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-------Mensagem original-------
De: Sergio Gabardo
Data: 28/07/2011 22:40:36
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Assunto: A dor da perda
Por mais incrível que possa parecer, nesta quinta-feira, se completa 70 meses do brutal assassinato do meu filho Mário. Como vocês já sabem, mas não canso de repetir, Mário, aos 20 anos de idade, foi assassinado na noite de 29 de setembro de 2005, quando se preparava para um churrasco de confraternização com amigos de infância. Nunca chegou ao local! Foi assassinado e, mesmo depois de ser atingido por arma de fogo, foi perseguido por seus algozes até bater com seu carro numa árvore e desfalecer. Ninguém jamais soube o que realmente aconteceu naquela fatídica noite. Nenhuma das chamadas autoridades da área da segurança pública foi capaz de explicar, ou de mostrar alguma prova convincente a respeito do que ocorreu, de quem foi o autor do assassinato ou o mandante do crime. O fato é que de lá para cá, tenho vivido um mundo diferente, com a ausência do filho que tanto amo. Minha vida se transformou profundamente. Recorro a amigos em busca de amparo e de forças para continuar sobrevivendo. A saudade é imensa e, quando atinge meu peito, as lágrimas são inevitáveis. Lembro todo o santo dia do Mário, de como era, de como seu coração transbordava bondade, sinceridade, enfim. Lembro de suas palavras meigas e de sua visão realista da vida. A ausência, a saudade e a dor da perda deste Ser especial que me é tão caro, também me dá forças para prosseguir minha caminhada em busca da Justiça com o apoio de cada um de vocês, meu amigo e minha amiga. Das nossas chamadas autoridades da segurança pública, nunca obtive algo de concreto. Pelo contrário: sempre negaram-me até mesmo alguns minutos do precioso tempo de agente público (que deveria se preocupar com o que pensa a sociedade que os paga). Nunca consegui sequer falar com alguma dessas autoridades, principalmente os tais de secretários de segurança. Talvez porque eu não detenha tanto voto quanto deveria ou tanto quanto interessasse a essas autoridades. Tentam calar-me ou vencer-me pelo cansaço. Jamais conseguirão! A cada dia que passa, e já se passaram nada menos do que 2.100 dias (isso mesmo: 2 mil e 100 dias) do assassinato do meu filho Mário, mais essas autoridades tentam fazer com que o crime caia no esquecimento. Mas um Pai ou uma Mãe jamais esquece a morte do seu filho. Mas essas autoridades certamente não sabem o que é isso, como é essa dor, pois tratam o crime como um número frio em suas estatísticas. Ainda espero que a Justiça seja feita no caso da morte do meu filho Mário. Assim como centenas de outros pais que até hoje estão aguardando por uma vontade política de elucidar os crimes. O governo me deve isso, porque sou um cidadão decente, honrado que pago regiamente todos os meus impostos. Continuarei cobrando até que me convençam sobre quem assassinou meu filho Mário ou sobre quem foi o mandante deste crime. Enquanto tiver um sopro de vida em meu corpo, estarei cobrando o fim do descaso das autoridades públicas deste nosso país. Sergio, Pai do Mário | ||
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