Seminários do NTL - Wolf Dietrich - 29 de maio

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Marina Magalhães

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May 12, 2026, 9:49:10 AM (7 days ago) May 12
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Prezado/as colegas,

Convidamos todos/as os/as interessados/as a assistirem a palestra de Wolf Dietrich nos Seminários do NTL do mês de maio de 2026.
A transmissão online será feita pelo canal do NTL no YouTube: https://www.youtube.com/@NTLindigenas.

Abraços,

Marina Magalhães e Mário Coelho


Seminários do NTL
Dia: 29/05/2026
Hora: 14h30 (horário de Brasília/Brasil)
Evento remoto:  via YouTube
Link para o canal do YouTube do NTL: https://www.youtube.com/@NTLindigenas

Palestrante:

Professor emérito da Universidade de Münster (Alemanha), tese de doutorado com Eugenio Coseriu (1971), assistente de Antonio Tovar na cátedra de Linguística Indo-Europeia da Universidade de Tübingen (1967-1973), cátedra de Filologia Românica na Universidade de Münster (1973-2006). Co-diretor do Atlas Linguístico Guarani-Românico (ALGR; 1996-2015, junto com Harald Thun). Co-editor, junto com Ruth Monserrat e Cândida Barros, de um dicionário anônimo de Língua Geral Amazônica do século XVIII (2019), de outros livros e muitos artigos em revistas e livros coletivos.

Áreas principais de interesse: linguística histórica, análise sincrônica da sintaxe, semântica, formação de palavras nas línguas românicas e nas da família Tupi-Guarani.


Título da palestra: O objetivo desta palestra é apresentar as minhas observações com respeito a duas línguas Tupi-Guarani não faladas por indígenas. No primeiro caso se trata da Língua Geral Amazônica do século XVIII, documentada por missionários jesuítas e franciscanos em dicionários e uma gramática. A gramática, que se conservou em um manuscrito de 1750, foi editada pelo palestrante em 2025. A Língua Geral desenvolveu-se do tupinambá, documentado por Anchieta (1595) e Figueira (1621), ao final do século XVII, caraterizando-se pelo fato de ter sido adotada pelos colonos portugueses, casados com mulheres tupinambá, e – como língua veicular – pelos indígenas que falavam outras línguas e também pelos missionários. Pudemos observar que o tupinambá original, desta maneira, foi reestruturado em muitos aspetos, fonológicos e morfossintáticos, para não falar do léxico. Todas essas mudanças coincidem com estruturas existentes em português, a língua sempre presente já no Brasil do século XVII.

 

O segundo caso é aquele do guarani paraguaio, uma das línguas oficiais do Paraguai atual, falada por cerca de 5 milhões de paraguaios, que não são indígenas, embora muitos tenham origem indígena. As diferenças entre o guarani de hoje e a língua das missões, documentada por Montoya (1639 e 1640), são menores em comparação com a Língua Geral, mas também se explicam pela presença contínua do espanhol no país. Em ambos os casos se trata do abandono de estruturas indígenas e de aproximações à língua europeia.

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