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coroat

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Jun 27, 2008, 12:35:59 PM6/27/08
to monarquiabrasileira, tradicoespoliticasbrasileiras, ibemonarquicos, estudos-monarquicos21
Amigos,

para encerrar e evitar mais polêmica, digo que concordo com todos, com os candidatos e os não candidatos, com os do MM independente e os do não-independente, com históricos, os recém-chegados e com os simpatizantes. Porém, ...

a) gostaria de lembrá-los de que o início desse debate deve-se a uma pequena e desprentenciosa mensagem deste seu "companheiro" na qual evidenciava o espírito monárquico de nosso povo e o acerto de quantos, integrantes de grupos ou não, defendem nossa forma de governo original; e toda a controvérsia (também a partir de uma perguntinha minha)girou em torno na atitude dos príncipes que ora desestimulam a ação de monarquistas mais empenhados (perdoem-me por esta expressão, eu não encontrei uma mais delicada) ora simplesmente a boicotam;

a.1) exemplos da atitude principesca não recomendável não faltam, mas vou lembrar uma: quando publicou a extinta revista Mundo Monárquico, o dr. Paulo Napoleão enviou um exemplar para os integrantes de nossa C.I., contudo, só um teve a educação de acusar recebimento, D.Pedro Gastão. Parece que o Duque de Bragança e outros príncipes europeus teram mais atenção á publicação do os brasileiros. Isso sem falar que a causa principal daquele periódico, que podia ter rompido a barreira imposta pela grande mídia, residiu na C.I.

b) Quanto á recepção calorosa e até apoteótica que os membros da F.I. recebem não é novidade para nenhum de nós, pois o que tenho afirmado, e outros confirmam, é justamente a natureza "imperial" de nossa gente. Lembro-me de que uma professora, em cuja sala estagiei, falara de uma aluna que estivera com o príncipe, "aquele descendente de D.Pedro II", com palavras dela. O prícipe era D.João Henrique. Vejam que nem professora nem aluna acharam absurdo haver prícipes no Brasil.

c) Por certo que os dinastas fazem o que podem. Entretanto, não poderíam fazer mais caso não agissem como "donos" do monarquismo? Não teríam apoios melhores se os integrantes, sobretudo os históricos, não se sentissem barrados desse trabalho só por tomarem iniciativas sem esperar a bênção principesca?

d) Não se desrespeitou, portanto, pelo menos não se teve essa intenção, nenhum membro da C.I. pelo simples fato de se enumerar os acontecimentos que frustram monarquistas de ontem de hoje. Agora, se toda vez que se falar nesse tema, que é uma realidade, outros reagem como se quisséssemos perturbar o meio monarquista, é de se questionar que tipo de monarquia os senhores e os dinastas pretendem para o Brasil.

d) Propostas para a divulgação da Monarquia e reestruturação do MM em bases racionais não faltam. As últimas se consubstanciam nas Cartas. Mas Suas Altezas nem se dignaram a acenar um "muito bem" aos que se dedicaram, investiram tempo e os próprios recursos a analisar a situação do MM e propor mudanças.

e) Já sobre o recorrente quesito da preparação cultural de nosso povo, incluindo a classe média, pergunto: não estamos subestimando demais nossos compatriotas? Ora, nós todos, monarquistas históricos e recentes, sofremos a programação imposta pela República, no entanto, somos monarquistas. Será que nossos concidadãos não podem chegar á mesma conclusão, após a uma bem planejada e executada campanha, mesmo que a médio prazo?

f) A propósito das metas, elas existem, fundamentalmente, para serem alcançadas a curto, médio e longo prazos. Sendo que os resultados de longo prazo resultam de uma construção continuada dos de curto e médio. As metas, sendo avaliadas periodicamente podem ter prazos dilatados ou não. Minha gente, esperar não é saber... Lembram-se da música?

Entrementes, já que não podemos fazer outra coisa a não ser o que já se faz, continuemos fazendo até que venha o dia mágico em o povo irá ás ruas aclamando e exigindo a coroação do próximo Imperador.

Paulo Barreto


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