Companhia e governo alemão têm entendimento para um plano de salvação
da transportadora. Executivo federal fica com dois lugares no conselho
de administração.
O Estado alemão vai ficar com 20% da Lufthansa e dois lugares no
conselho de administração ao abrigo do plano de ajuda pública à
transportadora, que já não consegue financiar-se no mercado. Em poucas
semanas, a realidade da companhia mudou radicalmente e agora aceita
submeter-se a um plano que impede o pagamento de dividendos, limita o
salário dos executivos, mas que garante a participação “silenciosa” de
Berlim. O montante da ajuda pública deverá ascender a nove mil milhões
de euros.
Parada até ao fim de Maio, pelo menos, e com a frota estacionada pela
Europa (os A380 estão em Teruel, Espanha), a Lufthansa tinha dito no
final de Abril que só teria dinheiro para mais algumas semanas.
Esgotado o recurso ao crédito, entrou em negociações para um plano de
ajuda do governo alemão, com previsível entrada do Estado no capital da
empresa e, ao mesmo tempo, dar garantias públicas sobre mais
empréstimos no valor de 3000 milhões de euros.
A empresa comunicou nesta quinta-feira que está no bom caminho para
fechar o acordo, confirmando que o Estado alemão ficaria com dois
lugares no conselho de administração. Porém, segundo a Reuters, os
direitos de voto só serão exercidos em “circunstâncias excepcionais,
como a protecção da empresa contra uma aquisição”.[...]
https://www.publico.pt/2020/05/21/economia/noticia/lufthansa-solucao-vista-berlim-9000-milhoes-20-1917474?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29
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Eduardo