autoridades que nunca mostraram empenho suficiente

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Sergio Gabardo

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Nov 28, 2011, 10:38:41 PM11/28/11
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Data: 28/11/2011 14:53:45
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Assunto: autoridades que nunca mostraram empenho suficiente
 
Quando morrem os pais, perde-se o passado, mas quando morre um filho perde-se o futuro.....

 

 

Nesta terça-feira, completam-se nada menos do que 74 meses do cruel assassinato do meu filho Mário, ocorrido na noite de 29 de setembro de 2005, e até agora, as ditas autoridades da área da segurança pública não conseguiram, por falta de vontade política, aliado a um hediondo descaso, apontar os autores e/ou mandantes deste inexplicável crime.

 

Meu filho Mário estava na flor da idade. Aos 20 anos, tinha uma vida inteira pela frente; um futuro certamente próspero e, apesar da pouca idade, era exemplar, sem nenhum tipo de envolvimento com algo ilícito; tinha muitos amigos e todos o admiravam pelo que sempre foi.

 

Meu filho Mário saiu da Universidade, pois cursava o curso de Direito na PUC, na noite de 29 de setembro de 2005 para ir a um churrasco de confraternização com amigos de infância, como fazia praticamente todas as quintas-feiras, num bairro da cidade de Canoas, onde residimos até hoje. Não chegou ao local da confraternização, pois foi assassinado quando se preparava para buzinar para alguém da casa abrir-lhe o portão, uma vez que se preocupava muito com segurança.

 

De lá para cá, tenho vivido na incerteza imposta pelo descaso das autoridades que nunca mostraram empenho suficiente e capaz para elucidar o caso, identificar e encaminhar à Justiça os responsáveis pelo seu assassinato. Apesar de meus insistentes pedidos (muitas vezes cheguei a implorar), essas autoridades sequer se dignaram a me receber: um pai que clama por Justiça.

 

Minha vida transformou-se desde então. A saudade é terrível. Organizei a vida da minha família com base nele, pois se preparava para assumir os negócios da família.  Sua vida ceifada tão precocemente por covardes assassinos premiados pela Polícia com o Instituto da Impunidade destruiu sonhos e projetos.

 

E o que dizer da Polícia da cidade de Canoas, onde aconteceu este homicídio inexplicável? Sucateada, sem as mínimas condições humanas, técnicas e de infra-estrutura para uma investigação séria e a contento. Além, é claro da ausência completa de vontade política, numa demonstração de que está a andar acéfala. O mesmo ocorre, lamentavelmente, com o Ministério Público, que ostenta o título de guardião da sociedade e que tem, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), garantida a sua prerrogativa constitucional de investigação.

 

É impossível se conviver com tamanho descaso. Passaram, nesse período, dois prefeitos pela cidade (Canoas) onde ocorreu o homicídio. Não vi qualquer manifestação de cobrança das autoridades competentes. A imagem da cidade está bem abaixo dos interesses eleitoreiros. É melhor calar, porque rende mais votos, do que cobrar um trabalho sério da Polícia local.

 

Nesta terça-feira chegamos aos 2.220 dias do assassinato. E são 2.220 dias sem explicação. São 2.220 dias em que a Impunidade reina sobre este assassinato. São 2.220 dias de descaso absoluto. São 2.220 dias à espera que a Justiça seja feita. São 2.220 dias de cobrança, de clamor por Justiça. Pela pessoa que era, pelo seu senso de justiça, eu devo isso a ele.

 

Não nos faltam exemplos de que quando as ditas autoridades da segurança pública querem, conseguem elucidar os crimes. Talvez o do meu filho Mário não tenha despertado interesse e vontade política em se apontar os verdadeiros executores e/ou mandantes. Talvez também estejam aguardando que eu canse de cobrar para que tudo caia no esquecimento e o assassinato do meu filho Mário seja apenas mais um número em suas estatísticas escandalosas.

 

Mas jamais conseguirão me calar ou impedir que eu, como Pai e cidadão pagador dos seus impostos, exija uma resposta convincente das autoridades. É também para isso que elas estão nos cargos que ostentam.

Continuarei minha luta em busca da Justiça!

 

Certamente, se o Rio Grande do Sul tivesse um delegado Beltrame ou um Mallmann a comandar com seriedade e dedicação, a história da segurança pública seria outra.

Sergio, Pai do Mário

 

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