Em um dia como hoje, 1.º de maio de 1500, Pero Vaz de Caminha concluía sua célebre carta noticiando o descobrimento do Brasil a Dom Manuel. Inaugurava, assim, "de maneira mais brilhante, a Etnografia do Brasil", na avaliação de Herbert Baldus:
http://www.etnolinguistica.org/doc:44Com sua generosidade habitual, Renato Nicolai, curador da nossa formidável Coleção Nicolai, acaba de adicionar ao nosso acervo nada menos que seis trabalhos sobre a obra de Pero Vaz de Caminha, incluindo não apenas excelentes edições da Carta, como também minuciosas análises do texto:
Esta edição de 1939, de feitio escolar, contém apenas o texto da Carta, com ilustrações de Miranda Jor:
Carta a el-rei D. Manuel : 1.º de maio de 1500 (Caminha 1939)
http://www.etnolinguistica.org/biblio:caminha-1939-cartaA edição de 1943, que inclui um estudo de Jaime Cortesão, é, na opinião de Herbert Baldus (1954:153), "a mais recomendável para o trabalho científico":
A carta de Pero Vaz de Caminha (Caminha 1943)
http://www.etnolinguistica.org/biblio:caminha-1943-cartaEsta bela edição, popular e didática ("mas no seu sentido mais nobre"), conta com introdução, organização de texto, glossário, bibliografia e índices de Leonardo Arroyo e ilustrações de Manoel Victor Filho:
Carta a El Rei D. Manuel (Caminha 1963)
http://www.etnolinguistica.org/biblio:caminha-1963-cartaO seguinte estudo lexical permite uma visão aprofundada dos aspectos linguísticos e literários da Carta:
Vocabulário da carta de Pero Vaz de Caminha (Pereira 1964)
http://www.etnolinguistica.org/biblio:pereira-1964-vocabularioEste trabalho, elaborado originalmente como dissertação de mestrado em História na FFCLH-USP, oferece uma análise incrivelmente profunda — e indispensável:
A carta de Pero Vaz de Caminha : Estudo crítico, paleográfico-diplomático (Valente 1975)
http://www.etnolinguistica.org/biblio:valente-1975-cartaNesta publicação de 1981 (reimpressão da de 1968), ilustrada por Carybé, o texto quinhentista se converte na prosa deliciosamente fluida do cronista Rubem Braga, embora preservando "tanto quanto possível, o sabor da linguagem antiga":
Carta a El Rei Dom Manuel (Caminha 1981)
http://www.etnolinguistica.org/biblio:caminha-1981-carta-----
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