|
De: Sergio Gabardo Data: 28/06/2012 22:52:47
Para: jur...@correiodopovo.com.br; Marco Antonio Birnfeld; giom...@terra.com.br; sjs gabi...@sjs.rs.gov.br; gabi...@ssp.rs.gov.br; che...@policiacivil.rs.gov.br; MJ gabineted...@mj.gov.br; MP E; MP E claudi...@hotmail.com; MP E gabinete; MP E ouvidoria; MP E pjecrim; luta-sim...@googlegroups.com
Cc: adv Roberto Machado; Associação Juízes para Democracia; b...@brasilsemgrades.org.br; CEL FROTA; COLUNA videv...@videversus.com.br; criminal_...@jfsp.jus.br; Enio Raffin; gabi...@montenegro.rs.gov.br; globo we...@redeglobo.com.br; Imprensa - Acil Lajeado; italia sabrinasci; Jefferso...@AlconLabs.com; Jorn.VEJA - Revista; jornal ar car...@claringlobal.com.ar; jornal ar elm...@clarin.com; jornal bom principio primeira hora; jornal cl 2; jornal cl opinion...@emol.cl; jornal correio do povo; Jornal Correio Livre; jornal Diario de Canoas; jornal diario de canoas mirela policiadc@gruposin; jornal diario gaucho; JORNAL DIARIO GAUCHO ROZANNE; jornal do brasil; jornal do comercio carlos; jornal do estado andreia; jornal es arre...@redscoop.com; jornal it p.pi...@espressonline.it; jornal it p.g...@espressonline.it; jornal it reda...@ilmanifesto.it; Jornal Jefferson econ...@jornaldocomercio.com.br; jornal momemtoregional; jornal pampa bresolin; jornal pt alv...@investec.pt; jornal pt afonseca@invest ec.pt; jornal pt leit...@correiomanha.pt; jornal pt por...@correiomanha.pt; jornal usa let...@nytimes.com; jornal ZH; jornal ZH cartas; josef...@gp.prefpoa.com.br; jui...@jfes.gov.br; jui...@jfrj.gov.br; Luiz Oderich; luta-sim...@googlegroups.com; Menzel; rog...@rogerioamaral.com.br; ver Canoas juares; mario; vereador adel...@camarapoa.rs.gov.br; Paulo Martins; mp DR. RUBENS RODRIGUES - PROCURADOR JUST MPSP; Sintrave - GO; adv Laerte Soares; nvso...@globo.com; zh marta.sfredo; Zero Hora celitodg@terra. com.br; Harry Fockink; Zero Hora Vinicius Vaccaro; zero Hora erik....@zerohora.com.br; zh psantana....@zerohora.com.br; alexbez...@yahoo.com.br; mari...@uol.com.br; Enio Raffin; adv joln
Assunto: “A família fica com a vida suspensa”, afirma a juíza Ferraz. Com o peito apertado e os olhos lagrimejantes, lembro a vocês, meus fiéis amigos e amigas de todas as horas, que nesta sexta-feira, lamentavelmente, o assassinato do meu filho Mário, um jovem de apenas 20 anos, completa nada menos do que 80 meses: 2.400 dias; 57.600 horas; 3;456 mil minutos. Incrível, como um pai consegue fazer esse cálculo e chega à conclusão de que é muito tempo para se viver com a ausência física do filho tão amado.
Foi na noite de 29 de setembro de 2005 que esse verdadeiro martírio começou. Mário se dirigia para a residência de um amigo de infância onde deveria acontecer uma simples comemoração, com um tradicional churrasco. Um encontro saudável de jovens da sua idade, quase todos ex-colegas das primeira séries escolares. Mário, que já estava cursando o oitavo semestre de Direito da PUC-RS, não chegou ao encontro. Foi perseguido até ser assassinado por alguém até hoje agraciado pelo Instituto da Impunidade. Depois daquele dolorido velório, iniciei uma caminhada solitária em busca de Justiça. Sempre quis saber quem ceifou de maneira tão cruel a vida do meu filho Mário e, principalmente, a mando de quem, e o por quê. As chamadas autoridades da segurança pública nunca conseguiram me dar tais respostas. Tenho me debatido para encontrar a resposta, mas jamais tive o respeito que entendo merecer como um Pai que perdeu seu até então único filho, de forma tão abrupta. Cobro incessantemente resultado das autoridades, que fingem não escutar meus clamores: os clamores de um cidadão de bem, de um Pai trabalhador e cumpridor de suas obrigações enquanto chefe de família e enquanto pagador de impostos, gerador de emprego e renda. Mas os ouvidos dessas autoridades estão literalmente abafados pelo descaso que, certamente mantém à solta, o assassino e/ou os assassinos do meu filho Mário. E, por vezes, fico a imaginar quantas outras vidas eles já tiraram depois da noite de 29 de setembro de 2005. Quantos outros pais, como eu, estão sendo forçados a viver num mar de lágrimas, fruto da saudade e da falta de Justiça. Esses dias, li atentamente a reportagem sobre o trabalho desenvolvido pela juíza federal Taís Schilling Ferraz a respeito do “mutirão da força tarefa” para elucidar casos considerados insolúveis. Que trabalho brilhante! “A família fica com a vida suspensa”, afirma a juíza Ferraz. Que perfeição de colocação! E cheguei á conclusão de que, quando há interesse, vontade política e determinação, as autoridades da área da segurança pública alcançam bons resultados. Pena que no caso do meu filho Mário, esse interesse, vontade política e determinação, não falaram mais alto. Caso contrário, os assassinos teriam sido identificados e encaminhados para a punição devida na Justiça. Centenas e milhares de vezes bradei aos quatro ventos por Justiça. Nunca conseguiram dar-me 15 minutos de atenção. Jamais consegui, e esse é meu pecado, sensibilizar as autoridades da segurança pública para que impedissem o avanço do descaso e pudessem identificar e punir os assassinos e/ou mandantes desse bárbaro crime. Quem sabe um dia, eu seja contemplado e possa conhecer e poder conversar um pouco com um ser humano como a juíza Taís Schilling Ferraz, raras no mundo de hoje e bem diferente daqueles que, ao longo destes 80 meses, passaram pela área da segurança pública do Rio Grande do Sul. Sergio, Pai do Mário "Quando temos que ser a voz dos inocentes...Justiça é o que se Busca" | ||
|
|