QUEM TOPA APOIAR ESSA INICIATIVA CULTURAL?
(favor mandar nome e identidade para: mec...@hotmail.com)
Eu, MARIA ELIANA DE CASTRO PINHEIRO, irmã de ANTONIO TEODORO DE CASTRO - "O RAUL" da GUERRILHA DO ARAGUAIA - gostaria que o GRUPO INDEPENDENTE DE FAMILIARES DE MORTOS E DESAPARECIDOS POLITICOS, AMIGOS, ESTADO BRASILEIRO(SDH), MINISTÉRIO PÚBLICO, ANISTIA, COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE, COMISSÕES ,FARUM, e COMITÊS me apoiassem e entrassem junto comigo nesta luta para tombamento ...de lugares no Araguaia, sempre apoio e luto pelos tombamentos dos lugares de lutas urbana, mas acho justo também lutar pela luta rural, fico muito grata se me responderem positivamente, segue logo abaixo a justificativa.
Um grande abraço
Eliana Castro
"O complexo da Casa Azul, no Sudeste do Pará, foi o maior centro de torturas e mortes de militantes políticos no período da ditadura militar (1964-1985). Pelas unidades do complexo em Marabá (Casa Azul), Xambioá (base de Xambioá) e São Domingos do Araguaia (base da Bacaba), podem ter passado cerca de cinco mil pessoas, a maioria moradores da região do Araguaia durante o período em que o Exército combateu a guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974. É uma estimativa apenas feita a partir de informações obtidas por familiares de guerrilheiros, pesquisadores e jornalistas.
Depoimentos e documentos colhidos e revelados nos últimos anos mostram a importância da Casa Azul para a memória e a história recente do Brasil. Na sede do complexo, chamada Casa Azul, hoje uma repartição do DNIT em Marabá, morreram em sessões de tortura e interrogatório os guerrilheiros Ivo e Nunes. Ali também morreu executado o guerrilheiro João Goiano. A maioria dos 41 guerrilheiros fuzilados depois de presos pelos militares passou pela unidade de Marabá.
A unidade de Marabá ainda conserva suas características originais. A Bacaba hoje é uma fazenda particular. Da base de Xambioá restou apenas o terreno, que não voltou a ser ocupado. Com a urbanização das cidades do Araguaia, preservar as unidades do complexo da Casa Azul é uma forma de conservar um pedaço importante da história da região e do Brasil. Esses centros de tortura podem servir não apenas para a preservação de um capítulo trágico da vida brasileira, mas espaços de estudos e pesquisas numa área do País ainda carente de locais de memória."
Fábio Borges Doutorando em Literatura Brasileira pela UnB
Comitê pela Memória, Verdade e Justiça do DF
Comissão Anísio Teixeira de Memória, Verdade da UnB
Movimento Estratégico pelo Estado Laico
Cia Revolucionária Triângulo Rosa
(61) 85987587