Considerações Expresso

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José Francisco Staudt

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Nov 7, 2015, 7:04:52 PM11/7/15
to expressodamadrugada

Bom, eu gostaria de deixar aqui algumas considerações para análise do grupo quanto à nossa participação no campeonato e envolvimento com as coisas do Expresso.

Tivemos um período difícil no início da temporada, com um time que não encaixou e com resultados absolutamente negativos. depois disso, conseguimos nos reorganizar, com a participação e interesse da grande maioria, o que elevou o time a um outro patamar, dentro das suas possibilidades técnicas e alcançando taticamente princípios do que buscávamos no reinício da preparação, ainda que, na época, tivéssemos deixado claro que faltavam ainda várias coisas pra consolidar o que havíamos alcançado. Me parecia, então, que pelo menos tínhamos obtido maior confiança do grupo de jogadores naquilo que vínhamos fazendo e na linha de atuação, especialmente tática, relacionada ao sistema.

Estreamos com um grande resultado, fruto da disposição de todos que lá estavam em seguir o que havíamos combinado depois de 45 minutos de mau futebol onde não fizemos nada daquilo que nos propusemos a fazer quando da preleção do jogo. Este foi um resultado fora da curva da nossa temporada, apesar de eu sempre ter tido certeza de que tínhamos condições de fazê-lo.

Contra o Gaudério - e este jogo foi um caso clássico da mudança que os adversários vinham na gente - novamente não colocamos em prática o que definimos como nosso padrão, o adversário nos respeitou como nenhum outro havia feito neste ano, jogando atrás e nos esperando, e tomamos dois gols totalmente casuais para finalmente perder por 2x0, resultado que nesta competição pode ser considerado normal contra qualquer time, a favor ou contra.
Mas desde aquele momento mudou tudo no Expresso.

Como sempre, passou a ser o esquema o nosso problema, apesar de todo o crescimento visível que tivemos na preparação e na estreia do campeonato (no segundo tempo, quando nos propusemos a fazer o que havíamos treinado) e de todas as alterações táticas que fizemos no primeiro semestre, alterando a disposição tática pelo menos 3 vezes em 7 jogos sem nenhum resultado positivo, muito antes pelo contrário.

Os treinos, que estavam sendo proveitosos, na minha opinião, começaram a ser questionados, o valor que pagávamos passou a ser objeto de discussão e muitos começaram a não vir. Mudamos dia, horário (tudo dentro do que fizemos de consulta ao grupo de forma a dar condições para que a maior parte do grupo pudesse participar) e tínhamos cada vez menos gente, o que nos fez mudar para lugar aberto e público a fim de economizar. Só aparecia gente de todos os lados quando era um jogo treino na PUC no horário que o Peres conseguia, e aí ninguém tinha aula ou outros compromissos... 
Inexplicavelmente, então, quando passou a ser de graça e num lugar público, praticamente não tínhamos mais ninguém pra treinar, o que, pra mim, nos leva ao paradoxo de pretender treinar com valores baixos em canchas de alta qualidade, o que é impossível...

Por fim, nas últimas semanas, tentando vencer a inércia que me parecia estar tomando conta do elenco, tentei marcar algumas sessões para que pelo menos não nos mantivéssemos parados e recobrássemos parte do nosso entrosamento, mas novamente tivemos pouquíssimos interessados em participar. Em 3 encontros sugeridos, no primeiro tivemos 4 participantes, no segundo 3 e, hoje, a previsão é de que tenhamos 3 novamente.

Finalmente, perdemos a oportunidade de jogar um amistoso contra o Corinthians por falta de quorum, em dia em que originalmente teríamos rodada (quantos teríamos para o jogo do campeonato?), o que me parece ser o ponto mais baixo que alcançamos em 2015, o que é lastimável.

Enfim, escrevi isto pra relembrar nosso histórico neste ano e levar aos interessados em continuar jogando no Expresso alguns questionamentos simples, mas que farão toda a diferença para a sequencia deste ano e na preparação do ano que vem: existe alguma possibilidade de qualquer time conseguir qualquer resultado minimamente positivo com um envolvimento desses? Quem faz parte do time está se dispondo a fazer alguma coisa para não deixar que a letargia tome conta do grupo de jogadores? Está se mostrando interessado em fazer algo para que tenhamos algum crescimento técnico, tático, ou físico? Está demonstrando interesse em participar das atividades? Outras equipes, que tem melhor capacidade técnica, inclusive, será que demonstram tal comportamento dentro de seus elencos?

Todos conhecem minha posição, sou um defensor intransigente de que nosso time é de competição e que tudo que fazemos é pra capacitá-lo a jogar campeonatos. E assim permanecerei pensando e ajudando a possibilitar que se concretize. Na minha opinião temos um grupo reduzidíssimo de jogadores capazes de disputar a competição que estamos disputando, e aqui não falo apenas de condições técnicas, não. Falo da técnica, da tática, do envolvimento, do interesse em crescer mesmo com as dificuldades e do interesse em superar os obstáculos que surgem.

Temos muitas coisas pra mudar, e posso garantir que muitos terão possibilidade de demonstrar que estão no mesmo barco. Outros já demonstraram que nem sequer podiam fazer parte do grupo. Esse fim de campeonato será um balizador do que vem pela frente. Eu sinceramente nunca tinha visto um time entregar suas possibilidades faltando 5 jogos pra jogar, e na prática é exatamente isso que está acontecendo. Sempre vamos ter 11 pra colocar em campo, então quem não quiser mais jogar faça um favor ao time e avise que não tem mais interesse de jogar, que reformularemos a partir daí.


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