Gente, alguém mais leu a análise do conto que enviei?
Tô fazendo a biografia do autor, tá? Até amanhã devo enviar...
Beijos. |
Gabi
Ontem fiz a biografia do Autor e o estilo.
Estou encaminhando para agregar ao que vc já fez. Preciso apenas digitá-la, farei isso na parte da tarde , ok.
Quanto a análise, vamos utilizar aquela, com algumas inserções que vou utilizar em relação as percepções sobre o texto de Pierre Menard por parte do próprio autor.
Beijos
Ari
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Ok,
Eu havia me esquecido que dividiríamos.
Mas podemos fazer o seguinte:
Os tópicos são esses
biografia do autor; estilo do autor; síntese do enredo; análise do conto, a partir de aspectos estruturais (enredo, personagens, tempo, espaço e narrador) e de sentido.
Como estamos em 5, acho que podemos dividir da seguinte maneira. Considerando que a Gabi e eu já estamos desenvolvendo os tópicos de biografia, estilo do autor e síntese do enredo.
Gabriela: Biografia do Autor; estilo do autor, síntese do enredo e produção da apresentação.
Ewerton: Análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido (narrador).
Alécia: Análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido (Tempo, espaço).
Tom: Análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido ( Enredo, Personagens).
Ari: Biografia do Autor; estilo do autor, síntese do enredo e produção da apresentação.
Amigos, ressalto que esta é apenas uma sugestão. Se estiver de acordo, bola pra frente, do contrário, é só falar.
Abraços
Ari SM Campos
Já foram, de certa forma. Eu fiz uma análise e estava fazendo a biografia, que o Ari também fez e que vamos juntar. Além disso, ele fez estilo também. Falta o resto.
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Ari,
Acho melhor eu não assumir mais coisas. Vou terminar o que tenho da biografia e tentar trabalhar naquela análise que já fiz falando um pouco mais do estilo. A síntese do enredo está lá também. Não me comprometo com a produção da apresentação, pois não consegui mexer mais no meu artigo nessas duas semanas, só no conto e na análise dele, e a entrega é no mesmo dia.
Pode ser?
Beijos,
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Gabi
Não tem problema.
Neste final de semana formatarei a apresentação e encaminharei ao grupo. Precisaremos discutir a apresentação. Vou reproduzir os tópicos em slides e algumas imagens sobre o autor, a obra e Cervantes.
Fique tranquila. Dedique-se ao artigo, faltam poucos dias. Eu também preciso fazer o meu, vou adiantá-lo no feriado do dia 25. Depois de comer o bolo do bixiga.. e´claro.RSRRS
Caros Amigos
Conforme prometido, segue a biografia e o estilo do autor ( em destaque) para análise de todos.
Abraços
Biografia do Autor
Jorge Francisco Luiz Borges (24/08/1899 – 14/06/1986) ficou conhecido por suas poesias, traduções, ensaios, contos e curtas histórias. Nasceu em Buenos Aires, filho de advogado e com uma queda por literatura desde sua tenra infância. Aos noves anos escreveu seu primeiro conto La visera fatal, inspirado em um episódio de “Dom Quixote”. Sua obra ganha destaque no universo das letras por despertar temáticas sempre contundentes no processo evolutivo do homem: teologia,antologia, metafísica e filosofia. Dentre seus inúmeros contos destacam-se O Aleph, O Zahir, A escrita de Deus e Pierre Menard, autor de Quixote.
Suas principais temáticas, no início de sua carreira, davam conta da representação regionalista que, aliás, era bastante comum nos países sul-americanos na época. Contudo, muito embora a influência vanguardista permeie sua obra, o mesmo decide, entre as décadas de 1930 e 1950, navegar sobre os oceanos da narrativa fantástica, produzindo assim importantes ficções do século XX em seus contos reunidos em : História Universal de La infâmia (1935), El jardim de senderos que se bifurcam (1941), Ficciones (1935-1944)* e El Aleph (1949).
A partir da década de 1950 ficou cego, afetado por uma série de doenças que sucederam em conjunto com inúmeros erros clínicos.
Em 1976 apertou a mão de Augusto Pinochet ao ser condecorado no Chile, o ato foi completamente antagônico ao se tratar do mesmo Borges, que abandonara em 1937 seu emprego de diretor da biblioteca Nacional sob a alegação de que o governo argentino tinha uma forte e repugnante inclinação fascista.
Em Genève, no dia 14/06/1986, Borges faleceu , deixando em sua obra um universo de mistérios metalingüísticos que revolucionaram a leitura e o leitor dos novos tempos.
Estilo do autor
Como destacamos na biografia do autor, o mesmo, no inicio de sua carreira dedicou-se ao regionalismo que caracterizava o modernismo em seu segundo período, se considerarmos a adição a estes estilos pelos autores brasileiros. E, em seguida, a entrega completa de Borges as descaracterizações dos gêneros provindas das atividades literárias que submergiam um período bastante aquecido em outros universos artísticos, como o Cinema, por exemplo, conhecido como Surrealismo.
Borges, em seu estilo peculiar, nos remete a um universo em re-construção, descaracterizando o sentido da obra acabada e gerando assim uma novo e fantástico distanciamento com o real ao tempo em o leitor que se vê além das fronteiras da escrita e , por vezes, um verdadeiro participante de uma ficção explícita.
A professora Vera Mascarenhas em seus ensaio sobre Borges & Guimarães(1996) assim define o estilo borginiano :
A ficção, em Borges, caracteriza-se por tecido mesclado pela metalinguagem; a atitude crítico-analítico do processo criador e a linguagem objeto comprimem-se no mesmo espaço. Por isso, ao desdobrar-se o produto, revela-se o mecanismo de produção. Ao lado da obra ficcional híbrida, pode-se inventariar numeroso material teórico, em que o autor dá as coordenadas de sua arte poética.
Esse hibridismo que compõe a via de mão dupla na leitura de Borges, e que incita a recriação dos enredos , além é claro de , das novas definições de gênero, é o que melhor qualifica o caráter literário de sua obra.
O leitor, agora sem a passividade característica de séculos de obras acabadas, mergulha nas aberturas que a matriz do texto borginiano oferece, para , no meio da “leitura Criativa, perceber e salientar para si mesmo, uma opacidade que os textos “servis” tem ignorado.
Gente,
Envio meu arquivo de biografia e estilo. Está bem longo também, são 4 páginas. Acho que, ao todo, com aquelas que já enviei de análise, temos 8. Não estava na primeira aula, por isso, não sei se está muito além do que a professora pediu, se deve ser algo mais simples. De qualquer jeito, o que o Ari enviou não está nesse arquivo, teremos que fundir os dois ainda. |
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Beijos,
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O narrador em “Pierre Menard, autor do Quixote”
Podemos afirmar que a narração no conto em análise se dá em primeira pessoa, haja vista o uso do verbo na 1ª pessoa do singular e as apreciações do narrador em relação à personagem principal, colocando-se o narrador como pessoa próxima de Pierre Menard. Contudo, não se trata propriamente de uma história, mas de uma apreciação por parte do narrador referente a Pierre Menard enquanto escritor, com o propósito de corrigir erros cometidos quanto ao levantamento das obras escritas por este e, especialmente, tecer comentários referentes aos fragmentos do Quixote escritos (ou reescritos) por Menard.
Trata-se, dessa forma, de um conto que foge aos esquemas tradicionais do gênero e inova ao apresentar, não uma narração strictu sensu, salvo pelo início do texto, mas uma espécie de apreciação literária de um autor ficcional.
Dessa forma, ao apresentar um texto de crítica literária em forma de conto, Borges brinca com os limites da ficcionalidade e, de certa forma, torna tênue a divisão entre esta e o que chamaríamos realidade. Assim, ele traz à estrutura do texto o questionamento levantado durante o conto quando, ao citar William James, alega que para este “a verdade histórica (...) não é o que aconteceu; é o que julgamos que aconteceu”.
Ewerton ficou muito bom, vou adicioná-lo ao nosso texto principal e utilizá-lo na confecção da apresentação.
Amanhã nos reuniremos na aula e podemos discutir um pouco sobre o formato da apresentação. A príncipio estou pensando em utilizarmos o projetor, acho que facilitará nosso trabalho. Se assim decidirmos, devemos avisar a professora amanhã.
Aproveito esse contato para informar à todos que o nosso colega Tom, infelismente, não fará os módulos “conto” e “crônica”; ele me ligou e explicou as razões que o fizeram se afastar, temporariamente, do curso. É uma grande pena, pois todos nós sabemos do potencial dele e o quanto ele agrega a sala.
Dessa forma, vou assumir a parte que ele faria e enviarei a análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido ( enredo, personagens) na segunda feira, para apreciação e possíveis correções.
Na quarta feira, gostaria de encerrar os trabalhos em relação a este seminário, para que eu tenha a quinta e a sexta separadas para o meu artigo.
Segue a nova divisão.
Gabriela: Biografia do Autor; estilo do autor, síntese do enredo.
Ewerton: Análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido (narrador).
Alécia: Análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido (Tempo, espaço).
Tom: Análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido ( Enredo, Personagens).
Ari: Biografia do Autor; estilo do autor, síntese do enredo ,produção da apresentação e Análise do conto a partir dos aspectos estruturais e de sentido ( Enredo, Personagens).
Abraços
E até amanhã
Ari, depois me conta tudo da aula de hoje??? rs
Subject: RES: RES: RES: RES: Seminário
Date: Fri, 22 Jan 2010 16:24:30 -0200
Olá Alécia
Fizemos algumas colocações a respeito dos textos previstos.
Foram sintetizadas algumas ideias como:
Texto – Teoria do Conto Nádia Battela Gotlib
Algumas definições de Conto ( segundo Poe)
-Brevidade
-Construção Racional e economia de meios narrativos
- desfecho como ponto alto
-Tema e técnica narrativa : efeito final
Algumas definições de Conto ( segundo Tchekhov)
- Brevidade e impressão total
-Novidade, força, clareza e compactação
-economia narrativa e abordagem realista
- Rompimento com a unidade tradicional do enredo
- Abordagem do acontecimento trivial
- Emprego de “tom menor”
Redefinições da Modernidade
- Manutenção de aspectos consagrados
-Momento Especial como impressão total
- Não-acontecimento como acontecimento
No final, duas definições de Epifania
(...) Espécie ou grau de apreensão do objeto que poderia ser identificada como objetivo do conto, enquanto uma forma de repreensão da realidade.
(...) epifania é uma manifestação espiritual súbita em que um objeto se desvenda ao sujeito
Texto: Valise do Cronópio – Julio Cortázar
Aspectos do conto: Significativo/tema excepcional/calculado/objetividade/ impacto ( caráter breve)/ proximidade do leitor e narrador/ distanciamento entre autor e texto.
Na segunda Parte da aula , assistimos aos dois seminários previstos. O Primeiro sobre o conto de Machado de Assis ( O conto da Vara) e o segundo sobre Virginia Woolf ( A Apresentação).
A professora certamente passará os slides via e-mail, como fez anteriormente, estas foram as minhas notas no dia de hoje.
Quanto ao nosso trabalho, vamos concluí-lo na terça feira. Até lá, vou inserindo as novidades.