Amigos , tentei encaminhar o anexo, mas por ser muito grande, ele excedeu o limite do grupo. Assim, peço que por gentileza, acessem nosso grupo baixem o arquivo na pasta ARQUIVOS: a cicatriz de ulisses.
Qualquer dúvida , estou à disposição.
Att
Ari
Boa Tarde Turma
Pelo que entendi , deveremos entregar um esboço da análise do conto que será fruto dessa discussão somada ao que produziremos em sala. De acordo com o cronograma que ele passou. Façamos o seguinte: levemos nossas discussões impressas para debatermos em sala, e lá montaremos, juntos um esboço final para ser entregue.
De qualquer maneira, amanhã, vou publicar aqui minhas percepções acerca do conto.
Mas de ante-mão adianto que as observações de vocês estão bem legais.
Abraços
| Boa noite, Ewerton quanto a cripta ser a última... Em Dante ele descreve cada CÍRCULO como sendo próprio para cada tipo de pecador e o último círculo é justamente o dos traidores. Assim como Lúcifer que traiu Jesus e assim como a serpente que traiu Eva (em Genesis 3) No trecho que POe descreve o caminho é a decrição de Dante para as passagens. [...] Passamos por uma série de arcos baixos, descemos, atravessamos outros, descemos novamente e chegamos a uma profunda cripta [...] Na descrição do ambiente (também) podemos observar características da prosa gótica, ambiente pequeno, úmido saõ típicos na literatura de terror. Agora... o professor pede para organizarmos elementos que representem a crítica romântica, psicanalítica, mitológica e sócio-histórica. A psicanalítica... acredito que já foi bem argumentada pelos colegas. A mitológica.... acredito que podemos continuar nas observações quanto aos símbolos (na descrição do ambiente principalmente) e no brasão (que sinceramente não consegui entender... :( )A sócio-histórica ... a questão de Montresor não aceitar que Fortunato tenha poder, respeito, ... ser Maçom é símbolo de força. E a Romântica.... Alan Poe é um dos maiores representantes da Prosa Gótica que que tem como tema o terror, medo, desafia a razao e ao mesmo tempo que assusta o leitor provoca prazer por serem obras envolventes psicologicamente. Bom pessoal... foi difícil essa semana... nem consegui fazer o fichamento ainda... Li muita coisa e parece que não li o suficiente :( Amanha nos falamos mais. Até Lais --- Em qui, 4/6/09, frutovermelho <frutov...@gmail.com> escreveu: |
Caros colegas
Seguem minhas breves observações sobre o texto. Ressalto que as análises até aqui apresentadas são ricas em observações. Concordo com grande parte do que foi apresentado até agora, no entanto, para não ser redundante tentei buscar um outro caminho em minha leitura.
Longe de ser aqui o advogado do diabo, optei por observar o texto sobre o discurso desesperado que o narrador emprega para si mesmo. O verbo que inicia o conto denota a estafa que Montresor sofrera até tomar essa difícil decisão.
Vingança era uma resposta a si mesmo , e exigida por seu eu, diante das constantes humilhações que sofria. Além de ser, de acordo com a descrição do emblema no brasão, uma herança familiar.
“Suportei “ o melhor que pude (...)
Como Poe não delimita, propositalmente penso, o interlocutor do protagonista, podemos imergir nossa análise pelo diálogo introspectivo que o mesmo buscará para justificar sua insanidade: “ vós que tão bem conheceis a natureza da minha índole(...)” Ou ainda, interpretarmos esse trecho , como uma espécie de forçosa cumplicidade a nós estabelecida. “eu que o conheço sabia exatamente o que ele faria” ( paráfrase interpretativa).
Fortunato,cuja visão do narrador, é o grande vilão da história tem sua descrição valorizada pelos adjetivos que se sobressaem aos defeitos. Isso justificaria ainda amais a escolha de Montresor que sofrera várias injustiças de um homem sem motivos.
O Processo de emparedamento acontece quando o estado de loucura chega ao ápice. O distúrbio mental do narrador é exibido através dos diálogos com a vitima que se encontrava embriagada. No ultimo diálogo percebe-se a incorporação de um individuo completamente distante de uma realidade possível e obcecado por seu objetivo. A presença desta outra personalidade são salientadas em passagens de hesitação como quando ele ouve o grito de desespero da vitima, pensa em desistir, mas de uma maneira alucinada começa a devolver os gritos como se fossem ecos.
Uma sucessão de gritos altos e agudos, irrompendo de súbito da garganta da figura agrilhoada, quase me atirou violentamente para trás. Por um breve momento hesitei, tremi. Desembainhei o florete e com ele comecei a tatear o recesso, mas bastou pensar um momento para voltar a sentir-me seguro. Coloquei a mão sobre a sólida construção das catacumbas e fiquei satisfeito. Tornei a aproximar-me da parede. Respondi aos gritos daquele que clamava. Repeti-os como um eco, juntei-me a eles, ultrapassei-os em volume e força. Depois disto, o outro sossegou.
Observem outro ponto de extrema alucinação . O momento de satisfação do assassino.
O ruído prolongou-se por alguns minutos, durante os quais, para me ser possível ouvi-lo com maior satisfação, suspendi a minha tarefa e sentei-me no montículo de ossos.
O distúrbio Monomaníaco do protagonista reflete uma temática constante nos contos de Poe. S e observarmos a obsessão pela morte de um felino em O gato Preto, que coincidentemente também tinha um cadáver emparedado e o que dizer de O corvo quando a monomania se revela perturbadora na presença de um pássaro enigmático que surge nos umbrais.
Ambos apresentam uma espécie de mantra, que soa como uma personificação do terror: Nevermore( O Corvo) e Amontillado!!! ( neste conto); característica do espírito perturbado e estilo singular deste mestre da literatura gótica.
Abraços
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Gente,
Acho que grande parte do que vou falar é repeteco, uma vez que não tive tempo de digitar minhas anotações e só consigo fazê-lo agora, e ,devido a nossa modesta inteligência, todos seguimos pelo mesmo caminho basicamente. rsrsrrs
A frase inicial do texto "Suportei o melhor que pude as mil e uma injúrias de Fortunato; mas quando começou a ntrar pelo insulto, jurei vingança." tenta nos convencer de que o que está por vir tem um motivo justo, passando uma imagem de vítima do assassino. Mas até que ponto essas mil e uma injúrias são verdadeiras ou apenas fantasias da mente psicótica de Montresor? Nenhuma análise psicológica tão profunda consegue ser realizada os passo que o enredo apresenta detalhes intricados, e o modo como toda a ação é premeditada e o narrador-assassino tem necessidade de ser reconhecido por Fortunato como seu vingador acabam por nos confundir a respeito da sanidade mental do primeiro.
Montresor calcula até mesmo um elemento surpresa para Fortunato qunado nos revela: "nem por palavras, nem por atos, dei motivos a Fortunato para duvidar da minha feição."
No entanto, o "grande defeito" de Fortunato, ser um conhecedor de vinhos, não é em essência seu defeito, mas sim seu orgulho, o que torna seu calcanhar de Aquiles (simbolizado pela serpente com as presas ferradas no calcanhar desenhada no brasão).
Montresor compartilha conosco dois defeitos de Fortunato: "ludibriar milionários britânicos
e austríacos" e "Em pinturas e pedras preciosas (...) era um charlatão." Mas o fato de ser um "entendedor de vinhos" pode ser duvidoso, no momento que Fortunato bebe um De Grâve (vinho francês caríssimo) em um só gole, juntamente com o fato de ter ficado bêbado.
"Você é feliz, como eu já fui em tempos" expõem a infelicidade ATUAL do assassino e a INVEJA que tem de Mostresor, quando o descreve como "rico, respeitado, admirado , amado".
Há alguns aspectos que podem limitar um pouco a época e o local onde o conto é narrado:
italianos e carnaval. (século 19 talvez, já que o Amontillado foi originado no século 18, na Espanha.
Fortunato estava trajado de bufão, derivado de bufo, que, no teatro, é o ator ou personagem de comédia ou farsa encarregado de fazer rir o público.
O enigma do texto não é o assaninato em sí ou a identidade do assassino, já que o assassinato é narrado detalhadmente sob a perspectiva deste, mas sim o motivo da morte de Fortunato, seguido pela (in)sanidade de Montresor.
Bom, é isso até agora.
Eu achei algumas coisas sobre a simbologia do vinho, mas não consegui ler ainda...
Beijos e até amanhã,
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Valeu Gabi
Amigos gostaria de frisar um pedido que já fiz anteriormente. Se possível, levem nossas discussões ( impressas) para a sala amanhã.
Assim poderemos recordar essa rica discussão que tivemos aqui na web.
Abraços à todos e até amanhã
Ari
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