AOS
BRASILEIROS - CARIOCAS E FLUMINENSES
Violência - Causas, efeitos e soluções.
Não se resolve problemas definitivamente sem que se lhes conheçam
bem seus componentes e causas. Entendam a causa deste enigma em que hoje se
vive na Cidade e no Estado do Rio de Janeiro.
A cidade foi capital do Reino Português, da Colônia, do
Império e da República por 200 anos. Nesta condição privilegiada, recebeu
fartos recursos através de impostos e taxas federais, assim como resultados dos
investimentos efetuados em todos os estados da Federação. Nesta abonada
situação econômica, criou uma bela e exuberante cidade, tanto na economia social
assim como nas edificações espremidas entre o mar e as montanhas o que motivou
o crescimento vertical de elevado custo de manutenção e de alta concentração
demográfica, o que exigiu a construção de sistema viário caro, com a realização
e a manutenção de pistas expressas, viadutos, túneis e metrô. Dentro destas
condições econômicas favoráveis, criou uma sociedade menos preocupada com o
próprio destino, perdida na boemia e tantas outras vaidades consumistas. Em
1960, com a transferência da capital federal para Brasília, a cidade do Rio de
Janeiro teve seus recursos de sustentação reduzidos ao passar a ser apenas capital
do Estado do mesmo nome, o terceiro menor da federação e que não dispõe dos
recursos naturais suficientes para manter como capital uma cidade do porte
desta, a segunda maior do país. Vinha sendo mantida economicamente pela
exportação de petróleo o que logo se tornou o maior produtor do país, e do
fluxo turístico. Porém a queda dos preços do “ex-ouro negro” no mundo afetou a
sua economia obrigando sua administração a aumentar impostos e taxas, reduzir a
assistência social em geral, motivando o desemprego e o crescimento da
marginalidade, da violência e, com isso, decair a visitação turística piorando
cada vez mais. São as causas do que cariocas e fluminenses sofrem atualmente.
Caminhos Duvidosos:
Considerem que os capitais externos, tão almejados pelas
nossas autoridades como investimentos, estão longe de resolverem os problemas
do Estado e do País. Isso porque os recursos naturais dos países
financeiramente ricos estão cada vez mais escassos em seus territórios, e para
manterem seus status, dependem das importações de matérias primas baratas para
alimentarem suas indústrias e de produtos de consumo baratos para o consumo de
seus povos. Para obtenção de tais
vantagens, é possível que governos e empresários de países investidores agraciem
políticos e empresários de nosso país com inúmeras vantagens em seus países
tais como contas bancárias ou outros benefícios em nome de terceiros. (Como
investigar e comprovar esta hipótese?). Por isso os investimentos estrangeiros,
sejam eles financeiros ou tecnológicos em outros países visam exclusivamente lucros
de seus investidores, e nunca a concessão de benefícios sociais aos povos
explorados. Para que os custos de produção sejam menores e seus lucros
maiores, adotam a automação em detrimento da oferta de empregos. Os produtos obtidos
com as aplicações de tais capitais e que são vendidos nos mercados internos são
mais caros, enquanto os destinados às exportações para os países dos investidores
são sempre muito mais baratos. Portanto, de um modo geral, empréstimo e
aplicações financeiras em atividades que
não gerem recursos para distribuição de rendas através de empregos, servirão apenas para prolongar o caos que estamos
vivendo. Esta forma de exploração, leva os povos explorados à miséria, ao
desespero, às disputas armadas, guerras e a consequente venda de armas; outra
fonte rendosa de lucros para os países investidores e exploradores deste ramo.
No caso do Rio de Janeiro, a intervenção de forças armadas federais na
segurança do Estado, visa apenas imagens políticas, pois são caras e
insustentáveis por muito tempo; pois, enquanto houver pobreza crescente ao lado de
riqueza decadente, a insegurança social é inevitável.
Minha Proposta:
Aproximar pessoas sofridas pelo desemprego, pequenos
empresários combalidos e demais cidadãos inconformados com a insegurança que reina
no país, para estabelecerem uma associação através da qual se discutem e estimulem
a formação de conglomerados para, em bloco, exportarem produtos manufaturados com
nossas matérias primas e mão-de-obra, tais como roupas, calçados, bolsas,
perfumarias, artesanatos, alimentos e tantos outros produtos exportáveis cujas
fabricações gerem mais empregos e recursos internos para custearem a saúde e a
educação.
Caso você concorde com esta iniciativa e queira colaborar com
novas idéias, acrescente a esta a sua opinião e remeta para sua lista de
correspondentes, mesmo de outros estados, pois, guardando as devidas
proporções da gravidade, a situação do Brasil é idêntica a do RJ. Passe uma
cópia para mim que me proponho a coordenar a fase inicial do movimento.
Atenciosamente,