Professor emérito da Universidade de Münster (Alemanha), tese de doutorado com Eugenio Coseriu (1971), assistente de Antonio Tovar na cátedra de Linguística Indo-Europeia da Universidade de Tübingen (1967-1973), cátedra de Filologia Românica na Universidade de Münster (1973-2006). Co-diretor do Atlas Linguístico Guarani-Românico (ALGR; 1996-2015, junto com Harald Thun). Co-editor, junto com Ruth Monserrat e Cândida Barros, de um dicionário anônimo de Língua Geral Amazônica do século XVIII (2019), de outros livros e muitos artigos em revistas e livros coletivos.
Áreas principais de interesse: linguística histórica, análise sincrônica da sintaxe, semântica, formação de palavras nas línguas românicas e nas da família Tupi-Guarani.
O segundo caso é aquele do guarani paraguaio, uma das línguas oficiais do Paraguai atual, falada por cerca de 5 milhões de paraguaios, que não são indígenas, embora muitos tenham origem indígena. As diferenças entre o guarani de hoje e a língua das missões, documentada por Montoya (1639 e 1640), são menores em comparação com a Língua Geral, mas também se explicam pela presença contínua do espanhol no país. Em ambos os casos se trata do abandono de estruturas indígenas e de aproximações à língua europeia.