ENC: {ABCL:1877} Seu barco está de acordo com as regras?

8 views
Skip to first unread message

Eduardo Vargas Lossio

unread,
Oct 31, 2011, 9:25:07 AM10/31/11
to Eduardo Vargas Lossio

Bom dia,

Para conhecimento de todos e as devidas providências que se fizerem necessárias que foram encaminhadas pelo medidor Luís Leal para os velejadores de laser e membros da ABCL acerca das regras. Leiam porque é bastante importante pra você que pretende participar de eventos oficiais da Classe Laser, principalmente do 38º Campeonato Brasileiro que ocorrerá em Três Marias (MG).

Bons ventos,

Eduardo Lossio

 

De: laser_...@googlegroups.com [mailto:laser_...@googlegroups.com] Em nome de Luís Leal de Faria
Enviada em: segunda-feira, 31 de outubro de 2011 10:16
Para: ABCL - Google
Assunto: {ABCL:1877} Seu barco está de acordo com as regras?

 

Caros Amigos,

 

Em Janeiro teremos o Campeonato Brasileiro. Desta vez, de acordo com decisão da Diretoria da ABCL, nem todos os barcos serão inspecionados. Mas, como sempre, independentemente das medições, todos os barcos, para competir, têm que estar de acordo com as regras. Conforme estipulado nas Regras de Regata da ISAF, compete ao proprietário ou pessoa responsável assegurar-se que o barco cumpre as regras da classe (RRV 78.1)

 

Mesmo que já tenha passado em medições em outros campeonatos, cada velejador deve conferir que todos os itens de seu barco, e o modo como o barco é montado, estão de acordo com as regras da classe, que podem ser consultadas no Handbook ou baixadas em http://www.laserinternational.org/sites/default/files/Class_Rules_2010.pdf. Se não encontrar uma regra que permita utilizar determinado equipamento ou o modo como está montando algum cabo ou alguma peça, então seu barco provavelmente não estará de acordo com as regras. No site da ILCA existe uma seção que ilustra algumas situações ilegais, com fotografias ilustrativas (http://www.laserinternational.org/info/illegalequipment). Existe, também, uma seção sobre as medições (http://www.laserinternational.org/measurement/manual/measintro). Se, após consulta das regras e do site, ainda persistir alguma dúvida, não hesitem em consultar o medidor, de preferência antes do campeonato. Procurarei responder rápido, informando também os outros membros da ABCL através do Grupo. Em Três Marias pode ser tarde de mais para substituir algum equipamento ilegal ou adquirir material. E se, quando o barco for inspecionado após alguma regata, estiver ilegal, é tarde de mais para evitar uma punição.

 

 

Seguem notas sobre alguns itens em que tenho encontrado irregularidades ou sobre os quais tem havido dúvidas (estas notas têm algumas alterações em relação às enviadas antes do Brasileiro de 2011):

 

Velas: o numeral da vela deve corresponder ao numeral do barco, exceto em caso de barco alugado. Atenção à colocação e espaçamento dos algarismos e letras, é melhor colocar bem do que ter que remover e colocar de novo. Infelizmente, nem sempre os numerais colocados por profissionais respeitam as regras de medição - se for utilizar velas ou numerais novos, assegure-se que são colocados de acordo com as regras.

Tripulantes femininas devem colocar o losango vermelho, conforme indicado no Aviso de Regata

 

Cascos: o numeral do casco (nos barcos fabricados no Brasil está gravado no espelho de popa) deve ser visível, e coincidir com o numeral da vela, exceto nos barcos alugados. Poderá haver também uma chapa com o numeral no poço,.

 

Flutuadores: Alguns barcos fabricados no Brasil não têm flutuadores no interior do casco, que são obrigatórios. Nesse caso, devem ser colocados 4 "salsichões" (daqueles utilizados nas piscinas) no interior do casco, de cada lado da bolina, de modo que sua existência possa ser confirmada (consultar "Tampas de inspeção", imediatamente a seguir).

 

Tampas de inspeção: as tampas têm que ter rosca (regra 20), apertar com várias voltas. Tampas de baioneta (que prendem apenas com parte de uma volta) não são permitidas. É uma questão de segurança, pois as tampas de baioneta podem abrir com uma pancada, comprometendo a estanqueidade e a flutuabilidade do casco. Em campeonatos anteriores foram autorizados a competir alguns barcos que tinham colocadas tampas de baioneta, desde que as tampas fossem bem vedadas com tape de boa qualidade. Quando isso aconteceu informei que elas deveriam ser substituídas antes do Campeonato seguinte. Esses barcos, se forem agora competir, já deverão ter instaladas tampas de rosca, já tiveram tempo para o fazer. O diâmetro interno da tampa não pode exceder 153 mm.

 

Ponteira: a regra não permite nenhum empeno (regra 5). Se estiver empenada, é fácil endireitar, mas a operação tem que ser feita com cuidado (posso explicar no local). Por vezes é preciso inverter a ponteira. Neste caso, há que respeitar as medidas. De referir que, no mastro com em todo o barco, as tolerâncias não podem ser usadas para alterar a posição das peças. É também necessário colocar um rebite ou peça semelhante em todos os buracos da ponteira (mesmo os que ficam com a tampa de plástico por trás), para garantir a estanqueidade (regra 26(c).

Description: Description: Description: Description: Description: stopperboltwasher

Cabo ou elástico de segurança do mastro (regra 3(b)xi): deve estar colocado SEMPRE que o barco for para a água. É uma questão de segurança da maior importância. Sei, por experiência própria, a dificuldade que é se o mastro sair quando o barco vira.

 

Retranca: nas retrancas antigas, a alça que segura a escota, entre os dois moitões, é em metal, pelo que pode machucar as costas. Essa alça pode ser substituída por uma cinta, na mesma posição, com uma largura máxima de 26mm. Atenção: têm que ser utilizados os buracos dos rebites originais, não são permitidos novos furos (regra 18(b) e diagrama na página 40 do Handbook).

Ver adiante nota sobre o mordedor (clamcleat).

 

Bolina: só são autorizadas bolinas de madeira em barcos em que esse era o material original. Bolinas recentes têm que ter o selo da classe. Com frequência o stopper (peça de Description: Description: Description: Description: C:\Users\Luís\Documents\Laser\Fotografias\Material\Mundial 4.7.jpgplástico que impede a bolina de "mergulhar" na respetiva caixa) está solto, o que não pode acontecer (posso explicar, no local, como o fixar). As regras hoje permitem fixar o stopper por meio de cola ou parafusos, porcas e arruelas (regra 14(g)). Recomendo um parafuso longitudinal, com o eixo no eixo do stopper, com arruelas e porca, pois é, na minha opinião, o sistema que melhor assegura que as folgas são eliminadas (ver imagem).

O elástico, quando fixo na proa, pode passar em uma ligação no suporte dos moitões no convés ou na alça ou olhal do cabo da testa, por cabo ou ferragem, para evitar que suba e embata no burro (ver foto). Mas não pode ser colocado tape ou cabo nos mordedores para evitar que o elástico prenda nos mordedores e os impeça de funcionar corretamente (ver imagem, que ilustra uma situação ilegal).

 

Leme: só são autorizados lemes de madeira em barcos em que esse era o material original. Lemes recentes têm que ter o selo da classe. Atenção ao ângulo da pá do leme. Com o uso é possível que fique fora da medição, mas isso só será possível verificar com o gabarito. No LaserWorld de Março de 2009, disponível no site da ILCA, diz como se pode corrigir.

 

Description: Description: Description: Description: C:\Users\Luís\Documents\Laser\Fotografias\Material\IMG_0044.JPGCana do leme: na medição deve estar retirada da cabeça, para confirmar que sai, conforme requerido pela regra 16(a)(i). Tem que ter um cunho ou mordedor para o cabo que baixa a pá.

 

Alças, moitões e outras peças: quando forem substituídos, assegurar que os novos estão dentro das regras e colocados no local adequado.

 

Mordedores clamcleat: mordedores com um buraco em baixo não são permitidos (há quem queira utilizar para passar o elástico da alça de escora ou para fixar o sistema da esteira, na retranca), pois não são semelhantes aos instalados de origem (regra fundamental).

 

Alça de escora: algumas alças novas têm duas "alças" na extremidade de ré. Apenas uma dessas "alças" pode ser utilizada para passar o elástico e o cabo que seguram a alça de escora, pois a alça original só tem uma "alça" para passar o cabo e o elástico (regra fundamental). A imagem mostra uma situação ilegal. Algumas alças têm também uma alça na outra extremidade, para poder inverter caso a outra rompa. Esta situação não é ilegal, pois o formato da alça, em si, é livre

 

Description: Description: Description: Description: Description: AlcaEscora01Olhal com inox: é permitido para substituir a alça do cabo da testa, no sistema antigo, mas não as do traveller (regra 3(b)(vii)). Nestas, podem ser usadas alças metálicas em vez das de plástico, mas semelhantes às originais (regra 3(b)(vi)).

 

Peças "Builder Supplied": nas peças assim designadas, como o nome indica, apenas podem ser usadas peças originais da Laser (casos do sistema XD - base dos mordedores, base dos moitões, sistema inferior do burro e slide para o punho de escota).

 

"Luva" para proteção do mastro na enora, para evitar desgaste: Não pode ultrapassar 10mm acima do convés, e tem que ter espessura uniforme (número inteiro de voltas), no máximo de 1mm (regra 19(a)). Só se pode utilizar uma luva, mesmo que vá desde a enora até à carlinga. Uma ao nível da enora e outra no pé do mastro não é permitido.

 

Moitões do cabo de esteira no galindréu: o ponto de rotação não pode ficar a mais de 10cm do eixo do galindréu (regra Description: Description: Description: Description: C:\Users\Luís\Documents\Laser\Fotografias\Material\Brasileiro 2011\GooseneckPin_2.JPG3(f)v).. Não pode ser utilizada uma peça semelhante à ilustrada na figura para fixar o moitão (regra fundamental).

 

Moitões do cabo de esteira na extremidade de ré da retranca: pode ser utilizado um moitão preso à alça do final da retranca, mas o cabo da esteira tem que passar e correr nessa alça. Passar o cabo como mostra a imagem é ilegal, pois não corre na alça.

 

Talas: Todas as talas têm que ser originais e ter as respetivas ponteiras (regra fundamental). As talas mais modernas têm uma das ponteiras côncava, para melhor fixarem no elástico, evitando saltar do elástico e ficar presas no interior da bolsa. Nestas talas a medição é feita no meio da parte côncava, como se pode ver no diagrama da página 30 do Handbook.

 

Escota: já vinha nas regras, desde o início, que a escota tem que ter um nó após passar no moitão do convés, junto à caixa da bolina, e que podia ser atada à fixação do moitão, à alça de escora, seu cabo, elástico ou ferragens de fixação do cabo da alça. Agora está clarificado que, se atado em um desses locais, não precisa de ter outro nó, mas exige-se que o chicote (extremidade) da escota não corra através do moitão.

Não é permitido o uso de arruela no sistema de fixação do moitão do convés (regra fundamental).

 

Description: Description: Description: Description: Description: Imagem004

Espero que estas indicações possam contribuir para que os barcos se apresentem de acordo com as regras, tornando a competição mais justa e evitando o risco de punições desnecessárias, eventualmente por desconhecimento. Em caso de dúvida não hesitem em contatar-me por email (l...@flfnet.com), por telefone (fixo (24) 3364-4272, celular (24) 9395-9674) ou ainda pelo Skype (luis_leal_de_faria). Se eu não tiver resposta tentarei obtê-la e divulgá-la o mais rápido possível.

 

Um abraço, boas velejadas

 

Luís Leal de Faria

image001.jpg
image014.jpg
image015.jpg
image002.jpg
image004.jpg
image007.jpg
image006.jpg
image005.jpg
image003.jpg
image010.jpg
image013.jpg
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages