Ele apareceu pela primeira vez a Paramahansa Yogananda em 25 de julho de 1920, quando concedeu sua bênção para a missão de difundir a Yoga no Ocidente: “Obedeça a seu guru e vá para a América. Não tema: será protegido. Eu o escolhi para difundir a mensagem da Kriya Yoga no Ocidente. Essa técnica científica de realização divina terminará por difundir-se em todas as terras e ajudará a harmonizar as nações por meio da percepção pessoal e transcendente que o ser humano terá do Pai Infinito”.
No livro Autobiografia de um Iogue, Paramahansa Yogananda dedicou mais de um capítulo a Mahavatar Babaji. Sobre ele, diz: “Os penhascos do Himalaia ao Norte, perto de Badrinarayan, ainda são abençoados pela presença viva de Babaji, guru de Lahiri Mahasaya. O recluso mestre conserva sua forma física há séculos, talvez mil
ê
nios.
O imortal Babaji é um avatar. Esta palavra sânscrita significa ‘descida’. Suas raízes são ava, ‘para baixo’ e tri, ‘passar’. Nas escrituras hindus, avatara significa a descida da Divindade à carne. O estado espiritual de Babaji está além da compreensão humana. A limitada visão do ser humano não pode atravessar sua estrela transcendental. Inutilmente procura-se imaginar o alcance do avatar. É inconcebível.”
Sobre a missão de Babaji, diz Paramahansa Yogananda: “A missão de Babaji na Índia tem sido a de ajudar os profetas na execução de suas missões especiais. Assim ele se enquadra na classificação que as Escrituras dão de Mahavatar (Grande Avatar).
Babaji está em permanente comunhão com Cristo; juntos enviam vibrações redentoras e juntos planejaram a técnica espiritual de salvação para esta época. A obra dos dois mestres completamente iluminados – um, com corpo, e o outro, sem – é inspirar as nações a desistirem das guerras, do ódio racial, do sectarismo religioso e do materialismo, cujos males atuam como bumerangues”.