O consultor do Fantástico estreou um quadro no programa neste domingo.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1646400-15605,00.html
O dinheiro é uma das
principais causas de divórcio, lembra o economista Luís Carlos Ewald, o Sr.
Dinheiro. Administrar bem as finanças não faz bem apenas para o bolso, mas para
o casamento também.
. Assista ao primeiro episódio de
'Tintim por tintim'
Com isso em mente, o Sr. Dinheiro deu dicas de economia doméstica em um
bate-papo com os internautas do Fantástico neste domingo (6), logo após a
estreia do quadro “Tintim por tintim”, em que ele ajuda casais a
sair do vermelho. Ele contou que o ideal é cada cônjuge arcar com as despesas da
casa de maneira proporcional ao salário de cada um e avisou que o celular é o
maior vilão do orçamento doméstico.
Confira abaixo trechos da entrevista.
O que é melhor: conta conjunta ou separada?
“Acho que a melhor maneira é fazer um levantamento das despesas comuns ao
casal, como aluguel, condomínio, manutenção do imóvel, despesas com filhos e
com o carro da família. Então, o ideal é somar tudo e fazer um depósito
proporcional às receitas. Por exemplo, se o marido ganha R$ 6 mil e a mulher R$
4 mil, 60% das despesas são pagas pelo marido e 40% pela esposa. Não há como
ter briga. Isso é muito justo”, aconselha.
Qual é o grande vilão do orçamento doméstico?
“Atualmente é o
celular. O celular disputa com as tarifas bancárias, com os juros do cheque
especial e com o rotativo do cartão de crédito nos casais mais descontrolados.
Não se pode ficar devendo no rotativo do cartão porque a taxa é escorchante.
Sugiro fazer um plano familiar. Nesse plano, defina que o telefone da filha só
poderá gastar R$ 60 por mês. O do filho, R$ 50 por mês. Chegando lá, corta, e
aí só no mês que vem. Eles vão aprender direitinho a dividir o crédito durante
o mês. Isso é um orçamento para o telefone”, explica.
Pegar um empréstimo bancário para pagar a dívida do cartão de
crédito para fugir dos juros é uma boa solução?
“É isso mesmo. O
crédito pessoal no banco é muito mais barato: um terço ou menos do que a taxa
do rotativo do cartão. A primeira coisa é pagar o mínimo para escapar da multa.
A multa é 2% sobre tudo! É esse valor só porque você não pagou o mínimo. Se
você fizer uma relação com o mínimo, são 10% que se paga de multa. É um
absurdo. A segunda coisa é imediatamente ir ao banco, e o banco dá isso com
facilidade. Negocie em cinco ou dez vezes em uma taxa que é um terço do
rotativo. Não pode bobear. Agora, se fizer isso todo mês, complica. Vira uma
bola de neve”, afirma.
Como parcelar uma compra sem comprometer a renda?
“Não pode ser
ansioso. Em vez de comprar em cinco vezes, espere cinco meses e compre à vista
- e com desconto. E cuidado com as ofertas que existem com roupas e eletrônicos
que oferecem quatro ou cinco vezes sem juros. Você está sempre com a ideia de
que tem dinheiro para comprar. Mas uma parcela se superpõe à outra. Aí a dívida
cresce. Tome muito cuidado. De preferência, se controle. Faça de conta que tem
uma prestação, guarde, e aí compre à vista. Muitos podem argumentar que é fácil
falar. Mas tem que segurar a barra mesmo. Vai ao shopping? Vá sem cartão de
crédito, sem talão de cheque e sem carteira de identidade, porque aí não faz
carnê (risos). Você não vai comprar nada”, avisa.
Recado final
“Não pode haver
desperdício, só isso. Porque, poupando, podemos realizar o sonho que temos. É
comprar um carro, passar um fim de semana em um hotel fazenda, alugar uma casa
no verão. Tudo isso depende de ter dinheiro à vista. Você vai alugar uma casa a
prazo? Não existe. Você terá que pagar antecipadamente. Esse sonho, que é seu e
da sua família, pode ser obtido se você não jogar dinheiro fora. O que é jogar
dinheiro fora? É gastar à toa com celular, ficar pagando tarifa bancária e
juros de cartão de crédito porque está dando dinheiro para os outros. Guarde o
dinheiro para você. Não desperdice”, diz.