premiado pelo Instituto da Impunidade

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Sergio Gabardo

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Jul 9, 2013, 7:12:53 AM7/9/13
to Sergio Gabardo

 
Data: 09/07/2013 00:40:37
Assunto: premiado pelo Instituto da Impunidade
 
 

“Saudade, palavra triste quando se perde um grande amor,

Na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor.

Igual uma borboleta vagando triste por sobre a flor, seu nome, sempre em meus lábios irei chamando por onde for...”

Essa parte da letra da música intitulada Meu primeiro Amor, de Maria Bethania e Caetano Veloso, naturalmente fala do amor entre um homem e uma mulher.

Mas ao mesmo tempo, penso que traduz, também o sentimento Amor entre Pai e Filho, Mãe e Filho. Enfim, do Amor que, quando se vai, deixa uma saudade arrazadora, desconcertante, entediante e que causa uma dor imensurável em nosso peito.

A saudade do meu amado filho Mário, que nesta terça-feira, dia 9 de julho completaria 28 anos (exatamente a metade de minha idade), novamente enche meus olhos de lágrimas e explode no meu peito uma dor gigantesca.

Mário, na flor  idade, aos 20 anos, foi assassinado covardemente na noite de 29 de setembro de 2005, quando se dirigia a uma confraternização com amigos e colegas de infância. Até hoje, nunca fiquei sabendo com certeza, o que realmente aconteceu com ele. Quem o assassinou ou a mando de quem.

Um descaso tão hediondo quanto o próprio crime, cujo assassino desalmado foi premiado pelo Instituto da Impunidade e continua a fazer novas vítimas, enlutando sabe-se lá quantas famílias desde aquela noite até agora.

Meu amado filho Mário era sinônimo de companheirismo, amizade, ternura, humildade, honestidade, trabalho. Em sua curta existência nessa dimensão, só deixou amigos e muita, mas muita saudade mesmo!

Pudera eu, Pai, poder abraçá-lo e beijá-lo neste dia, como fiz durante os 20 anos de sua existência.

Meu amado filho Mário: esteja você onde estiver, na dimensão que for, receba meu carinho, minha ternura, meu amor neste dia.

E saiba que, enquanto tiver um sopro de vinha em meu corpo e em minha alma, “na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor. Igual uma borboleta vagando triste por sobre a flor, seu nome, Mário, sempre em meus lábios irei chamando por onde for...”

Sérgio, Pai do Mário

 
 
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