Lista de Exercícios - Historia Medieval

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Daniel Gomes (Prof Hist Geral)

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Apr 25, 2010, 9:24:50 PM4/25/10
to Extensivo Noturno 2010
Aqui vai uma lista de exercícios de historia medieval, do Islamismo
ate a Crise do Século XIV.
Resolvam todos!

Daniel Gomes (Historia Geral)

Lista de Exercícios de Historia Geral – História Medieval
Prof. Daniel Gomes

1. (Ufla 2003) "Cinco vezes ao dia pára tudo no país. Até a
globalização. São os momentos dedicados a Alá. O muçulmano ajoelha-se
e reza".

"Próxima Viagem", ago. 2000, pág. 70

"Miséria e falta de democracia, aliadas ao nacionalismo, fazem o caldo
no qual nasce o radicalismo islâmico – uma minoria na religião".

"Veja", 19-09-2001

Nos trechos acima, pode-se perceber as "duas faces" do islã: o
islamismo religião, que prega o respeito por outras crenças e se
define como religião de paz, e o islamismo fundamentalista.Todas as
alternativas abaixo expressam um aspecto do fundamentalismo como um
todo, EXCETO:
a) Tal movimento entende os textos sagrados como única orientação para
a própria organização da sociedade.
b) O fundamentalismo, como movimento, não é exclusividade do mundo
muçulmano, ocorrendo em outras religiões, inclusive no judaísmo.
c) Se o “radicalismo islâmico”, exemplificado em um dos textos acima,
é uma “minoria na religião”, é também insignificante como movimento.
d) A existência de grupos fundamentalistas atualmente é que determina
a origem de alguns conflitos ao redor do mundo.
e) Uma das características do fundamentalismo islâmico, por exemplo,
está na organização da sociedade regida pelo Alcorão.

2. (Fuvest) Os movimentos fundamentalistas, que tudo querem subordinar
à lei islâmica (Sharia), são hoje muito ativos em vários países da
África, do Oriente Médio e da Ásia. Eles tiveram sua origem histórica
a) no desenvolvimento do islamismo, durante a Antigüidade, na
Península Arábica.
b) na expansão da civilização árabe, durante a Idade Média, tanto a
Ocidente quanto a Oriente.
c) na derrocada do socialismo, depois do fim da União Soviética, no
início dos anos noventa.
d) no estabelecimento do Império turco-otomano, com base em Istambul,
durante a Idade Moderna.
e) na ocupação do mundo árabe pelos europeus, entre a segunda metade
do século XIX e primeira do XX.

3. (UEL 2000) O Islamismo se expandiu tanto, a partir do século VII,
que hoje é uma das três religiões mais difundidas no mundo. A sua
grande difusão deve-se, sobretudo:
a) ao seu vínculo com a etnia árabe e com a raça semita,
marginalizadas pelo judaísmo e cristianismo.
b) a sua oposição ao monoteísmo, característico do judaísmo e
cristianismo, mas ausente nas religiões tribais africanas.
c) a sua tradição de não usar a força para converter os povos
conquistados, ao contrário do que faziam os cristãos.
d) a sua maior flexibilidade moral, se comparada com o rigor da
moralidade judaica e cristã.
e) ao respeito às diferenças raciais e capacidade de absorver
elementos das culturas dos povos onde se instalou.

4. (UFRN-2009) “Ó crentes! Ponde-vos em guarda! Lançai-vos contra os
nossos inimigos em grupos ou em bloco. [...] Combatei na senda de
Allah contra os que compram a vida mundana com a última! Àqueles que
combatem na senda de Allah, quer estejam mortos, quer estejam
vitoriosos, conceder-se-á uma enorme recompensa. [...]. Os que
acreditam, combatem na senda de Allah. Os que não acreditam combatem
na senda de Tagut: combatei os inimigos do demônio [...]”.
Apud: PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. Idade Média: textos e
testemunhas. São Paulo: Unesp, 2000. p. 60-61.
a) explique de que modo as idéias contidas no fragmento textual
influenciaram na expansão dos muçulmanos.
b) cite uma conseqüência de natureza econômica, decorrente da expansão
islâmica.
c) cite uma conseqüência de natureza cultural, também ligada a essa
expansão.

05. (UFPA) Nas relações de suserania e vassalagem dominantes durante o
feudalismo europeu, é possível observar que:
a) a servidão representou, sobretudo na França e na península Ibérica,
um verdadeiro renascimento da escravidão conforme existia na Roma
imperial.
b) os suseranos leigos, formados pela grande nobreza fundiária,
distinguiam juridicamente os servos que trabalhavam nos campos dos que
produziam nas cidades.
c) mesmo dispondo de grandes propriedades territoriais, os suseranos
eclesiásticos não mantinham a servidão nos seus domínios, mas sim o
trabalho livre.
d) o sistema de impostos incidia de forma pesada sobre os servos. O
imposto da mão morta, por exemplo, era pago pelos herdeiros de um
servo que morria para que continuassem nas terras pertencentes ao
suserano.
e) as principais instituições sociais que sustentavam as relações
entre senhores e servos eram de origem muçulmana, oriundos da longa
presença árabe na Europa Ocidental.
06. (Vunesp) “Deus colocou o servo na Terra para trabalhar e
obedecer.”
Analise os compromissos, fortemente influenciados pela ação de uma
instituição feudal, vinculando-os ao enunciado proposto.

07. (Vunesp - 2003) Desde o final do Império Romano até o início da
Idade Moderna, pode-se dizer que o continente europeu viveu sob o
feudalismo ou regime feudal.
a) Qual era a base de exploração da mão-de-obra durante o regime
feudal?
b) Do ponto de vista ecoonomico e político, como se caracterizava o
feudalismo?

08. (FGV) Entre o final do século X e o começo do século XI, a Igreja
lançou mão de estratégias que visavam atenuar os conflitos militares
internos da Europa Ocidental. A esse respeito é correto afirmar:
a) Trata-se da Paz de Deus e da Trégua de Deus, que representaram uma
tentativa de controlar as ações da nobreza por parte dos poderes
eclesiásticos.
b) Trata-se dos movimentos espirituais liderados por São Francisco de
Assis, que defendiam a paz entre as comunidades cristãs no período
medieval.
c) Trata-se da Paz de Deus e da Trégua e Deus, que representaram uma
política de tolerância religiosa com relação aos judeus e bizantinos.
d) Trata-se da Paz de Deus e da Trégua de Deus, que representaram uma
reação clerical à proposta de combate aos infiéis formulada por
membros da nobreza.
e) Trata-se dos movimentos espirituais liderados por São Bernardo de
Claraval contra as Cruzadas que se voltavam contra judeus, heréticos e
muçulmanos.

09. (UFSCAR) Conforme lembrou Marc Bloch, o recurso à “maquinaria” era
apenas um meio de os monges se conservarem disponíveis para o mais
importante, o essencial, quer dizer, o Opus Dei, a oração, a vida
contemplativa. Longe de ser uma instalação corrente, o moinho era uma
raridade, uma curiosidade, e a sua construção por monges passava, aos
olhos contemporâneos, mais como prova de saber quase sobrenatural,
quase taumatúrgico dos monges, do que como exemplo de sua habilidade
técnica. (...)
Este trabalho monástico tem, sobretudo, aspecto penitencial. É porque
o trabalho manual se liga à queda, à maldição divina e à penitência,
que os monges, penitentes profissionais, penitentes de vocação,
penitentes por excelência, devem dar esse exemplo de mortificação.
(Jacques Le Goff. Para um novo conceito de Idade Média, 1993.)
a) Quem exercia o trabalho manual na Europa na Idade Média? Quais
valores predominavam em relação ao trabalho manual?
b) Cite um exemplo de valorização do trabalho manual na Idade Média
européia.

10. (Unicamp) Até o século XII, a mulher era desprezada por ser
considerada incapaz para o manejo de armas; vivendo num ambiente
guerreiro, não se lhe atribuía outra função além de procriar. A sua
situação não era mais favorável do ponto de vista espiritual; a Igreja
não perdoava Eva por ter levado a humanidade à perdição e continuava a
ver em suas descendentes os acólitos lúbricos do demônio. (Adaptado de
Pierre Bonassie, Amor cortês, em Dicionário de História Medieval.
Lisboa: Publicações D. Quixote, 1985, p. 29-30.)
a) Identifique no texto as razões para a mulher ser considerada
inferior na sociedade medieval.
b) Quais características da sociedade medieval configuraram um
“ambiente guerreiro” até o século XII?

11. (Unicamp) A tomada da cidade de Jerusalém foi narrada assim pelo
historiador árabe Ibn al-Athir: “A população da Cidade Santa foi morta
pela espada e os franj (*) massacraram os muçulmanos durante uma
semana. Na mesquita [...], eles mataram mais de setenta mil pessoas”.
(*) franj: os francos, os soldados cruzados.
Para os árabes, os soldados invasores eram "bestas selvagens”,
atrasados, ignorantes das artes e da ciência e fanáticos religiosos
que não hesitavam em queimar mesquitas e dizimar populações inteiras.
(Baseado em Amin Maalouf. As Cruzadas vistas pelos árabes.)
a) Descreva a visão que os árabes tinham dos europeus e a visão que os
europeus tinham dos árabes no período das Cruzadas. Compare-as.
b) Quais foram as conseqüências das Cruzadas para a Europa?

12. (Unicamp) No século XIII, um teólogo assim condenava a prática da
usura:
"O usurário que adquirir um lucro sem nenhum trabalho e até dormindo,
o que vai contra a palavra de Deus que diz: 'Comerás teu pão com o
suor do teu rosto'. Assim o usurário não vende a seu devedor nada que
lhe pertença, mas apenas o tempo, que pertence a Deus. Disso não deve
tirar nenhum proveito." (Adaptado de J. Le Goff, A bolsa e a vida. São
Paulo: Brasiliense, 1989.)
a) O que é usura?
b) Por que a Igreja medieval condenava a usura?
c) Relacione a prática da usura com o desenvolvimento do capitalismo
no final da Idade Média.

13. (Fuvest 2004) “Quando as galeras fugitivas, carregadas de doentes
e feridos, tiveram que enfrentar, no rio Nilo, os navios dos
muçulmanos que barravam sua passagem, foi um massacre quase total: os
infiéis só pouparam aqueles que pudessem ser trocados por um bom
resgate. A cruzada estava terminada. E foi cativo que o rei entrou em
Mansourah, extenuado, consumido pela febre, com uma disenteria que
parecia a ponto de consumi-lo. E foram os médicos do sultão que o
curaram e o salvaram.”
Os acontecimentos descritos pelo escitor Joinville, em 1250, revelam
que as Cruzadas foram:
a) organizadas pelos reis católicos, em comum acordo com os chefes
egípcios, para tomar Jerusalém das mãos dos muçulmanos.
b) consequência das atrocidades dos ataques dos islâmicos na península
ibérica.
c) uma resposta ao domínio do militarismo árabe que ameaçava a
segurança dos países cristãos e do papado.
d) um movimento de expansão de reis cristãos e da Igreja romana nas
regiões do mundo islâmico.
e) expedições militares organizadas pelos reis europeus em represália
aos ataques dos bizantinos e Jerusalém.

14. (PUC 2003) As Cruzadas tiveram caráter:
a) exclusivamente religioso, buscando resgatar a Terra Santa das mãos
dos árabes e expandir o catolicismo.
b) exclusivamente comercial, buscando novas terras para a agricultura
e mercado para os produtos europeus.
c) religioso e comercial, buscando conciliar a ação expansionista
religiosa a abertura de novas rotas comerciais.
d) político e religioso, buscando ampliar o poder do Papado e produzir
uma fusão entre o catolicismo e o Islamismo.
e) político e comercial, buscando expandir o absolutismo monárquico e
abrir mercados para produtos do Vaticano.

15. (Fuvest 2002) A prosperidade das cidades medievais, com seus
mercadores e artesãos, suas universidades e catedrais, foi possível
graças:
a) à diminuição do poder político dos senhores feudais sobre as
comunidades camponesas que passaram a ser protegidas pela Igreja.
b) à união que se estabeleceu entre o feudalismo, que dominava a vida
rural, e o capitalismo, que dominava a vida urbana.
c) à subordinação econômica, com relação aos camponeses, e política,
com relação aos senhores feudais.
d) ao aumento da produção agrícola feudal, decorrente tanto da
incorporação de novas terras quanto de novas técnicas.
e) a existência de um poder centralizado que obrigava o campo a
abastecer prioritariamente os setores urbanos.

16. “O ar da cidade torna um homem livre”. Analise o significado desse
adágio popular, no quadro do desenvolvimento das cidades européias, a
partir da Baixa Idade Média.

17. (Unifesp) "Por trás do ressurgimento da indústria e do comércio,
que se verificou entre os séculos XI e XIII, achava-se um fato de
importância econômica mais fundamental: a imensa ampliação das terras
aráveis por toda a Europa e a aplicação à terra de métodos mais
adequados de cultivo, inclusive a aplicação sistemática de esterco
urbano às plantações vizinhas". (Lewis Mumford. "A cidade na
história". São Paulo: Martins Fontes, 1982.)
O texto trata da expansão agrícola na Europa ocidental e central entre
os séculos XI e XIII. Dentre as razões desse aumento de produtividade,
podemos citar:
a) O crescimento populacional, com decorrente aumento do mercado
consumidor de alimentos.
b) A oportunidade de fornecer alimentos para os participantes das
cruzadas e para as áreas por eles conquistadas.
c) O fim das guerras e o estabelecimento de novos padrões de
relacionamento entre servos e senhores de terras.
d) A formação de associações de profissionais, com decorrente
aperfeiçoamento da mão de obra rural.
e) O aprimoramento das técnicas de cultivo e uma relação mais intensa
entre cidade e campo.

18. (Unicamp 2007) Em 1348 a peste negra invadiu a França e, dali para
a frente, nada mais seria como antes. Uma terrível mortalidade atingiu
o reino. A escassez de mão-de-obra desorganizou as relações sociais e
de trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas exigências.
Um rogo foi dirigido a Deus, e também aos homens incumbidos de
preservar Sua ordem na Terra. Mas foi preciso entender que nem a
Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso uma prova de
que nada valiam? De que o pecado dos governantes recaía sobre a
população? Quando o historiador começa a encontrar tantas maldições
contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos feiticeiros
sendo perseguidos, é porque de repente começou a se estender o império
da dúvida e do desvio.
(Adaptado de Georges Duby, A Idade Média na França (987-1460): de Hugo
Capeto a Joana d'Arc. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p.
256-258.)
a)A partir do texto, identifique de que maneira a peste negra
repercutiu na sociedade da Europa medieval, em seus aspectos econômico
e religioso.
b) Indique características da organização social da Europa medieval
que refletiam a ordem de Deus na Terra.

19. (Fuvest 2007) Na Europa Ocidental, durante a Idade Média, o auge
do feudalismo (século X ao XIII) coincide com o auge da servidão.
Explique:
a) no que consistia a servidão.
b) por que a servidão entrou em crise e deixou de ser dominante a
partir do século XIV.

20. (Fuvest) Uma característica da Idade Média foi o surgimento de
heresias.
a) Que são heresias?
b) Quais as principais reações da Igreja católica
diante delas naquele período?

21. (PUC-MG) Nos séculos XIV-XV, a sociedade feudal experimentou uma
grave crise geral, que abalou profundamente as estruturas que
sustentavam essa sociedade, abrindo espaços para a criação de relações
capitalistas no interior das sociedades européias.
Os efeitos da depressão dos séculos XIV-XV sobre a sociedade européia
foram os seguintes, EXCETO:

a) a expansão marítima dos séculos XV e XVI, rompendo os estreitos
limites do comércio medieval.
b) a centralização do poder nas mãos do rei, em contrapartida ao poder
pulverizado dos senhores feudais.
c) o surgimento de uma nova cultura mais urbana e laica, em oposição à
rural-religiosa do feudalismo.
d) a busca de urna nova espiritualidade, possibilitando a ruptura da
unidade cristã através da Reforma.
e) a ocupação do poder político pela burguesia, sustentada no
crescente enriquecimento
dessa classe.

22. (MACKENZIE-SP) A desintegração do Modo de Produção Feudal na Baixa
Idade Média foi, em grande parte, conseqüência:

a) do crescimento do prestígio da Igreja, que era o sustentáculo
ideológico do sistema.
b) do sucesso militar do movimento das Cruzadas, e da bem sucedida
expansão da sociedade feudal pelo Oriente.
c) das transformações das relações servis de produção em assalariadas,
do comércio e da economia monetária, que aceleraram as contradições
internas do sistema.
d) do crescimento da população européia no século XIV e da grande
oferta de mão-de-obra barata que este fato gerou economicamente.
e) da consolidação do localismo político, fruto direto da Guerra dos
Cem anos que favoreceu a nobreza feudal.

23. (FUVEST – 1999) A peste, a fome e a guerra constituíram os
elementos mais visíveis e terríveis do que se conhece como a crise do
século XIV. Como conseqüência dessa crise, ocorrida na Baixa Idade
Média,

a) o movimento de reforma do cristianismo foi interrompido por mais de
um século, antes de reaparecer com Lutero e iniciar a modernidade;
b) o campesinato, que estava em vias de conquistar a liberdade, voltou
novamente a cair, por mais de um século, na servidão feudal;
c) o processo de centralização e concentração do poder político
intensificou-se até se tornar absoluto, no início da modernidade;
d) o feudalismo entrou em colapso no campo, mas manteve sua dominação
sobre a economia urbana até o fim do Antigo Regime;
e) entre as classes sociais, a nobreza foi a menos prejudicada pela
crise, ao contrário do que ocorreu com a burguesia.

24. (UFPEL – 1999) “Diante da crise agrária fazia-se necessária a
conquista de novas áreas produtoras. Diante da crise demográfica fazia-
se necessário o domínio sobre as populações não-européias. Diante da
crise monetária fazia-se necessária a descoberta de novas fontes de
minérios. Diante da crise social fazia-se necessário um monarca forte,
controlador das tensões e das lutas sociais. Diante da crise político-
militar fazia-se necessária uma força centralizadora e defensora de
toda a nação. Diante da crise clerical fazia-se necessária uma nova
Igreja. Diante da crise espiritual fazia-se necessária uma nova visão
de Deus e do homem. Começavam os novos tempos.”
Fonte: FRANCO JR., Hilário. O Feudalismo, São Paulo: Brasiliense. p.
93
As crises que são referidas no texto caracterizaram:
a) a transição do feudalismo para o capitalismo comercial, na Europa,
no início da Idade Moderna.
b) a formação do feudalismo, na Europa Ocidental, no início da Idade
Média.
c) a substituição do escravismo clássico pela servidão, na área
geográfica correspondente ao antigo Império Romano.
d) o pleno domínio econômico, político e social da burguesia européia
durante a Revolução Industrial.
e) a manutenção da hegemonia da Igreja Católica e a revitalização do
poder político dos senhores feudais na Europa renascentista.

25. (Ufpb/2006) Nos séculos XIV e XV, após um longo período de
crescimento e expansão, a Ordem Feudal do Ocidente europeu vivenciou
uma longa e profunda crise que culminou no advento dos "Tempos
Modernos". Nesse sentido, NÃO constitui um acontecimento histórico
relacionado à crise:
a) A Peste Negra
b) A Guerra dos Trinta Anos
c) As revoltas comunais
d) A Guerra dos Cem Anos
e) As "Jacqueries"

Gabarito

1. c
2. b
3. e
4.
a) Esta presente no texto a idéia da guerra santa, a jihad,
fundamental para a expansão do islamismo, uma vez que pregava a
proteção de Alá aos muçulmanos que lutasse por ele, isto é, aqueles
que morressem lutando pela expansão do islamismo teriam um lugar
garantido no paraíso.
b) Os árabes controlaram o mediterrâneo, favorecendo a ruralização dos
povos da Europa. Alem disso os árabes trouxeram novas técnicas
agrícolas (introduzindo na Europa, o algodão, a cana-de-açúcar, o
bicho-da-seda e o arroz). Através de técnicas de irrigação, tornaram
produtivas áreas antes não cultiváveis. As rotas comerciais dos
islâmicos iam da Índia à península ibérica, trocando diversos produtos
com os cristãos. Cheques, letras de câmbio, recibos e associações
comerciais eram usados nessas trocas.
c) , Os territórios muçulmanos apresentaram a criação de grandes obras
filosóficas, literárias, a construção de escolas e bibliotecas, além
do desenvolvimento econômico e técnico, com avanços na medicina
(qualificando ervas medicinais), matemática (inventando o arco e a
tangente, tal como a equação de segundo grau e biquadrada), química
(descobrindo o acido sulfúrico e o álcool), higiene, arquitetura,
astronomia, técnicas agrícolas (introduzindo na Europa, o algodão, a
cana-de-açúcar, o bicho-da-seda e o arroz), etc. Foram também os
muçulmanos que preservaram a maioria dos escritos gregos, como
Aristóteles e seus discípulos, traduzidos na Espanha muçulmana, na
famosa Escola dos Tradutores de Toledo. Narrativas fantásticas, como
As Mil e Uma Noites, foram trazidas para o ocidente. . Os
conhecimentos sobre navegação trazidos pelos muçulmanos na península
ibérica, difundindo instrumentos como o astrolábio e a bússula, foram
fundamentais para espanhóis e portugueses realizarem sua expansão.
5. d
6. Basta analisar a condição e os compromissos do servo.
7.
a) A servidão
b) Economicamente, o mundo feudal era predominantemente agrário,
baseado na produção dos servos dentro dos feudos. Cada feudo, por sua
vez, tendia (e apenas tendia) à auto-suficiência econômica, havendo um
comércio restrito no mundo medieval, se comparado ao comércio greco-
romano. Politicamente, o feudalismo é marcado por uma fragmentação
política, com um reduzido poder do rei e do Estado e grande autonomia
administrativa dos feudos. Ao mesmo tempo, eram valorizadas as
relações de dependência pessoal, baseadas na honra, na lealdade e na
palavra escrita, como a suserania e vassalagem.
8. a
9. a) O aluno deveria mostrar que o trabalho eram servos. A concepção
de trabalho manual, herdada do mundo greco-romano, era a
desvalorização do mesmo. Como está no texto, o cristianismo deu um
novo ingrediente à essa idéia greco-romana: associou-a à uma espécie
de pena, um castigo divino graças ao pecado original.
b) Recorrendo ao texto, o aluno veria que o trabalho manual era
valorizado, por exemplo, no caso dos monges, quando utilizado como
pena.
10.
a) O texto aponta a mulher como incapaz de manejar armas e responsável
por corromper Adão e, consequentemente, levar o pecado a toda a
humanidade.
b) Entre outras coisas, aluno poderia lembrar da herança guerreira
bárbara, a fragmentação do poder político e a ausência de leis
escritas, a importância simbólica dada ao combate, poderia lembrar do
imaginário guerreiro da época, com as famosas novelas de cavalaria,
era possível também lembrar do estímulo religioso à guerra dado pelas
Cruzadas, além de explicar o sentido dos famosos duelos e raptos.
11.
a) Para os cristãos, os árabes eram infiéis, que negavam Deus e
trabalhavam à serviço do demônio, sendo o próprio Maomé identificado
com o anticristo. Para os árabes os cristãos, eram "bestas selvagens”,
atrasados, ignorantes das artes e da ciência, fanáticos religiosos que
não hesitavam em queimar mesquitas e dizimar populações inteiras. É
importante notar que os árabes encaravam o cristianismo como um
islamismo incompleto e não como uma religião que nega Deus.
b) Como conseqüências das cruzadas, o aluno poderia lembrar o aumento
da intolerância religiosa na Europa, as inovações técnicas, culturais
e científicas trazidas do mundo árabes e o aumento do comércio com a
retomada das rotas comerciais do mediterrâneo pelos cristãos.
12.
a) O usurário é aquele que empresta dinheiro à juros, como faz hoje um
banco.
b) Porque o usurário se enriquece sem o suor de seu trabalho, isto é,
ele ganha dinheiro na com seu trabalho, mas em cima do tempo, que é de
Deus.
c) A partir do século XII, a usura passou a ser tolerada em certo
nível, pois, nessa época, a Europa passava pelo Renascimento Urbano e
Comercial, de modo que diversos comerciantes e manufatureiros
precisavam de dinheiro emprestado.
13. d
14. c
15. d (fique atento à essa questão, pois ela quer que o aluno perceba
que o renascimento das cidades se deveu à dinâmica no campo)
16. Bastava o aluno mostrar como a cidade é um elemento antifeudal,
contra a servidão e o poder dos senhores feudais, lembrando que, ao
morar um ano na cidade, o servo era considerado livre.
17. E
18. a) O texto mostra que a grande mortalidade decorrente da peste
desorganizou o trabalho e a produção da Europa medieval. Os
trabalhadores que restara, nesse contexto, aumentaram suas exigências.
No plano religioso, reforçou-se a convicção de que a peste era culpa
dos pecados dos homens, havendo, por isso, uma intensificação das
perseguições.
b) Bastava o aluno mostrar como o clero, partindo da idéia da
Santíssima Trindade, legitimava a sociedade de ordens medieval,
dividida em clero, nobreza e povo.
19. a) olhe questões anteriores.
b) Diante da peste e da desorganização da produção, a aristocracia
passou a encolher seus rendimentos: a mão de obra camponesa, antes em
excesso, agora fazia falta. Ao mesmo tempo, os trabalhadores que
faltaram passaram a aumentar suas exigências e organizar diversas
revoltas contra o poderio dos senhores feudais. Alguns senhores
feudais foram obrigados a amenizarem a situação de dependência dos
seus servos, acabando, assim, com o regime de servidão medieval.
20. a) As heresias são crenças ou atos que não obedecem a ortodoxia
cristã.
b) A instauração da Inquisição é a principal ação da Igreja contra as
heresias.
21. e
22. b
23. c
24. a
25. B




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