Enc: Divulgue, por favor!

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Gabriela Saraiva Malheiros

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Mar 8, 2010, 8:30:33 AM3/8/10
to Aurea Gil, Flávia Isabela Alarcon, Ivna Montichelli, Julianna Abreu, Lais Regina Mendes Bastos Siqueira, Lucas Augusto, Luiz Oliveira, Mamãe, Milena Abreu, Pós


--- Em ter, 23/2/10, Ary Malheiros <arymal...@gmail.com> escreveu:

De: Ary Malheiros <arymal...@gmail.com>
Assunto: Divulgue, por favor!
Para:
Data: Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010, 12:36

Estes são os principais trechos da entrevista de um ladrão de carros.

No final, ele faz um “comercialzinho” para as seguradoras. E o pior

é que ele está certo. Aprecie sem moderação.

 

Período preferido

“Prefiro furtar de manhã. É quando todo mundo está com menos

cuidado com as coisas.”

 

Travas

“Travas segredos e alarmes são ridículos. Antigamente, alugava um

carro para estudar como funcionava. Hoje nem faço isso.”

 

Desmanche

“Nunca desmontei carro. Odeio sujar a mão. Sempre trabalhei

sozinho, por encomenda. Já entrei em concessionária, de terno, para

ver o endereço e para onde iria o carro, ficava de campana (vigiando)

e roubava. Já roubei muito carro que o pessoal da concessionária me

entregou.”

 

Busca

“Para quem tem o carro furtado, o ideal é procurar num raio de três

quilômetros da vizinhança, pelas ruas menores, menos movimentadas.”

 

Destino dos carros

“Este negócio de Paraguai é lenda. Ninguém vai levar carro roubado

para lá. No Paraguai, o máximo que acontece é gente que entrega a

uma pessoa, ela leva o carro até lá, vende no mercado negro e manda

a chave e o documento de volta para ele dar a queixa de roubo. E são

poucos. O mais comum é o carro ir para o interior, onde não há

fiscalização. Boa parte dos carros é cortada por ferros velhos. Aqui no

Rio são todos na Dutra. Mas hoje em dia 50% das comunicações são

falsas. Quase tudo é golpe na seguradora.”

 

Encomendas

“Eu tinha encomenda para o resto da vida. Mas se disser quem é me

complico. É melhor ser um preso vivo, que um morto em liberdade.”

 

Tráfico

“Esses roubos armados estão sendo feitos por pessoas que estavam

no tráfico de drogas ou em quadrilhas que, por algum motivo, foram

para o roubo de carro. Acho que foi porque a Polícia está dando em

cima nestes crimes, porque não está fácil passar carro roubado. O

mercado está concorrido.”

 

Carro roubado

“Já tive carro roubado. Nem procurei. Roubei outro e fiz um duble

na hora.”

 

Conselhos

“Não coloque o carro em rua calma demais.”

“Se a pessoa não quiser ter o carro furtado, não deixe nada dentro

visível. Na minha mente doente, sempre acho que tem dinheiro,

ouro, jóia, ali.

“Não equipe muito o carro, porque assim se ganha mais dinheiro.

Além de vender o carro, ainda vendo os acessórios.”

 

Preço

“Numa Blazer do ano, paga-se R$ 10.000,00, se você vender no

interior. Se você passar para um atravessador, fica com uns

R$ 4.000,00 ou R$ 5.000,00. Quando não dá para passar, algumas

pessoas fazem o golpe com a recuperadora. O ladrão fica com 3,5%,

o recuperador com 3,5%, a empresa com 3%, dos 10% que a

seguradora paga.”

 

Justiça

“Meu crime é igual a roubar uma carteira de uma bolsa. Vou ficar

preso por um tempo, uns dois anos, mas vou sair. Infelizmente a

justiça é assim.”

 

Profissionais

“No Rio só existe uns dez profissionais no furto. São pessoas comuns,

que vivem disso. Hoje sou mais uma lenda, mas já furtei seis carros

por dia.”

 

Dom

“O furto é cara de pau. A pessoa não pode vacilar. Levo dez segundos

para entrar no carro e ninguém percebe. Tenho dom.”

 

Desafio

“Se um fabricante quiser, coloca um carro aqui no pátio (da delegacia)

e, se eu não abrir, faço propaganda da empresa dele, dizendo que a

trava de segurança funciona. As montadoras fazem códigos para vender

carros mais caros, mas os delas são os mais fáceis de furtar. A melhor

coisa a fazer é ter seguro.”

 

Autoconfiança

“Não existe carro que eu não roube. Motor não tem vontade própria

e não ama o dono. Se você der energia e combustível, ele vai andar.”

 

Preste muita atenção!

 

Não anote telefone residencial no verso de cheques, especialmente

em postos de gasolina. No caso de assalto ao posto, as informações

pessoais podem ser usadas para ameaças, especialmente contra

mulheres. Anote sempre o telefone comercial.

 

Não exiba currículo no carro, como adesivo de faculdade, do

condomínio onde reside, da academia de ginástica etc. Através dessas

informações, um bandido deduz a vida de pessoa e os usa para fazer

ameaças.

 

Evite compras por telefone ou internet fornecendo o número do

cartão de crédito. Peça boleto bancário.

 

O objetivo do ladrão é patrimonial e não pessoal. Ele escolhe as

vítimas pelo fator comportamental.

 

O ladrão prefere pessoas desatentas, aproveita-se do elemento

surpresa.

 

O elemento surpresa é favorável ao bandido, que nunca está sozinho

e não tem nada a perder.

 

Jamais reaja. Só em filmes dá certo.

 

Mantenha distância segura do carro da frente, para poder sair numa

só manobra, sem bater. Distância segura é poder enxergar pelo menos

parte do pneu do carro da frente.

 

O risco de morrer em roubo de farol é absurdamente maior do que

num sequestro. Nessa situação mantenha as mãos no volante e tente

comunicar-se, indicando claramente o que vai fazer, como, por

exemplo, se for tirar o cinto: “Vou tirar o cinto com esta mão, posso?”

Se pedir a carteira: “A carteira está no bolso de trás (ou dentro da

bolsa), posso pegar?”

 

À noite, calcule tempo e velocidade para evitar parar num farol

vermelho. Não há registro de assalto com carro em movimento.



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