Olá
Estivemos (eu,Sara e Paulo), hoje, no ato de solidariedade aos bombeiros que estão presos. O ato reuniu, aproximadamente, mil pessoas. Pretendem não sair da porta Alerj enquanto seus companheiros não forem soltos. Havia um grupo grande de trabalhadores da corporação, além de suas filhas, filhos e mulheres (que exibiam cartazes que nos quais se lia: Tenho orgulho do meu marido, que está preso!) e mais alguns poucos militantes dos partidos de esquerda, de sindicatos e movimentos sociais. Lá, fiquei sabendo que há pessoas ligando para a emergência dos bombeiros para manifestar apoio à luta. Entre as diversas cenas comoventes que presenciamos, há uma que não me sai da mente. Num dado momento, juntou-se aos carros de polícia que estavam no outro lado da calçada da ALERJ, um grupo de policiais da cavalaria. Fiquei com muito medo, porque pensei que a polícia estava se preparando para acabar violentamente com o ato. Quando chegaram, um grupo os vaiou e alguns poucos dirigiram-se para a frente deles, de modo muito indignado. Em seguida, alguns pediram que esses voltassem para junto dos manifestantes e, então, um dos coordenadores do ato começou a dizer, ao microfone, que a luta deles era uma só e que sabia que estavam ali cumprindo ordens. Durante essa fala, alguns dos policiais concordaram, acenando com a cabeça e, em seguida, o primeiro da linha fez meia volta e se foi, tendo sido imediatamente seguido pelos outros.
Como diz a Sara:" a humanidade tem jeito e um dia poderá vir a se tornar socialista".
Beijos
Sonia