Olá caríssimos,
No dia 8 de março é comemorado internacionalmente o dia da Mulher
Trabalhadora, o qual esteve marcado por lutas na busca por mudanças na
condição das mulheres na sociedade. Hoje, porém, por meio da mídia, por
exemplo, dissemina-se a falsa ideia da efetiva libertação da mulher pelo
fato de estar inserida no mercado de trabalho, como se as mulheres já
estivessem emancipadas. No entanto, a mulher conquistou somente mais uma
jornada de trabalho - com a diferença que é paga, sendo que esta
inserção no mercado de trabalho se utiliza de sua condição de "inferior"
para uma maior exploração de sua força de trabalho.
A mulher inserida no mercado de trabalho tem que conciliar os diversos
papéis que lhe foram condicionados, porém considerados de ordem
"natural", tendo que, muitas vezes, buscar aqueles empregos que permitem
cumprir sua função dentro da instituição família. Estes postos de
trabalho que está inserida, em sua maioria, são caraterizados pela
informalidade, baixos salários e instabilidade, sendo assim a sua
inserção no mercado de trabalho é de forma precarizada subalterna. A mãe
trabalhadora, por sua vez, ainda deve aliar sua função de cuidado dos
filhos com a jornada de trabalho fora de casa. E a condição piora se
estas tiverem que se ocupar com os estudos.
Para ter cumprida sua obrigação de maternidade, a mãe trabalhadora e
estudante tem que deixar seus objetivos para atender as demandas de mãe.
As creches possibilitariam uma maior independência às mulheres, porém
estas não encontram creches públicas em quantidade suficiente, e muitas
vezes estão com más condições de uso, o que faz, por sua vez, essas mães
recorrerem as creches privadas ou informais, mesmo não tendo dinheiro
suficiente para isto. Esta é a condição também das mães estudantes e
proletárias das Universidades, sendo que estas, em sua maioria, ou não
possuem creches públicas ou quando têm não é suficiente para atender a
demanda. Estes fatores influenciam diretamente na libertação da mulher,
pois impedem a sua inserção nos diversos espaços públicos de forma
crítica e independente.
Com vista a estar discutindo sobre estas questões e da sua fundamental
importância na construção da luta de libertação das mulheres
trabalhadoras, a RECC (Rede Estudantil Classista e Combativa) convoca os
CA's, Sintfub, ADUnB, terceirizadas, estudantes e trabalhadoras em
geral, a estarem
construindo um debate/seminário iniciando uma campanha por Creches
Públicas nas Universidades proposta para esse mês. Este debate/seminário está aberto à todos e todas e será realizado no dia 25 de abril (QUARTA-FEIRA), às 12h na Praça Chico Mendes, UnB - Campus Darcy Ribeiro. Contamos com sua presença.
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Luciano Lira