Aldino Gomes galo....@gmail.com
Para:Sr. Antídio
5 de jun às 20:27
Querido e
inesquecível Mestre,
obrigado pela infinita abertura mental que você, com sua equilibrada e serena
presença, me proporcionou e ainda proporciona.
Lembrei de você quando li este artigo. Então, estou retransmitido.
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"O que aprender com a paralisação dos caminhoneiros?
Estamos passando por um "treinamento de apocalipse". Sem combustível nos postos, poucas frutas e legumes, quase nada de verduras, faltam itens nos mercados... Parece cena de filme, mas não é.
E dessa vez, nós temos sorte (!!!), é por conta de uma paralisação de caminhoneiros que daqui a alguns dias estará solucionada com os acordos que estão sendo feitos com o governo.
No futuro, se continuarmos fazendo as coisas da mesma forma, será por falta real de recursos. Falta, aliás, que já existe constantemente para pelo menos 1 bilhão de pessoas pelo mundo.
Tudo isso me faz ver que nós ainda dependemos MUITO dos combustíveis fósseis. Dependemos MUITO de meios de transporte de longa distância. Dependemos MUITO das coisas erradas, daquelas coisas que podem até ser úteis atualmente, mas que irão nos destruir no futuro.
Que esses dias apocalípticos nos sirvam de inspiração para alterar hábitos e rotinas destrutivas.
Menos carros nas ruas, mais bicicletas.
Menos consumo de alimentos que vêm de todos os cantos do mundo, mais produção local.
Mais hortas urbanas nos bairros das grandes (e pequenas) cidades.
Mais fontes de energia alternativas.
Mais respeito por quem produz e transporta aquilo que necessitamos - independente da distância.
Mais pessoas interessadas em promover mudanças em suas vidas pessoais.
Não vai adiantar estocar comida quando recursos como o petróleo estiverem escassos e causando o caos completo numa sociedade que se sustenta em bases frágeis.
Mas adianta aprender a plantar, se organizar e montar uma horta em casa ou no bairro, compostar as sobras de alimentos. Adianta buscar os pequenos agricultores que moram mais próximo de você.
Adianta buscar novas fontes de energia. Adianta aprender a reduzir a necessidade por itens que demandam gasto de energia ou combustíveis fósseis.
Adianta aprender sobre veganismo, minimalismo, sustentabilidade, horta urbana, empreendedorismo, viver (mais e melhor) com menos.
Adianta mudar.
Primeiro sozinho, de dentro para fora. Depois unindo-se a outros que também estão promovendo mudanças nas estruturas da sociedade.
A estrutura primeira de toda civilização é o indivíduo. Mudando o indivíduo, muda-se a sociedade. E pouco a pouco começamos a ver as mudanças individuais reverberando no mundo ao nosso redor.
Novas leis, novas iniciativas, novas formas de ver e viver a vida.
Junte-se ao novo.
Mas por onde começar? Por onde você quiser. Todo despertar natural começa com apenas uma transformação.
Você quer reduzir a sua produção de lixo? Parar de comer animais? Diminuir o seu vício em consumo? Emagrecer com saúde? Deixar de depender dos mercados e grandes marcas para comer, se cuidar e se vestir? Defender uma causa?
Você escolhe por onde começar.
O mundo está acabando, é sério. Só que tudo o que acaba dá a oportunidade de início a alguma coisa. Estamos vendo o nascer de um novo mundo - e o colapso de um mundo antigo.
Por isso, tome as providências necessárias para acessar cada vez mais a realidade do novo mundo e depender cada vez menos do velho. É mais fácil e bem mais barato do que você pensa.
Quem continuar a depender do velho mundo, vai acabar junto com ele.
E a paralisação dos caminhoneiros é só um aviso para quem quiser entender as coisas com os olhos da transformação: não coloque a sua vida nas mãos de um sistema falido.
Acorde e co-crie um novo sistema mais justo, limpo e sustentável!" #gogreen
por Lorena Ventura by Manuela Colker
**********************************************************************Migo Dino: Bom dia
Refuto tão honrosos elogios; porém concordo com o artigo enviado como sendo um sonho que jamais poderá ser adotado em termos mundiais. Não vou entrar em mais profundos detalhes porque são longos e cansativos; mas, em síntese, a lei do mais forte está presente em tudo que existe desde a formação da matéria até o estilo de vida entre os seres humanos. A vida se alimenta da morte: São uns seres matando diretamente para comer enquanto outros, no caso dos humanos, a encomendamos a terceiros para encobrir o sentimento de voracidade implantada na nossa cultura. Nós, já dotados da capacidade de pensar, somos egoístas e só pensamos em nós mesmos e naquilo que nos interessa. Vejamos politicamente o porquê: O sistema governamental democrático que nos parece tão justo, não é mais do que um engodo para que os mais fortes (os que conseguem acumular mais recursos financeiros) possam usurpar pacificamente os recursos necessários para sobrevivência da maioria mais fraca, quer sejam de bens materiais ou de prestação de serviços, para servir ao seu bem estar megalômano. Para eles, defensores da democracia, é mais lucrativo modelar mentalmente os povos para se comportarem de forma a atender seus interesses, especialmente através do consumo supérfluo, com isso causando grandes saques nos recursos naturais de outros países e poluindo o meio ambiente, do que mantê-los subordinados pelas forças militares. Os países cujos povos enriqueceram e vivem bem, não foi pela exploração e beneficiamento de seus recursos naturais, muitas vezes já esvaídos, mas pela importação e beneficiamento de matérias primas importadas de outros países ricos nelas, nos quais forçam as maiorias populacionais a viverem em estado de miséria. É o nosso caso. No mundo, as matérias utilizadas pelo sistema se esvaem enquanto, a pobreza cresce e o meio ambiente é, cada vez mais, saturado de lixo de todas as espécies. É isso que temos pela frente.
Forte abraço extensivo a Aninha e Larissa.
Att. Antídio