Detalhes sobre o início da república que os nossos livros escolares não mostram

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eduternura

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Dec 18, 2011, 11:00:09 AM12/18/11
to cesar...@uol.com.br, andreab...@hotmail.com, estudos-mo...@googlegroups.com, historiadores...@googlegroups.com, diretoriomona...@gmail.com, glori...@yahoo.com.br, paula....@globo.com

O estudo da monarquia brasileira inclui, necessariamente, o rigor quanto à narrativa dos eventos.
Por isso, devemos lembrar o que se segue.
- Dom Pedro II nunca renunciou (abdicou) ao Trono do Brasil. Assim, quando faleceu em Paris, era, ainda Imperador do Brasil.
- As tropas do Exército, na Bahia, comandadas pelo Marechal Hermes, irmão do Marechal Deodoro, esperaram até o final da tarde do dia 15 de novembro por ordens do Rio de Janeiro, para marcharem contra as tropas rebeladas na Corte. Como as ordens nunca chegaram por terem sido os Correios e Telégrafos ocupados, prioritariamente, pelas tropas rebeladas, o comandante resolveu aderir ao golpe republicano.
- O Governo Imperial nunca se importou com os rumores de conspiração contra o regime porque julgava ter o Brasil, na época, instituições sólidas. Por isso achava-se que jamais ocorreria aqui o que ocorria com frequência nos demais países da América Latina.
- Alguns livros esco lares de História apresentam as charges sobre o Imperador, ridicularizando-o, como prova de que havia muito descontentamento com o regime. O fato é que o Imperador, conforme se lê textualmente, nos Conselhos à Regente, de sua autoria, fazia questão de respeitar rigorosamente a liberdade de imprensa por julgá-la indispensável ao controle do que faziam os ministros. Assim, maldosamente, alguns autores vêem a liberdade de imprensa com prova da falta de apoio popular ao regime.
- Nenhum general golpista teve coragem de ir falar pessoalmente com o Imperador. Só apareceram no Paço oficiais de patentes até a de coronel.
- A idéia de banimento foi uma reação irritada, do Governo Provisório, contra a recusa do Imperador de aceitar os 5 mil contos de réis que o Governo lhe ofertara para passar o resto da vida na Europa com todo o conforto.
Cinco mil contos de réis eram suficientes para comprar-se, no dia, 5 toneladas de ouro. O Imperador recusou a ofert a porque a decisão não tinha sido do Parlamento, dizendo que os membros do governo, pessoalmente, não tinham o direito de usar o dinheiro do povo.
- Quando Dom Pedro II faleceu em Paris, o Governo Francês homenageou-o com honras imperiais no féretro.
Duzentas mil pessoas, aproximadamente, acompanharam a passagem do corpo do Imperador embora fosse em dezembro, época de inverno na França. As honras do Governo Francês foram uma espécie de agradecimento por ter sido ele o primeiro chefe de estado a visitar a França depois da humilhante derrota para a Prússia em 1870.
- O banimento foi cancelado pelo Governo Brasileiro em 1920. A partir daí os príncipes brasileiros começaram a retornar à pátria.

João Baptista
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