NÃO DEIXEM DE ASSISTIR, POIS É BELISSIMO!! BRAVISSIMO!!
QUEM TEM RAIZES NA ITALIA, ENTÃO!!!
LEIA, ANTES.
ESPETACULAR
Ah se no Brasil pudéssemos cantar assim contra esta corrupção.
Alex
Leiam os comentários antes de abrir o link que nos brinda com um estupendo,
quiçá histórico, momento de performance musical e revolta cultural, diante
dos desgovernos, prevaricações e falta de lideranças, não só no nosso país mas
no mundo, como um todo.
Um momento intenso e de emoção para os apaixonados pela liberdade.
No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que
a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, que
invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas, também,
política à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era
dirigida pelo maestro Ricardo Mutti.
Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno – ex-ministro
do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas
verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.
Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se
transformou numa verdadeira «noite de revolução » quando sentiu
uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral « Va pensiero » o famoso
hino contra a dominação.
Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir ; o silêncio absoluto do público,
na expectativa do hino ; clima que se transforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo.
A reação visceral do público quando o côro entoa – ‘Ó minha
pátria, tão bela e perdida’ - .
Ao terminar o hino os aplausos da platéia interrompem a ópera e o público se manifesta
com gritos de « bis », « viva Itália », « viva Verdi ».
Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas.
Não sendo usual dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o
tenha feito uma vez em 1986, no teatro À La Scala de Milão, o maestro hesitou pois, como
ele depois disse : « não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular ». Dado
que o público já havia evelado seu sentimento patriótico fez com que o maestro se voltasse
no púlpito e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.
Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de « longa
vida à Itália » disse:
RICCARDO MUTTI :
« Sim, longa vida à Itália [aplausos] mas ... não tenho mais 30anos e já vivi a minha vida,
mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se
passa no meu país.
Portanto aquieço a vosso pedido de bis para o Va Pensiero.
Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite,
enquanto eu dirigia o côro que cantava ‘ Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a
continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual se assenta a história da Itália.
Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente bela e perdida
[aplausos retumbantes, incluindo os artistas da peça].
Reina aqui um ‘clima italiano’ ; eu, Mutti me calei por longos anos.
Gostaria agora... nós deveriamos dar sentido à este canto ; como estamos em nossa casa, o
teatro da capital, e com um côro que cantou magnificamente, e que é magnificamente acompanhado, se for de
vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos.»
Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Côro dos Escravos.
Pessoas se levantaram.
Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou.
Foium momento magnífico na ópera !
Vê-se, também, o pranto dos artistas.
Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo, uma declaração
da platéia do Teatro da capital dirigida aos políticos.
AGORA NÃO DEIXEM DE VER E OUVIR PELO LINK ABAIXO :
http://www.youtube.com/embed/G_gmtO6JnRs