Antes da Segunda Guerra, os judeus eram perseguidos pelos pogroms. Na Idade Média, iam para a fogueira. Mas, durante a Guerra, foram submetidos à degradação. Reagiram, depois, e reagiram bem. No entanto a reação saiu de controle.
O recém criado Israel inventou os grupos terroristas para expulsar das terras os colonos palestinos. Depois, institucionou o apartheid contra os árabes que lá permaneceram. O problema é que essas coisas não podem ser ditas.
Todo aquele que se posicione contra a política do Estado de Israel é taxado de anti-semita e contra ele é levantada a execração pública.
Vários acadêmicos norte-americanos, estudiosos da política do Oriente Médio, vinham criticando a ação de Israel na região. Taxados de anti-semitismo, preferiram calar-se. E assim acontece no mundo inteiro.
A luta contra o anti-semitismo era uma luta legítima e positiva. Agora, no entanto, está sendo usada para calar as pessoas, o que significa dar ao Estado de Israel carta-branca para cometer todo tipo de atrocidade contra o povo da Palestina.
O que acontece com o sionismo em escala global, ocorre com o feminismo em escala universitária.
O movimento feminista é de origem pequeno-burguesa. Suas reivindicações são sociais e o movimento não visa, nem nunca visou, a reforma da sociedade. O que sempre reivindicou foi uma mudança no comportamento dos homens e exigiu que as autoridades dessem mais espaço à mulher e a colocasse em pé de igualdade com os homens.
Não há nada errado com isso, exceto o fato de que os homens também são explorados. Portanto, a exigência da mulher deveria ser o fim da exploração do ser humano como um todo. Tudo caminho mal se o movimento indicar o caminho de uma guerra de gêneros. No entanto, mesmo reivindicações transitórias são positivas.
O que não é positivo é o novo rumo que o movimento passou a tomar nos últimos anos. Suas reivindicações, que já eram pequeno-burguesas, tornaram-se completamente sem-sentido. Deixaram de ser ações e passaram a ser palavras.
E, hoje, o movimento em vez de lutar contra a exploração, passou a lutar contra o vocabulário.
Ninguém pode mais se referir a um grupo heterogêneo de brasileiros como brasileiros; é obrigado a falar brasileiros e brasileiras; trabalhadores e trabalhadoras; alunos e alunas. Se não, é machista.
Deixando-se de lado a tremenda ignorância e estupidez que denota essa exigência (pois “brasileiro” é usado como gênero neutro e, portanto, não se refere ao homem apenas), ela passou a ser a principal bandeira do movimento. Qualquer menção à mulher deve ser feita com todo cuidado do mundo, pois um simples deslize no vocabulário poderá condenar o falante à execração.
O fato é alguns setores do movimento feminista atuam dessa forma. E o feminismo virou uma forma de perseguição política. Se quisermos execrar alguém de quem não gostamos, chamemo-lo de machista.
Esses setores se transformaram em micro-Estados de Israel. Mas não é apenas ele que contitui esse Estado. Fazem parte do governo todos aqueles que desejam criminalizações. Criminalização da injúria racial. Criminalização da homofobia. Mas esses que não se iludam. Acompanhado dessas criminalizações virão: a conversão do aborto em crime hediondo; a criminalização das passeatas; será considerado crime formar organizações; os partidos serão proscritos; e falar será proibido.
Esses grupos feministas de hoje não terão com que se preocupar. Ninguém mais usará o termo “brasileiro” nem fará piadinhas sobre mulheres. Simplesmente, ninguém falará mais nada.
Nem o Feliciano. O diabo que o carregue.
A.T
Soy gajo de árbol caído
Que no sé dónde cayó.
¿ Dónde estarán mis raíces?
De qué árbol soy rama yo?
Opa. Tive o desprazer de ler isso na semana passada...
Até postei umas considerações no facebook.
É muito bizarro, ele oscila desde a concepção (que algumas organizações, como o MNN, pactuam) de que a luta contra as opressões divide a classe até a defesa de um feminismo "classista", mas essencialmente economicista.
Senti falta de um grifo em "Fazem parte do governo todos aqueles que desejam criminalizações". Nessa frase, eles esqueceram completamente o tão proclamado critério de classe.
O ME da USP vai de mal a pior e eu tô passando a considerar aquela teoria da conspiração que diz que o PCO é um agente entrista da direita pra desarticular a esquerda. Pior é que esse texto foi escrito por uma mulher...
:\
beijos!
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--Priscila Manfrinati11 9 9391 5847 (tim)
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