Rota, Ditadura Militar e Luta de Memórias

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Alexei Boris

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Mar 22, 2013, 11:59:33 AM3/22/13
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Dois históricos do site da Rota de São Paulo celebrando um histórico de repressão à movimentos populares, passando por Canudos e Lamarca e o novo PL do ex corenel da Rota e atual veredor da cidade de São Paulo Paulo Telhada.

Bras�o da Pol�cia Militar 1º Batalhão de Polícia de Choque
Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - ROTA
http://www.policiamilitar.sp.gov.br/unidades/1bpchq/historico.htm

A História do Batalhão

            Com o advento da República o então Corpo Policial Permanente foi, em 1º de dezembro de 1891, dividido em quatro Corpos, passando a denominar-se Forçaa Pública, momento em que este Batalhão foi chamado de 1º Corpo Militar de Polícia, cuja missão era manter a tranqüilidade, auxiliar a justiçaa e defender as Instituições Republicanas. Após inúmeras denominações, passou a ostentar, a partir de 15 de dezembro de 1975, seu nome atual. Marcando, desde a sua criação, a história desta nação, este Batalhão teve seu efetivo presente em inúmeras operações militares, sempre com participação decisiva e influente, demonstrando a galhardia e lealdade de seus homens, podendo ser citadas , dentre outras, as seguintes campanhas de Guerra:
            - Campanha do Paraná, em 1894, conhecida como Revolta da Armada, quando defendeu a República dos Federalistas, avançando de Itararé, interior de São Paulo até Curitiba, Paraná;
            - Questão dos Protocolos, em 1896, quando defendeu a capital do Cônsul da Itália, que revoltou-se pela morte de imigrantes alistados nas Forças Legais;
            - Guerra de Canudos, em 1897, sendo responsável pelo último combate que derrubou o Reduto de Canudos, comandado por Antõnio Conselheiro, que lutava contra a República. Suas ações foram positivamente citadas no livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha, que a ele se referia como "Batalhão Paulista";
            - Levante do Forte de Copacabana, em 1922, defendendo as fronteiras do Estado contra as invasões vindas do Paraná;
            - Revoluçao Constitucionalista de 1932, quando o povo paulista lutou pelo retorno do Brasil à Constitucionalidade, aclamando Pedro de Toledo como governador;
            - Campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca, onde o então Tenente Alberto Mendes Júnior, comandando um pelotão desta Unidade, foi vítima de uma emboscada, oferecendo-se em troca da liberdade de seus subordinados, quando foi assassinado, sendo promovido "post mortem" a Capitão, e hoje considerado o herói símbolo do heroísmo e mais um marco histórico da Polícia Militar.

http://www.policiamilitar.sp.gov.br/unidades/1bpchq/boinas.htm

A História dos Boinas Negras


            Sufocado o foco da guerrilha rural no Vale do Ribeira, com a participação ativa do então denominado Primeiro Batalhão Policial Militar “TOBIAS DE AGUIAR”, os remanescentes e seguidores, desde 1969, de "Lamarca" e "Mariguela" continuam a implantar o pânico, a intranqüilidade e a insegurança na Capital e Grande São Paulo. Ataques a quartéis e sentinelas, assassinatos de civis e militares, seqüestros, roubos a bancos e ações terroristas. Estava implantado o terror.
            Mais uma vez dentro da história, o Primeiro Batalhão Policial Militar “TOBIAS DE AGUIAR”, sob o comando do Ten Cel SALVADOR D’AQUINO, é chamado a dar seqüência no seu passado heróico, desta vez no combate à Guerrilha Urbana que atormentava o povo paulista.
            Havia a necessidade da criação de um policiamento enérgico, reforçado, com mobilidade e eficácia de ação.
            Incumbe-se à 2ª Cia de Segurança do Primeiro Batalhão Policial Militar, exclusivamente de Tropa de Choque, a iniciar o Patrulhamento Ostensivo Motorizado no Centro de São Paulo.
            Surge então o embrião da ROTA, a Ronda Bancária, que tinha como missão reprimir e coibir os roubos a bancos e outras ações violentas praticadas por criminosos e por grupos terroristas.
            Em 15 de outubro de 1970, este “embrião” passa a denominar-se "RONDAS OSTENSIVAS TOBIAS DE AGUIAR" – ROTA. É instalada na sede do “Batalhão Tobias de Aguiar” a central de comunicações com a finalidade de apoiar as viaturas em serviço. As viaturas são equipadas com rádio transceptor para maior agilidade nas Operações da Polícia Militar com a Base Aguiar ou com as viaturas no policiamento.
            No dia primeiro de dezembro de 1970, data do aniversário do “Batalhão Tobias de Aguiar”, foi apresentada ao público uma inovação que viria caracterizar ainda mais os Policiais desta Unidade: A BOINA NEGRA, que para todos é um símbolo da grandeza de pertencer à ROTA e ,através dela, bem servir à população.
            Assim surgiu a ROTA, um policiamento especializado, criado para atender todo tipo de ocorrência, em especial as que o policiamento comum não tinha condições de fazê-lo; um policiamento com doutrina e características peculiares; uma jornada até nossos dias por entre esta guerra diária nas ruas de São Paulo, em qualquer circunstância ou em qualquer situação, norteada pelo lema de “Dignidade Acima de Tudo”.


Sexta-feira, 22 de março de 2013

Rota declara combate aos “seguidores” de Lamarca e Marighella

Site da PM associa luta dos guerrilheiros contra a ditadura com facções criminosas atuais. PL do ex-coronel Telhada homenageia ações do batalhão

21/03/2013

José Francisco Neto,

Da Redação

No site oficial da Polícia Militar (PM), num texto intitulado “A história dos Boinas Negras”, a Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (Rota), considerada o batalhão especial da corporação, declara combate aos “remanescentes e seguidores de Lamarca e Marighella”. O texto associa a luta dos guerrilheiros contra o regime civil-militar (1964-85) com as facções criminosas de hoje.

“Mais uma vez dentro da história, o Primeiro Batalhão Policial Militar ‘TOBIAS DE AGUIAR’, sob o comando do Ten Cel SALVADOR D’AQUINO [fundador da Rota], é chamado a dar sequência no seu passado heróico, desta vez no combate à Guerrilha Urbana que atormentava o povo paulista (sic)”, diz trecho do texto.

Trecho do texto no site da PM que associa a luta dos guerrilheiros contra a ditadura com as facções criminosas de hoje

 



 
  

 O vereador Paulo Telhada

Foto: Reprodução

Para enaltecer as “campanhas de guerra” da Rota, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quinta-feira (21), um projeto de decreto legislativo que permite a realização de uma homenagem aos feitos do batalhão, entre eles a companhia chamada “Boinas Negras”, que atuou durante a ditadura militar. De autoria do ex-coronel do batalhão e vereador pelo PSDB Paulo Telhada, o objetivo do projeto é “homenagear o Batalhão pelos relevantes serviços prestados a sociedade brasileira e, em especial, ao povo do Estado de São Paulo.".

No texto do projeto, Telhada destaca ainda a atuação da Rota durante o regime, que perseguiu guerrilheiros como Carlos Lamarca e Carlos Marighella. A sessão em que será feita a homenagem ainda não tem data marcada.

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