Oi Mateus,
boa noite.
estou escrevendo tese, em BH. Devo concluir em fevereiro. Só depois é que vou ver o que fazer, se fico em BH, em BSB, outra cidade, outro país (um pós-doc, por exemplo).
se te ajuda, uma sugestão despretenciosa (como sempre fui contigo, mesmo não percebendo):
se o estado quer reconhecer a participação popular não basta criar, por exemplo, nem o conselho de cultura, nem as setoriais de cultura.
Se eles (conselho e setoriais) não tiverem poder político decisório, de nada valem.
Aqui em MG, em Belo Horizonte, no governo do PSB, tá surgindo uma nova modalidade de conselho, o que chamaram de "conselho-plateia" que nem tem poder consultivo, nem deliberativo, nem nada. Coisa prá inglês ver.
Vejo que a única maneira de forçar os governos a darem o poder decisório ao povo é através da câmara distrital criando um PL que regulamente a coisa. Só depois do reconhecimento político e jurídico do poder popular sobre as decisões do estado em suas políticas é que talvez a coisa mude, e para melhor. Caso contrário continuarão a usar a boa vontade do povo, dos artistas, dos produtores culturais, dos consumidores de cultura.
No dia que uma setorial de cultura puder decidir onde o GDF vai gastar grana, e tiver poder para controlar e denunciar o estado por não fazer o que devia, a coisa será melhor.
até.
F.