“Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor,
Na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor.
Igual uma borboleta vagando triste por sobre a flor, seu nome, sempre em meus lábios irei chamando por onde for...”
Essa parte da letra da música intitulada Meu primeiro Amor, de Maria Bethania e Caetano Veloso, naturalmente fala do amor entre um homem e uma mulher.
Mas ao mesmo tempo, penso que traduz, também o sentimento Amor entre Pai e Filho, Mãe e Filho. Enfim, do Amor que, quando se vai, deixa uma saudade arrazadora, desconcertante, entediante e que causa uma dor imensurável em nosso peito.
A saudade do meu amado filho Mário, que nesta terça-feira, dia 9 de julho completaria 28 anos (exatamente a metade de minha idade), novamente enche meus olhos de lágrimas e explode no meu peito uma dor gigantesca.
Mário, na flor idade, aos 20 anos, foi assassinado covardemente na noite de 29 de setembro de 2005, quando se dirigia a uma confraternização com amigos e colegas de infância. Até hoje, nunca fiquei sabendo com certeza, o que realmente aconteceu com ele. Quem o assassinou ou a mando de quem.
Um descaso tão hediondo quanto o próprio crime, cujo assassino desalmado foi premiado pelo Instituto da Impunidade e continua a fazer novas vítimas, enlutando sabe-se lá quantas famílias desde aquela noite até agora.
Meu amado filho Mário era sinônimo de companheirismo, amizade, ternura, humildade, honestidade, trabalho. Em sua curta existência nessa dimensão, só deixou amigos e muita, mas muita saudade mesmo!
Pudera eu, Pai, poder abraçá-lo e beijá-lo neste dia, como fiz durante os 20 anos de sua existência.
Meu amado filho Mário: esteja você onde estiver, na dimensão que for, receba meu carinho, minha ternura, meu amor neste dia.
E saiba que, enquanto tiver um sopro de vinha em meu corpo e em minha alma, “na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor. Igual uma borboleta vagando triste por sobre a flor, seu nome, Mário, sempre em meus lábios irei chamando por onde for...”
Sérgio, Pai do Mário