Companheiros,
bom dia.
Divulgo, e convido, todos para evento na próxima semana. Gentileza divulgarem em suas listas a interessados.
abraços.
Fábio Borges
(Lançamento de Livro sobre direitos humanos, justiça de transição, história política e estudantil no Brasil do século XX)
"Revolucionários Sem Rosto: uma História da Ação Popular: Primeiros Tempos" conta a história da Ação Popular, a AP, organização política que viveu o Brasil autoritário das décadas de 1960, 1970 e 1980. O livro detém-se às histórias específicas das lutas na década de 1960.
A Ação Popular foi fundada por Betinho de Souza, principal articulador da vertente secular católica (sob a influência de Frei Beto e Frei Tito) de resistência à ditadura militar, instaurada no Brasil em 1964. Betinho, como Josué de Castro, esteve na origem brasileira das principais campanhas e debates sobre os problemas geopolíticos da fome.
A história da AP no Brasil se confunde com a história da fundação da capital brasileira, Brasília, e com a criação da Universidade de Brasília. A Ação Popular manteve, desde aquela década, um núcleo de base na UnB. Honestino Guimarães, estudante do curso de geologia, foi quadro da Ação Popular. Ele se tornou o principal líder estudantil na UnB ao ser presidente da FEUB (forma primeira do atual DCE – Honestino Guimarães) e presidente da União Nacional dos Estudantes, a UNE.
Foi nessa condição que Honestino desapareceu misteriosamente levado pela Marinha Brasileira em outubro de 1971. O Gui, como era carinhosamente chamado pelos amigos, conviveu com Nazaré Pedrosa e Maninha. Nazaré foi a primeira mulher na história da UNE a fazer parte de diretoria, daquela diretoria que caiu em face do golpe de 1964. Nazaré veio para a UnB estudar pedagogia e ajudar na organização do núcleo UnB da Ação Popular. Maninha, também fundadora da AP, foi a “irmanzinha” de militância política de Honestino.
Se quisermos contribuir para uma história da luta política no Distrito Federal desde 1962, eis que surge oportunidade ímpar ao lançarmos o livro de Otto Filgueiras! Afinal, daquela corrente política, a AP, nasceram tendências que atuaram regional e nacionalmente, desde a redemocratização em 1985, em pelo menos três vertentes da luta política tida como do campo das esquerdas nacionais.
Houve um tempo, logo após o sequestro e desaparecimento de Honestino, antes do despontar dos arautos das supostas alianças pelas liberdades (e de seus ideologismos individualistas dentro da UnB) em que o Diretório Central dos Estudantes tinha nome maior: se chamava “LIBERDADE”! Era DCE “Livre” Honestino Guimarães.
Será, pois, uma narrativa daqueles tempos que o livro de Otto se propõe fazer e nos convida conhecer, ao percorrermos suas páginas.
SERVIÇO:
LOCAL: Sebinho Café Livraria (406 Norte)
DATA: 02 de julho de 2015
HORÁRIO: 19 horas.
ENTRADA FRANCA
ABERTURA: (Auditório/ subsolo)
1) APRESENTAÇÃO CULTURAL: Pedro Vasconcelos e cavaquinho
2) MESA-REDONDA: com a presença de Otto Filgueiras; ex-militantes da AP (Cláudio Almeida e Luis Pontual) e amigos de Honestino Guimarães Betty Almeida, sua biógrafa).
(na ocasião a palavra estará franqueada aos ex-militantes da AP presentes e amigos e familiares de Honestino Guimarães. Os depoimentos e saudações serão posteriormente transcritos e publicados na forma de livro).
APOIOS:
- SINTFUB/UnB
- Centros Acadêmicos da UnB: Letras, Filosofia, Serviço Social, Relações Internacionais
-Observatório da América Latina e África da UnB
- Sinpro-DF