A Rede Social - o filme

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Laércio Góes

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Oct 20, 2012, 1:19:58 PM10/20/12
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O filme 'A rede social' traça retrato crítico da juventude 2.0

Gustavo Miller

Do G1, em São Paulo

Um garoto genial e tímido, mas mimado, revoltado, vingativo, ganancioso, trapaceiro, arrogante e que passa o dia de chinelo de avô e moletom. Em 140 caracteres, essa é uma descrição que se pode fazer de Mark Zuckerberg, tendo-se apenas como base “A rede social”, filme de David Fincher que encerra a 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nesta quinta-feira (4).

Os atores Jesse Eisenberg  (sentado) e Joseph Mazzello durante cena do filme 'A rede social'Os atores Jesse Eisenberg (sentado) e Joseph Mazzello durante cena do filme 'A rede social'. Longa-metragem estreia no Brasil no dia 3 de dezembro (Foto: Divulgação)

O longa, que só estreia no Brasil em 3 de dezembro, é vendido como a história do Facebook, maior rede social do planeta com mais de 500 milhões de usuários. Mas a primeira coisa a se saber sobre ele é que se trata de um filme sobre Zuckerberg, um prodígio da computação que se tornou bilionário aos 23 anos, cuja história serve para Fincher traçar um crítico retrato da juventude 2.0., desregrada e ensimesmada.

Copia e cola
“A rede social” tem como pano de fundo a Universidade de Harvard do ano 2003. Zuckerberg (Jesse Eisemberg) é um jovem estudante que acaba de ser largado pela namorada. Para se vingar, ele se torna um blogueiro sociopata que destrói a reputação dela e, em seguida, cria ao lado do programador brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield) um aplicativo batizado de Facemash, cujo mote é ranquear e criar uma disputa de beleza entre as universitárias.

Enquanto eles investem no site, Zuckerberg se tranca em seu quarto e, num belo copia e cola, pega os elementos dos colegas e os aprimora para aquilo que se tornaria o seu “The Facebook”, um hit instantâneo em Harvard e em outras faculdades americanas e europeias.A invenção o torna popular pela primeira vez. Três amigos geeks o convidam então para ajudar a pôr no ar um projeto pessoal deles: uma rede social universitária, de nicho, em que os cadastrados poderão se relacionar sabendo exatamente quem é a pessoa por trás da tela do monitor.

Thriller nerd
Ter acesso aos bastidores da criação de uma rede social virtual não parece nada atraente, tudo bem, mas é aqui que entra o olhar de Fincher. A narrativa não é linear e mescla cenas do passado com presente, como Zuckerberg programando e se defendendo no tribunal universitário de seus ex-colegas que lutam pelo crédito a que têm direito.

Essas cenas de disputa são tensas e servem para apresentar uma bela geração de novos atores que vêm por aí. Eisemberg tem uma quietude arrogante: ele não sorri nem altera o tom de voz e criou um irritante trejeito de falar atropelando as palavras. Garfield, que em breve será o novo Homem-Aranha, destaca-se pela carga dramática que emprega ao seu personagem, o melhor amigo de Zuckerberg que leva uma rasteira daquelas.

Armie Hammer, que faz os gêmeos Winklevoss, está tão bem que nem parece um mesmo ator em dois papéis. Já Justin Timberlake também está ótimo na pele do escroque Sean Parker, cocriador do Napster e um dos primeiros a enxergar um potencial de negócios no Facebook.

“A rede social” é um filme atual não por ser apenas do Facebook mas por abordar questões pertinentes como o bullying virtual ou a falsa sensação de poder que a internet pode criar. Isso sem falar na questão dos direitos autorais em tempos de web colaborativa e até mesmo na crise da indústria fonográfica.

Fora isso, a edição alucinante e claustrofóbica de Fincher, pontuada com os ótimos diálogos do roteiro de Aaron Sorkin (da série “The west wing”) e a nervosa trilha sonora de Trent Reznor (do Nine Inch Nails), fazem do filme um thriller dos bons. Um thriller nerd dos bons.

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/11/o-g1-ja-viu-filme-rede-social-traca-retrato-critico-da-juventude-20.html



26/05/2011 - 08h05

Zuckerberg, o oráculo, fala

DE SÃO PAULO

Como pergunta o Twitter: "What's happening?"

Saiba vendo a entrevista de Mark Zuckerberg, 27, fundador e controlador do Facebook, para Maurice Lévy, 69, CEO da Publicis, um dos maiores grupos de propaganda do mundo.

O vídeo da entrevista em sua íntegra está disponível aqui. A conversação opôs desde o começo, de forma brutal, o velho mundo da publicidade com o novo mundo da, do... ainda não sabemos, mas ver Zuckerberg ajuda a pensar.

A velha propaganda está tão ameaçada pelo Facebook. Basta sentir a reverência do venerável Lévy com Zuckerberg, que aos 27 anos é hoje o homem mais importante da propaganda sem nunca ter sido um homem da propaganda.

Para Zuckerberg, o oráculo, vivemos num mundo mais aberto e conectado onde as pessoas compartilharão cada vez mais coisas, opiniões, sentimentos com amigos e parentes. Compartilhar é a chave. Compartilhar com os amigos e a família é um desejo universal, diz, de todas as culturas e regiões de um mundo onde quase 10% da população estão conectados pelo Facebook. Essa conexão permite que as pessoas tenham voz e sejam ouvidas, o que forma uma apreciação melhor das coisas e ao final permite que os bons prevaleçam, tornando o mundo muito melhor.

Zuckerberg diz ainda que o Facebook já mudou a indústria de games e mudará nada menos que todas as mídias. Como o consumo de mídia é naturalmente compartilhado, ele migrará para plataformas sociais como a do Facebook: filmes, músicas, livros, notícias, tudo será consumido em plataformas de relacionamentos sociais como o Facebook.

Compartilho a seguir, por tópicos, algumas ideias do oráculo de Palo Alto, mas você precisa vê-lo disparando seus pensamentos com a velocidade de um superchip para entendê-los melhor.

*

REALIDADE

O Facebook está baseado na realidade. As pessoas no Facebook são o que elas são no seu dia a dia. Há valor em sites onde se pode assumir identidades falsas, mas o valor do Facebook vem do fato de mostrar a realidade das pessoas. A opinião dada no Facebook tem valor porque ela está atrelada a uma pessoa real, que responde por suas opiniões perante seus próximos.

PROPAGANDA

"Eu estou no ramo da propaganda, é assim que ganhamos dinheiro", diz Zuckerberg como se isso fosse um pequeno detalhe do que faz.

"O meu também", retruca Lévy.

"Lados diferentes da, lados diferentes da...", balbucia Zuckerberg.

Lévy corta: "Eu sei, eu sei, estamos agora ficando muito pequenos comparados a você."

Zuckerberg conta conversa com produtor de cinema que lhe revelou em tom de queixa que agora não se pode mais fazer dinheiro com filmes ruins. Antes, com um bom marketing, você garantia uma boa estreia e duas, três semanas de exibição do seu filme ruim. Agora, no primeiro dia de exibição, ou muitas vezes antes mesmo da estreia, já há uma opinião formada sobre o filme na web. Se for ruim, não importa o marketing mais eficiente, ninguém vai, lamentou o produtor. "Mas essa é a beleza da coisa", enfatiza Zuckerberg. "Bons filmes devem ser capazes de fazer mais dinheiro, filmes ruins, não". A propaganda não vai mais conseguir vender produtos se eles forem ruins. Ao menos não com a mesma facilidade.

"Um mundo onde melhores produtos e melhores ideias prevaleçam, é isso que estamos construindo", diz.

Zuckerberg numa hora faz pergunta retórica a Lévy como se ainda precisasse provar sua superioridade: o que é mais eficiente, a propaganda que você mostra às pessoas dos produtos de uma empresa ou eu dizendo aos meus amigos que aquele produto é bom? Lévy teve de concordar com ele.

PRIVACIDADE

Pessoas escolhem seus próprios limites de exposição pública: alguns compartilham muito, outros preferem ver o que os outros compartilham. Cada vez vão achar um balanço novo entre o que mostrar e não mostrar. E isso está evoluindo muito rapidamente. As pessoas estão começando a entender melhor o que é compartilhar e tendem a revelar mais de si depois desse entendimento.

O BEM PREVALECE

Graças à internet, que permite compartilhar tudo com todos, as opiniões corretas prevalecerão, os melhores produtos prevalecerão, e o Facebook é prova disso.

Zuckerberg conta que quando o site de relacionamento MySpace tinha 100 milhões de usuários e o Facebook, 10 milhões, o Yahoo ofereceu a ele U$ 1 bilhão pelo seu site. Aos 22 anos, Zuckerberg disse não a um cheque de US$ 1 bilhão, e todos acharam que ele era louco (ele é louco!). Mas ele estava seguro que tinha um produto melhor que o MySpace e, demonstrando sua tese, o Facebook prevaleceu. E vale hoje, com seus mais de 500 milhões de usuários, sei lá, US$ 50 bilhões foi o última estimativa, mas velha de meses.

TENDÊNCIAS DA WEB

A capacidade de compartilhar qualquer coisa com quem quiser é a grande tendência da web hoje e ainda por muito tempo. A indústria dos games viu como isso é transformador. As empresas que passaram a desenvolver games para redes sociais ultrapassaram rapidamente as que fazem games para consoles individuais. Os games são atividades muito sociais, assim como as mídias em geral, que serão os próximos passos da dominação do Facebook e das redes sociais.

Compartilhar o que você compra (dados do cartão de crédito) pode ser muito interessante para seus amigos. Compartilhar a sua localização já é uma tendência muito forte, as pessoas querem saber quem está por perto delas.

Essa tendência dominante de compartilhar ainda está mais perto do começo do que do fim. Ainda vai mudar e evoluir muito.

MÍDIA DOMINADA

Músicas, filmes, TV, notícias, livros, todas as coisas que gostamos de compartilhar e conversar com os amigos serão dominadas por empresas operando em plataformas de redes de relacionamento social como o Facebook. Todas essas mídias mudarão completamente em até cinco anos (fala como se isso fosse um prazo longo). O Facebook não será uma empresa de música ou das outras mídias, mas elas rodarão na plataforma do site.

DESIGN SOCIAL

Lévy faz finalmente uma pergunta elogiada por Zuckerberg: "O que é a parte mais importante do seu DNA, a da tecnologia ou a do social?"

Zuckerberg diz que ambas, que as pessoas e empresas podem compreender só uma ou duas coisas muito bem. Lembra que estudou tecnologia e psicologia na universidade e que o Facebook é isso: a tecnologia e o social.

Os funcionários do Facebook usam o termo "social design" para descrever o que fazem. Criar e estruturar coisas ligadas às nossas experiências sociais é diferente de outros designs. Por exemplo, como construir sua lista de amigos no Facebook. É um design muito diferente do habitual. Dizer não a um pedido de amigo pode ser muito mais estressante do que recusar um produto, há uma outra pessoa do outro lado. Por isso o Facebook trocou o "aceito" ou "não aceito" um amigo por "aceito" ou "não aceito agora", o que é um não aceito disfarçado, mas que faz as pessoas se sentirem melhor ao rejeitar o pedido. Isso é "social design".

O PODER DAS FACES

O Facebook tem imagens dos rostos das pessoas em toda parte. "O que aprendi estudando psicologia", afirma, "é que as pessoas tem parte grande do cérebro que serve só para identificar rostos, aprende-se muito olhando os rostos das pessoas".

REVOLUÇÕES NO MUNDO ÁRABE

As revoltas árabes são sintomas de algo maior, as pessoas agora podem se comunicar e compartilhar suas opiniões, isso não e só Facebook, mas é a internet. Quando as pessoas conseguem expressar suas opiniões, coisas muito boas acontecem só porque as vozes das pessoas são mais ouvidas.

Seria muito arrogante a qualquer empresa de tecnologia reivindicar papel relevante nas revoltas árabes, diz. O Facebook não foi nem necessário nem suficiente para as revoltas, mas sim o sentimento das pessoas que queriam mudanças em seus países.

REBOBINANDO O MUNDO

"Estamos rebobinando o mundo", resume. Primeiro as pessoas começaram a compartilhar suas coisas, depois as empresas entraram na onda, depois virá a política, a relação com os governantes e os governos é a próxima fronteira nos sites de relacionamento. Páginas dos líderes políticos no Facebook interagem com as redes sociais, tornam essa troca pela primeira vez muito próxima, relevante e abrangente. Mas não é o Facebook, é a internet, lembra sempre.

Resumi aqui alguns pensamentos de Zuckerberg. Repito, veja a entrevista toda. E depois compartilhe com seus amigos. O bem prevalecerá. O oráculo falou. Amém.

Sérgio Malbergier

Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos "Dinheiro" (2004-2010) e "Mundo" (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve às quintas no site da Folha.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/921116-zuckerberg-o-oraculo-fala.shtml

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Laércio Torres de Góes
Site: www.laerciogoes.com.br
Twitter: @laerciogoes
Facebook: https://www.facebook.com/laerciogoes

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