Eu conhecia.
Sim, é interessante. Há uma critica do Jabor,
também disponível no YouTube que constata, infelizmente que as VERDADES, as
DENÚNCIAS já não têm sequer o poder de nos mobilizar.
Daí, pergunto se esta mensagem "Não tô nem aí"
consegue algum resultado. Quantos de nós fazemos algum tipo de reclamação
consistente? Quantos de nós nos indignamos além daquilo que eu chamo de
"conversa de butiquim"?
Em boa parte das vezes, no máximo, a gente junta
outros "inconformados témporários" e de tanto jogar conversa fora, os ânimos
acabam por se acalmar.
Temos a Internet como ferramenta de
manifestação.
Quantos preferem assinar conteúdo exclusivo para o
BBB ao invés de escrever sua indignação aos poderes executivos municipal,
estadual ou federal?
Quantos NÃO SE DÃO o direito de terem uma
visão pessimista? Pessimista é também aquele que vê e/ou considera a situação
péssima. A situação dos outros e/ou a sua. Sem esse "ALARME" não há como propor
melhorias, pois eu não mudo aquilo que não enxergo como passível de
mudança.
A filosofia também foi estirpada do ensino médio,
assim como foi o "boicote" dos programas jornalísticos; Assim como os
intelectuais foram marginalizados.
Podemos ouvir o funk "Crew, crew, crew" 500 vezes
por dia. "Que é que tem?" dirão milhares.
Bem, eu digo que NÃO TEM! Não tem nada! Não
tem reflexão, não tem saída! E Esse é o problema!
Se somos livres para gostar de um monte de merda, é
preciso lembrar antes, que deveríamos nos dar esse luxo quando os direitos
básicos fossem uma condição garantida às pessoas.
Não se trata de criar polaridade, rusgas entre
ricos e pobres, mas trata-se de GENTILEZA, de IMPORTAR-SE. De perceber que o
mundo IDEALIZADO que divide a classe média é O MESMO MUNDO FÍSICO
daquele que os mais pobres vivem.
Os filósofos devem ser úteis! Devem questionar
esses sistemas manipuladores. Muitos aloprados propõem "remendos" aos desvios
(mas issa mania "prática" parece mais coisa de engenheiro); Nós podemos discutir
por que, mesmo com o aparente (?) acesso ao conhecimento, e com leis razoáveis,
a massa social permite que falte fiscalização excelente, que a corrupção seja
sua sócia, etc?
Há uma outra discussão que vem ao encontro desta
que é: Será que a ausência de uma lei específica EXCLUI NECESSARIAMENTE
a noção de DIREITO?
Mas podemos discutir mais pra
frente...
Muito bom, Victor!
Espero que seu espírito crítico não desapareça
com o passar da fase da juventude.
[].
Luciano.