Evangelho (Lc 17, 7-10)
Naquele tempo, disse Jesus: 7 “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te
e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o
que devíamos fazer’”.
Num primeiro momento nos parece um tanto grosseria esta postura do patrão em relação ao empregado, mas debruçando um pouco mais para o texto e tentando olhar para a relação a partir da ótica de Deus com o ser humano, penso que podemos
tirar um grande ensinamento.
Quem somos nós para exigir de Deus direitos? Será que já não foi dada toda a graça mais do que necessária para que desfrutemos na nossa vida?
Uma palavra que esta na moda é gratidão e penso que ela cabe perfeitamente ao evangelho de hoje. Nada do que eu fizer será suficiente para “pagar” à Deus por tudo aquilo que ele me dá a cada segundo. O dom da vida, o batimento do meu coração, poder estar lendo
este texto, ouvindo os pássaros cantar, saboreando o amor, poder desfrutar do banquete que ele nos dá em seu pomar, apreciar a beleza e harmonia da natureza, e teria a vida inteira para elencar um pouco do que Deus é, e seria insuficiente para descrever cada
detalhe com que Ele nos cuida, e nada, nada do que fizermos será suficiente para devolver a Ele este amor que recebemos, por isso que o texto nos leva a pensar que de verdade somos servos inúteis, não porque não prestamos, mas porque nada do que faço mudará
a essência de Deus.
Senhor, dai-me a Graça de ter um coração agradecido e que a minha vida seja uma respostas amorosa a este amor que o Senhor tem derramado em nós!
Betão