Mas o que eu achei pior foi a hierarquia cega entre imagem-movimento e imagem-tempo: a primeira não presta, toda ela é "filme de ação", e é inteiramente marcada pelo horror capitalista e pela burrice geral. A segunda é o próprio Messias, feita só pra quem é inteligente, salvando o mundo da catástrofe ao revelar (aos inteligentes) aquilo que não
pode ser revelado de outro modo (confundiu Deleuze com Kracauer!). E tudo isso colocado na boca do Deleuze! Desastre.
Já comentei com vocês, altos deboches, que minha ex-orientadora uma vez entregou a duas alunas interessadas no cinema do Deleuze, um volume pra cada uma, e mandou que elas lessem pra comentar em aula na semana seguinte! E agora o absurdo se concretiza, não pelas alunas dela, mas pelo próprio aluno do cara!
O André também saiu de lá muito puto (concordo plenamente: kantiano é o próprio Machado, mas no pior sentido possível), se bem que dizendo que, depois do desastre, no debate com o doutorando escolhido para o posto, a coisa melhorou (pra depois descambar geral numa perguntinha desastrosa da plateia). Nada desse finale, porém, eu testemunhei. Saí antes do fim da fala do cara (fim que ele anunciou 500 vezes).
Já cansei do apocalipse, segundafeira a gente fala mais.
(Aliás, segunda passada só veio o Marcelo; esperamos até umas 19h10 e fomos embora: todos perdoados, é claro, a confusão foi toda minha, e a chuva ainda piorou a situação.)
Bjs,
Felipe