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Sem o anexo...... Mais um Natal,Mais um fim de ano , e o descaso Continua
Mais um Natal,Mais um fim de ano está chegando ao seu final.
Paro, penso e chego à conclusão que sobrevivi. Sem um pedaço de mim, naturalmente. É tempo de confraternizar, lembrar as últimas conquistas e se preparar para os novos desafios que se avizinham frente ao novo ano que chega. E tudo, sem um pedaço de mim e, pior, sem que a justiça tenha sido feita no caso do hediondo assassinato do meu amado filho Mário. E tudo por conta do mais absoluto descaso das nossas chamadas autoridades da área da segurança pública. Lá se vão 113 meses, ou 3.390 dias desde aquela noite trágica de 29 de setembro de 2005, quando meu amado filho Mário foi brutal e covardemente assassinado quando chegava para uma confraternização com amigos e colegas de infância. Um tiro certeiro de um bandido desalmado tirou a vida do meu amado filho Mário nos seus 20 anos de idade. Meu amado filho Mário sempre foi do bem. Não tinha inimigos, nem envolvimento com qualquer tipo de drogas. Era estudioso, amoroso e, por onde passava, só deixava boas impressões. Fazia amizades e as cultivava com carinho e dedicação. Trabalhador e de visão futurista, meu amado filho Mário sempre se mostrou defensor da Família como um dos bons princípios da vida. Estava cursando Direito na PUC-RS, quando esses bandidos desalmados, a mando não sei de quem, resolveram ceifar sua bela vida. Desde aquela trágica noite, tenho me debatido em busca de Justiça. Milhares de correspondências eletrônicas tenho mandado com a intenção de sensibilizar as nossas chamadas autoridades da área da segurança pública para que se empenhem e consigam identificar os verdadeiros assassinos para levá-los às barras da Justiça. Mas passam-se os dias, os meses, os anos, e nada! Inaceitável. Um descaso tão hediondo quanto o próprio assassinato do meu amado filho Mário e de outras dezenas de jovens em situação idêntica. Já escrevi sobre isso, mas insisto em reforçar: lágrimas brotam nos meus olhos diariamente, assim como o aperto no peito parece que irá promover uma explosão interna. É a dor da saudade que toma conta do meu ser. E sei que isso vai durar para todo o sempre. É incrível como a falta do meu amado filho Mário nesta dimensão causa um enorme vazio. A esperança que a Justiça ainda seja feita, é um dos ingredientes que alimenta minha sobrevivência. Continuo aguardando que as nossas chamadas autoridades da área da segurança pública possam identificar os verdadeiros assassinos e/ou mandantes da morte do meu amado filho Mário para que paguem pelo crime que cometeram. O Estado me deve isso, principalmente porque sou um cidadão de bem, um dos pagadores da enorme carga tributária imposta aos gaúchos e brasileiros. Vou prosseguir na minha caminhada de cobrança até que a Justiça seja feita.
Sérgio, Pai do Mário
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Estamos chegando aos 4 mil dias de descaso que premia a impunidade Amigas e amigos: Nesta sexta-feira, por mais incrível que possa parecer, o brutal e cruel assassinato do meu amado filho Mário estará completando 124 meses. Estamos chegando aos 4 mil dias em que o descaso e a impunidade prevaleceram até agora. Inacreditável! São 3.720 dias passados e nada de se saber quem realmente assassinou a sangue frio o meu filho Mário naquela trágica noite de 29 de setembro de 2.005. Chega a ser inaceitável para um pai como eu (e também outras dezenas) ver o tempo passar tão rapidamente, sem que as chamadas autoridades da segurança publica do Rio Grande do Sul tivessem a vontade política, a determinação e o empenho necessários capaz de identificar os reais autores e/ou mandantes do assassinato do meu amado filho Mário. São dias, semanas, meses e anos de angústia à espera de Justiça. Centenas de correspondências eletrônicas e físicas encaminhei para milhares de pessoas, dentre elas, as chamadas autoridades da segurança pública. E nada! As únicas coisas reais são a dor e a saudade que marcam a perda do meu amado filho Mário aos 20 anos de idade. Um jovem, como vocês todos sabem, do bem. Estudioso, trabalhador, sério e honesto. Por onde passava, deixava a marca de uma pessoa humilde, humana, religiosa e que amava a família acima de qualquer outra coisa. Mas isso não foi suficiente. Teve sua vida ceifada por bandidos desalmados que até hoje não sei a mano de quem estavam. E o Poder Público nunca me deu esta resposta. Continuarei cobrando até que um dia, os organismos competentes apresentem à Justiça, os verdadeiros culpados por esta bárbaro e covarde assassinato. Enquanto isso, a dor que sinto no peito só aumentará, se traduzindo em lágrimas que rolam no meu rosto. Estou bem distante de querer vingança. Mas exijo que as chamadas autoridades responsáveis, façam a sua parte, identificando os verdadeiros assassinos para que sejam levados às barras da Justiça. Este meu direito de Pai, ninguém ousa tirá-lo. | ||
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A lentidão da Justiça causa indignação
“A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta”. Rui Barbosa “Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada”. Rui Barbosa Amigas e amigos: Nesta segunda-feira, o cruel assassinato do meu amado filho Mário chega aos 124 meses, ou 3.750 dias sem que os verdadeiros responsáveis e/ou mandantes tenham sido identificados e encaminhados à Justiça para responderem pelo bárbaro crime que cometeram. Escolhi estas duas frases de Rui Barbosa para tentar transformar meus sentimentos para o papel. É extremamente difícil para um Pai (e há dezenas na mesma situação) perdeu seu filho amado. Mas o que potencializa os efeitos da enorme perda, indiscutivelmente, é acompanhar o descaso com que o assunto é tratado pelas nossas chamadas autoridades da área da segurança pública o que, naturalmente, desemboca no trabalho da Justiça. Não é de hoje que a sociedade gaúcha acompanha o crescente aumento da criminalidade, mas o sucateamento dos organismos que têm a missão constitucional de promover a segurança pública faz com que todos nós tenhamos de conviver em constante sobressalto. E com medo. Muito medo. Governos se sucedem e a situação está cada vez pior. A falta de investimento nessa área, há décadas, está a premiar o Instituto da Impunidade. Meu amado filho Mário tinha apenas 20 anos quando foi assassinado sem piedade, quando se dirigia a uma confraternização sadia, com amigos de infância e colegas de escola. Momentos antes de chegar ao local combinado, em Canoas, teve sua vida ceifada por bandidos desalmados, cruéis, que até hoje gozam de liberdade e, sabe-se lá, quantas outras famílias enlutaram depois, nesse tempo todo:mais de 10 (dez) anos. Debato-me em busca de Justiça. Jamais pensei em vingança. Sou, como o meu amado filho Mário, um Ser que acredita em Deus, que reza, que preza a família, que paga seus impostos e que, por isso mesmo, exige do Estado, que faça a sua parte, identificando os criminosos e os encaminhando para julgamento. É a chamada contrapartida. Já se passaram mais de 10 (dez) anos. A dor e a saudade só crescem. Centenas de pedidos tenho encaminhado a quem acredito ser responsável por essa área. Mas nada! O que o poder público fez até agora, foi conceder o nome do meu amado filho Mário a uma rua da cidade de Canoas. É pouco. Muito pouco. Quase nada. Entra governo, sai governo e o descaso continua lá, enraizado nas gavetas palacianas. Inacreditável! Inaceitável! Mas enquanto houver um sopro de vida em meu corpo (corpo de Pai), continuarei cobrado e acreditando que a Justiça tarda, mas não falha. Tenho para mim que, em algum momento, em algum dia, alguma “autoridade” vai ler minhas frases e tomará a decisão política de chutar para longe o descaso e trabalhar firme em busca da identificação dos autores do bárbaro assassinato. A dor que sinto ainda hoje é indescritível. As lágrimas que descem no meu rosto são incontroláveis e o sufocar do peito é inevitável. Quanto descaso... quanta dor.... quanta saudade... Sérgio.Pai do Mário | ||
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O descaso e a impunidade continuam. Até quando? “A Justiça tarda, mas não falha.”
Nesta terça-feira, o brutal e covarde assassinato do meu amado filho Mário completa 126 meses. Passaram-se nada menos do que 3.780 dias, desde que assassinos desalmados e covardes ceifaram sua vida aos 20 anos de idade. Nesse tempo todo, por conta do mais hediondo descaso das nossas autoridades da área da segurança pública, os assassinos foram premiados com o Instituto da Impunidade. Estão por aí, à solta, enlutando sabe-se lá quantas outras famílias. Foi na noite de 29 de setembro de 2005 que recebi o telefonema que nenhum Pai deseja receber: meu amado filho Mário havia sido baleado numa “suposta” tentativa de roubo de carro. E morreu instantes depois porque o tiro disparado por um dos bandidos havia sido certeiro. Meu amado filho Mário estava a caminho de uma confraternização sadia, que reunia amigos de infância e colegas de escola, mas teve sua trajetória interrompida por bandidos que até hoje gozam da total liberdade. Nunca foram identificados pelos organismos de Estado responsáveis. Continuam “impunes”. “A Justiça tarda, mas não falha.” Esta é uma das frase mais conhecidas da sociedade mundial. E esta é a frase que continuo perseguindo, bradando aos quatro ventos por Justiça. Bem distante de qualquer sentimento de vingança, estou sim, como Pai, em busca de Justiça. Quero ver os verdadeiros responsáveis pelo assassinado do meu amado filho Mário, devidamente identificados e responsabilizados pelo crime que cometeram. É por isso que escrevo e envio essas correspondências eletrônicas: para tentar sacudir as autoridades e fazer com que cumpram com seu papel constitucional. Sei que como eu, existem dezenas de outros pais que passam pela mesma situação. Mas o Estado me deve isso. Sou um cidadão de bem. Meu amado filho Mário sempre foi do bem. Pago meus impostos (altos) em dia e o Estado precisa oferecer a contento a sua contrapartida. A mim e a todos os cidadãos de bem. Entra governo e sai governo, e não vejo o menor esforço ou a vontade política de solucionar alguns crimes, a exemplo do assassinato do meu amado filho Mário. Incrivelmente parece que o crescimento dos números na estatística dos casos não-solucionados, não causa o menor constrangimento na cúpula do governo. Como se diz na linguagem popular: “tanto faz quanto fez”. É um absurdo! “A Justiça tarda, mas não falha.” É preciso que essas autoridades saibam que enquanto houver um sopro de vida em meu peito, estarei cobrando. Cobrando para que apresentem resultados satisfatórios nos trabalhos que realizam. Que efetivamente atendam aos anseios da sociedade. Enquanto não fizerem a sua parte, continuarei a cobrar e a conviver com a dor intensa que sufoca meu peito e enche meus olhos de lágrimas que brotam do interior mais profundo. É a saudade do meu amado filho Mário, que poderia estar convivendo conosco, se neste Estado, tivéssemos mais segurança pública. Assim como o meu amado filho Mário, outras dezenas de filhos ainda estariam convivendo com suas famílias. É muita insegurança! No passado víamos manchetes nos jornais: Polícia matou vários bandidos.... HOJE, vemos ....Bandidos assassinaram Policiais, trabalhadores, crianças, idosos... É o prêmio da Impunidade aos bandidos mais crueis do Rio Grande do Sul.
Sergio, Pai do Mário | ||
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Data: 28/04/2016 11:11:48
Para: mpca...@mp.rs.gov.br; MP E; MP E gabinete; MP E ouvidoria; MP E pjecrim; MJ gabineted...@mj.gov.br; sjs gabi...@sjs.rs.gov.br; luta-sim...@googlegroups.com; Rede Globo Cesar Menezes; Folha SP Thiago Guimaraes; MPEma...@mp.rs.gov.br; Maria do Carmo Suzin
Assunto: Descaso e impunidade: uma questão de injustiça!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Descaso e impunidade: uma questão de injustiça!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar. (Martin Luther King)
Amigas e amigos: Busquei esta frase para deixar claro o que continuo sentindo. O descaso e a impunidade, indiscutivelmente, levam à injustiça e ela está em qualquer lugar, ameaçando a justiça em todo o lugar. Isso porque nesta sexta-feira, se completam nada menos do que 127 meses ou 3.810 dias do brutal e covarde assassinato do meu amado filho Mário, ocorrido em 29 de setembro de 2005. Todo esse tempo passou, sem que as nossas chamadas autoridades da segurança pública conseguissem identificar os verdadeiros assassinos desalmados e os encaminhá-los à Justiça. É um descaso hediondo, tanto quanto o próprio assassinato que ceifou a vida do meu amado filho Mário antes que pudesse completar 21 anos de idade. Foi numa noite em que se dirigia a uma confraternização com amigos de infância e colegas de escola. Meu amado filho Mário cultivava com amor e carinho, as amizades de infância e tinha um apreço especial por seus colegas de escola e faculdade. Não chegou ao encontro, pois foi covardemente assassinado momentos antes. Nesse tempo todo, tenho me debatido e cobrado das autoridades, uma resposta plausível, mas o meu esforço tem sido em vão, parece. Entra governo, sai governo, mudam-se os secretários de segurança, mas o descaso e a falta de vontade política para se elucidar esse cruel assassinato, permanece. Centenas e centenas de correspondências eletrônicas tenho encaminhado para tentar sensibilizar essas autoridades. Insensíveis, continuam inertes: não conseguem identificar os reais assassinos. Como esse, há mais de uma dezena de crimes semelhantes. Um dia, quem sabe, a Justiça será feita. Minha esperança continua palpitante. Minha fé em Deus, também. Continuo esperando que o Estado faça a sua parte, cumpra com seu pape constitucional e apresente ao poder Judiciário, os verdadeiros assassinos do meu amado filho Mário. Enquanto isso não acontece, permanecerei com a imensa saudade, com essa dor intensa que parece explodir no meu peito e com as lágrimas que brotam espontaneamente a cada dia dos meus olhos. Bem distante de qualquer sentimento de vingança, minha busca é por Justiça. Sei que como eu, há um expressivo número de pais que perderam seus filhos amados clamando por Justiça. Minha luta também é a deles. Nesses 127 meses, nem é possível se saber quantas outras famílias esses mesmos assassinos desalmados enlutaram. Até agora, foram premiados pelo Instituto da Impunidade. Continuam à solta, enquanto nós, cidadãos de bem, nos cercamos de grades e torcemos para estarmos vivos no amanhã. Sérgio, pai do Mário |
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O descaso hediondo que premia bandidos com a impunidade. Até quando ? “Impunidade gera negligência e irresponsabilidade, levando vidas”. (Jean Michell)
Estou novamente tomando seus preciosos tempos para, mais uma vez, mostrar minha indignação e descontentamento para com o hediondo descaso com que o assassinato do meu amado filho Mário foi e está sendo tratado pelas chamadas autoridades da área da segurança pública. Nesta quarta-feira, o cruel e covarde assassinato do meu amado filho Mário completa 129 meses, ou 3.870 dias, sem que os verdadeiros culpados e/ou mandantes tenham sido devidamente identificados pelas autoridades encaminhados ao poder Judiciário a fim de serem punidos pelo bárbaro crime que cometeram. Desde aquela inesquecível noite de 29 de setembro de 2005 até hoje, tenho me indagado a respeito do que efetivamente aconteceu naquele dia. Meu amado filho Mário se dirigia a uma confraternização com colegas de faculdade e amigos de infância. Seria um encontro saudável, mas esses bandidos desalmados o impediram de chegar ao local marcado. Momentos antes da chegada ceifaram sua vida aos 20 anos, de maneira covarde e absurda. Cobro sistematicamente das autoridades, uma atitude capaz de identificar os verdadeiros assassinos, mas meus clamores ainda não conseguiram sensibilizar tais autoridades. Entra governo e sai governo, mudam secretários, chefes de Polícia, mas o assunto, ao que parece, permanece no descaso que acaba por premiar bandidos desalmados com a impunidade. Nesses 129 meses passados, fico a indagar: quantos outros jovens tiveram suas vidas ceifadas por esses mesmos bandidos que continuam livres? Quantas outras famílias foram enlutadas por essas pessoas, que não são serem humanos, mais verdadeiros animais selvagens covardes em liberdade? É impossível e chegar a qualquer número. Certamente foram muitos outros assassinatos que, a exemplo do meu amado filho Mário, são tratados como insolúveis e passam a engrossar a estatística dos crimes sem autoria identificada. Não dá mais. Chega de tanta impunidade. Chega de os cidadãos de bem serem penalizados pela impunidade resultante do descaso! Longe de qualquer sentimento de vingança, minhas atitudes de cobrança do poder público buscam por Justiça. Nada além disto: Justiça. O Estado, como ente, me deve isto. Não abro mão do meu direito de Pai e cidadão que paga seus impostos em dia. Continuarei a cobrar o que me é devido, enquanto restar um sopro devida em meu corpo, judiado pela saudade do meu amado filho Mário. Prosseguirei na minha caminhada em busca de Justiça. Com os olhos cheios de lágrimas e um aperto indescritível no peito, peregrinarei por onde for necessário até que os verdadeiros culpados e/ou mandantes deste bárbaro, covarde e violento crime sejam realmente identificados e julgados pela Justiça dos homem. Sérgio, Pai do Mário |
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O mal está sobrepondo-se ao bem. A impunidade está vencendo. Será mesmo ?
Amigas e amigos:
Lamentavelmente parece ser isso mesmo. Estou me convencendo de que o mal está vencendo o bem. Durante muitos anos ouvi exatamente ao contrário: o bem vence o mal. Inacreditável que esteja sentindo na pele e na alma que o mal está impondo uma derrota fragorosa ao bem. Naturalmente que para isso acontecer, é preciso haver um motivo bastante forte e decisivo. E este motivo é o vergonhoso descaso com que as autoridades da área da segurança pública trataram, desde o início, o assassinato cruel do meu amado filho Mário, que nesta sexta-feira está completando nada menos do que 130 meses. Três mil e novecentos dias de um hediondo descaso que entregou a bandidos desalmados, o troféu da impunidade.
Ainda que acredite, como religioso que sou, que a Justiça um dia será feita, e mesmo me negando a entender como o mal pode vencer o bem, os fatos estão caminhando nesse sentido. Uma vergonha ! Algo inacreditável. Meu direito de Pai e de cidadão que cumpre para com suas obrigações legais, não está sendo reconhecido pelas autoridades que continuam insensíveis, apesar da constante troca no comando, determinadas pelas variações de governantes. Daquela noite em diante minha vida mudou radicalmente. Também nem poderia ser diferente. Ter um filho na flor da idade, assassinado cruelmente por bandidos que até hoje gozam da impunidade e que por certo nesse tempo todo de “liberdade” já enlutaram outras tantas famílias, jamais passou por minha imaginação. Tenho, como vocês sabem, me debatido contra essa “injustiça” que me corrompe a alma, causa-me lágrimas constantes e me aperta o peito. Difícil conviver com tanto descaso e falta de vontade política de descobrir quem são os verdadeiros assassinos e encaminhá-los para julgamento. Enquanto choro pela ausência prematura do meu amado filho Mário, enquanto a saudade rasga minha carne, enquanto as boas lembranças que restaram de sua curta permanência entre nós, continuo a cobrar determinação e vontade política das nossas chamadas autoridades da área da segurança pública. O Estado me deve a elucidação desse bárbaro crime, assim como a dezenas de outros pais, que como eu, estão à espera de uma solução. É preciso que o Estado seja eficaz para impedir que por tantas e tantas vezes, o mal acabe vencendo o bem. Sérgio, Pai do Mário |
Sérgio!
Não te conheço pessoalmente e tampouco conheci o Mário. Recebo todos teus e-mails e a cada um deles faço uma oração pedindo justiça, mas principalmente conforto para teu coração de pai. Certamente a justiça que esperamos não será feita da mameira que merecemos ou acreditamos, mas não perca a fé, certamente a outra justiça, aquela que não conhecemos por Leis escritas, apenas sentimos, está sendo feita de alguma maneira ou de outra. Talvez isso conforte um pouco, não sei. Não sei exatamente o que me levou a responder esse e-mail, talvez estar presenciando algo muito semelhante, a impunidade. Há uns 4 anos atrás, um grande amigo meu e marido da minha melhor amiga foi, juntamente com seu irmão, brutalmente assassinado. O tio mandou matar os dois sobrinhos. Minha melhor amiga ficou viúva e com um filho de 8 meses, consequentemente, a esposa perdeu o marido e o cunhado, o filho perdeu o pai e o tio, a mãe perdeu os dois filhos, a avó perdeu os dois netos. Foi muito dolorido para todos e quando penso no triste episódio sinto arrepios e enjoos da tal impunidade. É bem complicado entrar nas audiências e ver mais de 9 réus soltos que destruíram uma família inteira. Minha amiga é uma guerreira e o filho deles lhe dá forças para seguir, tem os traços e a bondado do pai. O que acho que quero dizer é que os assassinos dos irmãos Feijó foram rapidamente identificados, mas estão todos soltos. É uma dor horrível. O mesmo que digo para a minha melhor amiga, direi para o senhor, com todo respeito: assegure-se de que está mandando boas energias para ele, com bons pensamentos, relembrando-se dos momentos felizes que passaram juntos, isso te dará força para permanecer na luta. Grande abraço. Juliana Sixel
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Diante de tamanho descaso, jamais abandonarei a luta por Justiça Amigas e amigos: Embora possa parecer até certo ponto inconveniente, volto a desabafar com vocês, porque nesta segunda-feira, o brutal e covarde assassinato do meu amado filho Mário vai completar 131 meses. São exatos 3.930 (três mil, novecentos e trinta) dias de angústia para mim, frente ao mais hediondo descaso das chamadas autoridades da área da segurança pública para elucidar este crime. Por mais que eu tente, sinceramente não consigo e não encontro uma explicação razoável para o fato de que até hoje essas autoridades da segurança pública, não tenham trabalhado para encontrar os verdadeiros culpados e/ou mandantes do bárbaro assassinato que ceifou a vida do meu amado filho Mário aos 20 anos de idade. Se isto é inaceitável para qualquer cidadão,imagina-se para um Pai, que trabalha honestamente, paga seus tributos e não obtém o retorno devido pelo Estado quando ele necessita. Inaceitável! Inadmissível! Incorreto! Mas, por conta desses bandidos desalmados, malfeitores na essência da palavra. Foi covardemente assassinado. Desta trágica noite em diante, minha vida mudou completamente. Tenho me debatido, cobrado sistematicamente das nossas autoridades da segurança pública, que tenham a sensibilidade e identifiquem os verdadeiros assassinos e/ou mandantes para que enfrentem o julgamento pelo bárbaro crime que cometeram. Mas nada! Tenho consciência de que esta luta não é só minha. Como eu, existem mais de uma dezena de pais que enfrentam situação semelhante: não sabem quem ceifou a vida de seus entes queridos. E o Estado.... há, o Estado.Incompetente em termos de segurança ao cidadão, um mandamento básico do Poder Público. Agora temos a notícia de que a Força Nacional está em Porto Alegre. Bem vinda! Demorou, mas certamente teremos um clima melhor em termos de sensação de segurança. Quem sabe por menos vezes teremos de chorar pela perda de quem amamos. Reforço que bem distante de qualquer sentimento de vingança, o que me move efetivamente é a busca por Justiça. Não calarei enquanto esse dia não chegar. Continuarei a cobrar que o Estado cumpra o seu papel constitucional. Enquanto isso não acontece, vou prosseguir minha vida, carregando em meu peito, a dor da perda irreparável, mesmo que necessite enxugar os olhos várias vezes ao dia. Obrigado pela atenção.
Sérgio, Pai do Mário |
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Onze anos à espera por Justiça. Onze anos de angústia, dor e saudade.
Jamais poderia imaginar que um dia chegaria a este ponto: esperar para que a Justiça seja feita durante longos e tortuosos 11 anos. São nada menos do que 330 meses, ou 9.900 dias, aguardando para que os cruéis e desalmados assassinos do meu amado filho Mário, sejam identificados e encaminhados às barras da Justiça. E nada! Chega a ser desumano para um pai, para uma família, manter ainda a esperança de que um dia, esses bandidos sejam encontrados pelas autoridades da segurança pública. Um hediondo descaso. Como eu, certamente há um sem-número de pais na mesma situação. Enquanto assisto ao deslinde de crimes bárbaros ocorridos recentemente (com a Força Nacional e tudo), por uma Polícia atuante, olho para trás e não vejo o mesmo empenho, a mesma dedicação para com o assassinato do meu amado filho Mário, que teve sua vida ceifada aos 20 anos de idade. Uma lástima. Meu amado filho Mário foi brutal e covardemente assassinado na noite de 29 de setembro de 2005, quando se dirigia a uma confraternização sadia com amigos de infância e colegas de escola (fazia Direito na PUC-POA). Momentos antes de chegar ao local combinado, meu amado filho Mário teve sua bela trajetória de vida interrompida por bandidos desalmados que, já no início da noite, estavam a serviço do crime. Até hoje não sei o real motivo desta perda incalculável. Tenho para mim que faltou sim, empenho e dedicação daqueles que têm a missão constitucional, o dever, de desvendar crimes dessa natureza. Faltou vontade política dos superiores responsáveis pela segurança pública que já falharam ao não oferecer a segurança ao cidadão de bem, Cobro sistematicamente um estudo aprofundado do cruel assassinato, mas não encontro respostas. Encaminhei nesses 11 anos, milhares de correspondências eletrônicas cobrando uma posição enérgica: determinação e vontade política por parte dos comandantes da segurança pública do nosso Estado, para que o crime possa ser esclarecido. Tenho o direito de saber quem assassinou meu amado filho Mário ou a mando de quem estava. No poder público, sai governo e entra governo, mas as autoridades responsáveis permanecem insensíveis aos apelos de um Pai. Vou continuar cobrando, enquanto houver um sopro de vida em meu corpo. É meu dever de Pai. Tenho o direito inalienável de saber o que realmente aconteceu naquela trágica noite. O Estado ainda me deve isso, seja ele comandado por qualquer partido político, mesmo tendo passado 11 longos anos. Enquanto não souber quem realmente assassinou meu amado filho Mário ou a mando de quem estava, vou continuar minha luta em busca de Justiça. Longe de qualquer sentimento de vingança, o que espero é pela Justiça. Até que isso aconteça, seguirei meu caminho, com a mesma dor intensa no peito e com as mesmas lágrimas que diariamente brotam dos meus olhos. Elas são de Amor... Saudade... Revolta... Sérgio Pai do Mário |
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Passam os dias, os meses, os anos, e a impunidade vai prevalecendo Amigas e amigos:
É exatamente assim que vejo a situação do brutal assassinato do meu amado filho Mário. Chegamos nesta sábado, aos 133 meses desde a noite de 25 de setembro de 2005, quando bandidos desalmados ceifaram a vida do meu filho Mário aos 20 anos de idade. também a minha família destroçada pela ação de marginais que até hoje permanecem impunes e, mais do que isso, certamente a fazer novas vítimas. Mas entendo que esta impunidade tem como principal causa, o descaso com que o deslinde deste brutal e covarde assassinato foi tratado por nossas autoridades da área da segurança pública (mais conhecida como insegurança pública). Nesse período todo, 3.990 dias, não conseguiram, essas autoridades, identificar os verdadeiros assassinos desalmados ou seus mandantes. Um absurdo. Inaceitável! Tenho me debatido contra isso, muito embora, conscientemente, tenho a certeza de que qualquer ação jamais trará meu amado filho Mário para nosso convívio. Mas me rebelo contra a falta de atitude e de vontade política para solucionar o caso. Um direito meu. Um direito de Pai. Bem distante de qualquer sentimento de vingança, ainda continuo acreditando que, em algum dia, a Justiça será feita. E não só no covarde assassinato do meu amado filho Mário, mas também na elucidação de outros tantos crimes cometidos por este autor. Apesar do tempo passado, reitero, continuo acreditando que a Justiça tarda, mas não falha. E minha cobrança às autoridades constituídas é neste sentido. Espero ainda poder ver os verdadeiros responsáveis pelo assassinato do meu amado filho Mário, serem identificados encaminhados ao poder Judiciário para responderem pelo que fizeram: destruíram nossa família e inúmeras outras. Fica aqui, mais uma vez, o meu dramático apelo à essas autoridades, para que se debrucem no caso. Para que façam um esforço concentrado. Para que se dediquem. Para que tenham vontade política e técnica para elucidar este bárbaro crime ocorrido há mais de 11 anos. O Estado me deve isso. O Estado deve isso à sociedade gaúcha. Enquanto não houver a sensibilidade dessas autoridades, continuarei aqui, administrando a dor que explode em meu peito e as lágrimas que diariamente brotam nos meus olhos, pela saudade, pela incompreensão ao saber que o Instituto da Impunidade, ao que parece, está vencendo essa batalha. Mas não me dou por vencido. Minha luta é permanente e a cobrança também. Ninguém poderá me subtrair este direito que saber o que exatamente aconteceu naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005 e, mais do que isso, de saber quem foi o assassino cruel que tirou a vida do meu amado filho Mário ou quem foram os mandantes. Sérgio, Pai do Mário
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O descaso continua premiando a impunidade
Nesta terça-feira o brutal e covarde assassinato do meu amado filho Mário completa 134 meses ou melhor: 4.020 dias. E o que tenho visto nesse tempo todo é o descaso das autoridades que acaba premiando mais uma vez a impunidade. Um descaso tão hediondo quanto o próprio assassinato. A falta de vontade política em se descobrir quem foram efetivamente os autores e/ou mandantes deste crime se transforma na certeza de que o Instituto da Impunidade é o grande trunfo à disposição da marginalidade.
Como já é de conhecimento de todos vocês na noite de 29 de setembro de 2005 meu amado filho Mário saiu para confraternizar comum grupo de amigos e colegas de escola da infância. Seria um encontro fraterno prazeroso como costumeiramente fazia. Mas Mário não chegou ao local. Pouco antes teve sua vida ceifada por bandidos desalmados. Aos 20 anos Mário era aplicado nos estudos. Cursava Direito na PUC-RS. Era trabalhador cumpridor de suas obrigações. Não tinha inimigos e por onde passava deixava boas impressões. Cultivava o amor e a família. Em fim era do bem.
Desde essa fatídica noite em diante tenho me debatido bradando aos quatro ventos clamando por Justiça. Longe de qualquer sentimento de vingançao que busco é Justiça. Quero ainda apesar da rapidez com que o tempo passa ver as autoridades apontarem e responsabilizarem quem realmente participou deste crime bárbaro. Espero sim ver os verdadeiros assassinos e/ou mandantes da morte do meu amado filho Mário serem encaminhados para julgamento perante a Justiça. E minha luta vai prosseguir enquanto houver um sopro devida em mim. Jamais desistirei.
Tenho absoluta certeza de que esses bandidos desalmados que ceifaram a vida do meu amado filho Mário antes que completasse seus 21 anos de idade continuam suas vidas de crimes enlutando outras tantas famílias. E o que é mais grave: protegidos pelo manto da impunidade.
Já passou da hora de as autoridades assumirem um compromisso público se debruçarem neste e em outros casos considerados “insolúveis”trabalharem com afinco dedicação e vontade política a fim de desvendarem o que ainda está nebuloso para se chegar à autoria e/ou aos mandantes deste bárbaro assassinato.
“A Justiça tarda mas não falha”diz o velho dito popular. Continuarei aguardando que a Justiça seja feita ainda que tardiamente. Enquanto isso vou continuar cobrando das autoridades. É meu direito de pai direito inalienável de quem quer ver a Justiça prevalecer frente ao crime.
Até que este dia chegue sigo tentando viver sem o mau amado filho Mário sentindo a dor que explode no meu peito pela saudade e com os olhos lacrimejantes pela dor da perda que jamais será superada.
Sérgio |
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Mais um ano chegando ao seu final e o descaso continua premiando a impunidade
Estamos chegando ao final de mais um ano. Muita coisa mudou nesses últimos 365 dias, menos o descaso com que as autoridades tratam o covarde assassinato do meu amado filho Mário. Como resultado, temos a premiação da impunidade, o que eleva ainda mais o alto índice dos crimes que acontecem em nosso Estado. Meu amado filho Mário teve sua vida ceifada por desalmados bandidos na noite de 29 de setembro de 2005, Não tinha inimigos e nunca se envolveu com qualquer espécie de droga. Mas mesmo assim foi assassinado covardemente momentos antes de chegar ao local do encontro. Desde aquela trágica noite em diante, tenho me debatido em busca de Justiça. Muito longe de qualquer sentimento de vingança, cobro do Estado o cumprimento de sua tarefa constitucional: identificar e encaminhar os executores e/ou mandantes do brutal assassinato para serem julgados no poder Judiciário. Mas meus brados ecoam na sociedade. Batem nos ouvidos das autoridades que, absolutamente insensíveis, parecem não atender aos justos anseios de alguém da comunidade que paga seus impostos em dia e exige que se dediquem, agindo com profissionalismo, a fim de mandar às barras da Justiça, o verdadeiro autor da morte do meu amado filho Mário. Este é o décimo-primeiro final de ano que passo com as lembranças que tenho do meu amado filho Mário. São 135 meses que se completam nesta quinta-feira, e nada de concreto essas autoridades conseguiram apresentar. É inaceitável. Inadmissível. E a indagação deixou no ar: quanto tempo mais essas autoridades precisarão para elucidar um crime hediondo como o do assassinato do meu amado filho Mário? Será que essas autoridades desconhecem o fato de que além da nossa, esses bandidos desalmados já enlutaram outras tantas? Até quando terei de escrever para cobrar empenho e interesse político das nossas autoridades? Será que imaginam que em algum momento cansarei e deixarei de cobrar? Engano, porque enquanto houver um sopro de vida em meu corpo, estarei cobrando o que o Estado me deve. É meu direito de Pai. Dias passam. Noites intermináveis servem de refúgio para a esperança que jamais acabará. Meus olhos continuam umedecidos por lágrimas de dor e saudade. Meu peito parece explodir de ansiedade, mas a esperança no dia em que a Justiça seja feita, permanece latente, viva, vibrante...... Sérgio, Pai do Mário |
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A crise na segurança é fruto do descaso e da impunidade que se arrasta há anos A crise generalizada na área da segurança pública também no Rio Grande do Sul se arrasta há anos, tendo como principais causas, o descaso das autoridades e a impunidade que acaba premiando os bandidos que continuam suas trajetórias de crimes livremente. É verdade que faltam investimentos em infraestrutura e em pessoal especializado. Faço estas afirmações baseado, principalmente, no caso do assassinato cruel do meu amado filho Mário, ocorrido na noite de 29 de setembro de 2005, já nessa época, fruto da insegurança oferecida pelo Estado como ente público que tem a missão constitucional, de proporcionar “segurança à sociedade”. De lá para cá, se vão nada menos do que 136 meses, ou 4.080 dias da morte do meu amado filho Mário, até hoje não esclarecida por essas autoridades. É inaceitável. Inadmissível que durante todo esse tempo, essas autoridades não tenham conseguido identificar os verdadeiros assassinos desalmados que ceifaram a vida do meu amado filho Mário aos 20 anos de idade. Um descaso tão hediondo quanto o próprio assassinato. É um caso de falta de vontade política daqueles que estiveram e estão à frente da pasta da (in)Segurança Pública. A sociedade gaúcha não pode mais aceitar esse tipo de coisa. Estão no Estado equipes da Força Nacional de Segurança. Mas ao que tudo indica, pouca ou quase nada foi reduzido em termos de criminalidade. Isso demonstra claramente que só a presença de agentes não resolve o problema. Faltam ações efetivas que levem bandidos desalmados para as cadeias superlotadas por ausência de investimentos. Nunca pensaram nisso? Estamos à beira do caos completo. Os verdadeiros assassinos e/ou mandantes da execução do meu amado filho Mário, ao longo desse tempo todo, impunes, certamente enlutaram outras tantas famílias, premiados que foram pelo Instituto da Impunidade, frente ao descaso absoluto das autoridades que até o momento estão perdendo a corrida para a bandidagem, tendo como escudo, a sociedade absolutamente desamparada. Tenho me debatido, cobrado, insistindo, para que os verdadeiros assassinos do meu amado filho Mário sejam identificados e encaminhados ao poder Judiciário para responderem pelo que fizeram, mas nada! Estão insensíveis aos apelos de cidadãos de bem que, como eu, pagam seus impostos regiamente e que recebem quase nada em troca do Estado. Está sim na hora de a sociedade cerrar fileiras e cobrar medidas efetivas do Estado. Determinações que tenham reflexo positivo e imediato visando dar maior proteção à coletividade que produz, que trabalha, que é honesta e que está sendo encurralada pela bandidagem à luz do dia, em qualquer hora, sem o menor constrangimento. Meu amado filho Mário não será trazido de volta para o nosso convívio. Mas longe de qualquer sentimento de vingança, continuo a exigir do Estado, Justiça. Não descansarei enquanto não receber esta resposta do poder público: os verdadeiros assassinos e/ou mandantes da morte de Mário sejam identificados e encaminhados para julgamento. O Estado me deve isso e cobrarei enquanto houver um sopro de vida em meu corpo. É meu dever e meu direito de Pai. Sérgio, Pai do Mário
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A impunidade que premia os assassinos desalmados
Neste sábado, o brutal e cruel assassinato do meu amado filho Mário completa 139 meses, ou 4.170 dias, da mais pura e hedionda impunidade que, por conta do descaso das nossas autoridades, acaba premiando os assassinos desalmados que ceifaram sua vida aos 20 anos de idade. O tempo vai passando rapidamente, mas a esperança de que a Justiça seja feita, continua forte em mim, latente. São 11 anos e meio de espera para que nossas autoridades identifiquem os verdadeiros assassinos e/ou mandantes deste bárbaro crime e os encaminhem para serem julgados. Por vezes fico a imaginar quantas outras famílias esses mesmos assassinos desalmados enlutaram depois que assassinaram de maneira brutal e covarde o meu amado filho Mário. Não há como se saber. Mas certamente prosseguiram suas caminhadas no mundo do crime, deixando para trás um forte rastro de vidas ceifadas. E, enquanto o descaso continuar, novas vítimas estarão fazendo parte da extensa lista. Enquanto isso, resta a mim, Pai do Mário, manter-me fiel aos mandamentos divinos, rezando também para que alguma de nossas autoridades da área da segurança pública se sensibilize e se empenhe no deslinde desse bárbaro crime que até hoje faz parte da grande estatística dos assassinados insolúveis. Sim porque até agora o assassinado do meu amado filho Mário é mais um número a engrossar a fila dos crimes não resolvidos ou, na linguagem técnica, dos inquéritos encaminhados à Justiça com autoria desconhecida. Meus dias têm sido sombrios desde aquela trágica noite de 29 de setembro de 2005, quando recebi um telefonema com a notícia que nenhum pai quer ouvir. A dor da perda me acompanhará até o último minuto de vida. O sentimento de perda mistura-se ao da impotência para solucionar algo tão cruel. Mesmo com o passar do tempo, meu peito continua apertado, doendo, e as lágrimas que brotam nos meus olhos são constantes. A saudade aumenta, machuca, dói, traz lembranças que nos corroem internamente. Mas minha luta prossegue. Jamais deixarei de cobrar o que o Estado me deve como pai e cidadão de bem. Meu sentimento de Justiça permanece e está bem distante de um possível sentimento de vingança. Quero sim, ver os responsáveis e/ou mandantes do cruel e covarde assassinato do meu amado filho Mário, identificados, presos e julgados pela Justiça. Os poderes constituídos me devem isso. Não arredo o pé desta cobrança. Sérgio, pai do Mário |
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O tempo passa, tendo como parceiros o descaso, a impunidade e a saudade Enquanto o tempo vai passando e ainda que por vezes pareça lentamente, vai carregando consigo, parceiros inseparáveis: o descaso, a impunidade e o mais doloroso, a saudade. Desabafo dessa forma porque nesta segunda-feira o cruel e covarde assassinato do meu amado filho Mário completa 140 meses, 4.200 dias sem que as nossas chamadas autoridades da segurança pública tenham identificado os verdadeiros assassinos desalmados para encaminhá-lo ao merecido julgamento. Meu amado filho Mário teve sua vida ceifada aos 20 anos de idade. Era trabalhador, estudioso, cultivava de maneira ímpar o amor ao próximo e, principalmente, à família. Não tinha inimigos, não se envolvia com drogas ou qualquer outra atividade ilícita. Era do bem. Por onde passava deixava, sempre uma excelente impressão, também porque era simplesmente cativante. Naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005, preparava-se para confraternizar com amigos e colegas de infância. Haveria um tradicional churrasco entre amigos. Aonde foi covardemente assassinado. Quem realmente assassinou meu amado filho Mário? Quem teria sido o mandante? Essas indagações nunca foram respondidas pelas autoridades da segurança pública. Até hoje me devem essas explicações. O descaso com que o crime foi tratado é de impressionar qualquer cidadão de bem deste Rio Grande. E por isso acredito que esses bandidos desalmados devem ter enlutado mais de uma dezena de famílias depois de terem assassinado meu amado filho Mário. Porque continuam à solta, gozando do instituto da impunidade, que lhes garante liberdade absoluta. As vezes em que me vejo com os olhos lacrimejando e com aquele aperto no peito, sei que é a saudade que está brotando novamente em mim. Mistura-se ao sentimento de revolta e impotência, bem distante do sentimento de vingança. Quero sim, como todo Pai, ver os verdadeiros culpados sendo julgados. O Estado me deve isso há anos. Minha cobrança vai persistir até que a Justiça, que dizem tarda, mas não falha, efetivamente aconteça. Enquanto houver um sopro de vida em meu ser, vou exigir que essas autoridades se empenhem e cumpram com sua tarefa constitucional, identificando os autores desse bárbaro e hediondo crime. Sérgio, Pai do Mário |
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O descaso avança e a impunidade parece se perpetuar
Lastimo profundamente minhas amigas e meus amigos pelo fato de voltar a manifestar meu inconformismo e minha revolta neste dia. É que nesta quarta-feira, o brutal e covarde assassinato do meu amado filho Mário completa 146 meses. Já chegamos aos 4.380 dias desde aquela trágica noite em que bandidos desalmados ceifaram a vida de um jovem honesto, trabalhador, religioso e estudioso, que tinha apenas 20 anos de idade. Como vocês são testemunhas, todo o santo mês me esforço para cobrar das autoridades do nosso Estado, empenho e dedicação na elucidação desse assassinato cruel. Recebo promessas, mas na prática, até hoje os verdadeiros assassinos e/ou mandantes do covarde crime não foram identificados para serem encaminhados à nossa Justiça. Quase todos vocês me conhecem e sabem que meu sentimento está bem distante de qualquer vingança. Meu maior sentimento é mesmo por Justiça e quero saber o que exatamente aconteceu naquela triste noite. Entendo que o Estado me deve isso, como pai e como contribuinte pagador de impostos. Não aceito a desculpa de que esse covarde assassinato passou a ser um crime insolúvel. A morte do meu amado filho Mário não pode ser apenas mais um número na estatística cruel do Estado. Tenho vivido, certamente como a maioria dos pais que passaram por isso, dias terríveis. Lágrimas escorrem dos meus olhos inesperadamente. Uma dor intensa toma conta do meu peito. É a saudade... muita saudade daquele que, por 20 anos foi meu companheiro quase inseparável, meu amigo e, apesar da pouca idade, em muitos momentos, até meu conselheiro, pela visão de futuro que possuía. Vou continuar minha luta em busca de Justiça. Não deixarei de cobrar das nossas autoridades, enquanto houver um sopro de vida no meu ser. Este direito de Pai é inalienável. Ninguém poderá tirá-lo de mim. Só conseguirei dormir descansado quando o Estado identificar os verdadeiros assassinos do meu amado filho Mário. Sérgio, Pai do Mário |
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Mais de 4 mil dias se passaram, e o descaso continua Nesta época, em que a maioria das pessoas comemoram o nascimento de Jesus Cristo e a chegada de um Novo Ano, mais uma vez a tristeza toma conta do meu ser e faz brotar lágrimas nos meus olhos. Estou contando e já chegamos aos 4.410 dias em que meu amado filho Mário teve sua vida ceifada por bandidos desalmados. Até hoje, não consegui uma resposta convincente das nossas autoridades da segurança pública. O descaso com que esse bárbaro assassinato foi tratado, me causa angústia e aflições. Sei que esse período é de confraternização e de coisas boas, mas não há como deixa de lado tamanha dor. Tenho certeza de que não estou só. Certamente como eu, há dezenas de pais que estão passando a mesma dor, quem sabe, provocada pelos mesmos cruéis assassinos que vitimaram meu filho e enlutaram minha família. É difícil escrever sobre isso exatamente nesse momento de alegria para muitos. No entanto, é nesse mesmo momento que a saudade e a dor da perda se agiganta dentro de nós. Por 20 anos, meu amado filho Mário compartilhou conosco a agradável convivência nas festas de final de ano. Religioso, estudioso e trabalhador, sempre teve a humildade como um das suas principais qualidades. Amava a família e acredita em Deus. Para não me alongar muito, deixo aqui esse registro junto com a cobrança que faço sistematicamente às nossas chamadas autoridades da segurança pública. É preciso dar uma resposta aos cidadãos de bem, que pagam seus impostos e esperam a retribuição do Estado. Quero sim, saber quem tirou a vida do meu amado filho Mário para que sejam identificados e encaminhados à Justiça. Sérgio, Pai do Mário De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Ruy Barbosa | ||
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Por quanto tempo ainda a impunidade prevalecerá?
Nesta segunda-feira, o brutal e covarde assassinato do meu amado filho Mário irá completar nada menos do que 148 meses. E a impunidade continua prevalecendo. Fruto do descaso das nossas autoridades da área da segurança pública, faço novamente a indagação: até quando ela vai prevalecer? Até quando terei de cobrar para que os verdadeiros assassinos desalmados ou mandantes sejam identificados e encaminhados à Justiça? Já são 4.440 dias que estou à espera de uma resposta convincente do Estado. E até agora, nada! É inaceitável que os assassinos do meu amado filho Mário fiquem por tanto tempo gozando da impunidade e fazendo novas vítimas, enlutando outras tantas famílias de bem. Nem se sabe quantas depois daquela trágica noite de 29 de setembro de 2005. Inacreditável que o Estado não tenha condições de identificar esses bandidos. Enquanto meu peito arde internamente e meu olhos se enchem de lágrimas de saudade, preciso conviver com essa incógnita oferecida pelo descaso das nossas autoridades. Tenho, como vocês sabem, cobrado incessantemente uma investigação séria, dedicada, profissional, competente, mas nenhuma atitude do Estado foi capaz de desvendar o crime que ceifou a vida do meu amado filho Mário aos 20 anos de idade. Apesar de acreditar no Poder Divino e na nossa Justiça, vejo essa Justiça cada vez mais distante do cidadão de bem, das pessoas que pagam seus impostos e que recebem quase nada do Estado em troca. Essa dívida ainda persiste para comigo e, certamente, para várias dezenas de cidadãos honestos que tiveram seus filhos assassinados e que não receberam explicações convincentes das nossas autoridades. Uma lástima, mas continuarei cobrando enquanto houver um sopro de vida em meu corpo e minha alma. Sérgio, Pai do Mário |
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Impunidade supera a marca dos 4.500 dias Minhas amigas e meus amigos. Sei que o momento que vivemos é delicado em função dos problemas porque passa nosso país, mas paralelo a isso, nesta terça-feira, o brutal e covarde assassinato do meu amado filho Mário completa 152 meses. São nada menos do que 4.560 dias em que o manto da Impunidade está servindo como prêmios a esses bandidos desalmados que ceifaram a vida de um jovem aos 20 anos de idade. Nesse tempo todo, tenho me debatido e cobrado de nossas autoridades (e já passamos nesse período por vários governos de diferentes ideologias) que abandonem o descaso com que o deslinde do bárbaro crime foi tratado até hoje. Quero que os verdadeiros assassinos e/ou mandantes sejam devidamente identificados e encaminhados para julgamento. Mas ao longo desses dias, meses e anos, tenho como única aliada, a saudade. Milhares de correspondências físicas e eletrônica já enviei a centenas de autoridades que têm se mostrado absolutamente insensíveis ao apelo de um pai que tem o direito de saber o que aconteceu com seu filho amado. Não estou só. Tenho certeza de que há nesse nosso querido Rio Grande, um número incalculável que pai na mesma situação. O descaso está sim, a premiar assassinos frios com o manto da Impunidade. Dia após dia, uma dor imensa toma conta do meu peito. Lágrimas continuam brotando nos meus olhos a qualquer momento do dia ou da noite. A saudade assola meu corpo e minha mente, enquanto o meu direito de pai é esquecido por aqueles que, ao falharem em garantir a segurança aos cidadãos de bem, falham novamente ao não conseguirem identificar os verdadeiros assassinos. Mas enquanto houver um sopro de vida em meu ser, estarei cobrando providências para que bandidos dessa natureza sejam condenados e não continuem a enlutar famílias como a minha. Meu direito de Pai, vou exercer na plenitude, até que essas autoridades cumpram com o papel constitucional que a elas é delegado. Sou um cidadão de bem, pagador de impostos e cumpridor das minhas obrigações para com o Estado. E esse mesmo Estado me deve isso: identificar os verdadeiros assassinos do meu amado filho Mário para leva-los a julgamento. Sérgio, Pai do Mário |
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. |
Ruy Barbosa |
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O descaso que já chegou aos 153 meses Minhas amigas e meus amigos. Parece inacreditável, mas a realidade mostra que o descaso com que as autoridades do nosso Estado trataram do cruel e bárbaro assassinato do meu amado filho Mário, já chegou a marca dos 153 meses. Mais precisamente 4.590 dias, que se completam nesta sexta-feira. É exatamente esse o tempo que se passou desde a noite de 29 de setembro de 2005, quando Mário, um jovem de apenas 20 anos de idade, teve sua vida ceifada por bandidos desalmados que até hoje gozam da mais hedionda impunidade. São mais de 4.500 dias de angústia e de incerteza, porque até agora não sei quem foi realmente o executor ou o mandante da morte do meu amado filho Mário. Essas autoridades não conseguiram desvendar esse bárbaro crime, a exemplo de outros tantos semelhantes, que enlutaram famílias e deixaram pais sem saber o que exatamente ocorreu com seus filhos amados. É uma impunidade inaceitável! Tenho me debatido, cobrado de todas as formas legais possíveis para que os verdadeiros assassinos e/ou os mandantes, sejam identificados e encaminhados para a Justiça. Mas a insensibilidade de quem está no poder é inexistente. Talvez porque eu seja apenas mais um cidadão de bem, cumpridor das minhas obrigações e pagador de impostos. Quem sabe fosse eu, alguém mais influentes, teria êxito nos meus apelos constantes. A cada dia renovo minha confiança na Justiça, mas ao que parece, está cada vez mais distante. Falta vontade política e empenho verdadeiro para que esse crime seja desvendado e seus mistérios trazidos à tona. Continuo firme em meu propósito. Nenhum sentimento de vingança passa por minha mente. Apenas o de Justiça. Enquanto a dor e a saudade tomam conta do meu peito e enchem meus olhos de lágrimas, faço minhas orações, também para tocar a alma de alguma dessas autoridades para que cumpram com sua missão constitucional e encontrem, dentro da lei, quem foi o verdadeiro assassino do meu amado filho Mário. Jamais descansarei enquanto isso não acontecer. Sérgio, Pai do Mário |
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. |
Ruy Barbosa |
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Meu filho Mário
Há exatamente 33 anos, mesmo estando em mais uma de minhas frequentes viagens a trabalho, percorrendo muitas estradas deste país, o dia 09 de julho de 1985 foi uma das datas que mais me deixou feliz, porque eu me tornei pai pela primeira vez, era um menino, e este menino sempre soube me fazer feliz, me ensinava e me fazia mais humano.
A cada dia que passa, os filhos mais nos deixam felizes, principalmente quando nos superam nos exemplos, nas atitudes e quando de alguma forma demonstram exemplos de humildade e solidariedade.
E quando o filho supera os ensinamentos de um pai e ele passa a ser o orientador, além de demonstrar a pessoa íntegra que se tornou através de bons exemplos e boas atitudes é a total realização no sentido de ser pai, bem como de ter cumprido a missão até então, e esses sentimentos de felicidade, orgulho e admiração tomaram conta do meu coração.
Mas quando um ou mais marginais acabaram com a vida do meu filho e somando-se a dor ao total descaso das autoridades, a dor é redobrada. Mesmo imerso nesta dor, de quase 13 anos do assassinato do meu filho, que hoje estaria completando 33 anos, afirmo que muito tenho a agradecer a Deus por ter me emprestado ele e ter me feito muito feliz por 20 anos, 2 meses e 20 dias. Neste período eu realmente vivi a relação pai e filho.
Portanto, ao meu filho Mário, que está de aniversário nesta data, eu sempre vou continuar te abraçando e te amando por toda minha vida.
Sérgio, Pai do Mário |
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Mário e a idade que Cristo foi crucificado Neste mês, mais precisamente no dia 9, meu amado filho Mário estaria completando 33 anos, caso não tivesse sua vida ceifada por bandidos desalmados quanto tinha apenas 20 anos. Mesma idade com que Jesus Cristo, nosso Senhor foi crucificado. Mário sempre foi crente em Deus, amava a família e orava com devoção. Mas hoje, dia 29, está completando exatamente 154 meses que ele nos deixou, por força de um cruel e bárbaro crime até agora não esclarecido pelas chamadas autoridades da área da segurança pública. Lamentável ! Os verdadeiros assassinos e/ou mandantes nunca foram identificados. Certamente, depois desses 4.620 dias, outras tantas vítimas fizeram, outras tantas famílias de bem enlutaram. E continuam à solta, protegidos pelo manto da impunidade. Tudo por conta do descaso e inoperância de algumas pessoas que ocupam cargos públicos. Não sei quanto pais permanecem na mesma situação: sem saber o que realmente aconteceu com seus filhos, alvo de assassinos cruéis e covardes. Diariamente me indago: até quando vai perdurar essa impunidade? Até quando seremos forçados a ver nossos filhos amados serem assassinados por bandidos dessa natureza, sem que o Estado consiga identifica-los e encaminhá-los para julgamento pelos atos horríveis que cometeram? Ninguém me respondeu a essas indagações. Todos sabem que meu sentimento não contém a vingança como meta, mas sim a Justiça. Tem sido extremamente penoso conviver com essa incógnita por esse período todo. Quanto mais o tempo passa, parece que a saudade aumenta. Lágrimas brotam dos meus olhos diariamente. A dor no peito é forte, enquanto o sentimento de injustiça toma conta do meu ser. Tenho a meu lado, amigas e amigos como vocês, me apoiando, principalmente na cobrança para que o Estado cumpra sua parte, retribuindo minimamente o que pagamos em impostos. Continuarei aqui, enquanto houver um sopro de vida, clamando para que os verdadeiros responsáveis pelo cruel assassinato do meu amado filho Mário, sejam identificados e encaminhados à Justiça. Reafirmo: o Estado me deve isso.
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Justiça! Jamais perderei a fé, apesar do descaso.
Nesta quarta-feira, o bárbaro e cruel assassinato do meu amado filho Mário completa 155 meses. São 4.650 dias em que aguardo, com muita ansiedade, que a Justiça seja feita. Isso porque desde a trágica noite de 29 de setembro de 2005 até hoje, espero que as nossas chamadas autoridades da segurança pública apontem com precisão, quem foi o responsável ou mandante do ato desalmado que ceifou a vida de um ser humano do bem, com apenas 20 anos de idade. Meu amado filho Mário teria hoje, 33 anos, a mesma idade com que Jesus Cristo, Nosso Senhor, foi crucificado. Mas bandidos protegidos pelo manto da Impunidade o tiraram do nosso convívio. Daquela noite sombria em diante, sabe-se lá quantas outras famílias enlutaram, quantas outras vidas de futuro promissor, interromperam. É impossível se mensurar o quanto mal causaram a pessoas sérias e honestas. O descaso, certamente, é o principal ingrediente dessa estatística que não para de crescer e assustar nossa sociedade. Tenho cobrado incessantemente de nossas autoridades, uma atitude capaz de indicar os verdadeiros responsáveis pelo cruel assassinato do meu amado filho Mário. A inoperância das autoridades servem de alento a crimes hediondos como esse, que contribui sim, para o aumento dos níveis de criminalidade. Enquanto a saudade me impõe momentos de intensa dor que aperta sobremaneira meu peito e enche meus olhos de lágrimas a cada dia, minha esperança e minha fé na Justiça, continuam inalteradas. Aprendi, nesse tempo todo, a viver sem um pedaço de mim. Vou continuar cobrando das nossas autoridades até o último sopro de vida existente em meu ser. Meu direito de pai e de cidadão cumpridor de suas responsabilidades, me autorizam a prosseguir na luta por Justiça, um sentimento latente em mim, e bem distante de qualquer intenção de vingança, mas sim, de Justiça! Sérgio, pai do Mário |
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. |
Ruy Barbosa |
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Mais um governo está terminando, mas o descaso e a injustiça ainda persistem
Estamos chegando rapidamente ao final de mais um governo estadual. A cada nova administração, minhas esperanças se renovam. Ao final do atual, lamentavelmente, o descaso e a injustiça, no deslinde do cruel assassinato do meu amado filho Mário, persistem. Entra governo, sai governo e a insensibilidade dos nossos governantes não se altera. Na próxima sexta-feira, bandidos desalmados completam 157 meses gozando do privilégio concedido pelo Instituto da Impunidade. Mas minha fé e esperança continuam firmes e fortes. A fé em Deus, igualmente. Quem sabe no novo governo, haja pessoas mais sensíveis no comando da pasta da segurança pública, comprometidas em acabar de vez com a impunidade e trabalhe com afinco para desvendar esse mistério que tantos males causa não só a mim, Pai do Mário, como a outros tantos pais e mães que tiveram a vida dos seus filhos ceifada de maneira tão cruel e covarde. Meu amado filho Mário foi assassinado, sem qualquer chance de defesa, na noite de 29 de setembro de 2005, quando se dirigia a uma confraternização saudável com amigos de infância e colegas de escola e faculdade. Cursava Direito na PUC, tinha muitos amigos, amava a família e pregava o bem. Teve sua vida interrompida aos 20 anos de idade. Uma noite trágica que jamais conseguirei apagar de minha mente. Enquanto sofro pela dor da saudade, luto por Justiça. Guardo, naturalmente em minha memória, os momentos maravilhosos que passamos juntos. Mas não tenho como impedir que lágrimas brotem dos meus olhos diariamente e que a dor no peito seja minha companheira inseparável. Longe de qualquer sentimento de vingança, clamo por Justiça. Quero, como Pai, ter o sagrado direito de ver os assassinos do meu amado filho Mário, sendo julgados pelo crime que cometeram. É meu direito de Pai, que o Estado ainda está me devendo. Sergio, Pai do Mário |
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Até quando irá a impunidade e o descaso?
Amigas e amigos:
Nesta quarta-feira, o brutal assassinato do meu amado filho Mário completa 163 meses. Isso mesmo! Mais de 4.890 dias desde aquela trágica noite de 29 de setembro de 2005, em que bandidos desalmados lhe tiraram a vida a troco de nada, absolutamente nada. E de lá para cá, já perdi as contas de quantos governos do Estado se passaram, quantos secretários de Segurança já assumiram e deixaram o cargo. Estamos entrando no sexto mês de um novo governo. Mas nada mudou. A impunidade continua premiando esses bandidos com o troféu da liberdade, enquanto o descaso pela falta de vontade política de solucionar o caso persiste.
Enquanto isso, continua esperando pacientemente que o Estado identifique e encaminhe à Justiça, os verdadeiros assassinos do meu amado filho Mário ou seus mandantes. Impossível que diante do avanço considerável da tecnologia e dos sistemas de investigação, órgãos públicos percam essa batalha para a criminalidade, deixando pais de famílias na mais completa escuridão: sem saber o que realmente aconteceu com seu filho. Além do caso do meu amado filho Mário, há mais de uma dezena de outros semelhantes, que passaram a ser apenas mais um número na alta estatística dos crimes insolúveis.
É demais esperar por Justiça tanto tempo assim. É preciso que o Estado tome providências sérias e urgentes para acabar de vez com o Instituto da Impunidade. Tem o Estado, o dever e a obrigação de dar respostas à sociedade que o sustenta.
Enquanto tiver um sopro de vida em meu corpo, estarei cobrando uma atitude com efeitos práticos desse Estado. É meu direito inalienável de Pai, assim como tantos outros. O Estado me deve isso. E continuarei exigindo meus direitos: não busco vingança, mas sim, Justiça. Quero que esses bandidos desalmados que ceifaram a vida do meu amado filho Mário aos 20 anos de idade, sejam identificados e julgados pela Justiça dos homens.
Sérgio, Pai do Mário |