Deverá constar:
Dados pessoais:
Nome, data
nascimento, estado civil, endereço completo, carteira de habilitação, telefones
para contato e e-mail caso tenha.
Formação Escolar:
Não colocar
“Formação acadêmica” quando se tratar de ensino básico, médio ou pós- médio,
pois esse termo é utilizado quando se trata de curso 3º grau.
Cursos de especialização:
Pós-
graduação, Mestrado e cursos de formação profissional.
Idiomas:
Coloque o nível básico,
intermediário e ou avançado/fluência.
Atividades
desempenhadas:
Descrição das atividades desempenhadas, de forma breve
envolvendo pontos chaves de sua profissão (preferência em forma de tópicos)
Trajetória profissional:
Coloque
as três últimas experiências profissionais, começando pelo nome da empresa,
discriminando a função ocupada quando entrou e quando saiu, caso tenha tido
alguma classificação coloque, e por fim as datas de entrada e saída.
Informe
também o último salário recebido e ou coloque sua pretensão salarial.
Date o
currículo, não é necessário assinar.
OBS: Para vaga nível gerencial, há empresas que solicitam carta de apresentação, podendo ser de próprio punho.
Investindo em você...
Todas as vezes que for possível faça cursos relacionados com sua área de atuação, não espere apenas por parte da Organização que você trabalha. O fato de você mesmo se especializar por sua conta, lhe “garante” a imagem de iniciativa e boa capacidade de auto-desenvolvimento.
Busque cursos voltados para qualidade total (iso).
Procure se informar de fatos atuais política,economia, acontecimentos internacionais etc em jornais, revistas,internet, pois hoje é muito comum em dinâmicas utilizarem debates de conteúdos sobre a atualidade, como forma de avaliar argumentos, interesse, desenvoltura para explanar, objetividade, clareza de pensamento do profissional.
Você pode ser bom em várias coisas, mas procure se especializar, ser o melhor em uma área de sua atuação, mesmo que se fale muito em “Polivante” – este é o seu diferencial no mercado de trabalho
Como se preparar para uma entrevista de emprego
Rodrigo
Saporiti
E
durante a conversa com o entrevistador:
|
As perguntas mais comuns na
entrevista Depois de candidatar-se a dezenas de vagas e fazer centenas de buscas pela Internet e pelos jornais, finalmente surge a oportunidade de uma entrevista. Aí bate aquele medo, aquela insegurança de "e se eu fizer |
| alguma coisa errada e colocar tudo a perder?". Para minimizar esse risco é preciso que você se antecipe e saiba tudo o que pode acontecer durante essa etapa do processo seletivo. Para isso, o Empregos.com.br preparou uma lista completa das perguntas - e das respostas - mais freqüentes que os entrevistadores costumam fazer. |
Simule a entrevista várias vezes até que você se sinta seguro em responder todas as perguntas. Leia com atenção, treine e boa sorte!!!
1. Fale sobre
você.
Essa resposta deve ser muito bem praticada.
Procure ser sucinto, direto e focalize os resultados. Fale somente sobre
assuntos profissionais.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo?
Seja específico. "Quero ser gerente de vendas", por
exemplo.
3. Quais são seus objetivos a longo prazo?
Fale em termos profissionais, sendo bem objetivo: ser diretor de
engenharia, gerente-geral ou algo similar. Mostre também que traçou metas,
pretende fazer cursos, MBA e idiomas. É recomendável não se referir à vida
particular.
4. O que você procura em um determinado
emprego?
Desafio, envolvimento e chance para contribuir para a empresa.
Essa é uma das melhores respostas.
5. Você é capaz de trabalhar sob pressão e
com prazos definidos?
Sim. Dê exemplos de situações vividas em seus
trabalhos anteriores.
6. Por que devemos contratá-lo? Como você
poderá contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa?
Conte
os benefícios que você vai trazer e como pode, com seu desempenho, gerar lucros
para a empresa.
7. O que você sabe sobre nossa organização?
O que te atrai nela?
Para responder da melhor forma a essa pergunta, é
preciso se preparar fazendo uma pesquisa sobre a empresa. Os melhores meios de
encontrar informação são no próprio site da empresa, em revistas e conversando
com pessoas que trabalham e trabalharam lá.
8. Fale sobre resultados que tenha alcançado
e que tenham lhe dado grande satisfação. Liste as maiores realizações em sua
carreira ou em seu emprego atual.
Escolha bem essas realizações e
mencione aquelas mais recentes e condizentes com seu objetivo
profissional.
9. Quais são seus pontos fortes?
Fale das características universalmente desejadas, tais como entusiasmo,
persistência, dedicação, criatividade, iniciativa (pró-atividade)
responsabilidade e competência na área técnica.
10. Quais são seus pontos
fracos?
Nunca mencione algo muito negativo. Responda aquilo que, na
realidade, é positivo. Tal como exigente demais, impaciente,
perfeccionista.
11. O que você não gostava no seu emprego
anterior? Por qual motivo você saiu (ou quer sair) da empresa?
Deve
dizer que gostava do emprego. Jamais se queixe, não deve nunca falar mal. Não
aponte defeitos do emprego anterior. Se você foi demitido conte o motivo. Se
está saindo por vontade própria, fale que está em busca de novos desafios e
aprendizado.
12. Você poderia descrever alguma situação
na qual seu trabalho tenha sido criticado?
Não deve reconhecer críticas
ao seu trabalho, mas dizer que certas vezes ele foi discutido e com isso, você
sempre aprendeu e cresceu.
13. Como você avalia a empresa que trabalha
atualmente e as que já trabalhou?
Outra vez, não se queixe. Fale algo de
bom. Por exemplo, que a empresa tem um bom produto e possui potencial para
crescimento.
14. Você tem espírito de liderança? Conte um
fato que demonstre isso.
Responda a essa pergunta com realizações do seu
passado.
15. Você contribui para o aumento das
vendas, dos lucros? Como?
Exemplifique com resultados e realizações de
sua carreira.
16. Você ajudou a reduzir custos?
Como?
Exemplifique com resultados e realizações.
17. O que você considera importante num
colaborador?
Cite as competências para o cargo, além de dedicação ao
trabalho, boa índole, iniciativa, criatividade e entusiasmo.
18. Descreva um típico dia de trabalho no
atual/ último emprego.
Essa pergunta é para conhecer seu nível de
energia. Procure descrever um dia bastante ativo e tente mostrar alto nível de
energia.
19. Que tipo de decisões são mais difíceis
para você?
Deve demonstrar sua capacidade analítica e dizer que aborda o
processo decisório de forma lógica, identificando as alternativas e as premissas
da decisão. Como ser humano, sabe que as decisões mais difíceis são as
referentes à vida de seus subordinados.
20. O que você sente dificuldade para
realizar?
Outra vez não se deve mencionar nada negativo, só positivo.
Diga que enfrenta as necessidades de seu trabalho e que não escolhe o tipo de
trabalho.
21. O que você tem feito que mostra
iniciativa? Quanto de iniciativa você tem? Dê exemplos.
Sua resposta
deverá ser uma série de realizações de sua carreira.
22. Com que tipo de pessoa você prefere
trabalhar? Com que tipo de pessoa você encontra dificuldade para
trabalhar?
Novamente não mencione nada de negativo. Você pode dizer que
não há melhor ou pior pessoa para trabalhar junto. Há pessoas diferentes. Claro
que sempre é bom trabalhar com pessoas bem humoradas e que gostem de lidar com
pessoas. Mas diga que você se adapta às necessidades do trabalho e que se
relaciona facilmente, tanto com operários como com a diretoria da
empresa.
23. Se pudesse começar tudo de novo, o que
faria diferente em sua carreira?
Deve mostrar ser uma pessoa segura,
dizendo que basicamente não mudaria nada. Obviamente, existem pequenas coisas na
nossa carreira que poderiam ter sido feitas melhores e deveriam ser corrigidas.
Procure não mencioná-las.
24. Em qual tipo de ambiente de trabalho
você se sente mais confortável?
Mais uma vez vale dizer que não há
ambiente ideal. Que você se adapta a qualquer tipo de
ambiente.
25. Por que você escolheu essa carreira?
Para essa pergunta não há resposta certa ou errada. Aqui o que vale é
ser sucinto e coerente.
26. Descreva uma situação difícil que teve e
como fez para sair dela.
Procure uma situação difícil e de grande
relevância para o bom andamento da empresa, que você tenha
solucionado.
27. Você estaria disposto a mudar de cidade,
estado ou país? E trabalhar além do horário de trabalho?
Fale a verdade
sobre sua disposição quanto a mudar de cidade e principalmente, coloque as
opções e condições para que a mudança aconteça, já que isso interfere na vida da
família. Quanto ao fato de trabalhar além do horário determinado, responda de
imediato: "Claro, sempre que houver necessidade".
28. Na prática, o que esses cursos
(faculdade, extensão...) contribuíram para sua formação? No que você
mudou?
Avalie bem e tente descobrir as contribuições e mudanças que
ocorreram graças aos cursos. De qualquer forma, diga que contribuíram não só em
conhecimentos técnicos como também para o seu crescimento pessoal e no
relacionamento com as pessoas.
29. Qual seria seu emprego ideal?
Com
base na pesquisa realizada sobre a empresa, tente descrever o emprego mais
próximo daquele que está sendo ofertado pela empresa.
30. O que você faz no seu tempo livre? Tem
algum hobby?
Fale a verdade. Mas saiba que é importante ter hobbies e
ocupações no seu tempo livre. Isso demonstra sua preocupação com o seu
desenvolvimento pessoal, sua habilidade em administrar seu tempo e o seu bom
relacionamento com as pessoas.
| FRASES QUE CONDENAM O CANDIDATO NUMA ENTREVISTA DE EMPREGO |
| Ana Paula Ruiz |
A etapa mais importante e decisiva na busca por uma vaga no mercado de trabalho é a entrevista. Por isso, preparar-se bem para esse momento é não só recomendável mas fundamental. Pesquisas recentes do Grupo Catho mostram que, na maioria das vezes, quem faz esta entrevista é o possível empregador direto do candidato - o presidente ou um dos diretores da empresa -, um motivo a mais para se esmerar nos preparativos da entrevista. Segundo os 625 executivos respondentes da pesquisa do Grupo Catho O perfil dos líderes empresariais, 81,7% dos presidentes de empresa entrevistam profissionais que procuram vagas como diretores, 82,4% entrevistam os possíveis gerentes e 50% os candidatos a supervisores. Entre os diretores, 53,42% entrevistam futuros diretores, 73,17% entrevistam possíveis gerentes e 49,08% entrevistam concorrentes a vagas de supervisores. O jornal Carreira & Sucesso traz à tona com freqüência assuntos relacionados à maneira de se comportar (e de não se comportar) durante as entrevistas, salientando sempre a importância do preparo para esta conversa pessoal. Mas, mesmo se preparando e tomando certos cuidados, às vezes um pequeno deslize pode comprometer e até mesmo colocar em xeque todo o preparo e o bom desempenho do candidato durante o processo seletivo. Afinal, se o entrevistador chegou até ali é porque o profissional já teve o seu perfil e o seu currículo analisados e aprovados. Esses deslizes comprometedores podem ser manifestados, por exemplo, por meio de frases mal colocadas pelos candidatos e que podem demonstrar acomodação, preguiça, problemas com trabalho em equipe, dificuldade de relacionamento, arrogância, excesso de autoritarismo, teimosia etc. Não podemos deixar de considerar que cada profissão e cada área de atuação carece de profissionais com perfis e aptidões diferentes e, às vezes, o que é defeito para alguns empregadores é qualidade para outros, mas algumas situações são comuns para qualquer tipo de entrevista, para qualquer área de atuação. São frases como: E o que é que eu ganho com isso? Fomos procurar alguns profissionais da área de Recursos Humanos para saber quais são algumas das frases que colocam o candidato na "corda bamba" durante a entrevista de emprego e o que recomendam para que os candidatos evitem cair nestas armadilhas. TUDO DEPENDE DA CULTURA DA EMPRESA... Maria Ignez Carneiro de Azevedo Limeira é diretora de Recursos Humanos da Concremat. Em seu ano e meio de empresa, Maria Ignez trabalha com cerca de 1.800 funcionários, distribuídos na matriz da empresa no Rio de Janeiro, na filial em São Paulo e nos escritórios regionais e obras espalhados por todo o Brasil. A empresa faz 50 anos em 2002 e durante toda essa trajetória, Ignez afirma que já ocorreram vários casos de profissionais que foram descartados pela Concremat justamente no momento da entrevista pessoal. - "Situações extremas levam o candidato a perder tudo de positivo que ele conseguiu até ali", completa Maria Ignez, comentando fatos recentes, como a candidata que, durante a dinâmica de grupo, declarou com graça o seu apelido de "Lerdinha", e o candidato de um concurso para policial que, quando questionado sobre os motivos que o levaram a querer aquela profissão, respondeu ter recebido de uma fonte segura a garantia de que existiam formas bem "interessantes" de conseguir se dar bem nesta carreira. - "Com certeza, estes exemplos são um caminho sem volta para o fracasso", segundo Maria Ignez. Mas a diretora de Recursos Humanos garante que, fora estes casos, determinadas frases são aceitáveis em uma entrevista de emprego dependendo da cultura da empresa, do cargo em aberto e do momento pelo qual a empresa está passando. Ela acrescenta que o desempenho e as colocações feitas pelos entrevistados devem ser avaliados de acordo com o perfil da empresa. - "Por exemplo, uma empresa que valoriza a qualidade de vida dos seus funcionárois porque acredita que desta maneira vai garantir maior produtividade, vai adorar ouvir de um possível funcionário que ele tem uma vida balanceada, que sai todos os dias pontualmente para a ginástica após o expediente. Já em uma empresa que não valoriza estes aspectos este profissional pode ser mal visto e até interpretado como uma pessoa com quem a empresa não pode contar". De maneira geral, os profissionais, segundo Maria Ignez, devem aproveitar o momento da entrevista para mostrar todo o seu potencial e a sua capacidade de se destacar diante da forte competitividade do mercado de trabalho. - "As empresas costumam valorizar pessoas com alto nível de competitividade". Em vez de citar frases, Maria Ignez destacou alguns comportamentos negativos que podem comprometer o andamento da entrevista de emprego: - ser abusado e, em vez de passar ao entrevistador as suas competências, passar a impressão de ser insubordinado - não ouvir o entrevistador, falando ininterruptamente - não mostrar interesse em crescer na empresa e nem em ficar por muito tempo naquele emprego - perguntar sobre a sua posição e a do cargo que irá ocupar dentro da empresa no momento errado, ou seja, até mesmo antes do entrevistador começar a passar estas informações - fazer perguntas sem sentido como, por exemplo, coisas pessoais de funcionários da empresa ou querer saber se a empresa costuma emendar feriados ou dar férias coletivas no período do Natal e do Ano Novo - "Costumo dar algumas dicas quando me perguntam sobre como se dar bem em uma entrevista de emprego", ilustra Maria Ignez: - antes da entrevista, pesquise sobre a empresa entrevistadora e, se possível, sobre o entrevistador e até sobre a entrevista - procure saber o que a empresa espera do profissional que vai ocupar a vaga em aberto - investigue como a empresa imagina o profissional que procura - converse com algumas pessoas sobre esta empresa - use a Internet como sua grande aliada para essa pesquisa - seja discreto em todos os momentos - não seja insistente fazendo vários telefonemas para a empresa, pois isso mostra ansiedade CUIDADO COM A SUBJETIVIDADE NA HORA DA ENTREVISTA É assim que a vice-presidente do Grupo Catho, Adriana Gomes, define a entrevista: um momento permeado de subjetividade em meio a muitas atitudes. - "Acho que podemos enumerar vários cuidados que o candidato deve ter no momento da entrevista para que a sua contratação não fique comprometida". Segundo ela, se o profissional chegou até a entrevista é porque já teve o seu currículo analisado e está dentro do perfil definido pela empresa. O que o entrevistador pretende, no momento da entrevista, é medir a postura, as atitudes e os conhecimentos técnicos deste candidato. - "E isso tudo é medido ao mesmo tempo, durante a entrevista, sem esquecer que todas as atitudes do candidato continuam sendo observadas depois da contratação". Adriana enumera as principais falhas cometidas em entrevistas de emprego, inclusive em forma de frases: inverdades "Mentiras e inverdades têm pernas curtas, principalmente quando as situações inventadas não condizem com o profissional que está sendo avaliado. E isso independe da posição que ele irá ocupar ou da empresa em que irá trabalhar. Não minta no currículo e na entrevista; trabalhe somente com experiências e competências reais." não estar dentro do perfil da vaga "Muitos candidatos enviam os seus currículos para tudo quanto é lado na esperança de conseguir um emprego; é bom saber que esta atitude quase nunca funciona. Esta atitude pode ser reconhecida com a frase: "Ah, eu não tenho o perfil exato que a empresa procura, mas vou mandar o meu currículo mesmo assim..." Tenha certeza de que aquela vaga se encaixa com o seu perfil profissional antes de enviar o seu currículo ou marcar uma entrevista. No mínimo, navegue pelo site da empresa para saber como ela trabalha e como é a área em que ela atua. O essencial é ter conhecimento desta área e dominar tecnicamente a função que irá desempenhar. Uma dica é procurar nos anúncios de emprego da Internet e de jornais algumas palavras-chaves do que a empresa espera do futuro colaborador. insegurança "A insegurança do entrevistado é transmitida pela lentidão para responder perguntas, pela falta de precisão em sua respostas e pela falta de exemplos para dar quando solicitados. É importante não confundir nervosismo (que é normal durante um processo seletivo) com insegurança. O entrevistador saber separar as duas coisas e vai insistir no que quer saber até o entrevistado responder." saiba sobre o seu currículo "Durante a entrevista, o mínimo que o entrevistador espera do entrevistado é que ele saiba os detalhes da sua vida profissional, como o motivo de alguns períodos em branco no histórico profissional, por exemplo. O currículo é a história da vida do candidato. Ele não está ali para responder perguntas sobre a vida de D. Pedro I ou questões de História do Brasil, mas sim detalhes sobre um personagem que ele conhecer muito bem: ele mesmo. Para isso, o que vale é estar preparado para responder qualquer dúvida que o futuro empregador venha a ter com relação a ele." falta de iniciativa "Aqui cabe um exemplo de frase, mais uma vez: Acho que consigo fazer isso, mas só vou ter certeza depois do meu dia-a-dia de trabalho." desmotivação "O entrevistador percebe a motivação do candidato pelo interesse que ele tem pela empresa e pela vaga que vai ocupar. Pergunte." um fraco aperto de mão "Não há atitude que demonstre mais medo e falta de decisão do que um aperto de mão fraco. Aperte a mão do seu entrevistador com firmeza e segurança." interesse na remuneração "Cabe à empresa, por meio do profissional que está comandado o processo de seleção, tocar falar sobre remuneração. Se o profissional foi procurado por uma empresa que sabe o valor da sua última remuneração, existem 99% de chances de o salário oferecido ser maior do que o que ele recebia." gírias "A entrevista de emprego deve ser encarada como uma conversa formal. Não use gírias." erros de Português "Errar na hora de escrever ou de falar no nosso idioma tira pontos de qualquer profissional concorrente à qualquer vaga, em qualquer empresa." imprecisão "Ah, eu acho que..." e "Ah, não sei..." são frases típicas de quem não tem muita certeza das coisas. É melhor evitá-las durante a entrevista de emprego. A resposta não sei só é perdoável se a pergunta for muito abrangente." Adriana Gomes lembra que, muitas vezes, estas atitudes são tão subjetivas que o candidato nem percebe que está errando. "Cuidado quando falar que acha determinada tarefa muito complicada ou que não sabe se dá para trabalhar dentro do prazo estipulado pela empresa. Todo cuidado é válido." O COMPROMETIMENTO DO CANDIDATO COM A EMPRESA É FUNDAMENTAL Segundo Patrizia Mesquita, psicóloga consultora de seleção do Banco de Vagas do Grupo Catho, um dos principais fatores medidos durante a entrevista de emprego é o comprometimento que o profissional costuma ter nas empresas em que trabalha. - "Toda empresa procura um funcionário que vista a camisa. Uma vez entrevistei uma profissional muito boa, que tinha exatamente o perfil que a empresa procurava mas, num determinado momento da entrevista, ela me disse que estava testando algumas áreas profissionais e que se não gostasse da área em que iria trabalhar naquela empresa ela mudaria de emprego facilmente. Não preciso dizer que ela não passou dali, né?". Patrizia explica o exemplo dizendo que nenhuma empresa contrata um profissional pensando em perdê-lo, mas sim pensando em investir nele, mesmo porque se, mais tarde, resolver dispensá-lo, esta atitude tem um custo relativamente alto para a empresa. - "Estas frases indicativas de desapego profissional, na minha opinião, quando ditas durante a entrevista de emprego, são as mais comprometedoras, e podem, inclusive, custar a oportunidade de emprego daquele candidato." O uso de gírias também é lembrado como fator negativo por Patrizia, que conclui que, durante a entrevista, o entrevistado deve manter a postura de um profissional sério, sem forçar intimidades, brincadeiras ou piadinhas. "Hoje em dia, percebo que outro fator que as empresas estão levando muito em conta na hora de contratar um profissional, independentemente da hierarquia, é o fato de ele conseguir trabalhar sob pressão. Somos cobrados como profissionais o tempo todo, e dificilmente será diferente em qualquer empresa. Lembro-me de um candidato que durante o processo de seleção para determinada vaga me disse que se sentia muito incomodado em trabalhar sob pressão, e como ele não explicou o tipo de pressão a que se referia, a empresa preferiu não arriscar na sua contratação." Existem alguns casos mais específicos de frases erradas no momento da entrevista, como o caso do profissional que Patrizia entrevistou para um cargo de gerência. - "O profissional simplesmente me disse que não era bom em delegar tarefas. Justamente hoje, momento em que as empresas procuram um profissional generalista que delegue tarefas, como posso contratar este profissional para ser gerente de um departamento com vários funcionários abaixo dele que dependem justamente da sua delegação de tarefas?" Patrizia concorda com a afirmação de Maria Ignez Carneiro de Azevedo Limeira, diretora de Recursos Humanos da Concremat, a primeira entrevistada desta reportagem, quando diz que as respostas são consideradas inadequadas de acordo com a cultura da empresa e a vaga em aberto. Na opinião de Patrizia, algumas funções requerem características específicas. - "Para não correr o risco de errar, a dica é manter uma postura considerada positiva por qualquer entrevistador, com seriedade, educação, motivação, assertividade, interesse e segurança. Já ouvi frases absurdas, como: - Gostaria de atuar naquele departamento somente como trampolim para outra área ou para ser um profissional completo, que já passou por toda a empresa. - Sabe, não agüentava mais a empresa em que eu trabalhava anteriormente e por isso estou aqui! - Não paro em nenhum emprego há muito tempo, quem sabe paro neste?" E o último aspecto analisado por Patrizia, mas não o menos importante, segundo ela, diz respeito às referências pessoais e profissionais, normalmente solicitadas no momento da entrevista. - "Cheque as suas referências e avise as pessoas de que você pediu para recomendá-lo, pois um comentário negativo de uma delas coloca em risco todo o andamento da seleção." OUTRAS FRASES QUE COMPROMETEM UM CANDIDATO Ah! Não sei se vai dar para fazer isto... Acho que isso não daria certo. Não sei se vou conseguir... Desculpe, mas esse trabalho não é do meu departamento. Por que preciso mudar? Não posso prometer. Isso é muito complicado! Depois a gente vê... |
As estratégias para você dar um show na conversa cara a cara e conquistar a grande chance de sua carreira
Por Dalen Jacomino
O s holofotes estão sobre você. Seu coração dispara. As mãos tremem. A garganta seca. A memória entra em curto-circuito. Do outro lado da mesa, o todo-poderoso: o entrevistador, que disseca você de cima a baixo, do sapato ao corte de cabelo. E logo em seguida dispara as primeiras bombas:
- O que você pode fazer por esta empresa? Por que deveríamos contratá-lo?
- Onde você se vê em cinco anos?
- Agora me diga: está faltando luz de manhã. Você sabe que tem 12 meias pretas e 8 azuis. Quantas meias precisa tirar da gaveta para ter um par perfeito?
Calma. A entrevista de emprego não precisa ser um pesadelo, nem uma sessão de tortura. A entrevista é, sim, o momento mais importante e decisivo no processo de contratação. Para conseguir uma posição em qualquer empresa deste planeta, você terá de enfrentar pelo menos uma entrevista. Hoje em dia, um candidato passa, em média, por três ao pleitear um cargo. Essa é, portanto, a hora de convencer seu interlocutor de que você é a pessoa certa para a vaga, de que é perfeito para o papel. É a grande oportunidade de mostrar que seus valores e planos têm tudo a ver com os valores e metas da empresa. E mais: é o momento precioso e talvez único de você conhecer melhor a companhia na qual pretende passar os próximos anos de sua vida. "O choque entre a cultura da empresa e a do profissional é o principal motivo de mais de 90% das contratações malsucedidas", afirma Gladys Zrncevich, consultora da Korn/Ferry, uma das maiores empresas de headhunting do mundo. Portanto, se você não quer ser o personagem principal de uma contratação fracassada, tem de entender que a entrevista é a hora de vender seu peixe. É também a oportunidade de avaliar a empresa e checar se realmente aquele é o lugar certo para você crescer como profissional.
Por ser uma via de mão dupla, uma boa entrevista não depende somente de sua alta performance. Depende também da atuação do entrevistador.
Eis o primeiro problema: o mercado está repleto de entrevistadores despreparados para avaliar candidatos. A maioria deles tira conclusões precipitadas sobre seus entrevistados. "Conheci um executivo que decidia se ia contratar o candidato pela intensidade e duração do aperto de mão logo no início da entrevista", afirma Neusa Lopes, que há 18 anos atua na área de recursos humanos e hoje está no RH da Tecnol, fabricante de armação para óculos, de Campinas, interior de São Paulo. Segundo o especialista em recursos humanos Paul Taffinder, sócio da consultoria Accenture (antiga Andersen Consulting), a maioria dos executivos decide se aprova ou não o candidato nos primeiros 2 minutos de conversa e depois passa o resto do tempo tentando se convencer da decisão inicial. Sem falar no fato de que pouquíssimos entrevistadores estão realmente preocupados em apresentar a empresa ao candidato. "Não basta o profissional ser brilhante e competente, é preciso haver afinidade de valores", afirma o consultor e headhunter Luiz Carlos Cabrera.
De acordo com dados da Society for Industrial and Organizational Psychologists, entidade americana de psicólogos ligados ao trabalho, as entrevistas têm apenas 65% de eficiência no julgamento das competências e da capacidade de liderança dos candidatos. É justamente por isso que quase todo mundo tem uma história surreal para contar sobre o assunto. Paulo Pedroso da Silva (nome fictício) é um deles. O jovem paulistano saiu de uma entrevista de emprego sem a calça.
A razão do disparate? Durante a conversa com o diretor de um grande banco de investimento, o entrevistador quis comprar a calça de Silva pelo preço do terno completo - 500 reais. Era um bom negócio. Silva, sabendo que estava sendo avaliado, topou o negócio. Recebeu o dinheiro e entregou a calça ao diretor do banco. No fim da conversa, o diretor do banco disse que venderia a calça de volta -- só que por 600 reais. "Não aceitei." Resultado da história: João pediu para usar o telefone. Ligou para um amigo e recebeu uma calça no escritório. A outra peça ficou com o diretor. Silva passou na seleção, mas teve de se desdobrar para administrar a situação.
Sejamos realistas: ninguém está livre desse tipo de situação. Portanto, não resta outra possibilidade a não ser se preparar para tudo, inclusive para enfrentar as surpresas. Será que você está pronto? Infelizmente, as empresas também acham que a maioria dos candidatos não está. O principal problema: chegar para a entrevista com o script pronto, decoradinho. As pessoas ensaiam horas e horas na frente do espelho. Preparam um discurso cheio de adjetivos e acreditam que vão arrasar. "Parece que todo mundo segue a mesma receita. Há uma preocupação excessiva com roupa, gestos e respostas. No final, tudo é muito igual e artificial", afirma Alfredo Ribeiro, gerente de recursos humanos da HP.
O fato é que há também um forte descompasso entre o que as empresas esperam dos candidatos e o que eles apresentam nas entrevistas. Cláudio Neszlinger, diretor de RH da Microsoft, lembra de uma história que mostra bem esse descompasso. Numa determinada dinâmica de grupo que conduziu com candidatos a trainees, o assunto era esportes. A maioria dos participantes dizia que praticava esportes e se esforçava em lançar argumentos interessantes sobre o assunto. De repente, um participante pediu a palavra. Disse que estava perdido no meio do grupo porque tinha preguiça de fazer exercício, mesmo sabendo da importância do esporte para a saúde. Preferia sair do trabalho e ir tomar um chope com os amigos. "Me impressionaram a atitude e honestidade do candidato", afirma. O recém-formado foi aprovado.
LIÇÃO FUNDAMENTAL: não queira ser na entrevista o que você não é de fato. "No segundo, terceiro ou quarto dia de trabalho, a máscara cai", afirma Ricardo Rocco, da empresa de headhunting Russell Reynolds. E o pior: depois de alguns meses você pode perceber que não tem nada a ver com a empresa. E aí suas chances de crescimento profissional são mínimas. Você simplesmente trava sua carreira.
E MAIS: não invente respostas quando você não sabe o que dizer. Recentemente, uma candidata a uma vaga numa empresa de Internet foi questionada durante o teste escrito de conhecimentos gerais sobre quem era Harry Potter. A resposta? "Harry Potter é um compositor inglês, que formou dupla com Colle, da famosa dupla Colle e Potter", disse a profissional. Veja o absurdo. Harry Potter é o personagem principal - um jovem estudante de bruxaria - de uma série literária voltada para o público infanto-juvenil. Nada a ver com o compositor americano Cole Porter. Numa dessas escorregadas, o candidato perde a vaga na hora. Era melhor ter assumido que não sabia a resposta.
Não há segredo nem fórmula milagrosa para ser bem-sucedido numa entrevista. As empresas esperam apenas que você revele o melhor de si, de maneira transparente e honesta. E, é claro, sempre usando o bom senso. Para conseguir essa combinação de espontaneidade e argumentação bem fundamentada, é preciso fazer a lição de casa, se preparar muito. A seguir, apresentamos um roteiro que irá ajudá-lo nessa empreitada.
ANTES
FAÇA UMA PESQUISA COMPLETA SOBRE A EMPRESA. Há quanto tempo ela está no mercado, quais os produtos, a reputação entre os concorrentes. Ela é lucrativa? Levante todos os números possíveis -- faturamento, lucro, previsão de crescimento. Saiba quais são os valores e a missão da organização. Para isso, não poupe tempo ou recursos. Use todas as fontes de informação disponíveis. Os melhores dados geralmente vêm de pessoas que conhecem os detalhes da companhia: funcionários, ex-funcionários e clientes.
REVISE E ESTUDE CUIDADOSAMENTE SEU CURRICULO. Esteja pronto para explicar cada movimento e conquista que realizou ao longo da carreira. Use números e exemplos.
HÁ VÁRIOS TIPOS DE ENTREVISTAS. A mais comum é aquela em que você senta frente a frente com o entrevistador e discute suas competências. Fala sobre os fatos ocorridos em sua carreira para justificar sua capacidade de assumir a nova posição. Nesse caso, há exigências típicas que variam de acordo com o tipo de empresa. Se você estiver pleiteando uma vaga numa empresa do setor financeiro, por exemplo, esteja preparado para fazer cálculos e resolver problemas que envolvem raciocínio. Se for para a área de consultoria, certamente o entrevistador lhe apresentará casos de empresas. Ou seja, um dilema empresarial ao qual você deve apresentar uma solução inteligente. Para empresas de varejo, esteja preparado para falar sobre produtos, estratégia de vendas e importância do consumidor.
Independentemente do setor, há ainda as entrevistas que testam seu grau de estresse. Nesse caso, mais do que ouvir, o recrutador vai testar sua reação diante de situações-limite. Normalmente, ele já começa disparando observações sarcásticas e até agressivas. Uma consultora de RH do interior de São Paulo, que preferiu não se identificar, lembra que num determinado processo de recrutamento que conduziu chegava para o candidato e dizia: "Como o senhor tem coragem de vir a uma entrevista de emprego com uma roupa tão inadequada, de mau gosto". Normalmente, os entrevistados faziam uma cara de espanto, sem entender o que acontecia. "Fazia essa pergunta para ver qual era a reação do candidato", afirma ela. "Na verdade, como funcionária da empresa, sabia que o futuro chefe do candidato tinha a mania de fazer esses comentários com subordinados, e precisava de alguém que suportasse bem esse tipo de situação." Se acontecer algo parecido com você, não se desespere. Mantenha a calma.
Se sua entrevista for durante o almoço, as orientações são as mesmas. Só que há um item a mais em julgamento: seus hábitos sociais. Para evitar escorregões, não peça pratos difíceis de comer nem o mais caro do menu e evite bebidas alcoólicas.
Para conter despesas, muitas empresas estão optando por entrevistas por telefone nas primeiras etapas do processo. Você também precisa estar preparado para isso. Reserve uma sala tranqüila para receber a ligação. Escreva antecipadamente alguns pontos importantes que gostaria de discutir e mantenha as anotações em mãos durante a conversa. Lembre-se de que o seu objetivo é conseguir agendar a entrevista pessoalmente.
INDEPENDENTEMENTE DO TIPO DE ENTREVISTA, VOCÊ PODERA SER BOMBARDEADO POR PERGUNTAS DE TODO TIPO. Eis alguns exemplos típicos usados pelos entrevistadores:
· O que você pode fazer por esta empresa? Sem conhecer os valores e objetivos da empresa, fica impossível responder a essa pergunta. Portanto, informe-se antes e procure avaliar como você poderá contribuir para que a companhia atinja suas metas. No fim das contas, o objetivo de qualquer profissional é resolver problemas. Portanto, se você conseguir identificar o problema da empresa e mostrar ao entrevistador como resolvê-lo, certamente estará um passo à frente dos concorrentes.
· Onde você se vê em cinco anos? Mostre que você traçou um plano consistente de carreira, sabe para onde quer ir e como quer chegar lá.
· Conte-me uma situação em que você falhou em sua carreira. Seja direto e procure descrever como aprendeu com o erro. Procure ter uma postura positiva sobre o evento.
· Está faltando luz de manhã. Você sabe que tem 12 meias pretas e 8 azuis. Quantas meias precisa tirar da gaveta para ter um par perfeito? Nesse caso, o entrevistador quer testar seu raciocínio. A resposta é: você tem duas cores. Para conseguir um par da mesma cor, pegue três.
· Qual a sua expectativa de salário? Salário não deve ser discutido no início da conversa, só depois de conhecer todas as atribuições do cargo e de saber se a empresa irá contratá-lo. Aí sim é hora de negociar.
NÃO SE ESQUEÇA DE QUE VOCÊ TAMBÉM ESTÁ LÁ PARA AVALIAR SE A EMPRESA É O LUGAR CERTO PARA VOCÊ. E essa é sua grande chance. Prepare uma lista de perguntas que possam ajudá-lo a conhecer melhor a companhia:
· Como é um dia típico de trabalho nessa empresa?
· Que responsabilidades terei nesse cargo?
· A quem vou me reportar?
· Qual o tamanho da equipe da qual farei parte?
· Qual o estilo de gerenciamento da empresa?
· Como o(a) senhor(a) vê a empresa em cinco anos?
NO DIA
NÃO DE VEXAME. Saiba o nome e cargo do entrevistador, o local, a data e o horário da entrevista.
VISTA-SE ADEQUADAMENTE PARA A OCASIÃO. Procure conhecer o perfil da empresa antes, e use essa informação na hora de escolher roupa, sapato e acessórios. Por exemplo, se você for fazer uma entrevista para uma empresa de consultoria, é mais indicado que use o terno completo. Já se for para uma empresa de Internet, pode dispensar a gravata. De qualquer forma, os fundamentos são eternos. Evite perfumes fortes. Confirme se a roupa está limpa. Para as mulheres: evitem saias curtas demais, decotes cavados e tecidos transparentes. Nada de maquiagem pesada. Para os homens, nada de paletó amarrotado, pastas ou sapatos surrados. Verifique se as unhas estão aparadas e limpas. A barba deve estar feita.
ADMINISTRE BEM SEU TEMPO. Tente chegar 10 minutos antes da hora marcada.
LEVE CÓPIAS DO CURRÍCULO, anotações feitas durante a preparação sobre suas competências e objetivos, papel e caneta.
DURANTE
NÃO ESQUEÇA QUE VOCE PODE SER AVALIADO DESDE O MOMENTO EM QUE PISA NA EMPRESA. Portanto, trate bem a secretária e os assessores e fique atento. Qualquer nova informação pode ser preciosa nessa hora.
"PENSE QUE A ENTREVISTA É O SEU PRIMEIRO DIA DE TRABALHO", afirma o consultor americano Nick Corcodilos. "Sua atitude deve ser a de quem está ali para discutir um projeto, e não a de quem está mendigando um trabalho."
TENTE MANTER SUA AUTOCONFIANÇA. Afinal, ainda não existe empresa no universo que valorize profissionais inseguros e sem iniciativa.
REFLITA BEM ANTES DE RESPONDER. Não se precipite, mas também não enrole. Jamais dê respostas monossilábicas, como "sim", "não" e "é".
JAMAIS FALE MAL DO SEU EX-CHEFE OU DA EMPRESA EM QUE TRABALHOU. Isso mostra que você é pouco discreto e não sabe separar questões pessoais e profissionais.
NÃO TENHA RECEIO DE MOSTRAR SENTIMENTOS DE INSATISFAÇÃO OU RAIVA. Um estudo feito pela Stanford Business School revelou que visão crítica ajuda a convencer o entrevistador de que você é uma pessoa competente e que pode agregar valor. A pesquisa revela ainda que pessoas que demonstram atitude, em geral, têm um salário maior que as outras.
NÃO SAIA DA SALA ANTES DE FAZER AS PERGUNTAS AO RECRUTADOR. Verifique como será o processo de seleção daquele momento para a frente.
E SE...
Se você pensou que está preparado para a batalha, enganou-se. Ninguém está livre de armadilhas que podem tornar sua entrevista um verdadeiro fiasco. Veja como transformar um desastre em oportunidade.
* Se o entrevistador faz uma pergunta que você não tem idéia da resposta? "Fale-me sobre o modelo Value at Risk de avaliação de riscos", dispara o entrevistador. Que fria. Você não sabe a resposta. Mas conhece um outro modelo. Então, siga em frente. Diga: "Conheço pouco o Value at Risk para fazer uma análise mais profunda, mas conheço esse outro método, que acredito ser extremamente eficiente". Ninguém espera que você seja uma enciclopédia ambulante, mas que saiba defender suas idéias.
* Se o recrutador chama você pelo nome errado? Faça uma correção na hora. Educadamente diga que você é fulano e não sicrano e continue a conversa. Se o entrevistador continuar a errar, então diga: "Sei que o senhor conversa com muitos candidatos. Gostaria de checar se está com o meu currículo em mãos. Sou fulano de tal, formado pela universidade XYZ".
* Se o telefone celular toca durante a entrevista? Desligue imediatamente. Peça desculpas. Aliás, o correto é entrar na sala com o celular desligado.
* Se você chegar atrasado? Tráfego congestionado, doença na família, nada disso justifica um atraso. O melhor a fazer é ligar para o entrevistador com antecedência, explicar o problema e pedir desculpas. Se o atraso for ultrapassar 15 minutos, esteja disponível para remarcar a entrevista.
* Se o entrevistador fala algo que você sabe que é incorreto? Se for um erro que você pode contradizer com números e dados, faça-o delicadamente. Ele pode estar testando você. Repita a frase com a correção, sem destacar que o entrevistador está errado.
* Se você comete uma gafe estúpida (como a de dizer no final de uma entrevista com o diretor da Pepsi que você sempre quis trabalhar na Coca-Cola)? Corrija a gafe rapidamente. Deixe claro seu compromisso com a empresa. E não tente justificar o equívoco dizendo que se confundiu porque teve ontem uma entrevista com o pessoal da Coca-Cola. Aí, meu caro, é o seu fim.
* Se você derrubar café na roupa? Tente conduzir a situação com bom humor. Pergunte onde ficam as toalhas de papel e peça licença para ir buscá-las. Não fique esperando alguém consertar a confusão que arrumou. Deixe claro que a entrevista é mais importante que o imprevisto.
DEPOIS
VOLTE PARA CASA E ANALISE A ENTREVISTA. Verifique o que funcionou e o que não deu certo e como poderia melhorar na próxima ocasião.
ENVIE UMA CARTA DE AGRADECIMENTO À EMPRESA no máximo 48 horas após a entrevista.
SE VOCE NÃO TIVER NOTÍCIA NENHUMA APÓS DUAS SEMANAS, ligue para o recrutador e verifique se ele precisa de mais algum dado sobre você.
SEJAMOS SINCEROS: nem mesmo toda essa preparação vai acabar de vez com o desconforto que é enfrentar uma entrevista. Afinal, trata-se de um momento em que você está sendo avaliado por um estranho -- cada palavra, gesto e movimento pode fazer a diferença. Há o receio de ser mal interpretado, rejeitado e, por fim, de perder uma grande oportunidade. Mas se render ao desespero é a pior saída. Vá em frente. Prepare-se bem. Seja você mesmo -- e procure sempre aprender algo quando se deparar com esse tipo de situação.
Murphy está entre nós
Sentado ao volante do meu Santana, parado na saída do estacionamento de um hotel cinco estrelas em São Paulo, senti que estava na maior enrascada da minha carreira. Tentava fazer o motor do carro pegar, e nada. Ao meu lado, sério e calado, estava o diretor do Yankee Group, Carlos Perry (hoje, vice-presidente), que estava hospedado no hotel e com quem acabara de fazer uma entrevista para a posição de diretor-geral. A consultoria americana se preparava para abrir o primeiro escritório no país. Tinha me saído muito bem na conversa, mas o meu sonho de assumir o comando da empresa no Brasil, aos 28 anos, estava indo por água abaixo. Finalizada a entrevista, tinha me oferecido para levar Perry ao aeroporto. Foi aí que tudo começou. Bastou o manobrista entregar o carro e o motor silenciou. Os manobristas do hotel, ansiosos para se livrar do abacaxi, sugeriram que empurrássemos o carro até a rampa de saída para forçar a partida do motor.
Constrangido, olhei para o lado e meu já ex-futuro-chefe continuava calado, sem proferir um único comentário. Era visível sua preocupação com o horário do vôo. Desci do carro e fui procurar ajuda.
Falei com os motoristas do ponto de táxi, mas não teve jeito. Voltei ao hotel, conversei com o gerente e pedi que providenciasse um mecânico com a máxima urgência. Logo em seguida cinco pessoas já estavam debruçadas sobre o capô tentando identificar o problema. O diagnóstico? Pode acreditar: falta de combustível.
Alguém correu até um posto e voltou com um saco plástico cheio de álcool. Conseguimos chegar ao aeroporto em tempo. Me despedi de Perry e, em pensamento, também do novo emprego tão desejado. Depois dessa gafe, achava que minhas chances haviam se esgotado. A grande surpresa aconteceu dois dias depois do episódio. Recebi um telefonema de Perry comunicando a aprovação do meu nome. Eu seria o diretor-geral do escritório do Yankee Group no Brasil. Feliz, não contive minha curiosidade e perguntei a Perry
o motivo por me oferecer a vaga mesmo depois da enorme gafe. A resposta: 'Fiquei impressionado com sua capacidade de mobilizar as pessoas para ajudá-lo. Em pouco tempo, reuniu cinco homens para tentar resolver o problema'. A lição? Prepare-se antes da entrevista para evitar gafes. Mas saiba que imprevistos acontecem. Nesse caso, aproveite a oportunidade para mostrar sua habilidade em lidar com o inusitado."
Cara a cara com o amigo
"No segundo semestre de 1999, depois de trabalhar um tempo na área de
turismo, decidi buscar novas oportunidades. Nesse período, uma das minhas
melhores amigas me deu uma dica quente. Ela trabalhava como gerente de
atendimento a parceiros de uma empresa de Internet no Brasil, mas estava
deixando o cargo. Por me conhecer muito bem, disse que eu tinha o perfil ideal e
potencial para assumir a posição. Até aí,
tudo bem. Bastava eu me candidatar
e enfrentar testes, entrevistas e tudo o mais. O problema é que o presidente da
empresa no Brasil, ou seja, meu futuro chefe, era o mais novo namorado dessa
minha amiga.
Certamente eu teria de passar por uma entrevista com ele, que já havia se tornado um colega pessoal. Isso gerava muita insegurança. Eu tinha várias dúvidas: como ele agiria na entrevista? Qual seria a melhor maneira de me apresentar naquele momento? O cara a cara foi inevitável. Já havia passado por duas conversas e havia sido aprovada: uma com a pessoa que seria meu chefe direto e outra com um dos diretores da empresa. Na hora da entrevista, tanto eu quanto ele acabamos adotando uma postura mais formal. Deixei as questões de amizade de lado e a entrevista foi focada no trabalho. Ele me explicou melhor o cargo, as áreas para as quais deveria prestar serviços, situações do dia-a-dia. Da minha parte, falei de habilidades, motivação e da vontade de aprender. A melhor maneira de se dar bem numa entrevista desse tipo é manter-se focada no trabalho.
Fui aprovada. A partir de então, começou minha segunda batalha. Como
ainda não tinha muita intimidade com os assuntos da Internet, estudei muito.
Fazia muitas perguntas e muita pesquisa antes de tomar qualquer decisão. Não
queria que meus amigos me achassem legal mas incompetente. Não queria também que
as pessoas no escritório misturassem as coisas, por isso me dediquei a cumprir
bem todas as tarefas.
O resultado é que depois de oito meses esse mesmo
chefe (e amigo) resolveu montar seu próprio negócio, e me convidou para
participar da nova empreitada."
A hora do vale tudo
"Estava frente a frente com um alto executivo de uma grande consultoria. Já era a minha segunda entrevista naquela empresa. Mesmo assim a situação era tensa. Todo seguro de si, o executivo pegou meu currículo e começou a analisá-lo. Após alguns segundos, olhou para mim e disse: 'Vejo aqui que você recebeu um prêmio na área de negociação'. Concordei e expliquei que havia recebido o prêmio durante um seminário sobre o assunto. O executivo disse: 'Um bom negociador sabe comprar, sabe vender, certo?' Novamente, concordei com ele. Vale lembrar que estava concorrendo a uma vaga numa posição que exigia forte capacidade de negociação. Rapidamente, o diretor pegou uma caneta que estava à sua frente e pediu que eu vendesse o objeto para ele.
Surpreso com a proposta, chequei se ele queria mesmo que eu vendesse a caneta. Acredito que ele achou a pergunta muito fácil. Resolveu, então, mudar de idéia. 'Não, deixe a caneta para lá', disse o diretor. Nesse momento é que ele disparou a bomba em minha direção: 'Supondo que eu seja um tetraplégico, venda-me agora uma raquete de tênis'. Tomei um susto. O quê? Como é que eu ia vender uma raquete de tênis para um tetraplégico? Eu tinha de achar uma saída. Respirei fundo. E comecei, então, a desenvolver um raciocínio. Perguntei ao executivo se poderia fazer algumas perguntas ao tetraplégico (interpretado por ele). Perguntei se ele era atleta. Ele disse que isso não importava. Perguntei qual era sua situação financeira. Respondeu que era bem de vida. Procurei saber se ele dava valor ao esporte. Afirmou que sim.
Depois dessa checagem, fiz a minha proposta. Disse que pertencia a uma instituição de caridade e que gostaria de contar com a colaboração dele. Afinal, ele tinha certa estabilidade financeira. Pedi, então, que doasse 20 raquetes de tênis para a entidade. E ele concordou na hora em fazer a doação. Resultado? Não vendi apenas uma raquete para o diretor, mas um pacote de 20. Fui chamado para trabalhar na empresa. Mas acabei optando por uma oportunidade de trabalho em outra companhia. Sei que em muitos casos os entrevistadores são extremamente agressivos na hora de testar o raciocínio e a criatividade dos candidatos. Mas nesse caso acredito que a simulação foi bem interessante. Cumpriu o objetivo."
As armadilhas das dinâmicas de grupo
Para entrar no mercado de trabalho por meio dos melhores programas de trainees, os jovens profissionais são bombardeados com testes de inglês, avaliações psicológicas, prova de conhecimentos gerais. Mas é na hora da dinâmica de grupo que o bicho pega. As dinâmicas são sessões de 3 a 4 horas, em que os candidatos realizam atividades em grupo, conduzidas por psicólogos e profissionais de RH. O objetivo é conhecer os aspectos comportamentais, como flexibilidade e motivação. São vários os causadores do pânico nas dinâmicas. Um deles é a própria concorrência entre as pessoas do grupo, o que exige alta performance dos candidatos. No ano passado, 7200 candidatos disputaram 31 vagas para o programa de trainee da Rhodia. "Por causa da grande quantidade de candidatos, as empresas não têm condições de aplicar entrevistas individuais nessa etapa do processo", afirma Sofia do Amaral, diretora da Companhia de Talentos, empresa de São Paulo especializada em seleção. Outro fator que faz da dinâmica a pedra no sapato de muita gente é a própria falta de preparo de profissionais na hora de conduzir as sessões. Muitos colocam os candidatos em situações difíceis ou usam critérios de avaliação discutíveis.
Rodrigo Benatti, 30 anos, gerente de novos negócios da DPaschoal, com MBA pela Universidade da Carolina do Norte, já enfrentou uma dessas sessões para uma vaga numa empresa do setor metalúrgico. "A recrutadora colocou várias peças no chão (copinho de iogurte, peças do jogo Lego) e pediu para que escrevêssemos algo sobre aquilo", conta. "Como estava bem próximo dos objetos, olhei as peças e fiz o texto." Benatti conta que, quando soube da sua reprovação, foi pedir uma explicação à recrutadora. "Ela me disse que não fui aprovado porque não levantei da cadeira para ver as peças, e isso significava que eu era apático." Revoltado com a falta de respeito e de bom senso de muitas dinâmicas de grupo, o recém-formado em engenharia pela Unicamp Alexandre de Medeiros, 25 anos, criou o site Odeio Dinâmica (www.geocities.com/odeiodinamica).
O objetivo do site é levantar discussões sobre o assunto. Mas o fato é que, se bem aplicada, a dinâmica pode funcionar, sim. "Nosso objetivo é verificar se o candidato tem o perfil procurado pela empresa", afirma Sofia, da Companhia de Talentos. É claro que muitos jovens acabam se rebelando porque são reprovados. De qualquer forma, trata-se de um assunto polêmico e que exige reavaliação. Afinal, se diretores e gerentes experientes se recusam a participar das dinâmicas, por que os jovens têm de passar por isso?
ENTENDA AS ENTRELINHAS DAS ENTREVISTAS
Para a
discussão desse assunto, resolvemos inventar um personagem, dentro de uma
situação fictícia.
Imagine que você foi chamado, afinal, para uma
entrevista. A empresa é boa, de médio porte, familiar - dirigida pelo
proprietário - , tem vocação para a modernidade, tem fama de respeitar os
funcionários e pagar de acordo com o mercado.
Depois de tanto tempo
procurando emprego, ou depois de tanto tempo sonhando com um novo emprego para
poder reciclar a sua vida profissional, você bem merece um dia de descanso sem
pensar em nada. Certo?
Errado! Aproveite o dia para se preparar para a
entrevista. Você pode estar tranqüilo em relação aos seus conhecimentos
técnicos, mas uma entrevista mede muito mais do que isso. Em resumo, o
empregador quer saber, numa entrevista, o que você já fez que deu certo em
outras empresas, e o que poderá fazer que dê certo na empresa
dele.
COM QUEM VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FALANDO?
Se você conhece a
empresa que está chamando você para conversar, ótimo. Se não conhece, vá
pesquisar. Consiga folhetos, pesquise em bibliotecas, pergunte a amigos e
conhecidos, se possível fale com uma pessoa que trabalhe lá dentro. Conheça
produtos e serviços da empresa. Fale com fornecedores e clientes, se
puder.
Tem algum amigo que conhece o dono da empresa? Converse com ele,
pergunte algumas coisas para identificar traços de personalidade da pessoa que
vai entrevistar você. Se o seu potencial empregador é uma pessoa famosa,
pesquisa em jornais e revistas. Tudo o que você souber sobre ele e sobre a
maneira como ele pensa vai ser útil.
Agora sim, você está pronto.
Mas não
antes de deitar-se cedo e dormir umas boas oito horas de sono.
NO DIA
"D"
No dia marcado você chega à empresa 15 minutos antes da hora, com uma
roupa formal (terno escuro, camisa clara e gravata discreta, para homens, ou
tailleur de cor pastel neutra, de preferência, para
mulheres).
*Seja cordial, sem ser efusivo.
*Seja polido,
sem ser submisso.
*Seja atencioso, sem ser
intrometido.
*Seja objetivo, sem ser lacônico.
O QUE ELE
DIZ E O QUE ELE QUER DIZER
Depois das amenidades rotineiras que manda o
protocolo, o Sr. Almeida, dono da empresa, mostra que gostou do seu currículo, e
pergunta:
"Por que você está interessado em juntar-se à nossa
equipe?"
1. Se você não está preparado, certamente responderá
que ouviu muitas coisas boas a respeito da empresa dele e da política de
recursos humanos, e que gostaria de integrar-se a uma empresa que está em fase
de crescimento. No entanto, você vai perceber que não era bem isso o que ele
queria ouvir, e tentará consertar com alguma coisa assim: "Achei que minha
experiência poderia ser uma valiosa contribuição para os esforços de crescimento
da empresa."
Mas aí já será tarde. Melhor você se despedir, ir embora e
pensar em outra empresa. Porque nesta, você não terá mais
chance.
2. Mas se você está preparado, vai saber que, na verdade,
o Sr. Almeida está abrindo uma questão para a qual não deseja necessariamente
uma resposta objetiva. Está é dando a você a oportunidade de tomar a iniciativa
e guiar a discussão sobre fatos específicos de suas qualificações.
Sua
melhor resposta deveria ser esta, por exemplo: "Posso fazer uma pergunta antes
de responder?". Decerto que ele permitirá, e você pede para que ele identifique
o maior problema que a empresa enfrenta atualmente. Ou então: "Antes de entrar
em detalhes mais específicos, o senhor poderia me dizer...?" Sempre que fizer
uma pergunta, use-a para descobrir mais sobre a empresa e suas necessidades, de
modo a reforçar os seus argumentos para convencer o Sr. Almeida de que você é a
pessoa que ele precisa contratar.
A partir da resposta dele, você poderá
rapidamente construir um discurso objetivo e breve sobre o que considera
importante realizar, no nível da sua competência, para melhorar a eficiência da
empresa.
Não pense que você será tomado por arrogante. Ao contrário, o Sr.
Almeida ficará contente de ver que você se interessou pelos negócios dele e
pelas soluções possíveis de implantar na empresa dele. Não é este o funcionário
que todo empregador gostaria de ter?
Se você já enfrentou situação
operacional semelhante à que ele relatou, aproveite para mencionar isto, e conte
o que foi feito para corrigir o problema.
Procure não se colocar na pele do
salvador da empresa, mas de uma pessoa com conhecimentos suficientes para ajudar
no desenvolvimento de programas.
O JOGO DOS SETE
As evidências
positivas e negativas que um entrevistador como o Sr. Almeida manifesta não se
manifestam necessariamente só nas perguntas que fizer. As atitudes, o gestual, a
expressão fisionômica, podem expressar coisas não ditas que você pode usar em
seu proveito. Nessas entrelinhas, existem sete indicativos que podem ser
positivos para a sua entrevista, por isso você deve ser bastante atento para as
atitudes do Sr. Almeida.
1. Ao encontrá-lo para a entrevista, ele
foi caloroso e demonstra que conhece bem o seu currículo.
2. As
perguntas que fez a seu respeito são profundas e anotou muitas das
respostas.
3. Ele discutiu intensamente os problemas da empresa com
você.
4. Ele apresentou você a outros executivos da empresa ou sugeriu
que você falasse com outras pessoas.
5. Ele começou a elogiar a
empresa e a vendê-la para você.
6. Uma outra posição foi discutida
também.
7. A entrevista ultrapassou uma hora.
A
PROPOSTA
Raramente, uma oferta é feita na primeira entrevista. Portanto,
depois que terminar a entrevista, de preferência ainda no mesmo dia, escreva uma
carta para o Sr. Almeida. O intuito é marcar a sua presença e fazê-lo lembrar-se
de você de uma forma positiva. Outro objetivo é induzir o Sr. Almeida a chamá-lo
de novo para uma nova entrevista.
Esta carta, chamada de "follow-up",
vai distinguir a sua candidatura das de outras pessoas que ele estiver
entrevistando. Não se esqueça de que ele é um homem muito ocupado e que pode se
esquecer de você. A carta vai fazê-lo se lembrar, especialmente porque não será
apenas uma carta de agradecimento, mas que venda as suas qualificações para a
posição. Se não receber uma resposta em dez dias, dê um telefonema para o Sr.
Almeida. Se ele chamar você para uma outra conversa, o emprego é praticamente
seu.