Doutas discussões sobre forma-sonata na seção de comentários do Euterpe.

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Thiago Maciel Oliveira

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Dec 7, 2010, 2:55:55 PM12/7/10
to Leonardo Teixeira de Oliveira, filomusicos, Marcelo Ramos, jcircle, André Thatcher, Juan Fernando
Muito bom, o texto original, e a discussão decorrente.

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From: Euterpe - Blog de Música Clássica <eut...@euterpe.blog.br>
Date: 2010/12/7
Subject: [Euterpe - Blog de Música Clássica] New Comment On: Forma Sonata
To: thiago...@gmail.com


There is a new comment on the post "Forma Sonata".
http://euterpe.blog.br/analise-de-obra/forma-sonata

Author: Leonardo T. Oliveira
Comment:
Então você é dos nosso, Carlos! :) O Allegro acabou por desgaste mesmo, ainda mais quando vieram umas encrencas judiciais de gente grande que se sentiu incomodada com alguns comentários.

Sobre a nossa questão, eu assinalei essa minha desconfiança sobre tratar as transições como seções estruturais à parte porque elas não são nem um pouco independentes (elas estão é dentro de uma seção à parte, o A), inclusive são muitas vezes apenas notas de passagem, onde a tonalidade ainda está mudando e não se assenta. E sobre a forma binária e o rondó, note que até Mozart a forma-sonata marcava as repetições (os ritornelos) da seguinte maneira: Exposição 2x + Desenvolvimento e Reexposição 2x. Ou seja, a Exposição era tratada como um A, e o Desenvolvimento com a Reexposição como um B. É muito parecido com o que a gente vê nas sonatas do Scarlatti, como eu disse: um AB com repetição, sendo que o começo de B é baseado em A, só que com certo conflito. Vou até postar uma sonata aqui mesmo, olha a K. 253:

[audio:http://euterpe.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/Scarlatti-Sonata-K-253-in-E-flat-major-Allegro-Gustav-Leonhardt.mp3|titles=Scarlatti - Sonata K 253 in E flat major - Allegro (Gustav Leonhardt)]

Do começo a 0'36", o A. De 0'36" a 1'13", a repetição do A. Em 1'13" até 2'06", o B (retomando A com tensão). De 2'06" até o final, a repetição do B.

Quando Bernstein gravou a Sinfonia 40 de Mozart, no último movimento ele fez exatamente esse esquema de repetições. Daí eu dizer que a forma-sonata vem da forma binária. O Rondó me parece mais ligado à tradição das danças (a ronda) e dos ritmos ternários, em que a mudança da coreografia causava a mudança da música. E, de novo, é difícil entender as transições da forma-sonata como seções à parte na estrutura, senão como operadores da tonalidade na grande seção à qual pertencem. É verdade que picotando as partes de cada seção você encontra essas unidades que formam um todo composto, e isso pode ser aproveitado nisso que você chama de contraste na composição. Mas pra falar da lógica estrutural da forma-sonata, vejo mais sentido em falar de um A com unidade que se opõe a um B e a uma repetição de A do que em picotá-lo e compará-lo às alternâncias do Rondó (que por sua vez alterna seções completas, não partes dela).

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Thiago Maciel Oliveira

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I said, 'I'm writing an unforgivably long book on Shakespeare,' and then added, 'You know how there's a tradition whereby formerly lively minds produce in old age unduly mellow books on Shakespeare.' This was his cue to say, 'Oh, yours won't be like that.' Instead, he looked gravely at me and said, 'When you find yourself writing about his essential Englishness, you must stop.'
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