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Ditos populares açorianos
(No blog de José Eduardo Martins
http://www.joseeduardomartins.com/blog/index.php/2011/03/26/acores-o-povo-eternizado/)
Faz-se necessária a exemplificação, a traduzir a atávica observação do
povo açoriano naquilo que lhe é familiar.
Insular, em terras sujeitas a constantes tremores, tem mais
acuradamente o senso da percepção.
Selecionamos alguns entre os milhares mencionados nos dois volumes.
Adágios advindos do captar meteorológico:
Abril chuvoso,
Maio ventoso
e Junho amoroso,
fazem um ano formoso. (Flores)
Baleia no canal,
terás temporal. (S. Jorge)
Dia de Maio,
dia de má ventura,
mal amanhece,
logo escurece. (Santa Maria)
Em Janeiro dá a capa ao marinheiro
e em Maio, tira-a. (Pico)
Em Maio,
a chuvinha da Ascensão
dá palhinhas e dá grão. (Terceira)
Em Outubro, Novembro e Dezembro,
quem come do mar,
tem que jejuar. (Pico)
Névoa pela manhã,
sereno hoje,
sereno amanhã. (S. Jorge)
Nuvens paradas, cor de cobre,
é temporal que se descobre. (Pico)
Trovão no Verão,
Água na mão. (Flores)
De ordem moral:
A boca que mente,
Mata a alma. (Pico)
Antes morte
Que vergonha. (Terceira)
Antes uma saia velha
De boa fazenda
Do que uma saia nova…
Nosso Senhor nos entenda. (Flores)
Chuva goteira,
mulher trameleira,
põem um homem na rua. (S.Miguel)
Do amor, que não convém,
nasce o mal e pouco bem. (S.Miguel)
Mais vale honra
do que riqueza. (Corvo)
Ninguém diga o que não sabe
nem afirme o que não viu. (Flores)
Quem perde a honra, por causa do negócio,
perde o negócio mais a honra (S.Jorge)
Viúva honrada,
Porta fechada. (S.Jorge)
Da mesa, do alimento e da bebida:
Antes um naco de pão com amor
do que galinha com dor. (S.Jorge)
Da tigela à boca
se perde a sopa. (Flores)
Disse o leite ao vinho:
- Venhas em boa hora, amigo. (S.Miguel)
Em cima de comer,
nem carta ler. (S.Miguel)
Em cima de melão,
de vinho um tostão. (Santa Maria)
Em Janeiro,
um porco ao sol,
outro no fumeiro. (S.Miguel)
Sabe da panela
quem mexe nela. (Flores)
De ordem do cotidiano jocoso:
Divertido ! Divertido !
deu a mulher no marido. (Pico)
Mula que faz him
e mulher que fala latim
raramente há boa fim *. (S.Miguel)
(* “Na linguagem popular micaelense fim é sempre feminino”)
Mulher barbuda,
de longe a saúda. (Faial)
De categorias várias:
Bem toucada,
não há mulher feia. (S.Miguel)
Dinheiro compra pão,
não compra gratidão. (S.Miguel)
Enquanto há dívidas,
não há herdeiros. (S.Miguel)
Mais vale muito saber do que muito ter. (Santa Maria)
Mulher de janela,
nem costura nem panela. (S.Miguel)
Não há oiro
sem fezes. (S.Jorge)
Quem menos sabe, mais finge saber. (Santa Maria)
via: Diálogos Lusófonos / Yahoogrupos
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