordar que o caso que dei partia de uma variável única, considerando-se apenas aquela faceta dos impostos “enquanto incentivadores de determinados comportamentos da sociedade”. Numa situação real, têm de se considerar muitas outras variáveis (fuga de capitais, evasão fiscal, equidade social, dupla tributação, etc., etc.). Mas avancemos na mesma com a argumentação, pois o meu objectivo é só o de discutir aquela variável. Neste caso, preferimos “punir” a conta poupança bem recheada, os rendimentos de trabalho, ou os rendimentos empresariais?  Para mim, ao optar pelo ponto 1), damos o sinal de que é preferível para a sociedade e para a economia como um todo que parte daquela conta bem recheada seja, por exemplo, usada para investir, por exemplo, na criação de empresas, no aumento do investimento, etc. O fulano é desincentivado de ter conta recheada e incentivado (dado o IRC não subir, por exemplo) a investir  dinheiro na sua empresa.

 

Mas devo terminar reforçando que não tenho uma posição inflexível relativamente a estes assuntos, e que esta minha análise é “académica” e evita muitas questões importantes.  Com outro exemplo que mostrasse a fragilidade do meu argumento talvez me convencesses, mas com este de um menino rico que o que teve foi a sorte dos pais lhe deixarem uma conta bem recheada, a mim não me convences. J

 

Grande abraço,

 

Fernando

 

 


Enviada: 31 August 2011 14:21
Para: forum-d...@googlegroups.com
Assunto: {Forum do Nando} Passos Coelho confirma agravamento de impostos para rendimentos mais elevados

Rui Silva

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Sep 2, 2011, 11:08:14 AM9/2/11
to forum-d...@googlegroups.com
Peço desculpa. Eu hoje vim ver a bola, por isso, se estou a fazer questões sem sentido, desculpem-me.
 
Primeiro, sabemos que vai haver um aumento sobre rendimentos acima de (já não sei o valor).
Mas pelo que sei é sobre os rendimentos e não património. Senão os gajos que não t~em onde cair mortos e herdam património imobilizado, estavam tramados! Ou vendiam tudo rapidinho ou...
 
No exemplo falava-se que o dito tinha 500.000€.
Nesse ano, sim paga imposto que se lixa, mas apartir daí é só sobre o ordenado, certo?
 
Ó pá, desculpem-me porque da forma que eu tinha interpretado o imposto não me aprece tão injusto assim. Sempre são 500.000€ que me aparecem do nada!
E no ano seguinte está todo no banco. Só vou pagar o imposto extra se eu ganhar nesse ano em ordenado+juros do depósito+ sei lá o quê para atingir o escalão!
 
Volto a pedir desculpa caso esteja a dizer uma barbaridade.

2011/9/2 Fernando Ramos <fvr...@di.fc.ul.pt>

Carlos Afonso Leitão

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Sep 2, 2011, 11:56:41 AM9/2/11
to forum-d...@googlegroups.com
Caríssimo Fernando
 
Devo dizer que a tua posição relativamente aos impostos sobre o património me surpreende. Eu quis ilustrar com um exemplo practico os possíveis números que poderiam resultar da implementação de um imposto destes. Escolhi um exemplo de alguem que não tem participações em empresas nenhumas, nem património imobiliário nenhum. Apenas herdou 500.000€ é é provavelmente um bom profissional, porque é bem remunerado. Mas julgo que estas duas situações não o qualificam de "menino rico". Aproveito para acrescentar que o exemplo é 100% académico, não conheço ninguem na situação que descrevi.
 
Se no lugar de ter herdado 500.000€ em cash, tivesse herdado uma vivenda no mesmo valor, continuavas a considerar um "menino rico"? Aliás, tenho muita dificuldade em associar alguem que teve uns Pais com o mérito de juntar 500.000€ para deixar ao filho, seja em dinheiro ou em património, como um menico rico, mas se calhar estou a ver mal a situação.
 
Mas o mais relevante, nem são os números, é o principio.
Eu discordo em absoluto, que o estado tribute património, seja ele qual fôr, e em que montante fôr. E esta posição, para mim, não é negociável, nem nunca será. A propriedade existe e é consagrada na constituição, na lei, e sobretudo na moral ocidental. Depois de se pagarem todos os impostos devidos, sejam 10 ou 100 ou 1000, o que sobrar é nosso. NOSSO. Por que razão é que o Estado se acha no direito de cobrar uma percentagem sobre a riqueza de cada um? Porque têm muita? O que é muita? são 1.000.000€ ? São 100.000€ ? E mesmo se hoje forem 100.000.000€, depois de abrir a caixa de Pandora, o que nos garante que amanhã não sejam 100€?
 
Eu acho que a generalidade das pessoas não entende o perigo que representa a taxação do património per si. A crise actual, cataliza a raiva para com aqueles que não têm a sua vida pessoal afectada, como os demais mortais, pelo facto de serem "ricos".
 
Se um "rico" ganhar menos 30%, seguramente não lhe faltará dinheiro para pagar as contas, como acontece com as demais pessoas.
Já agora, que não lhe faz falta, porque não taxar o património que têm? Um "rico" pode muito bem pagar um imposto de 3% sobre a sua fortuna, e mesmo que deixe de acumular riqueza, a que tem chega muito bem para pagar esse imposto durante a sua vida.
 
Verdadeiro, mas absolutamente falso.
 
Se esse rico, antes de o ser, vivesse num mundo que lhe taxasse o património, acima de X, muito provavelmente ele, ou o Pai ou o Avô ou o Tetravô (portanto, o primeiro a ser "rico") antes de se tornar rico, cagava-se para a riqueza e tornava-se mais uma cigarra, ou uma formiga, na versão do Fernando.
 
Nem os filhos eram ricos, nem os netos eram ricos nem ninguem era rico. Viva a URSS! 1989 foi um erro, vamos tentar andar com o tempo para trás, que afinal Marx e Lenine tinham razão.
 
Da minha parte, assunto encerrado.
 
Abraços e beijinhos
 
E desculpem lá o vernáculo, já agora.

Rui Silva

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Sep 2, 2011, 12:06:00 PM9/2/11
to forum-d...@googlegroups.com
Como? Vernáculo?Bem...sou mesmo um mal-criadão. Fod...!

2011/9/2 Carlos Afonso Leitão <caf...@frip.pt>

Carlos Afonso Leitão

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Sep 2, 2011, 12:47:00 PM9/2/11
to forum-d...@googlegroups.com
referia-me ao "cagava-se" :-)

Fernando Ramos

unread,
Sep 2, 2011, 1:48:44 PM9/2/11
to forum-d...@googlegroups.com, fernand...@di.fc.ul.pt

Amigo CA,

 

Que fique claro que eu não assumi posição nenhuma relativamente aos impostos sobre o património. Como ambos concordámos, a discussão era meramente académica, e o meu objectivo foi somente o de reflectir acerca do imposto enquanto “incentivador” de comportamentos, e este exemplo caía mesmo bem. Aliás, percebo muitíssimo bem a tua posição relativamente ao património, e acho aliás que tens razão. De qualquer forma, para teres desenterrado o Marx e o Lenine percebi que não fui muito bem interpretado no meu devaneio.

 

Em relação a isto, também já fechei o tasco. E olha que mesmo à pressa foi bem interessante. ;)

Carlos Afonso Leitão

unread,
Sep 13, 2011, 2:53:14 PM9/13/11
to forum-d...@googlegroups.com
Para quem julgava que já tinha visto tudo na vida...
CA
 
BRIC reúnem-se para tentar ajudar a União Europeia a sair da crise
13 Setembro 2011 | 16:06
Jornal de Negócios  Online - nego...@negocios.pt
 
Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) vão reunir-se para discutir formas de ajudar a União Europeia a superar a crise de dívida que começou por afectar a Grécia, mas que se tem espalhado a outros países. Este encontro vai ocorrer antes da reunião anual do FMI.
O ministro das Finanças do Brasil, Guido Mantega, revelou hoje que os países conhecidos pelo grupo BRIC vão reunir-se na próxima semana em Washington para discutir maneiras de ajudar a União Europeia a estancar a crise de dívida que está a assolar vários países da região, de acordo com a Dow Jones.

“Vamos ver o que podemos fazer para ajudar a União Europeia a superar esta situação”, afirmou Guido Mantega.

O encontro dos BRIC vai decorrer antes da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), que está agendada de 23 a 25 de Setembro.

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Faber Campos Gmail

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Sep 13, 2011, 3:09:10 PM9/13/11
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Não é de admirar se nos lembrarmos do ditado “não há almoços grátis”!

 

O que aqui temos é um novo Plano Marshall, ou Plano Marxau (Brasil), Planovski Marshalsky (Rússia), Plare Majhshar (Índia) ou Pelano Malexale (China).

 

De: forum-d...@googlegroups.com [mailto:forum-d...@googlegroups.com] Em nome de Carlos Afonso Leitão


Enviada: terça-feira, 13 de Setembro de 2011 19:53
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