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De: Sérgio Gabardo Para: jur...@correiodopovo.com.br; Marco Antonio Birnfeld; giom...@terra.com.br; sjs gabi...@sjs.rs.gov.br; gabi...@ssp.rs.gov.br; che...@policiacivil.rs.gov.br; MJ gabineted...@mj.gov.br; MP E; MP E claudi...@hotmail.com; MP E gabinete; MP E ouvidoria; MP E pjecrim; luta-sim...@googlegroups.com
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Assunto: Um descaso tão hediondo quanto o próprio crime. Sérgio meu irmão,
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A matéria abaixo já está publicada nos sites.
Fontes: www.cartelbrasileiro.com e www.mafiadolixo.com
Neste final de semana, me impus uma reclusão com a finalidade de escrever mais esta correspondência eletrônica
Ao invés de aproveitar o sábado, sentei-me, tentei secar as lágrimas, minhas companheiras inseparáveis, e comecei a escrever algumas linhas. Neste domingo, se completa 81 meses do brutal crime que ceifou a vida do meu filho Mário, um jovem de apenas 20 anos. Hoje me vem à mente, novamente, a recordação daqueles momentos amargos (e que não desejo a ninguém). Era, como vocês todos sabem, 29 de setembro de 2005, noite em que meu filho Mário, como de costume, se encontraria com um grupo de colegas de infância para uma modesta confraternização . Mas Mário chegou ao local do encontro e Foi assassinado, na cidade de Canoas, por dois indivíduos que tripulavam um veículo Ford Ka. Atiraram a sangue frio no meu filho Mário que, mesmo ferido, tentou fugir com seu automóvel. Foi perseguido pelos bandidos desalmados que, quem sabe, foram conferir se o “serviço estava concluído”. Meu filho Mário parou pouco tempo depois, quando bateu com o carro em uma árvore. Estava morto! Daquela noite em diante, minha busca por Justiça se tornou incessante. Quero, como Pai, saber o que realmente aconteceu naquela noite. Quem foram os assassinos do meu filho Mário ou quem foram os mandantes. Mas nunca consegui esta resposta das nossas chamadas autoridades da segurança pública. Um descaso tão hediondo quanto o próprio crime. Inaceitável no mundo de hoje, com tanta tecnologia a serviço das investigações policiais. São 2.730 dias que busco por Justiça.
Tenho me debatido, bradado aos quatro ventos para que as autoridades da segurança pública cumpram com seu papel constitucional e apresentem resultados, abandonando de vez o descaso que tomou conta deste assassinato. E de tantos outros, pois sei que como eu, há dezenas de pais que clamam por Justiça. Meu peito continua ardendo e meu coração bate mais acelerado enquanto as lágrimas tomam conta dos meus olhos. É uma saudade enorme, imensurável. É uma situação extremamente difícil: enquanto sou forçado a viver com a dor da saudade como a maior companheira, os assassinos do meu filho Mário (e sabe-se lá de quantos outros mais), são premiados pelo Instituto da Impunidade. Inaceitável! Alguma autoridade, em algum lugar deve ter a sensibilidade que outras tantas não tiveram... Talvez pelo descaso com que o assunto tenha sido tratado ao longo destes anos, seja uma estratégia para calar-me ou apostar no meu esquecimento. Mas esse objetivo jamais conseguirão alcançar. Estarei cobrando o que me é de direito enquanto restar um sopro de vida! Meu filho Mário merece isso! Sérgio,Pai do Mário
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